Tuesday, January 6, 2015

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The 7-year itch: Europe's elite face judgment in 2015
Crise/comichão dos 7 anos: elite da Europa enfrenta a consequência de seus atos em 2015
Bryan MacDonald is a Russia-based Irish journalist and media commentator who focuses on Russia and its hinterlands and international geo-politics.
Bryan MacDonald é jornalista e comentador de mídia irlandês sediado na Rússia que se concentra em Rússia e suas regiões remotas e em geopolítica internacional.
Published time: January 02, 2015 07:40
Reuters / Alkis Konstantinidis
Seven years after the ‘Great Financial Crash’ destroyed many European economies and left the rest anemic, 2015 will be the year its political ramifications are fully felt.
Sete anos depois de o ‘Grande Colapso Financeiro’ ter destruído muitas economias europeias e deixado o resto anêmico, 2015 será o ano em que as respectivas consequências políticas serão plenamente sentidas.
The continent faces a political earthquake as long standing elites will finally tumble.
O continente depara-se com terremoto político no qual elites há longo tempo dominantes por fim desabarão.
Anybody who is married or in a long term relationship will know all about the concept of the ‘7-year itch.’ Hopefully most will find or found it easy to scratch. However, 7 years after the crash of 2008 placed much of Europe under the jackboot of German-led austerity; it’s not so much psoriasis as a rage that engulfs the continent. Forthcoming elections in key states have the potential to change the European project forever and maybe even end it altogether.
Qualquer pessoa casada ou em relacionamento de longa duração entenderá o conceito de ‘crise/comichão dos 7 anos.’ Esperemos que a maior parte das pessoas encontre ou tenha encontrado alguma forma de coçar-se sem maiores problemas. Entretanto, 7 anos após o colapso de 2008 ter colocado grande parte da Europa sob o tacão da austeridade liderada pela Alemanha, não é tanto psoríase, e sim fúria que engolfa o continente. Eleições por vir em estados decisivos têm o potencial de modificar o projeto europeu para sempre e talvez até acabem com ele completamente.
Almost all European countries have followed a very similar post-war/post-autocratic rule political pattern. The two main parties are almost uniformly a centre-right and a centre-left grouping that trade governance every 5-10 years. Think Britain’s Conservatives and Labour and Germany’s CDU and SPD. Alongside these, there are usually smaller parties who occasionally hold the balance of power, commit to coalition with a bigger partner and are slowly strangled by having to take unpopular decisions in government. Many don't even survive the experience and ultimately fade away.
Quase todos os estados europeus têm seguido padrão político bastante similar pós-guerra/pós-autocracia. Os dois principais partidos são quase uniformemente agremiações de centro-direita e de centro-esquerda que se alternam no governo cada 5-10 anos. Pense nos Conservadores e Trabalhistas [Labour] na Grã-Bretanha e em CDU e SPD na Alemanha. Paralelamente a esses, há usualmente partidos menores que ocasionalmente viabilizam o equilíbrio do poder, entram em coalizão com parceiro maior e são vagarosamente estrangulados por terem de tomar decisões impopulares no governo. Muitos sequer sobrevivem à experiência e por fim dissipam-se.
The general rule has been that the smaller bracket in multi-party administrations has suffered more at the next election than the bigger unit. This is obviously due to the weaker grouping having to concede more policy positions. An excellent current example is in London where the Liberal Democrats have, in 4 years, gone from the crest of a wave to struggling for any relevance at all.
A regra geral tem sido a de o partido menor em administrações com diversos partidos sofrer mais na próxima eleição do que a unidade maior. Isso obviamente se deve a o grupo menor ter de fazer mais concessões em termos de políticas. Excelente exemplo atual é o de Londres, onde os Liberal-Democratas, em 4 anos, passaram da crista da onda para luta para terem qualquer relevância em absoluto.
