Friday, February 27, 2015

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American think tank policy: Not for or by the people
Política dos think tank estadunidenses: Não para ou pelo povo
Published time: February 25, 2015 11:14
Former National Security Adviser Zbigniew Brzezinski. (Reuters/Jim Young)
The world seems more volatile, dangerous, and chaotic than it was even a year ago. The smoldering embers of a potential holocaust are nearly everywhere. With the America-EU-Russia divide, potential EU-Russia integration has been rethought by the West.
O mundo parece mais volátil, perigoso e caótico do que mesmo há ano. As brasas incandescentes de holocausto em potencial estão praticamente em toda parte. Com os importantes desacordos Estados Unidos - União Europeia [EU] - Rússia, potencial integração União Europeia - Rússia tem sido repensada pelo Ocidente.
In this report I will show one major reason for this course reversal. I will also illustrate in so doing, that the policy forgers in America, are nothing like the rest of us.
Neste relatório mostrarei um dos motivos principais dessa reversão de curso. Em o fazendo, também mostrarei que os forjadores de políticas nos Estados Unidos não são em nada parecidos com o restante de nós.
I watched the other day, some Russians burning an American flag. Then a few hours later, I saw students in America burning an effigy of Vladimir Putin. The events worried me greatly. I realized that our patience is wearing thin, that our feelings are now raw. Americans, Europeans, and Russians alike, grow weary of insult and injury perpetrated by leaders who seem to know nothing of us at all. Instead of citizens blaming one another, perhaps Americans and Russians can hold accountable the real perpetrators of today’s East-West crisis.
Vi outro dia alguns russos queimando a bandeira estadunidense. Então, poucas horas depois, vi estudantes nos Estados Unidos queimando uma efígie de Vladimir Putin. Esses eventos preocuparam-me muito. Entendi que nossa paciência está minguando, que nossos sentimentos estão agora à flor da pele. Estadunidense, europeus e russos, todos igualmente, estão ficando fartos dos insultos e injúrias perpetrados por líderes que parecem nada saber em absoluto acerca de nós todos. Em vez de cidadãos que ficam culpando-se mutuamente, talvez estadunidenses e russos possam responsabilizar os reais perpetradores da atual crise Leste-Oeste.
To begin let me quote from the great American historian, author, and anti-war activist Howard Zinn who said:
Para começar, permitam-me citar o grande historiador, autor e opositor da guerra estadunidense ativista Howard Zinn, que disse:
“There has always been, and there is now, a profound conflict of interest between the people and the government of the United States.”
“Sempre houve, e há hoje, profundo conflito de interesses entre o povo e o governo dos Estados Unidos.”
In 1979 Zbigniew Brzezinski was then President Jimmy Carter’s National Security Adviser. He and other great thinkers in Washington devised strategies that created for the Soviets, a world strategic emergency just like the one we see today in Ukraine. The Soviet Union, baited into invading Afghanistan, got mired in 10 years of useless conflict. As for Zbigniew Brzezinski now, he is pointedly unapologetic that his theories have been deployed in bringing down regimes, and forging American strategic aims, for better or for worse. Brzezinski, along with other key figures like former Secretary of State Henry Kissinger, former Secretary of Defense and CIA Director Robert Gates, and myriad disciples, they sit seemingly everlasting, like stone statues in some Pantheon of American exclusivist control. It is their thinking that has set us all at odds.
Em 1979 Zbigniew Brzezinski era conselheiro de segurança nacional do presidente Jimmy Carter. Ele e outros grandes pensadores em Washington conceberam estratégias que criaram para os soviéticos uma emergência estratégica mundial, exatamente como aquela que vemos hoje na Ucrânia. A União Soviética, atraída para invasão do Afeganistão, ficou atolada em 10 anos de conflito inútil. Quanto a Zbigniew Brzezinski hoje, ele é peremptoriamente impenitente no tocante a suas teorias terem sido usadas para derrubar regimes, e forjar objetivos estratégicos estadunidenses, para o bem ou para o mal. Brzezinski, juntamente com outras figuras decisivas como o ex-secretário de estado Henry Kissinger, o ex-secretário de defesa e ex-diretor da CIA Robert Gates, e inúmeros discípulos, remanescem aparentemente perenes, como estátuas de pedra em algum panteão de controle exclusivista estadunidense. Foi o pensamento deles que nos colocou a todos em conflito.
