Friday, January 30, 2015

The Anti-Empire Report #136 - Let Cuba Live! The Devil’s List of what the United States has done to Cuba



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William Blum
William Blum
Official website of the author, historian, and U.S. foreign policy critic.
Website oficial do autor, historiador e crítico da política externa dos Estados Unidos.
The Anti-Empire Report #136
O Relatório Anti-Império No. 136
By William Blum – Published January 20th, 2015
Por William Blum – Publicado em 20 de janeiro de 2015
Let Cuba Live! The Devil’s List of what the United States has done to Cuba
Deixem Cuba Viver! A Lista Diabólica do que os Estados Unidos já fizeram a Cuba
On May 31, 1999, a lawsuit for $181 billion in wrongful death, personal injury, and economic damages was filed in a Havana court against the government of the United States. It was subsequently filed with the United Nations. Since that time its fate is somewhat of a mystery.
Em 31 de maio de 1999, em tribunal de Havana, foi protocolado processo de $181 biliões de dólares de indenização por responsabilidade por morte, danos pessoais físicos/psicológicos, e prejuízos econômicos. Subsequentemente foi protocolado nas Nações Unidas. Desde então não seu paradeiro é a partir de certo ponto mistério.
The lawsuit covered the 40 years since the country’s 1959 revolution and described, in considerable detail taken from personal testimony of victims, US acts of aggression against Cuba; specifying, often by name, date, and particular circumstances, each person known to have been killed or seriously wounded. In all, 3,478 people were killed and an additional 2,099 seriously injured. (These figures do not include the many indirect victims of Washington’s economic pressures and blockade, which caused difficulties in obtaining medicine and food, in addition to creating other hardships.)
O processo cobria os 40 anos desde a revolução de 1959 no país e descrevia, em considerável detalhe obtido de depoimento pessoal das vítimas, atos de agressão dos Estados Unidos a Cuba; especificando, amiúde por nome, data e circunstâncias específicas, cada pessoa que se sabia ter sido morta ou seriamente ferida. No total, 3.478 pessoas foram mortas e outras 2.099 seriamente feridas. (Essas cifras não incluem as muitas vítimas indiretas das pressões econômicas e bloqueio de Washington, que causaram dificuldades para obtenção de medicamentos e comida, além de criar outras agruras.)
The case was, in legal terms, very narrowly drawn. It was for the wrongful death of individuals, on behalf of their survivors, and for personal injuries to those who survived serious wounds, on their own behalf. No unsuccessful American attacks were deemed relevant, and consequently there was no testimony regarding the many hundreds of unsuccessful assassination attempts against Cuban President Fidel Castro and other high officials, or even of bombings in which no one was killed or injured. Damages to crops, livestock, or the Cuban economy in general were also excluded, so there was no testimony about the introduction into the island of swine fever or tobacco mold.
O caso foi, em termos jurídicos, muito circunstanciadamente elaborado. No tocante a indivíduos ilicitamente mortos era no interesse dos que sobreviveram a eles, e no tocante a danos pessoais causados a sobreviventes de sérios ferimentos, no interesse deles próprios. Nenhum ataque estadunidense malsucedido foi considerado relevante e, consequentemente, não havia depoimentos referentes às muitas centenas de tentativas malsucedidas de assassínio do presidente Fidel Castro e outras altas autoridades, ou sequer de bombardeios sem pessoas mortas ou feridas. Danos a lavouras, rebanhos ou à economia cubana em geral também foram excluídos, de modo que não havia depoimentos acerca na introdução, na ilha, da febre suína ou do fungo do tabaco.
However, those aspects of Washington’s chemical and biological warfare waged against Cuba that involved human victims were described in detail, most significantly the creation of an epidemic of hemorrhagic dengue fever in 1981, during which some 340,000 people were infected and 116,000 hospitalized; this in a country which had never before experienced a single case of the disease. In the end, 158 people, including 101 children, died. [William Blum, Killing Hope: US Military and CIA Interventions Since World War II, chapter 30, for a capsule summary of Washington’s chemical and biological warfare against Havana.] That only 158 people died, out of some 116,000 who were hospitalized, was an eloquent testimony to the remarkable Cuban public health sector.
