Sunday, March 15, 2015

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5 things Netanyahu forgot to tell the American people
5 coisas que Netanyahu esqueceu-se de dizer ao povo estadunidense
Robert Bridge has worked as a journalist in Russia since 1998. Formerly the editor-in-chief of The Moscow News, Bridge is the author of the book, “Midnight in the American Empire.”
Robert Bridge trabalha como jornalista na Rússia desde 1998. Antes editor chefe do The Moscow News, Bridge é autor do livro “Meia-Noite no Império Estadunidense.”
Published time: March 04, 2015 18:46
Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu addresses a joint meeting of Congress in the House Chamber on Capitol Hill in Washington, March 3, 2015. (Reuters/Gary Cameron)
This week, Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu broke with American protocol and delivered a speech before the US Congress without consulting the White House first.
Esta semana o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu quebrou o protocolo estadunidense e proferiu discurso perante o congresso dos Estados Unidos sem primeiro consultar a Casa Branca.
Many Democrats viewed the speech as an attempt by a foreign leader to chastise and change Washington’s foreign policy efforts, specifically with regards to Iran and its alleged efforts to obtain nuclear weapons.
Muitos Democratas viram o discurso como tentativa de líder estrangeiro de criticar e modificar as diligências de política externa de Washington, especificamente no tocante ao Irã e aos alegados esforços daquele país de obter armamentos nucleares.
Netanyahu criticized the Obama administration, saying its efforts to negotiate a deal with Tehran “will not prevent Iran from developing nuclear weapons. It would all but guarantee that Iran gets those weapons, lots of them.”
Netanyahu criticou a administração Obama, dizendo que os esforços dela para negociar acordo com Teerã “não impedirão o Irã de desenvolver armas nucleares. É praticamente certo que o Irã obterá essas armas, grande quantidade delas.”
Obama said Netanyahu didn’t offer any “viable alternatives” to the nuclear negotiations with Iran, while adding “there was nothing new” in the speech. However, there were some things Netanyahu failed to mention that deserve brief consideration.
Obama disse que Netanyahu não ofereceu quaisquer “alternativas viáveis” para as negociações nucleares com o Irã, acrescentando que “nada havia de novo” no discurso. Todavia, houve algumas coisas que Netanyahu deixou de mencionar, as quais merecem breve consideração.
Here are five of them.
Eis aqui cinco delas.
5. Iran has taken sides with Jewish people in the past
5. O Irã, no passado, já ficou ao lado do povo judeu
At the beginning of his speech to US lawmakers, Netanyahu set the stage for some heated Iran fear-mongering by citing a page from ancient history. He recounted the misdeeds of a Persian viceroy named Haman (Iranians) “who plotted to destroy the Jewish people some 2,500 years ago.” However, the plot was foiled by the intervention of Queen Esther and the Jewish people were saved from the evil machinations of an Iranian tyrant.
No início de seu discurso aos legisladores dos Estados Unidos Netanyahu preparou o terreno para incendida instigação de medo mediante citar página da história antiga. Ele recordou os atos malévolos de vice-rei persa chamado Haman (iranianos) “que conspirou para destruir o povo judeu há 2.500 anos.” Contudo, a conspiração foi frustrada pela intervenção da rainha Ester e o povo judeu foi salvo das perversas maquinações de tirano iraniano.
But wasn’t Netanyahu cherry-picking his choice of historical legend to strengthen his argument against Tehran? After all, he could just as easily pointed to a much more recent historical episode involving the Jewish people and the Persians, and one that does not reflect so negatively on Iran.
Será, porém, que Netanyahu não escolheu de maneira tendenciosa sua lenda histórica para dar força a sua argumentação contra Teerã? Afinal, ele bem poderia ter, com a mesma facilidade, ter destacado episódio histórico muito mais recente envolvendo o povo judeu e os persas, episódio que não se reflete tão negativamente sobre o Irã.
Two thousand years after the above-mentioned incident, in 539 BC, Cyrus, the Persian prince, conquered Babylon practically without bloodshed, thus freeing the Israelites from their long captivity. Clearly, Cyrus was not your average warlord. The tolerant Persian prince and his successors permitted the Jews the freedom of worship, as well as allowing them to return home from exile and rebuild the temple. According to historian Michael Axworthy (“Iran: Empire of the Mind,” 2007), this act of generosity did not go unnoticed. In Jewish scripture, Cyrus acquired a “unique status” among Gentile monarchs, he noted.