Washington’s stinking thinking
O pensamento fétido de Washington
There’s a term that Brzezinski and other think tank brains adhere to, it’s a term the Council on Foreign Relations defines, a central strategic idea known as the “Arc of Crisis.” The concept is essentially an American strategy aimed at surrounding Russia, an ongoing and devastatingly negative fight against a convenient and well known foe. Brzezinski is used in this piece as a sort of “poster boy” for all Washington elitist movers and shakers. His books, such as; The Grand Chessboard, published in 1997, have become templates for events like the Arab Spring, the resurgent Iraq fiasco, and pointedly the Ukraine crisis. To understand today’s crisis, one has to investigate the players behind the White House.
Há expressão que Brzezinski e outros cérebros de think tank defendem, é expressão que o Conselho de Relações Exteriores define, ideia estratégica central conhecida como “Arco da Crise.” O conceito é essencialmente estratégia estadunidense voltada para cercar a Rússia, luta permanente e devastadoramente negativa contra adversário conveniente e bem conhecido. Brzezinski é usado nesse contexto como uma espécie de “representante perfeito” de todas as figuras elitistas iniciadoras de eventos e influenciadoras de pessoas de Washington. Os livros dele, tais como O Grande Tabuleiro de Xadrez, publicado em 1997, tornaram-se gabaritos para eventos tais como a Primavera Árabe, o ressurgente fiasco do Iraque, e muito especialmente a crise ucraniana. Para entender a crise de hoje, é preciso investigar os agentes que estão por trás da Casa Branca.
Back in 1979 Brzezinski and his contemporaries like former CIA Director and Secretary of Defense Robert Gates, concocted a plan to bait the Soviets into invading Afghanistan by giving aid to the Mujahedeen. The end result was tens of thousands of Russians and Afghanis dead, millions displaced, and for Brzezinski, he’d created a foreign policy “how to” for dealing with Russia. Back then, as now, Moscow did its best to show the reasons for the invasion, but to no avail. The mainstream media, and PR strategists, they ensured the American people would never believe the Russians.
Em 1979 Brzezinski e seus contemporâneos, como o ex-diretor da CIA e secretário de defesa Robert Gates, conceberam plano para atrair os soviéticos para que invadissem o Afeganistão, mediante darem ajuda aos mujahedeen. O resultado final foram dezenas de milhares de russos e afegãos mortos, milhões desalojados, e, no tocante a Brzezinski, ele havia criado política externa de “como” lidar com a Rússia. Naquela época, como agora, Moscou fez o melhor que pôde para mostrar os motivos da invasão, mas debalde. A mídia convencional, e estrategistas de relações públicas, asseguraram que o povo estadunidense jamais acreditasse nos russos.
Brzezinski’s documented intentions in the 1979 affair were to ensure that the Afghanistan intervention; “led to the demoralization and the breakup of the Soviet empire.” And this, he admitted later, was prioritized in his mind as, “at any cost.” However, an unforeseen result of funding the Mujahedeen back then, was the conflict America would have with more familiar modern forms of extremism (see Osama bin Laden), this was “a justified means” to the task of ending the Soviet empire. This is another story though.
As intenções documentadas de Brzezinski nos eventos de 1979 eram as de assegurar que a intervenção no Afeganistão “levasse à desmoralização e desintegração do império soviético.” E isso, admitiu ele posteriomente, foi priorizado em sua mente como “a qualquer custo.” Nada obstante, resultado não visto de antemão de financiar os mujahedeen à época foi o conflito que os Estados Unidos teriam com formas modernas mais conhecidas de extremismo (vide Osama bin Laden), aquele só era “meio justificável” para a tarefa de acabar com o império soviético. Essa porém é outra história.