Nada obstante, aqueles aspectos da guerra química e biológica conduzida contra Cuba por Washington que envolveram vítimas humanas foram descritos em detalhe, muito importantemente a criação de epidemia de febre de dengue hemorrágica em 1981, durante a qual cerca de 340.000 pessoas foram infectadas e 116.000 hospitalizadas; isso em país que nunca antes houvera experimentado único caso da doença. No final, 158 pessoas, inclusive 101 crianças, morreram. [William Blum, Killing Hope: US Military and CIA Interventions Since World War II, chapter 30, for a capsule summary of Washington’s chemical and biological warfare against Havana.] O fato de apenas 158 pessoas terem morrido, entre cerca de 116.000 que foram hospitalizadas, foi eloquente testemunho do notável setor de saúde pública de Cuba.
The complaint describes the campaign of air and naval attacks against Cuba that commenced in October 1959, when US president Dwight Eisenhower approved a program that included bombings of sugar mills, the burning of sugar fields, machine-gun attacks on Havana, even on passenger trains.
A queixa descreve a campanha de ataques aéreos e navais a Cuba que começou em outubro de 1959, quando o presidente dos Estados Unidos Dwight Eisenhower aprovou programa que incluía bombardeio de usinas açucareiras, incêndio de plantações de cana, ataques de metralhadora contra Havana e até contra trens de passageiros.
Another section of the complaint described the armed terrorist groups, los banditos, who ravaged the island for five years, from 1960 to 1965, when the last group was located and defeated. These bands terrorized small farmers, torturing and killing those considered (often erroneously) active supporters of the Revolution; men, women, and children. Several young volunteer literacy-campaign teachers were among the victims of the bandits.
Outra secção da queixa descrevia os grupos terroristas armados, los banditos, que devastaram a ilha por cinco anos, de 1960 a 1965, quando o último grupo foi localizado e derrotado. Esses bandidos aterrorizavam pequenos fazendeiros, torturando e matando os considerados (amiúde erroneamente) apoiadores ativos da Revolução; mulheres, homens e crianças. Diversos jovens professores voluntários da campanha de alfabetização contaram-se entre as vítimas dos bandidos.
There was also of course the notorious Bay of Pigs invasion, in April 1961. Although the entire incident lasted less than 72 hours, 176 Cubans were killed and 300 more wounded, 50 of them permanently disabled.
Houve também obviamente a famigerada invasão da Baía dos Porcos, em abril de 1961. Embora o incidente todo tenha durado menos de 72 horas, 176 cubanos foram mortos e outros 300 foram feridos, 50 deles permanentemente incapacitados.
The complaint also described the unending campaign of major acts of sabotage and terrorism that included the bombing of ships and planes as well as stores and offices. The most horrific example of sabotage was of course the 1976 bombing of a Cubana airliner off Barbados in which all 73 people on board were killed. There were as well as the murder of Cuban diplomats and officials around the world, including one such murder on the streets of New York City in 1980. This campaign continued to the 1990s, with the murders of Cuban policemen, soldiers, and sailors in 1992 and 1994, and the 1997 hotel bombing campaign, which took the life of a foreigner; the bombing campaign was aimed at discouraging tourism and led to the sending of Cuban intelligence officers to the US in an attempt to put an end to the bombings; from their ranks rose the Cuban Five.
A queixa também descrevia a infindável campanha de grandes atos de sabotagem e terrorismo que incluiu bombas em navios e aviões, bem como em lojas e escritórios. O exemplo mais pavoroso de sabotagem foi obviamente a explosão de bombas em avião de passageiros da empresa de aviação Cubana ao largo de Barbados, quando todas as 73 pessoas a bordo foram mortas. Houve também o assassínio de autoridades e diplomatas cubanos em todo o mundo, inclusive assassínio da espécie nas ruas de New York City em 1980. Essa campanha continuou até os anos 1990, com o assassínio de policiais, soldados e marinheiro cubanos em 1992 e 1994, e a campanha de bombas em hotéis, que tirou a vida de um estrangeiro; essa campanha de bombas visava a desestimular o turismo e levou ao envio de autoridades de inteligência de Cuba aos Estados Unidos em tentativa de pôr fim às explosões; de suas fileiras surgiram os Cinco Cubanos.