Dois mil anos depois do incidente acima mencionado, em 539 A.C., Ciro, príncipe da Pérsia, conquistou Babilônia praticamente sem derramamento de sangue, dessarte libertando os israelitas de seu longo cativeiro. Claramente, Ciro não era líder militar ordinário. O tolerante príncipe persa e seus sucessores permitiram aos judeus liberdade de adoração, bem como permitiram que eles voltassem para sua terra vindos do exílio e reconstruíssem o templo. De acordo com o historiador Michael Axworthy (“Irã: Império da Mente,” 2007), esse ato de generosidade não passou despercebido. Na escritura judaica, Ciro adquiriu “distinção sem igual” entre os monarcas gentios, observou ele.
Although it may seem ridiculous to harp on ancient history in such a modern context, as Netanyahu did, it is important to remember that there have been historical examples of goodwill on the part of the Iranians towards the Jewish people, and vice-versa. There is no reason to suggest that such an atmosphere of trust could not prevail once again between the two countries.
Embora possa parecer ridículo repisar história antiga em contexto tão moderno, como fez Netanyahu, é importante lembrar ter havido exemplos históricos de boa vontade da parte dos iranianos para com o povo judeu, e vice-versa. Não há motivo para sugerir que tal atmosfera de confiança não possa de novo prevalecer entre os dois países.
Instead, Netanyahu called Iran a "threat to the entire world".
Contrariamente a isso, Netanyahu chamou o Irã de "ameaça ao mundo inteiro".
4. Iraq was (wrongly) attacked for WMDs
4. O Iraque foi (indevidamente) atacado por causa de armas de destruição em massa - WMD
Netanyahu’s address to US Congress was liberally littered with apocalyptic allusions to Iran, a country that “cannot be trusted,” blaming it for a future “nuclear nightmare.” However, the Israeli leader’s speech conspicuously ignored the tragic tale of another country that once featured high on his hit list and for eerily similar reasons.
O discurso de Netanyahu dirigido ao congresso dos Estados Unidos esteve liberalmente juncado de alusões apocalípticas ao Irã, país no qual “não se pode confiar,” culpado de futuro “pesadelo nuclear.” Sem embargo, o discurso do líder israelense ignorou conspicuamente a trágica história de outro país que no passado figurava entre os primeiros em sua lista de alvos e por motivos sinistramente análogos.
On September 2, 2002, one year after the terrorist attacks of 9/11, Netanyahu, speaking this time as a private citizen and “expert” before US Congress, warned US lawmakers about the nuclear ambitions of another apparent Middle East belligerent, the Baathist regime of Iraq.
Em 2 de setembro de 2002, um ano depois dos ataques terroristas do 11/9, Netanyahu, daquela vez falando como cidadão privado e “especialista” diante do congresso dos Estados Unidos, advertiu os legisladores a respeito das ambições nucleares de outro grupo aparentemente beligerante do Oriente Médio, o regime baathista do Iraque.
With no question whatsoever that Saddam is seeking and is working and is advancing towards the development of nuclear weapons. No question whatsoever…Saddam is hell bent on achieving atomic capabilities as soon as he can.”
Sem qualquer sombra de dúvida, Saddam está buscando e trabalhando e progredindo rumo ao desenvolvimento de armamentos nucleares. Não há qualquer dúvida...Saddam está firmemente decidido a possuir armas atômicas o mais cedo que possa.”
An explosion rocks Baghdad during air strikes March 21, 2003. (Reuters/Goran Tomasevic)
Did Netanyahu believe that inspections would prevent Iraq from obtaining the weapons they were allegedly seeking? No, he didn’t. “I believe that free and unfettered inspections will not uncover these portable manufacturing sites of mass death,” he told US Congress members.
Será que Netanyahu acreditava que inspeções impediriam o Iraque de obter as armas que alegadamente procurava? Não. “Acredito que inspeções livres e desimpedidas não revelarão esses locais removíveis/cambiantes de morte em massa,” disse ele aos membros do congresso dos Estados Unidos.