This stable governance has been the main pillar of the EU’s rise and expansion. If a member state changes Tweedledee, it’s for Tweedledum and both are pro-Brussels. Stuffed with careerist politicians, who know which side their bread is buttered on, neither the nominally right nor the nominally left side of the divide is likely to upset the ‘European project.’ This is about to change. Radically.
Essa governança estável tem sido o principal pilar da ascensão e expansão da União Europeia - EU. Se um estado-membro tira o Joãozinho, é para colocar o Joãozito, e ambos são pró-Bruxelas. Integradas por políticos carreiristas, que sabem de que lado está a manteiga na fatia de pão, nem o lado nominalmente à direita nem o nominalmente à esquerda da linha divisória exibirá probabilidade de desagradar o ‘projeto europeu.’ Isto está prestes a mudar. Radicalmente.
Greece's leftist main opposition Syriza party leader Alexis Tsipras.(Reuters / Alkis Konstantinidis)
Radical left rising
Ascensão da esquerda radical
By the end of 2015, it’s quite likely that the largest party in both Spain and Greece will not be from the traditional centre pair, but of the radical left. Ditto in Denmark, but rather coming from an extreme right, nationalist perspective. Additionally, UKIP might become a serious player in London. As it stands, UKIP have already had the effect of sending the previously centrist Conservative Party hurtling to the right, so their effect will be felt in more than just their own Westminster seat tally.
Ao final de 2015 é bem provável que o maior partido tanto na Espanha quanto na Grécia não seja do tradicional par de centro, e sim da esquerda radical. Idem na Dinamarca, mas ali de perspectiva de extrema direita nacionalista. Adicionalmente, o Partido da Independência do Reino Unido - UKIP poderá tornar-se ator sério em Londres. Nas atuais circunstâncias, o UKIP já conseguiu fazer o antes centrista Partido Conservador correr para a direita, de tal maneira que seu efeito será sentido em mais do que apenas sua contagem de assentos em Westminster.
Greece will be first up, later this month. Every survey conducted since May has confirmed that SYRIZA will secure the most popular support, the only disagreement being on the margin of victory, anywhere from 2-11 percent. Their charismatic leader, Alexis Tsipras, is a communist who named his son after Che Guevara. Tsipras blames the neo-liberal elite in Brussels for destroying the EU economy and sending his country into penury. He has also indicated that, if or when SYRIZA take power, he will force markets to “dance to the tune” of Greece. Furthermore, he dislikes Angela Merkel and blames her for intensifying, rather than aiding, Greek woes.
A Grécia será a primeira, mais adiante este mês. Toda pesquisa conduzida desde maio tem confirmado que a SYRIZA obterá a maior parte do apoio popular, a única discordância sendo quanto à margem da vitória, algo de 2 a 11 por cento. Seu carismático líder, Alexis Tsipras, é comunista que deu ao filho o nome de Che Guevara. Tsipras culpa a elite neoliberal de Bruxelas pela destruição da economia da EU e por lançar seu país na penúria. Também tem sugerido fortemente que, se ou quando a SYRIZA tomar o poder, ele forçará os mercados a “dançar no ritmo” da Grécia. Além disso, ele não gosta de Angela Merkel e a responsabiliza por intensificar, em vez de suavizar, os infortúnios da Grécia.
The Brussels establishment is terrified of Tsipras. Not merely because he may steer Greece out of the eurozone but because of what his success could unleash around the continent - proof that there is an alternative to neoliberalism and supplicant Eurocrats. EU Commission President Jean-Claude Juncker has already betrayed his anxiety, saying "I wouldn't like extreme forces to come to power. I would prefer if known faces show up.”
As autoridades em Bruxelas estão apavoradas com Tsipras. Não meramente porque ele poderá dirigir a Grécia para fora da eurozona, mas por causa do que seu sucesso poderá deflagrar em todo o continente - prova de existir alternativa ao neoliberalismo e aos eurocratas suplicantes. O presidente da Comissão da EU, Jean-Claude Juncker, já traiu sua ansiedade, dizendo: "Eu não gostaria que forças extremadas viessem ao poder. Preferiria ver faces conhecidas.”