Today, Brzezinski’s former pupils, and protégés, his influential think tank comrades, their business interests, they range from his son Ian Brzezinski, to ambassadors, industry titans, CIA and NSA directors, hedge fund capitalists, and yes, US and foreign presidents. Within the ranks of these think tanks we find Barack Obama advisers like Ambassador to China Jon Huntsman (former Utah Governor). Interestingly, Huntsman was caught on amateur video in Beijing allegedly lending support for the so-called Jasmine Revolution. As for the administrations they’ve advised, this group of peers has counseled everyone since Richard Nixon.
Hoje, os ex-alunos e pupilos de Brzezinski, seus influentes camaradas de think tank, seus interesses de negócios, vão de seu filho Ian Brzezinski a embaixadores, titãs da indústria, diretores de CIA e NSA, capitalistas de fundos de hedge, e sim, presidentes dos Estados Unidos e de países estrangeiros. Nas fileiras desses think tank encontramos assessores de Barack Obama como o embaixador na China Jon Huntsman (ex-governador de Utah). Interessante que Huntsman foi flagrado por vídeo amador em Beijing supostamente emprestando apoio à assim chamada Revolução Jasmim. Quanto às administrações que assessoraram, esse grupo de pares vem aconselhando todas elas, desde a de Richard Nixon.
Ambassador Martin Indyk (R) of the Brookings Institution participates in the plenary session of the Fragility, Conflict and Violence Forum at World Bank headquarters in Washington February 13, 2015. (Reuters/Gary Cameron)
What are they thinking?
Como é que eles raciocinam?
If policy by the elite were not a bad enough issue for America, the revelation of the New York Times exposing cases where Washington think tanks received massive funding from outside the United States should be. Norway to Qatar and beyond, organizations like the Atlantic Council received funds at an alarming rate before and after Barack Obama’s inauguration. This graphic from the NYT piece paints a vivid picture of a Washington disconnect from the American people, and intensifying ties to foreign interests implicated in current crises. Outside interests essentially lobbying for US strategy to serve their purposes!
Se política formulada pela elite já não fosse algo ruim o bastante para os Estados Unidos, a revelação do New York Times expondo casos nos quais think tank de Washington recebem financiamento maciço vindo de fora dos Estados Unidos deveria ser. De Noruega e Catar e além, organizações tais como o Conselho Atlântico receberam fundos em quantidade alarmante antes e depois da posse de Barack Obama. Este gráfico do artigo do NYT pinta vívida imagem de uma Washington desconexa em relação ao povo estadunidense, e intensificadora de vínculos com interesses estrangeiros implicados nas crises atuais. Interesses externos essencialmente fazendo lobby para que a estratégia dos Estados Unidos sirva aos propósitos deles!
Moving forward past the tens of millions funding Washington think tanks, the Center for Strategic and International Studies (CSIS), and organizations like the Brookings Institution are the playgrounds for the Brzezinskis of the world. For your scrutiny, here’s a short list of his contemporaries, and some interesting affiliations:
Sem contar as dezenas de milhões de dólares de financiamento para think tank de Washington, o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), e organizações como a Instituição Brookings, são os parques de diversões dos Brzezinskis do mundo. Para seu exame, eis aqui curta lista de seus contemporâneos, e algumas interessantes filiações:
Sam Nunn – Former US Senator and head of the Senate Armed Services Committee – is a co-chairman & CEO at CSIS now. Nunn was on the board of directors of Hess oil company, Chevron Corporation, and Texaco up until just recently. Interestingly, Hess sold off its Russia operations in April 2013 to Lukoil for $2.05 billion days after Nunn retired, and just five months prior to the Euromaidan events in Kiev.
Sam Nunn – Ex-Senador dos Estados Unidos e chefe da Comissão de Serviços Armados do Senado – é atualmente co-chairman e CEO do CSIS. Nunn fez parte da diretoria de companhia de petróleo Hess, Chevron Corporation, e Texaco, até recentemente. Interessante que a Hess vendeu sua empresa na Rússia em abril de 2013 para a Lukoil por $2,05 biliões dias depois de Nunn ter-se aposentado, e apenas cinco meses antes dos eventos Euromaidan em Kiev.