However, the question of whether or not regular inspections would have worked to contain Iraq’s alleged nuclear aspirations turned out to be a moot point because, as no such facilities to develop nuclear weapons of mass destruction were ever discovered in Iraq, something UN weapons inspectors were saying in the weeks and months leading up to the full-blown invasion.
Nada obstante, a questão de se inspeções regulares teriam ou não funcionado para conter as alegadas aspirações nucleares do Iraque revelou-se superada porque tais instalações para desenvolvimento de armas nucleares de destruição em massa nunca foram descobertas no Iraque, algo que os inspetores de armas das Nações Unidas já diziam nas semanas e meses anteriores à invasão plena.
Nevertheless, on March 19, 2003, the United States launched a massive military offensive against Iraq, dropping thousands of pounds of ordnance on the Arab nation over a 10-year period, which has culminated in the death of an estimated 135,810-153,446 civilians, according to Iraqi Body Count.
Contudo, em 19 de março de 2003, os Estados Unidos deflagraram maciça ofensiva militar contra o Iraque, despejando milhares de libras de explosivos naquela nação árabe durante período de 10 anos, culminando na morte de estimativamente 135.810 a 153.446 civis, de acordo com a Contagem de Corpos Iraquianos.
Meanwhile, Netanyahu has been actively portraying Iran as a potential nuclear threat for over 20 years.
Enquanto isso, Netanyahu vem ativamente retratando o Irã como ameaça atômica em potencial por mais de 20 anos.
In 1992, while serving as an Israeli parliamentarian, Netanyahu warned his colleagues that Tehran is about 5 years from producing a nuclear weapon, and that the threat must be "uprooted by an international front headed by the US."
Em 1992, na condição de parlamentar israelense, Netanyahu advertiu seus colegas de que Teerã está a 5 anos de produzir arma nuclear, e que a ameaça precisa ser "desarraigada por frente internacional liderada pelos Estados Unidos."
Now, given that Netanyahu, as well as many other world leaders at the time of the Iraq War, including Tony Blair and George W. Bush, was so patently wrong concerning the threat allegedly posed by Iraq back in 2002, the question must be asked why he was allowed to speak before US Congress concerning Iran’s present nuclear ambitions.
Ora bem, dado que Netanyahu, bem como muitos outros líderes mundiais à época da guerra no Iraque, inclusive Tony Blair e George W. Bush, estava tão patentemente errado no tocante à ameaça alegadamente representada pelo Iraque em 2002, precisa ser suscitada a pergunta de por que foi-lhe permitido falar perante o congresso dos Estados Unidos no tocante às atuais ambições nucleares do Irã.
Whatever the case may be, Netanyahu’s much-discussed speech provided convenient ground cover for some controversial legislation that passed that day, including full funding for the Department of Homeland Security, which now heads to Obama’s desk for his expected signature. So Obama at least got something from the Netanyahu visit.
Qualquer possa ser o caso, o muito discutido discurso de Netanyahu proporcionou conveniente encobrimento em relação a legislação controversa aprovada naquele dia, inclusive financiamento pleno para o Departamento de Segurança da Pátria, que agora segue para a mesa de Obama para sua esperada assinatura. Assim, Obama ganhou pelo menos alguma coisa com a visita de Netanyahu.
3. Israel has nuclear weapons and Iran is not suicidal
3. Israel tem armas nucleares e o Irã não é suicida
Netanyahu’s speech left the impression of a helpless Jewish state on the verge of annihilation by a hostile neighbor. “Iran's regime poses a grave threat, not only to Israel, but also the peace of the entire world,” he warned. He then made a bit of stretch, comparing the Islamic Republic of Iran, a nation that does enjoy a high level of culture, as well as intelligent, educated people, to the most loathsome group of fundamentalists on the global stage today, the Islamic State.
O discurso de Netanyahu deixou a impressão de um estado judaico indefeso à beira de ser aniquilado por vizinho hostil. “O regime do Irã representa grave ameaça não apenas para Israel, mas também para a paz do mundo inteiro,” advertiu ele. Em seguida foi além das medidas ao comparar a República Islâmica do Irã, nação que goza de alto nível de cultura, povoada por povo inteligente e culto, com o mais abjeto grupo de fundamentalistas no palco mundial hoje, o Estado Islâmico.