Meanwhile, voices around the institution are extolling Greeks to support the centrists, Antonio Samaras’ ND and PASOK, the classical ‘big two.’ The problem is that in December polling, the latter were scoring only around 6 per cent, so it’s clear the ship has sailed on that notion. SYRIZA won’t win an overall majority but should be able to form a coalition with one of the motley crew of small entities, varying from the nationalist ANEL to the fascist Golden Dawn.
Enquanto isso, vozes em torno daquela instituição estão conclamando os gregos a apoiar os centristas, Antonio Samaras do ND e PASOK, os ‘dois grandes’ clássicos. O problema é que, na pesquisa de dezembro, esses últimos representavam apenas cerca de 6 por cento e, portanto, fica claro que a oportunidade deles já passou. A SYRIZA não terá maioria absoluta mas deverá ter condições de formar coalizão com algum amontoado de pequenas entidades, do nacionalista ANEL ao fascista Alvorada Dourada.
Tsipras will have 4 months in the limelight as a magnet for anti-Brussels feeling until the UK decides in May. While the EU elite might feel they can handle a Greek exit, surviving the withdrawal of its 3rd largest economy and 2nd biggest military power is another matter entirely. In the short term, UKIP will probably do Brussels an unlikely favor. By blocking David Cameron’s Conservatives from securing re-election, they will open the door for the pro-EU Labour to form a government. This will serve to stave off the 2017 ‘in-or-out’ referendum on British membership that Cameron has promised.
Tsipras terá 4 meses na ribalta como ímã para sentimento antiBruxelas até que ocorra, em maio, a decisão no Reino Unido. Embora a elite da EU possa achar ter condições de gerir saída da Grécia, sobreviver à retirada de sua terceira maior economia e segundo maior poder militar é coisa inteiramente diferente. No curto prazo, o UKIP provavelmente prestará a Bruxelas questionável favor. Ao impedir que os conservadores de David Cameron sejam reeleitos, abrirá porta para que o pró-EU Labour forme governo. Isso servirá para impedir o referendo ‘dentro-ou-fora’ de 2017 acerca de condição de membro britânica que Cameron tem prometido.
UKIP's British earthquake
O terremoto britânico do UKIP
However, the longer term effect of UKIP securing between 10-20 percent of the popular vote and 30-60 seats (based on polling data) will be to drive the Conservatives further to the right. One assumes Cameron will resign, to be replaced by Boris Johnson. Unlike Cameron, who personally supports the EU, Johnson has pledged to remove Britain from the organization entirely. Hence, it’s almost certain that the central issue in Westminster for the next 5 years will be Europe. Inevitably, with UKIP marginalized, barring an economic miracle of some sort, the Conservatives will be returned next time out and will finally break the link between London and Brussels.
Nada obstante, o efeito de mais longo prazo de o UKIP conseguir entre 10 a 20 por cento do voto popular e de 30 a 60 assentos (com base em dados de pesquisas) será empurrar os Conservadores mais para a direita. Assume-se que Cameron renunciará, para ser substituído por Boris Johnson. Diferentemente de Cameron, que pessoalmente apoia a EU, Johnson tem prometido tirar a Grã-Bretanha daquela organização inteiramente. Portanto, é quase certo que a questão central em Westminster nos próximos 5 anos será a Europa. Inevitavelmente, com o UKIP marginalizado, exceto na hipótese de algum tipo de milagre econômico, os Conservadores serão trazidos de volta da próxima vez e finalmente romperão o vínculo entre Londres e Bruxelas.
Next up will be Denmark where the Danish People’s Party is forecast to almost double its share of the vote from 12 percent in 2011 to around 20 percent this time. While that won’t be sufficient for the radical nationalists to enter government, it could force the conventional pro-European centrists into coalition. Obviously, one or other of Venstre (right) or the Social Democrats (left) would see their identity diluted and the interloping DPP would become leaders of the opposition. As sure as night follows day, their threat would then be much more substantial in 2019.