To the above can be added the many acts of financial extortion, violence and sabotage carried out by the United States and its agents in the 16 years since the lawsuit was filed. In sum total, the deep-seated injury and trauma inflicted upon on the Cuban people can be regarded as the island’s own 9-11. [For further information, see William Schaap, Covert Action Quarterly magazine (Washington, DC), Fall/Winter 1999, pp.26-29]
Ao acima podem ser acrescentados os muitos atos de extorsão financeira, violência e sabotagem levados a efeito pelos Estados Unidos e seus agentes nos 16 anos desde que o processo foi protocolado. Na soma total, as profundas lacerações e traumas infligidos ao povo cubano podem ser considerados como o 11/9 daquela ilha. [For further information, see William Schaap, Covert Action Quarterly magazine (Washington, DC), Fall/Winter 1999, pp.26-29]

Tuesday, January 27, 2015

The Anti-Empire Report #136 - Some thoughts about this thing called ideology



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William Blum
Official website of the author, historian, and U.S. foreign policy critic.
Website oficial do autor, historiador e crítico da política externa dos Estados Unidos.
The Anti-Empire Report #136
O Relatório Anti-Império No. 136
By William Blum – Published January 20th, 2015
Por William Blum – Publicado em 20 de janeiro de 2015
Some thoughts about this thing called ideology
Alguns pensamentos acerca dessa coisa chamada ideologia
Norman Finkelstein, the fiery American critic of Israel, was interviewed recently by Paul Jay on The Real News Network. Finkelstein related how he had been a Maoist in his youth and had been devastated by the exposure and downfall of the Gang of Four in 1976 in China. “It came out there was just an awful lot of corruption. The people who we thought were absolutely selfless were very self-absorbed. And it was clear. The overthrow of the Gang of Four had huge popular support.”
Norman Finkelstein, o acerbo crítico estadunidense de Israel, foi recentemente entrevistado por Paul Jay na Rede Notícias Reais. Finkelstein narrou como havia sido maoísta na juventude e ficara devastado pela denúncia e queda da Gangue dos Quatro em 1976 na China. “Ficou claro que havia simplesmente enorme massa de corrupção. As pessoas que acreditávamos que eram absolutamente altruístas estavam extremamente preocupadas consigo próprias. E ficara claro. A derrubada da Gangue dos Quatro teve enorme apoio popular.”
Many other Maoists were torn apart by the event. “Everything was overthrown overnight, the whole Maoist system, which we thought [were] new socialist men, they all believed in putting self second, fighting self. And then overnight the whole thing was reversed.”
Muitos outros maoístas ficaram devastados por causa do evento. “Tudo desabou da noite para o dia, o sistema maoísta inteiro, achávamos que eles eram os novos homens socialistas, que colocavam o eu em segundo lugar, que combatiam o eu. E então, da noite para o dia, a coisa toda virou ao contrário.”
“You know, many people think it was McCarthy that destroyed the Communist Party,” Finkelstein continued. “That’s absolutely not true. You know, when you were a communist back then, you had the inner strength to withstand McCarthyism, because it was the cause. What destroyed the Communist Party was Khrushchev’s speech,” a reference to Soviet premier Nikita Khrushchev’s 1956 exposure of the crimes of Joseph Stalin and his dictatorial rule.
“Você sabe, muitas pessoas pensam que foi McCarthy quem destruiu o Partido Comunista,” continuou Finkelstein. “Isso absolutamente não é verdade. Você sabe, quando naquela época alguém era comunista, tinha a força interior para resistir ao mccarthysmo, porque tratava-se da causa. O que destruiu o Partido Comunista foi o discurso de Khrushchev,” referência à denúncia feita pelo premiê soviético Nikita Khrushchev dos crimes de Stalin e de seu governo ditatorial.
Although I was old enough, and interested enough, to be influenced by the Chinese and Russian revolutions, I was not. I remained an admirer of capitalism and a good loyal anti-communist. It was the war in Vietnam that was my Gang of Four and my Nikita Khrushchev. Day after day during 1964 and early 1965 I followed the news carefully, catching up on the day’s statistics of American firepower, bombing sorties, and body counts. I was filled with patriotic pride at our massive power to shape history. Words like those of Winston Churchill, upon America’s entry into the Second World War, came easily to mind again – “England would live; Britain would live; the Commonwealth of Nations would live.” Then, one day – a day like any other day – it suddenly and inexplicably hit me. In those villages with the strange names there were people under those falling bombs, people running in total desperation from that god-awful machine-gun strafing.