Iran and ISIS are competing for the crown of militant Islam. One calls itself the Islamic Republic. The other calls itself the Islamic State. Both want to impose a militant Islamic empire first on the region and then on the entire world. They just disagree among themselves who will be the ruler of that empire.”
Irã e ISIS estão competindo pela coroa do islã militante. Um se chama de República Islâmica. O outro se chama de Estado Islâmico. Ambos querem impor império islâmico militante, primeiro na região e em seguida no mundo inteiro. Só discordam quanto a quem será o governante de tal império.
In this deadly game of thrones, there's no place for America or for Israel, no peace for Christians, Jews or Muslims who don't share the Islamist medieval creed, no rights for women, no freedom for anyone.
Nesse jogo letal de tronos, não há lugar para os Estados Unidos ou para Israel, não há paz para cristãos, judeus ou muçulmanos que não compartilhem do credo medieval islamista, não há direitos para mulheres, não há liberdade para ninguém.
Personally, I have never read anywhere that Iran, aside from wanting to protect its own borders from foreign invasion by superpowers, is keen on establishing an Islamic caliphate across the Middle East.
Pessoalmente nunca li em parte alguma que o Irã, à parte desejar proteger suas próprias fronteiras de invasão de superpotências, esteja a fim de instituir califado islâmico no Oriente Médio. 
But even if some Iranian mullahs really had vocalized such a desire, uttering such things and actually carrying them out are two entirely different matters. Israel not only possesses the most powerful military in the Middle East, it enjoys an “unbreakable bond” with the United States, the world’s superpower.
Mesmo, porém, que alguns mullahs iranianos tivesse expressado tal desejo, enunciar esse tipo de coisa e implementá-lo são duas coisas inteiramente diferentes. Israel não apenas possui a mais poderosa instituição militar do Oriente Médio como, também, goza de “vínculo indissolúvel” com os Estados Unidos, a superpotência mundial.
Reuters/Baz Ratner
Reuters/Baz Ratner
Furthermore, although it has never publicly come out of the closet on the subject, Israel is believed to possess hundreds of nuclear weapons, as well as a state-of-the-art missile defense system to protect its territory from attack.
Ademais, embora Israel nunca tenha saído publicamente do armário a respeito do assunto, acredita-se que aquele país possua centenas de armas nucleares, bem como sistema de defesa antimíssil de última geração para proteger seu território de ataque.
Meanwhile, it is simply farcical to believe that Iran, in the event that it did somehow acquire nuclear weapons, would immediately initiate a nuclear strike on Israel. Just like every other nuclear-armed power in the world, Tehran would fully understand the dire consequences of such an action, which would include its own immediate destruction. This is not an argument to support Tehran acquiring nuclear weapons, but rather to simply state the logic of “mutually assured destruction” that prevents any government from resorting to these weapons.
Por outro lado, é simplesmente ridículo acreditar que o Irã, na eventualidade de adquirir de alguma forma armas nucleares, iniciaria imediatamente ataque nuclear a Israel. Do mesmo modo que toda outra potência armada nuclearmente do mundo, Teerã entenderia plenamente as funestas consequências de tal ação, que incluiria sua própria destruição imediata. Este não é argumento em apoio da aquisição, por Teerã, de armamentos nucleares, mas para simplesmente enunciador da lógica da “destruição mutuamente assegurada” que impede qualquer governo de recorrer a essas armas.
It is no coincidence that the only time nuclear weapons have been employed in the past came at a time when only one country was in possession of them.
Não é coincidência que a única vez em que armas nucleares foram empregadas no passado isso ocorreu numa época em que apenas um país as possuía.
2. Iran (has not been) an aggressor state
2. O Irã (não tem sido) estado agressor
In an effort to prove that Iran cannot handle the responsibility that comes with nuclear energy development, Netanyahu painted a stark picture of the Islamic Republic as a menace to global peace.
Em esforço para provar que o Irã não tem capacidade para gerir a responsabilidade que vem com o desenvolvimento de energia nuclear, Netanyahu pintou cenário desalentador da República Islâmica como ameaça à paz global.
This regime has been in power for 36 years, and its voracious appetite for aggression grows with each passing year…If Iran is gobbling up four countries right now while it's under sanctions, how many more countries will Iran devour when sanctions are lifted? Would Iran fund less terrorism when it has mountains of cash with which to fund more terrorism?