Richard Armitage – A CSIS trustee and the 13th United States Deputy Secretary of State, Armitage was part of the so-called Plame affair, admittedly having divulged classified knowledge that Valerie Plame Wilson was a CIA operative. Colleagues claim when he was in Vietnam, Armitage was part of the CIA’s notorious Phoenix Program. He’s been a close advisor, and has had roles from Tehran before the Shah was deposed, to Afghanistan. Armitage is currently on the board of directors of ConocoPhillips Oil Company. Conoco sold its interests in Russian oil in 2010.
Richard Armitage – Administrador do CSIS e 13o. secretário adjunto de estado dos Estados Unidos, Armitage foi parte do assim chamado affaire Plame, havendo obviamente divulgado conhecimento classificado [secreto] de que Valerie Plame Wilson era agente da CIA. Colegas asseveram que, quando estava no Vietnã, Armitage fez parte do notório programa Phoenix da CIA. Ele tem sido íntimo conselheiro, e já desempenhou cargos desde Teerã, antes do Xá ser deposto, a Afganistão. Armitage atualmente integra a diretoria da companhia de petróleo ConocoPhillips. A Conoco vendeu seus interesses no petróleo russo em 2010.
Lois Dickson Rice – The mother of Barack Obama’s National Security Advisor, Susan Rice, is Director of the Think Tank Consortium at Brookings. Both have been distinguished fellows of Brookings, and Rice the junior also served as a Clinton adviser and Ambassador to the UN. Susan Rice’s long time mentor former Secretary of State Madeleine Albright, was a student of Zbigniew Brzezinski, and later served under him at the National Security Council.
Lois Dickson Rice – Mãe da assessora de segurança nacional de Barack Obama, Susan Rice, é diretora do Think Tank Consortium na Brookings. Ambas têm sido eminentes membros da Brookings, e a Rice filha também serviu como conselheira de Clinton e embaixadora junto às Nações Unidas. A de longa data mentora de Susan Rice, ex-secretária de estado Madeleine Albright, foi aluna de Zbigniew Brzezinski, e mais tarde trabalhou subordinada a ele no Conselho de Segurança Nacional.
Henry Alfred Kissinger – This CSIS counselor and trustee literally needs no introduction. The 56th U.S. Secretary of State has been credited on the one side with recreating foreign relations intellectually and strategically. Conversely, from the Vietnam era to Senator John McCain’s defense of the dignitary at the now notorious “Get out of here you low-life scum” hearings where Kissinger was called a murderer, the aging think tank brain is part of the problem for many.
Henry Alfred Kissinger – Esse conselheiro e administrador do CSIS literalmente não precisa de apresentação. O 56o secretário de estado dos Estados Unidos tem sido creditado com, por um lado, recriar intelectual e estrategicamente relações exteriores. Inversamente, da época do Vietnã à defesa, pelo senador John McCain, do dignitário nas hoje notórias audiências “Saia daqui seu lixo desprezível”  onde Kissinger foi chamado de assassino, o envelhecente cérebro do think tank é, na opinião de muita gente, parte do problema.
Rex W. Tillerson – The Chairman and CEO of Exxon Mobil is also a CSIS trustee. Tillerson came to prominence around the time the company's holdings in Russia and the Caspian Sea grew in prominence. In 2011 he signed an agreement with the Russians for drilling in the Arctic estimated to be worth $300 billion. Exxon reportedly lost out in Siberia and in the Black Sea because of the Ukraine crisis. However, factoring in vast natural gas deals in Australia and North America, this puts Tillerson at the head of think tank curiosities, and especially given Australia’s Prime Minister Tony Abbot’s vehement anti-Russia temperament.
Rex W. Tillerson – O chairman e CEO da Exxon Mobil é também administrador do CSIS. Tillerson subiu a preeminência pela época em que os ativos da empresa na Rússia e no Mar Cáspio aumentaram em preeminência. Em 2011 assinou acordo com os russos para perfuração no Ártico, estimada em $300 biliões de dólares. A Exxon teria, segundo se diz, tido prejuízos na Sibéria e no Mar Negro por causa da crise ucraniana. Contudo, computando-se vastos acordos de gás natural na Austrália e na América do Norte, Tillerson fica na proa das curiosidades dos think thank , dados especialmente os sentimentos veementemente antirrussos do primeiro-ministro da Austrália Tony Abbot.