Embora eu tivesse idade suficiente, e estivesse suficientemente interessado, para ser influenciado pelas revoluções russa e chinesa, não o fui. Continuei admirador do capitalismo e bom leal anticomunista. A Guerra do Vietnã é que foi minha Gangue dos Quatro e meu Nikita Khrushchev. Dia após dia, durante 1964 e início de 1965, acompanhava as notícias cuidadosamente, pondo em dia as estatísticas cotidianas do poder de fogo estadunidense, ataques de bombardeio, e contagem de corpos. Estava imbuído de orgulho patriótico pelo nosso maciço poder de delinear a história. Palavras como aquelas de Winston Churchill, acerca da entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, vinham facilmente de novo à mente– “A Inglaterra viverá; a Grã-Bretanha viverá; a Comunidade de Nações viverá.” Então, um dia – um dia como qualquer outro – aquilo atingiu-me súbita e inexplicavelmente. Naquelas vilas com estranhos nomes havia pessoas sob aquelas bombas cadentes, pessoas correndo em total desespero daquelas pavorosas saraivadas de metralhadoras.
This pattern took hold. The news reports would stir in me a self-righteous satisfaction that we were teaching those damn commies that they couldn’t get away with whatever it was they were trying to get away with. The very next moment I would be struck by a wave of repulsion at the horror of it all. Eventually, the repulsion won out over the patriotic pride, never to go back to where I had been; but dooming me to experience the despair of American foreign policy again and again, decade after decade. [See William Blum, West-Bloc Dissident: A Cold War Memoir, chapter 3]
Aquele padrão começou a fazer efeito. Os relatos noticiosos costumavam despertar em mim satisfação farisaica de que estávamos ensinando àquelas pestes de comunas que eles não poderiam safar-se com qualquer coisa com a qual estivessem tentando safar-se. No exato momento seguinte fui atingido por uma onda de repugnância pelo horror daquilo tudo. Finalmente, a repugnância venceu o orgulho patriótico, de modo a eu nunca voltar ao estado em que me encontrara antes; mas condenando-me a desesperar da política externa estadunidense outra e outra vez, década após década. [See William Blum, West-Bloc Dissident: A Cold War Memoir, chapter 3]
The human brain is an amazing organ. It keeps working 24 hours a day, 7 days a week, and 52 weeks a year, from before you leave the womb, right up until the day you find nationalism. And that day can come very early. Here’s a recent headline from the Washington Post: “In the United States the brainwashing starts in kindergarten.”
O cérebro humano é órgão espantoso. Continua a trabalhar 24 horas por dia, 7 dias por semana, e 52 semanas por ano, desde antes você sai do útero, e até o dia em que você encontra o nacionalismo. E esse dia pode chegar muito cedo. Eis recente manchete do Washington Post: “Nos Estados Unidos a lavagem cerebral começa no jardim de infância.”
Oh, my mistake. It actually said “In N. Korea the brainwashing starts in kindergarten.” [Washington Post, January 17, 2015, page A6]
Oh, equívoco meu. Na realidade foi “Na Coreia do Norte a lavagem cerebral começa no jardim de infância.” [Washington Post, January 17, 2015, page A6]

Saturday, January 24, 2015

The Anti-Empire Report #136 - Dumb and Dumber


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William Blum
William Blum
Official website of the author, historian, and U.S. foreign policy critic.
Website oficial do autor, historiador e crítico da política externa dos Estados Unidos.
The Anti-Empire Report #136
O Relatório Anti-Império No.136
By William Blum – Published January 20th, 2015
Por William Blum – Publicado em 20 de janeiro de 2015
Dumb and Dumber
Sonso e Mais Sonso
Remember Arseniy Yatsenuk? The Ukrainian whom US State Department officials adopted as one of their own in early 2014 and guided into the position of Prime Minister so he could lead the Ukrainian Forces of Good against Russia in the new Cold War?
Lembram-se de Arseniy Yatsenuk? O ucraniano que as autoridades do Departamento de Estado dos Estados Unidos adotaram como um dos seus no início de 2014 e guindaram ao cargo de Primeiro Ministro a fim de que ele pudesse liderar as Forças Ucranianas do Bem contra a Rússia na Nova Guerra Fria?