Esse regime está no poder há 36 anos e seu voraz apetite por agressão aumenta cada ano que passa... Se o Irã está engolindo quatro países bem agora, quando está sob sanções, quantos mais devorará quando as sanções forem levantadas? O Irã financiaria menos terrorismo quando tivesse montes de dinheiro com o qual financiar mais terrorismo?
Although Netanyahu readily makes a loose connection between Iran and the ongoing events in Lebanon and Syria (namely the arming of Hezbollah, which Israel regards as terrorist organization), which has incurred several direct attacks on its territory by Israeli forces, nowhere is the question of Israel seizing Palestinian territory brought into the equation. Indeed, the lack of a peace agreement that would give the Palestinian people their own much-anticipated state is largely to blame for much of the problems now plaguing the Middle East.
Embora Netanyahu lestamente estabeleça conexão frouxa entre Irã e os eventos em andamento no Líbano e na Síria (isto é, o armamento do Hezbollah, que Israel vê como organização terrorista), que já sofreu diversos ataques em seu território por forças israelenses, em parte alguma a questão de Israel apossar-se de território palestino é incluída na equação. Na verdade, a falta de um acordo de paz que desse ao povo palestino seu próprio tão esperado estado é em grande parte responsável por grande parte dos problemas que ora afligem o Oriente Médio.
And once again, the Israeli leader connects Iran with the likes of Islamic State.
E mais uma vez o líder israelense estabelece conexão do Irã com entidades tipo Estado Islâmico.
The difference is that ISIS is armed with butcher knives, captured weapons and YouTube, whereas Iran could soon be armed with intercontinental ballistic missiles and nuclear bombs. We must always remember - I'll say it one more time - the greatest dangers facing our world is the marriage of militant Islam with nuclear weapons.
A diferença é que o ISIS está armado com facas de açougueiro, armas capturadas e YouTube, enquanto o Irã poderá cedo estar armado com mísseis balísticos intercontinentais e bombas nucleares. Precisamos sempre lembrar-nos - di-lo-ei mais uma vez - de que os maiores perigos com que se defronta nosso mundo resultam do casamento do islã militante com as armas nucleares.
Here is how Axworthy describes the social and cultural reality of Iran, which is quite far; it seems, from a country that practices a “militant Islam.”
Eis aqui como Axworthy descreve a realidade social e cultural do Irã, que é muito diferente, parece, da de país que pratica “islã militante.”
Iran is commonly thought of as a homogenous nation, with a strong national culture, but minorities like the Azeris, Kurds, Gilakis, Baluchis, Turkmen and others make up nearly half of the population….Iranian families have released their daughters to study and work in unprecedented numbers, such that over 60 percent of university students now are female and many women (even married women) have professional jobs. Iran has preserved some of the most stunning Islamic architecture in the world…
O Irã é comumente pensado como nação homogênea, com forte cultura nacional, mas minorias como os azeris, curdos, gilakis, baluchis, turcomanos e outros constituem praticamente metade da população…. famílias iranianas liberaram suas filhas para estudar e trabalhar em números sem precedentes, de tal modo que mais de 60 por cento dos estudantes universitários são agora do sexo feminino e muitas mulheres (mesmo casadas) exercem trabalho profissional. O Irã preservou parte da mais espantosa arquitetura islâmica do mundo…
How many people are aware that literature and poetry ranks high in Iranian culture?
Quantas pessoas sabem que literatura e poesia ocupam lugar de destaque na cultura iraniana?
Iranians glory in their literary heritage and above all in their poetry, to a degree one finds in few other countries, with the possible exception of Russia.”
Os iranianos prezam-se de sua herança literária e acima de tudo sua poesia, em grau que só se encontra em poucos outros países, com a possível exceção da Rússia.
"The Islamic Republic of Iran, based on its fundamental religious and legal beliefs, would never resort to the use of weapons of mass destruction," Ayatollah Ali Khamenei, the nation's "supreme leader, said recently. ”In contrast to the propaganda of our enemies, fundamentally we are against any production of weapons of mass destruction in any form."
"A República Islâmica do Irã, baseada em suas crenças religiosas e jurídicas fundamentais, nunca recorreria ao uso de armas de destruição em massa," disse recentemente o ayatollah Ali Khamenei, líder supremo do país. ”Em contraste com a propaganda de nossos inimigos, somos fundamentalmente contra qualquer produção de armas de destruição em massa de qualquer forma."