Russian Foreign Minister Sergey Lavrov (R) and U.S. Secretary of State John Kerry. (Reuters/Carolyn Kaster)
Brent Scowcroft – An advisor to presidents Nixon, Ford, Lieutenant General Scowcroft had or does hold key positions within the Washington “thinking elite’s” ranks. Bush administration, Scowcroft was Vice Chairman of Kissinger Associates, founder of The Forum for International Policy think tank, co-chair of Aspen Strategy Group, a member of the Trilateral Commission, Council on Foreign Relations, and board member of The Center for Strategic and International Studies (CSIS), as well as The Atlantic Council of the United States. His discussions of foreign policy with Zbigniew Brzezinski led by journalist David Ignatius were published in the 2008 “America and the World: Conversations on the Future of American Foreign Policy.”
Brent Scowcroft – Assessor dos presidente Nixon, Ford, o general-tenente Scowcroft ocupou ou ocupa cargos decisivos dentro das fileiras da “elite pensante” de Washington. Na administração Bush Scowcroft foi vice-chairman da Kissinger Associates, fundador do think tank Fórum de Política Internacional, co-chair do Aspen Strategy Group, membro da Comissão Trilateral do Conselho de Relações Exteriores, e membro da direitoria do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), bem como do Conselho Atlântico dos Estados Unidos. Suas discussões de política externa com Zbigniew Brzezinski lideradas pelo jornalista David Ignatius foram publicadas em 2008 em “Estados Unidos e Mundo: Conversas acerca do Futuro da Política Externa Estadunidense.”
David M. Rubenstein – Rubenstein is on the Board of Trustees of think tank the Brookings Institution, and Co-Founder and Co-CEO the Carlyle Group. The Jewish billionaire was the domestic policy adviser to Jimmy Carter before forming the equity firm that has offices in 33 countries, with 1,500 limited partners in 75 countries worldwide. The largest private equity firm in the world according to Private Equity International (PEI), the group has on its lists of acquisitions the media conglomerate Nielsen Holdings N.V. Nielsen operates across over 100 countries and employs some 40,000 people worldwide. This fact leads nicely into where policy meets information and the public.
David M. Rubenstein – Rubenstein é membro da diretoria de administração do think tank Instituição Brookings, e cofundador e co-CEO do Grupo Carlyle. O bilionário judeu foi assessor de política doméstica de Jimmy Carter antes de formar a firma de investimentos em empresas ainda não listadas em bolsas de valores em 33 países, com 1.500 parceiros limitados em 75 países ao redor do mundo. A maior empresa de investimentos da espécie do mundo, de acordo com a Private Equity International (PEI), o grupo tem em suas listas de aquisições o conglomerado de mídia Nielsen Holdings N.V. O Nielsen opera em mais de 100 países e emprega cerca de 40.000 pessoas no mundo todo. Esse fato leva belamente a onde a política se encontra com a informação e com o público.
I could go on, and on, and on, and on…
Eu poderia continuar indefinidamente.
Thinking: Not of Us
Pensando: Não Vem de Nós
Whether you’re an Atlanta or Moscow resident, it’s clear the current crisis is not of our own making. In a very real way we are all victims of a strange Orwellian plutocracy. Canadian Parliamentarian and author Chrystia Freeland puts these modern plutocrats in perspective in her book; “Plutocrats: The Rise of the New Global Super-Rich and the Fall of Everyone Else.” Speaking of the elite mindset, Freeland states:
Quer você resida em Atlanta ou em Moscou, fica claro que a crise atual não é obra nossa. De maneira muito real somos todos vítimas de estranha plutocracia orwelliana. A parlamentar canadense e autora Chrystia Freeland põe esses plutocratas modernos em perspectiva em seu livro “Plutocratas: Ascensão dos Novos Superricos Globais e Queda de Todo Mundo Mais.” Falando do conjunto de atitudes da elite, Freeland declara:
“You don't do this in a kind of chortling, smoking your cigar, conspiratorial thinking way. You do it by persuading yourself that what is in your own personal self-interest is in the interests of everybody else.”