A próxima será a Dinamarca, onde o Partido do Povo Dinamarquês - DPP deverá quase dobrar seus votos de 12 por cento em 2011 para cerca de 20 por cento desta vez. Embora isso não vá ser suficiente para os nacionalistas radicais entrarem no governo, poderá forçar os centristas convencionais  pró-Europa a coalizão. Obviamente, um dos dois, a Venstre (direita) ou os Social-Democratas (esquerda) verá sua identidade diluída e os intrusos do DPP tornar-se-ão os líderes da oposição. Tão seguro quanto a noite se segue ao dia, a ameaça deles será portanto muito mais substancial em 2019.
Leader of Podemos, a left-wing party that emerged out of the "Indignants" movement, Pablo Iglesias.(AFP Photo / Josep Lago)
Nevertheless, I believe it’s Spain which will ultimately cause the biggest immediate ruckus. Its election is expected in the Fall and a party founded only 12 months ago is on target to emerge victorious in the biggest conceivable slap in the face to the establishment. Founded by 36-year-old Pablo Iglesias, Podemos is flying high at 25-29 percent in polls. Like Greece’s Tsipras, Iglesias is a communist who vows to restore Spain’s sovereignty but, tellingly, doesn’t propose removing Spain from the eurozone. Instead, Iglesias pledges to change Brussels from the inside, replacing the neoliberal, pro-American bosses with leftist leaders across the continent. Iglesias also promises to immediately remove Spain from NATO.
Sem embargo, acredito que será a Espanha quem, em última análise, causará a maior comoção imediata. Sua eleição é esperada no outono e partido fundado há apenas 12 meses está a caminho de emergir vitorioso no maior tapa concebível na face das autoridades dominantes. Fundado por Pablo Iglesias, de 36 anos de idade, o Podemos voa em altura de 25 a 29 por cento nas pesquisas. Como Tsipras, da Grécia, Iglesias é comunista que promete restaurar a soberania da Espanha mas, sintomaticamente, não propõe a remoção da Espanha da eurozona. Em vez disso, Iglesias promete mudar Bruxelas a partir de dentro, substituindo os chefes neoliberais favoráveis aos estadunidenses por líderes esquerdistas em todo o continente. Iglesias também promete remover a Espanha da OTAN imediatamente.
The notionally socialist PSOE, who were in power as the 2008 crisis hit, have pushed left in an attempt to counter Podemos. Interestingly, their support has broadly held-up at around 20 percent. The losers have been the governing Christian Democrats of the People’s Party - their support has almost halved from 45 percent in 2011 to the mid-20’s now. All indications are that a left alliance will be returned in Spain with the newbie Iglesias replacing Mariano Rajoy as Prime Minister. Whatever about Greece, having the EU’s 5th largest economy controlled by an anti-NATO communist is the stuff of nightmares for Brussels.
O nocionalmente socialista PSOE, que estava no poder quando ocorreu a crise de 2008, tem-se deslocado para a esquerda numa tentativa de contrapor-se ao Podemos. Interessantemente, o apoio a ele tem permanecido, em termos amplos, em torno de 20 por cento. Os perdedores têm sido os Cristãos Democratas no governo do Partido do Povo - seu apoio caiu para quase a metade, de 45 por cento em 2011 a cerca de 20 por cento agora. Todas as indicações são de que uma aliança da esquerda voltará ao poder na Espanha, com o novato Iglesias substituindo Mariano Rajoy como primeiro-ministro. O que quer que ocorra na Grécia, ter a 5a. maior economia da EU controlada por comunista contrário à OTAN é motivo de pesadelos para Bruxelas.
Dublin finally explodes
Dublin finalmente explode
Ireland could also face elections, but technically the Taoiseach, Enda Kenny, can wait until 2016. Currently, his embattled Fine Gael-Labour coalition is reeling from mass-protests over water charges, a legacy of the Troika. The likelihood here is that Sinn Fein, under the leadership of alleged former IRA supremo Gerry Adams, might head the next government. Soft Euroskeptics, Sinn Fein could ally with the rump Fianna Fail party. Fianna Fail were the most successful democratic political grouping in Europe of the 20th century, holding power for 50 of 68 years before being almost wiped out in 2011. To further complicate matters, Fianna Fail’s origins were also in an earlier incarnation of the IRA and their founder, Eamon DeValera, was a previous Sinn Fein leader.
