Tuesday, January 27, 2015

The Anti-Empire Report #136 - Some thoughts about this thing called ideology



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William Blum
William Blum
Official website of the author, historian, and U.S. foreign policy critic.
Website oficial do autor, historiador e crítico da política externa dos Estados Unidos.
The Anti-Empire Report #136
O Relatório Anti-Império No. 136
By William Blum – Published January 20th, 2015
Por William Blum – Publicado em 20 de janeiro de 2015
Some thoughts about this thing called ideology
Alguns pensamentos acerca dessa coisa chamada ideologia
Norman Finkelstein, the fiery American critic of Israel, was interviewed recently by Paul Jay on The Real News Network. Finkelstein related how he had been a Maoist in his youth and had been devastated by the exposure and downfall of the Gang of Four in 1976 in China. “It came out there was just an awful lot of corruption. The people who we thought were absolutely selfless were very self-absorbed. And it was clear. The overthrow of the Gang of Four had huge popular support.”
Norman Finkelstein, o acerbo crítico estadunidense de Israel, foi recentemente entrevistado por Paul Jay na Rede Notícias Reais. Finkelstein narrou como havia sido maoísta na juventude e ficara devastado pela denúncia e queda da Gangue dos Quatro em 1976 na China. “Ficou claro que havia simplesmente enorme massa de corrupção. As pessoas que acreditávamos que eram absolutamente altruístas estavam extremamente preocupadas consigo próprias. E ficara claro. A derrubada da Gangue dos Quatro teve enorme apoio popular.”
Many other Maoists were torn apart by the event. “Everything was overthrown overnight, the whole Maoist system, which we thought [were] new socialist men, they all believed in putting self second, fighting self. And then overnight the whole thing was reversed.”
Muitos outros maoístas ficaram devastados por causa do evento. “Tudo desabou da noite para o dia, o sistema maoísta inteiro, achávamos que eles eram os novos homens socialistas, que colocavam o eu em segundo lugar, que combatiam o eu. E então, da noite para o dia, a coisa toda virou ao contrário.”
“You know, many people think it was McCarthy that destroyed the Communist Party,” Finkelstein continued. “That’s absolutely not true. You know, when you were a communist back then, you had the inner strength to withstand McCarthyism, because it was the cause. What destroyed the Communist Party was Khrushchev’s speech,” a reference to Soviet premier Nikita Khrushchev’s 1956 exposure of the crimes of Joseph Stalin and his dictatorial rule.
“Você sabe, muitas pessoas pensam que foi McCarthy quem destruiu o Partido Comunista,” continuou Finkelstein. “Isso absolutamente não é verdade. Você sabe, quando naquela época alguém era comunista, tinha a força interior para resistir ao mccarthysmo, porque tratava-se da causa. O que destruiu o Partido Comunista foi o discurso de Khrushchev,” referência à denúncia feita pelo premiê soviético Nikita Khrushchev dos crimes de Stalin e de seu governo ditatorial.
Although I was old enough, and interested enough, to be influenced by the Chinese and Russian revolutions, I was not. I remained an admirer of capitalism and a good loyal anti-communist. It was the war in Vietnam that was my Gang of Four and my Nikita Khrushchev. Day after day during 1964 and early 1965 I followed the news carefully, catching up on the day’s statistics of American firepower, bombing sorties, and body counts. I was filled with patriotic pride at our massive power to shape history. Words like those of Winston Churchill, upon America’s entry into the Second World War, came easily to mind again – “England would live; Britain would live; the Commonwealth of Nations would live.” Then, one day – a day like any other day – it suddenly and inexplicably hit me. In those villages with the strange names there were people under those falling bombs, people running in total desperation from that god-awful machine-gun strafing.
Embora eu tivesse idade suficiente, e estivesse suficientemente interessado, para ser influenciado pelas revoluções russa e chinesa, não o fui. Continuei admirador do capitalismo e bom leal anticomunista. A Guerra do Vietnã é que foi minha Gangue dos Quatro e meu Nikita Khrushchev. Dia após dia, durante 1964 e início de 1965, acompanhava as notícias cuidadosamente, pondo em dia as estatísticas cotidianas do poder de fogo estadunidense, ataques de bombardeio, e contagem de corpos. Estava imbuído de orgulho patriótico pelo nosso maciço poder de delinear a história. Palavras como aquelas de Winston Churchill, acerca da entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, vinham facilmente de novo à mente– “A Inglaterra viverá; a Grã-Bretanha viverá; a Comunidade de Nações viverá.” Então, um dia – um dia como qualquer outro – aquilo atingiu-me súbita e inexplicavelmente. Naquelas vilas com estranhos nomes havia pessoas sob aquelas bombas cadentes, pessoas correndo em total desespero daquelas pavorosas saraivadas de metralhadoras.
This pattern took hold. The news reports would stir in me a self-righteous satisfaction that we were teaching those damn commies that they couldn’t get away with whatever it was they were trying to get away with. The very next moment I would be struck by a wave of repulsion at the horror of it all. Eventually, the repulsion won out over the patriotic pride, never to go back to where I had been; but dooming me to experience the despair of American foreign policy again and again, decade after decade. [See William Blum, West-Bloc Dissident: A Cold War Memoir, chapter 3]
Aquele padrão começou a fazer efeito. Os relatos noticiosos costumavam despertar em mim satisfação farisaica de que estávamos ensinando àquelas pestes de comunas que eles não poderiam safar-se com qualquer coisa com a qual estivessem tentando safar-se. No exato momento seguinte fui atingido por uma onda de repugnância pelo horror daquilo tudo. Finalmente, a repugnância venceu o orgulho patriótico, de modo a eu nunca voltar ao estado em que me encontrara antes; mas condenando-me a desesperar da política externa estadunidense outra e outra vez, década após década. [See William Blum, West-Bloc Dissident: A Cold War Memoir, chapter 3]
The human brain is an amazing organ. It keeps working 24 hours a day, 7 days a week, and 52 weeks a year, from before you leave the womb, right up until the day you find nationalism. And that day can come very early. Here’s a recent headline from the Washington Post: “In the United States the brainwashing starts in kindergarten.”
O cérebro humano é órgão espantoso. Continua a trabalhar 24 horas por dia, 7 dias por semana, e 52 semanas por ano, desde antes você sai do útero, e até o dia em que você encontra o nacionalismo. E esse dia pode chegar muito cedo. Eis recente manchete do Washington Post: “Nos Estados Unidos a lavagem cerebral começa no jardim de infância.”
Oh, my mistake. It actually said “In N. Korea the brainwashing starts in kindergarten.” [Washington Post, January 17, 2015, page A6]
Oh, equívoco meu. Na realidade foi “Na Coreia do Norte a lavagem cerebral começa no jardim de infância.” [Washington Post, January 17, 2015, page A6]

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