“Ninguém faz isso dando risadinhas marotas enquanto fuma charuto, de maneira conspiratória. Alguém só faz isso persuadindo-se de que o que atende a seus interesses pessoais atende também aos interesses de todo mundo mais.”
The CSPAN segment below is at a Senate Armed Services Committee hearing with several of today’s key policy evangelists. Former National Security Advisers Zbigniew Brzezinski and Brent Scowcroft (both at CSIS) testified using such deep intellectual language, an apparently exclusive terminology and theory, as to forever cement their separateness form the rest of us.
O segmento abaixo, do CSPAN, é de audiência da Comissão dos Serviços Armados do Senado com diversos dos atuais evangelistas de políticas. Os ex-conselheiros de segurança nacional Zbigniew Brzezinski e Brent Scowcroft (ambos do CSIS) depuseram usando linguagem intelectual profunda, terminologia e teoria aparentemente exclusivas, como para cimentar para sempre a separação entre eles e o restante de nós.
Video
Listening to Scowcroft’s “undermining of the Westphalia Structure,” I wonder how many who’ve never studied European history even know of the events of 1648? Listening and watching, it’s apparent these people look at everything in an adversarial way. Take a look at one part of General Scowcroft’s testimony about governing people:
Ouvindo o “solapamento da estrutura de Westphalia” de Scowcroft, pergunto-me quantas pessoas que nunca estudaram história europeia sequer sabem dos eventos de 1648? Ouvindo e assistindo, é visível que essas pessoas veem tudo em termos de confronto. Deem uma olhada numa parte do depoimento do general Scowcroft acerca do governar pessoas:
“For most of history, most of the people of the world did not participate in the politics of their system. They were just like their parents; they expected their children to be just like them, and so on. Now, they are surrounded by information and they are responding, they are reacting to it.”
“Na maior parte da história, a maior parte das pessoas do mundo não participou da política de seu sistema. Foram apenas como seus pais; estes esperavam que seus filhos fossem como eles, e assim por diante. Hoje, as pessoas estão cercadas de informação e estão respondendo, estão reagindo a ela.”
So a globalized and informed public is problematic? Perhaps this is why we have been subjected to a cohesive mainstream media onslaught? The massive PR efforts, billionaire media moguls and their part, these all make more sense when media and advertising are considered. Scowcroft’s “cyber weapons,” they’re not just for Russia and China to use, America certainly has her countermeasures! Right now Ukraine is in flames just because Russia-friendly President Viktor Yanukovich said“no” to the EU in favor of Vladimir Putin’s Eurasian Economic Union? Or is it because Russia is still Soviet to these ruling Washington thinkers? A partial answer lies in examining Russia’s policies toward the EU before the current crisis. Vladimir Putin’s endeavors to integrate with greater Europe, and toward a greater EU-Russia economic integration even before 2010, I believe these policies scared some people to death in Washington. Putin’s view was summed up in policies he made when Prime Minister. The so-called Lisbon to Vladivostok initiative laid out a mutually beneficial integration with the EU which would have spelled peace and prosperity for hundreds of millions. I quote from the English version via Spiegel International:
Então um público globalizado e informado é problemático? Será talvez por isso que temos sido submetidos a cerrada ofensiva da mídia convencional? Os maciços esforços de relações públicas, potentados bilionários da mídia e seus grupos, tudo isso faz mais sentido quando mídia e propaganda são considerados. As “armas cibernéticas” de Scowcroft não são apenas para Rússia e China usarem, os Estados Unidos certamente têm suas contramedidas! Neste momento mesmo a Ucrânia está em chamas só porque o presidente amigável em relação à Rússia Viktor Yanukovich disse “não” à União Europeia em favor da União Econômica Eurasiana de Vladimir Putin? Ou é porque a Rússia ainda é soviética para esses pensadores governantes de Washington? Resposta parcial é encontrada ao examinarem-se as políticas da Rússia em relação à União Europeia antes da crise atual. Os esforços de Vladimir Putin para integrar-se à grande Europa, e rumo a maior integração econômica União Europeia-Rússia antes mesmo de 2010, acredito que essas políticas atemorizaram enormemente algumas pessoas em Washington. O ponto de vista de Putin foi resumido em políticas que ele formulou quando primeiro-ministro. A assim chamada iniciativa Lisboa a Vladivostok explicitou integração mutuamente benéfica com a União Europeia que teria resultado em paz e prosperidade para milhões de pessoas. Cito da versão em inglês via Spiegel International:
"We propose the creation of a harmonious economic community stretching from Lisbon to Vladivostok…In the future; we could even consider a free trade zone or even more advanced forms of economic integration. The result would be a unified continental market with a capacity worth trillions of euro."