Também a Irlanda poderá ter eleições, mas tecnicamente o Taoiseach, Enda Kenny, poderá esperar até 2016. Atualmente, sua acossada coalização Fine Gael-Labour claudica por causa de protestos maciços a propósito de cobrança de água, legado da Troika. A probabilidade é a de que o Sinn Fein, sob a liderança do alegadamente ex-chefe supremo do IRA Gerry Adams, possa encabeçar o próximo governo. Eurocético moderado, o Sinn Fein poderia aliar-se ao partido-rebotalho Fianna Fail. O Fianna Fail era o grupo democrático mais bem-sucedido na Europa do século 20, mantendo o poder por 50 dos 68 anos antes de ter sido quase varrido do mapa em 2011. Para complicar mais as coisas, as origens do Fianna Fail também radicavam numa encarnação precoce do IRA e seu fundador, Eamon DeValera, fora anteriormente líder do Sinn Fein.
The biggest danger for Brussels is that a Sinn Fein government in Dublin will push for reunification with Northern Ireland, opening up a can of worms in Irish-British relations which would inspire border disputes across Europe. Interestingly, it’s generally accepted that the ruling pro-EU coalition has salvaged Ireland’s economy and economic growth has returned. The disillusionment is evidently rooted in disenchantment with elites rather than a financial “cry for help.” This suggests that even an unlikely Europe-wide financial recovery might not be sufficient to bolster the establishment around Europe.
O maior perigo para Bruxelas é que um governo do Sinn Fein em Dublin pressione pela reunificação da Irlanda do Norte, criando situação complicada nas relações irlandesas-britânicas que inspiraria disputas de fronteiras na Europa. Interessantemente, é geralmente aceito que a coalizão pró-EU no poder tenha resgatado a economia da Irlanda e trazido a volta do crescimento econômico. A desilução está evidentemente mais enraizada no desapontamento com as elites do que num “grito de socorro” financeiro. Isso sugere que mesmo improvável recuperação econômica em toda a Europa poderia não ser suficiente para dar sustentação às autoridades dominantes no poder na Europa.
Whatever the economic portents for Europe in 2015, whether a combination of quantitative easing and low oil prices stimulates recovery or fiscal malaise continues, the political ramifications of austerity will be felt this year. To say the EU will never be the same is not hyperbolic, it’s a statement of fact.
Quaisquer os augúrios econômicos para a Europa em 2015, quer combinação de aporte de dinheiro novo [quantitative easing] e preços baixos do petróleo estimulem recuperação ou a crise fiscal continue, as consequências políticas da austeridade serão sentidas este ano. Dizer que a EU nunca mais será a mesma não é hipérbole, é enunciado de fato.
AFP Photo / Valery Hache
I mentioned the ‘7-year itch.’ In the eponymous Billy Wilder movie, Marilyn Monroe stands over a subway grating with the wind blowing up her white ivory dress. It’s one of cinema’s most iconic images. Despite the rush of air, Monroe’s wardrobe didn’t malfunction and her modesty was protected. Brussels is now facing ill-winds - will its system manage the storm and can its unity be protected?
Mencionei  ‘crise/comichão dos 7 anos.’ No filme epônimo de Billy Wilder, Marilyn Monroe fica em cima de uma grade no piso do metrô com o vento soprando levantando seu vestido branco-marfim. É uma das imagens mais icônicas do cinema. A despeito do forte jato de ar, a nudez de Monroe não é exposta e o recato dela fica assegurado. Bruxelas está hoje enfrentando ventos adversos - será que seu sistema administrará a tempestade, e poderá sua unidade ser protegida?
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