Saturday, January 24, 2015

The Anti-Empire Report #136 - Dumb and Dumber


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William Blum
William Blum
Official website of the author, historian, and U.S. foreign policy critic.
Website oficial do autor, historiador e crítico da política externa dos Estados Unidos.
The Anti-Empire Report #136
O Relatório Anti-Império No.136
By William Blum – Published January 20th, 2015
Por William Blum – Publicado em 20 de janeiro de 2015
Dumb and Dumber
Sonso e Mais Sonso
Remember Arseniy Yatsenuk? The Ukrainian whom US State Department officials adopted as one of their own in early 2014 and guided into the position of Prime Minister so he could lead the Ukrainian Forces of Good against Russia in the new Cold War?
Lembram-se de Arseniy Yatsenuk? O ucraniano que as autoridades do Departamento de Estado dos Estados Unidos adotaram como um dos seus no início de 2014 e guindaram ao cargo de Primeiro Ministro a fim de que ele pudesse liderar as Forças Ucranianas do Bem contra a Rússia na Nova Guerra Fria?
In an interview on German television on January 7, 2015 Yatsenuk allowed the following words to cross his lips: “We all remember well the Soviet invasion of Ukraine and Germany. We will not allow that, and nobody has the right to rewrite the results of World War Two”. [“Ukrainian Prime Minister Arseniy Yatsenyuk talking to Pinar Atalay”, Tagesschau (Germany), January 7, 2015 (in Ukrainian with German voice-over)]
Numa entrevista na televisão alemã, em 7 de janeiro de 2015, Yatsenuk permitiu que as seguintes palavras cruzassem seus lábios: “Todos nos lembramos bem da invasão soviética da Ucrânia e da Alemanha. Não permitiremos isso, e ninguém tem o direito de reescrever os resultados da Segunda Guerra Mundial”. [“Ukrainian Prime Minister Arseniy Yatsenyuk talking to Pinar Atalay”, Tagesschau (Germany), January 7, 2015 (in Ukrainian with German voice-over)]
The Ukrainian Forces of Good, it should be kept in mind, also include several neo-Nazis in high government positions and many more partaking in the fight against Ukrainian pro-Russians in the south-east of the country. Last June, Yatsenuk referred to these pro-Russians as “sub-humans” [CNN, June 15, 2014], directly equivalent to the Nazi term “untermenschen”.
As Forças Ucranianas do Bem, deve-se ter em mente, incluem também diversos neonazistas em altas posições governamentais e muitos outros participando da luta contra pró-russos ucranianos no sudeste do país. Em junho passado, Yatsenuk referiu-se a esses pró-russos como “sub-humanos” [CNN, June 15, 2014], diretamente equivalente ao termo nazista “untermenschen”.
So the next time you shake your head at some stupid remark made by a member of the US government, try to find some consolation in the thought that high American officials are not necessarily the dumbest, except of course in their choice of who is worthy of being one of the empire’s partners.
Portanto, da próxima vez que você balançar a cabeça em desaprovação diante de alguma observação estúpida feita por membro do governo dos Estados Unidos, tente encontrar algum consolo no pensamento de que altas autoridades estadunidenses não são necessarimente as mais estúpidas, exceto, naturalmente, na escolha que fazem de quem é digno de ser um dos parceiros do império. 
The type of rally held in Paris this month to condemn an act of terror by jihadists could as well have been held for the victims of Odessa in Ukraine last May. The same neo-Nazi types referred to above took time off from parading around with their swastika-like symbols and calling for the death of Russians, Communists and Jews, and burned down a trade-union building in Odessa, killing scores of people and sending hundreds to hospital; many of the victims were beaten or shot when they tried to flee the flames and smoke; ambulances were blocked from reaching the wounded … Try and find a single American mainstream media entity that has made even a slightly serious attempt to capture the horror. You would have to go to the Russian station in Washington, DC, RT.com, search “Odessa fire” for many stories, images and videos. Also see the Wikipedia entry on the 2 May 2014 Odessa clashes.
O tipo de manifestação maciça em Paris este mês para condenar ato de terror de jihadistas poderia igualmente ter sido realizado em homenagem às vítimas de Odessa, na Ucrânia, em maio último. Os mesmos tipos neonazistas mencionados acima tiraram folga de marcharem em parada com seus símbolos tipo suástica clamando pela morte de russos, comunistas e judeus, e incendiaram edifício de sindicato de trabalhadores em Odessa, matando pencas de pessoas e mandando centenas para o hospital; muitas das vítimas foram espancadas ou atingidas por balas quando tentavam escapar das chamas e da fumaça; ambulâncias foram impedidas de chegar aos feridos … Tente encontrar uma única entidade da mídia convencional estadunidense que tenha feito tentativa sequer ligeiramente séria de descrever o horror. Você terá de ir à estação russa em Washington, DC, RT.com, procurar “incêndio de Odessa” para obter muitos artigos, imagens e vídeos. Veja também o item da Wikipedia acerca dos confrontos de 2 de maio de 2014 em Odessa.
If the American people were forced to watch, listen, and read all the stories of neo-Nazi behavior in Ukraine the past few years, I think they – yes, even the American people and their less-than-intellectual Congressional representatives – would start to wonder why their government was so closely allied with such people. The United States may even go to war with Russia on the side of such people.
Se o povo estadunidense fosse forçado a assistir, ouvir e ler todas as histórias de comportamento neonazista na Ucrânia nos poucos anos passados, acho que – sim, até o povo estadunidense e seus nada intelectualizados representantes no Congresso – começaria a perguntar-se por que seu governo aliou-se tão estreitamente a gente assim. Os Estados Unidos poderão quem sabe até ir a guerra com a Rússia ao lado dessa gente.
L’Occident n’est pas Charlie pour Odessa. Il n’y a pas de défilé à Paris pour Odessa.
L’Occident n’est pas Charlie pour Odessa. Il n’y a pas de défilé à Paris pour Odessa.

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