"Propomos a criação de comunidade econômica harmoniosa estendendo-se de Lisboa a Vladivostok… No futuro poderemos até considerar zona de livre comércio ou até formas mais avançadas de integração econômica. O resultado seria mercado continental unificado com capacidade de triliões de euros."
Now that we have at least a partial answer, the think tanks possessed of old Cold War ideas saw Putin’s initiatives as a threat. Regardless of the prosperity and peace Europe and Russia might enjoy, the prime directive for Washington has been to prevent Lisbon to Vladivostok.
Agora que temos resposta pelo menos parcial, os think tank possuídos de ideias da antiga Guerra Fria viram as iniciativas de Putin como ameaça. Independentemente da prosperidade e da paz das quais Europa e Rússia poderiam fruir, a diretiva precípua de Washington tem sido impedir Lisboa a Vladivostok.
Like some of you, I imagine an alternative reality. I can see a million or more safe at home in Ukraine, instead of in refugee camps in Russia. I can also envision parents playing with their children there, instead of looking down tearfully into their tiny caskets in the Donbass. Maybe all our problems are so simple after all? Maybe if the thinkers out there would really think, instead of extending their own legend or bank accounts, then America and Russia together might help change the whole world for the better! I wonder now, as an American; “What if Vladimir Putin’s Lisbon to Vladivostok plan were successful?”
Como alguns de vocês, imagino realidade alternativa. Posso ver milhão ou mais de pessoas a salvo no lar na Ucrânia, em vez de em campos de refugiados na Rússia. Posso também visualizar pais brincando com seus filhos lá, em vez de olharem chorosos para seus pequeninos esquifes na Bacia do Donets. Talvez nossos problemas sejam simples, afinal de contas. Talvez se aqueles pensadores realmente pensassem, em vez de perpetuarem suas próprias lendas ou aumentarem suas contas bancárias, Estados Unidos e Rússia juntos poderiam ajudar a mudar o mundo inteiro para melhor! Fico a pensar agora, como estadunidense: “E se o plano de Vladimir Putin de Lisboa a Vladivostok fosse bem-sucedido?”
Instead we are left to the devices of brilliant rich people and their meetings we’re not invited to.
Em vez disso somos deixados aos conluios de brilhantes pessoas ricas e às reuniões delas para as quais não fomos convidados.
Phillip Butler for RT
Phil Butler is journalist and editor, and a partner at the digital marketing firm, Pamil Visions PR. Phil contributes to the Huffington Post, The Epoch Times, Japan Today, and many others. He's also a policy and public relations analyst for Russia Today, as well as other international media. You can find Phil's blog at http://www.phillip-butler.com.
Phil Butler é jornalista e editor e parceiro da firma de marketing digital Pamil Visions PR. Phil contribui para Huffington Post, The Epoch Times, Japan Today, e muitas outras publicações. Também é analista de políticas e relações públicas para o Russia Today, bem como para outros veículos internacionais de mídia. Você pode encontrar o blog de Phil em http://www.phillip-butler.com.
The statements, views and opinions expressed in this column are solely those of the author and do not necessarily represent those of RT.
Declarações, pontos de vista e opiniões expressos nesta coluna são unicamente do autor e não necessariamente representam os do RT.

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