In an interview on German television on January 7, 2015 Yatsenuk allowed the following words to cross his lips: “We all remember well the Soviet invasion of Ukraine and Germany. We will not allow that, and nobody has the right to rewrite the results of World War Two”. [“Ukrainian Prime Minister Arseniy Yatsenyuk talking to Pinar Atalay”, Tagesschau (Germany), January 7, 2015 (in Ukrainian with German voice-over)]
Numa entrevista na televisão alemã, em 7 de janeiro de 2015, Yatsenuk permitiu que as seguintes palavras cruzassem seus lábios: “Todos nos lembramos bem da invasão soviética da Ucrânia e da Alemanha. Não permitiremos isso, e ninguém tem o direito de reescrever os resultados da Segunda Guerra Mundial”. [“Ukrainian Prime Minister Arseniy Yatsenyuk talking to Pinar Atalay”, Tagesschau (Germany), January 7, 2015 (in Ukrainian with German voice-over)]
The Ukrainian Forces of Good, it should be kept in mind, also include several neo-Nazis in high government positions and many more partaking in the fight against Ukrainian pro-Russians in the south-east of the country. Last June, Yatsenuk referred to these pro-Russians as “sub-humans” [CNN, June 15, 2014], directly equivalent to the Nazi term “untermenschen”.
As Forças Ucranianas do Bem, deve-se ter em mente, incluem também diversos neonazistas em altas posições governamentais e muitos outros participando da luta contra pró-russos ucranianos no sudeste do país. Em junho passado, Yatsenuk referiu-se a esses pró-russos como “sub-humanos” [CNN, June 15, 2014], diretamente equivalente ao termo nazista “untermenschen”.
So the next time you shake your head at some stupid remark made by a member of the US government, try to find some consolation in the thought that high American officials are not necessarily the dumbest, except of course in their choice of who is worthy of being one of the empire’s partners.
Portanto, da próxima vez que você balançar a cabeça em desaprovação diante de alguma observação estúpida feita por membro do governo dos Estados Unidos, tente encontrar algum consolo no pensamento de que altas autoridades estadunidenses não são necessarimente as mais estúpidas, exceto, naturalmente, na escolha que fazem de quem é digno de ser um dos parceiros do império. 
The type of rally held in Paris this month to condemn an act of terror by jihadists could as well have been held for the victims of Odessa in Ukraine last May. The same neo-Nazi types referred to above took time off from parading around with their swastika-like symbols and calling for the death of Russians, Communists and Jews, and burned down a trade-union building in Odessa, killing scores of people and sending hundreds to hospital; many of the victims were beaten or shot when they tried to flee the flames and smoke; ambulances were blocked from reaching the wounded … Try and find a single American mainstream media entity that has made even a slightly serious attempt to capture the horror. You would have to go to the Russian station in Washington, DC, RT.com, search “Odessa fire” for many stories, images and videos. Also see the Wikipedia entry on the 2 May 2014 Odessa clashes.
O tipo de manifestação maciça em Paris este mês para condenar ato de terror de jihadistas poderia igualmente ter sido realizado em homenagem às vítimas de Odessa, na Ucrânia, em maio último. Os mesmos tipos neonazistas mencionados acima tiraram folga de marcharem em parada com seus símbolos tipo suástica clamando pela morte de russos, comunistas e judeus, e incendiaram edifício de sindicato de trabalhadores em Odessa, matando pencas de pessoas e mandando centenas para o hospital; muitas das vítimas foram espancadas ou atingidas por balas quando tentavam escapar das chamas e da fumaça; ambulâncias foram impedidas de chegar aos feridos … Tente encontrar uma única entidade da mídia convencional estadunidense que tenha feito tentativa sequer ligeiramente séria de descrever o horror. Você terá de ir à estação russa em Washington, DC, RT.com, procurar “incêndio de Odessa” para obter muitos artigos, imagens e vídeos. Veja também o item da Wikipedia acerca dos confrontos de 2 de maio de 2014 em Odessa.
If the American people were forced to watch, listen, and read all the stories of neo-Nazi behavior in Ukraine the past few years, I think they – yes, even the American people and their less-than-intellectual Congressional representatives – would start to wonder why their government was so closely allied with such people. The United States may even go to war with Russia on the side of such people.
Se o povo estadunidense fosse forçado a assistir, ouvir e ler todas as histórias de comportamento neonazista na Ucrânia nos poucos anos passados, acho que – sim, até o povo estadunidense e seus nada intelectualizados representantes no Congresso – começaria a perguntar-se por que seu governo aliou-se tão estreitamente a gente assim. Os Estados Unidos poderão quem sabe até ir a guerra com a Rússia ao lado dessa gente.
L’Occident n’est pas Charlie pour Odessa. Il n’y a pas de défilé à Paris pour Odessa.
L’Occident n’est pas Charlie pour Odessa. Il n’y a pas de défilé à Paris pour Odessa.