Finally, while the United States, for example, has interfered in the internal affairs of dozens of sovereign states since 1945, Iran has not initiated the invasion of another country since - are you sitting down? -1798.
Finalmente, enquanto os Estados Unidos, por exemplo, vêm interferindo nos assuntos internos de pencas de estados soberanos desde 1945, o Irã nunca tomou iniciativa de invasão de outro país desde - você está sentado? - 1798.
1. Iran was becoming more liberal before the 2003 Iraq War
1. O Irã estava-se tornando mais liberal antes da guerra no Iraque em 2003
Although many people are readily familiar with the former president of Iran, Mahmoud Ahmadinejad, and his numerous belligerent outbursts against the United States and Israel, few may remember that his predecessor was a soft spoken scholar and theologian by the name of Mohammad Khatami, who ruled from 1997 to 2005.
Embora muitas pessoas se lembrem facilmente do ex-presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e seus numerosos rompantes beligerantes contra os Estados Unidos e Israel, poucas pessoas talvez se lembrem de que seu predecessor era erudito e teólogo de fala ponderada que atendia pelo nome de Mohammad Khatami, governante de 1997 a 2005.
During his two terms as president, Khatami, a popular liberal reformer, advocated on behalf of freedom of expression, tolerance and civil society. Suddenly, Iran's foreign policy began moving from outright confrontation to conciliation.
No decurso de dois mandatos como presidente, Khatami, popular reformador liberal, defendeu liberdade de expressão, tolerância e sociedade civil. Subitamente, a política externa do Irã começou a mover-se de confronto aberto e direto para conciliação.
Mohammad Khatami (Reuters)
Khatami initiated (in response to American academic Samuel P. Huntington’s seminal work, “The Clash of Civilizations,” which argued pessimistically that the world was heading for turmoil along cultural-religious fault-lines, as opposed to ideological) a refreshing proposal for A Dialogue among Civilizations. As a result, the United Nations proclaimed the year 2001 as the Year of Dialogue to bring about peace among countries.
Khatami formulou (em reação à obra seminal do acadêmico estadunidense Samuel P. Huntington, “O Embate das Civilizações,” que argumentava de modo pessimista que o mundo caminhava para turbulência ao longo de linhas de fissura culturais-religiosas, em vez de ideológicas) a inovadora proposta de Diálogo de Civilizações. Em decorrência, as Nações Unidas proclamaram 2001 como Ano do Diálogo para advento de paz entre os países.
Khatami’s groundbreaking work, however, was largely derailed after the United States, with the vocal support of Israel, opened up a wholly illegitimate invasion of Iraq (and despite global protests in Western capitals against the action), thus triggering a renewed wave of fear and anti-Western attitudes in Iran and elsewhere.
A criativa obra de Khatami, contudo, foi em grande parte desconsiderada depois que os Estados Unidos, com apoio explícito de Israel, deu início a invasão totalmente ilegítima do Iraque (e a despeito de protestos globais em capitais ocidentais contra tal ação), provocando assim renovada onda de medo e de atitudes antiocidentais no Irã e em outros lugares.
It is interesting to consider that Netanyahu’s present efforts to bring greater international pressure to bear on Iran over its perceived nuclear ambitions may never have been necessary had the disastrous invasion of Iraq not occurred back in 2003, which succeeded in radically altering the political calculus in Iran, then heading towards a period of liberalism, and ratcheting up tensions between Tehran and the Western world to unprecedented levels.
É interessante considerar que os presentes esforços de Netanyahu para provocar maior pressão internacional sobre o Irã a partir de suas pretensas ambições nucleares poderiam nunca ter sidos necessários caso a desastrosa invasão do Iraque não tivesse ocorrido em 2003, alterando radicalmente os cálculos políticos no Irã, que rumava, à época, para período de liberalismo, e intensificando as tensões entre Teerã e o mundo ocidental até níveis sem precedentes.
The statements, views and opinions expressed in this column are solely those of the author and do not necessarily represent those of RT.
Afirmações, pontos de vista e opiniões expressados nesta coluna são unicamente do autor e não necessariamente representam os do RT.

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