Wednesday, December 10, 2014

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The use and abuse of British Muslims
Uso e abuso dos muçulmanos britânicos
Published time: December 04, 2014 16:50
Publicado em 04 de dezembro de 2014, 16:50
Muslims attend Friday prayers in the courtyard of a housing estate next to the small BBC community centre and mosque in east London (Reuters/Stefan Wermuth)
The British state continues to facilitate “Islamist terrorism,” but is using new legislation to promote racism and crackdown on dissent.
O estado britânico continua a facilitar o “terrorismo islamista,” mas está usando nova legislação para promover racismo e aplicar sanções severas aos dissidentes.
Using the specter of “ISIS terrorism” as cover, David Cameron is pushing through the latest chapter in the British state’s ongoing crackdown on civil liberties. But he is doing nothing to stop the terrorism he has helped to create.
Usando o espectro do “terrorismo do ISIS” como encobrimento, David Cameron está fazendo pressão para aprovação do último capítulo das atuais sanções severas do estado britânico contra as liberdades civis. Nada está fazendo, contudo, para deter o terrorismo que ajudou a criar.
The British state has been facilitating and promoting terrorism in Syria and Libya for the past four years. Since the beginning of the Syrian insurgency, the British government has been calling for its victory, meeting its leaders (including those openly allied to al-Qaeda), providing it with military equipment, training its forces, and has even chipped in to a £30million project to improve its public relations techniques.
O estado britânico vem facilitando e promovendo o terrorismo na Síria e na Líbia há quatro anos. Desde o início da insurgência síria o governo britânico vem demandando sua vitória, encontrando-se com seus líderes (inclusive com aqueles abertamente aliados da al-Qaeda), fornecendo a eles equipamento militar, treinando suas forças, e tem até contribuído para um projeto de  £30 milhões para melhorar as técnicas de relações públicas deles.
Bombarded with lurid, misrepresented, and sometimes simply fabricated, stories about Assad’s brutality – and equally whitewashed accounts of the rebel forces – from the British media, hundreds of British Muslims responded to the propaganda campaign by going to join the valiant “freedom fighters” Cameron had been applauding so loudly. The British intelligence services openly facilitated their passage, as the revelations at the recent trial of Moazzam Begg made abundantly clear.
Bombardeados com narrativas sensacionalistas, enganosas, e por vezes simplesmente inventadas acerca da brutalidade de Assad - e igualmente descrições caiadas acerca das forças rebeldes – pela mídia britânica, centenas de muçulmanos britânicos reagiram à campanha de propaganda mediante irem-se juntar aos valorosos “combatentes da liberdade” que Cameron vinha aplaudindo tão ruidosamente. Os serviços britânicos de inteligência abertamente facilitaram o trajeto deles, como as revelações no recente julgamento de Moazzam Begg tornaram abundantemente claro.
When the volunteers arrived, however, they discovered that the real situation in Syria was nothing like the image they had been fed by the BBC, ITN and Al Jazeera. The simple narrative of an oppressed people rising up against a hated dictator was muddied by the sectarian violence common amongst the insurgents, their gratuitous targeting of civilians, and the widespread support for the government still clearly evident amongst huge swathes of the population, including the supposedly oppressed Sunnis who continue to make up the majority of the Syrian army. Some of those who went to fight became disillusioned –as was perhaps the case with the two brothers jailed last week – whilst others were influenced by - and even developed a taste for - the sectarian brutality they found themselves a part of. Over time, the disillusioned either returned home, or, if they were Syrian themselves, even began to “critically support” the government, seeing it as the “lesser of two evils,” leading what had effectively become an existential war of national defense against a Western-backed terror campaign. In the process, the insurgency became increasingly stripped of its liberal veneer, and ever more openly a war of extreme religious chauvinism, targeting entire sections of the population on the basis of sect and race as much as political affiliation.
Quando os voluntários chegaram, porém, descobriram que a real situação na Síria não era nada parecida com a imagem com a qual haviam sido nutridos por BBC, ITN e Al Jazeera. A narrativa simplista de povo oprimido levantando-se contra ditador odiado foi enlameada por violência sectária comum entre os insurgentes, seus ataques sem motivo a civis, e o amplo apoio ao governo ainda evidente no seio de enormes setores da população, inclusive os pretensamente oprimidos sunitas que continuam a constituir a maioria do exército sírio. Alguns daqueles que foram para lá lutar ficaram desiludidos - como talvez tenha acontecido com os dois irmãos encarcerados na semana passada - enquanto outros ficaram influenciados - e tenham talvez até desenvolvido gosto - pela brutalidade sectária da qual se flagraram eles próprios parte. Ao longo do tempo, os desiludidos ou voltaram para casa ou, se sírios eles próprios, começaram até a “apoiar criticamente” o governo, vendo-o como o “menor entre dois males,” desembocando, na prática, no que se tornou guerra existencial de defesa nacional contra campanha de terror  apoiada pelo Ocidente. No processo, a insurgência tornou-se cada vez mais destituída de seu verniz liberal, e cada vez mais abertamente guerra de chauvinismo religioso extremista, tendo como alvo de ataque secções inteiras da população com base em seita e raça tanto quanto em filiação política.
Of course, there was always the danger of “blowback” for the British state – the danger that those young Britons who had been “radicalized” in Syria (establishment double-speak for brainwashed, traumatized and initiated into a life of violence) would return to practice their new skills back home.
Obviamente, sempre houve, para o estado britânico, o risco de “efeitos adversos não pretendidos” – o perigo de aqueles jovens britânicos “radicalizados” na Síria (eufemismo da elite dominante para lavados cerebralmente, traumatizados e iniciados em vida de violência) voltarem para praticar suas novas habilidades internamente ao país.
But rather than admit that its campaign of destabilization against Syria has been a murderous disaster and reversing it, the British state has launched yet another round of “counter-terror” measures, which implicitly point the finger of blame at the British Muslim community itself – precisely the section of British society who have suffered most from the government’s abuse of their youth as cannon fodder for their proxy war against Syria. Indeed, it is the parents of those youngsters lured into fighting in Syria who have been most angered by the British state’s effective endorsement and facilitation of the misguided activities of their children.
Em vez, porém, de admitir que sua campanha de desestabilização da Síria tem sido desastre homicida e de revertê-la, o estado britânico tem deflagrado mais outra rodada de medidas de “contraterror” que implicitamente apontam o dedo da culpa para a própria comunidade muçulmana britânica – precisamente o secção da sociedade britânica que mais tem sofrido com o abuso de seus jovens pelo governo como bucha de canhão para sua guerra de procuração contra a Síria. Com efeito, os pais daqueles jovens seduzidos para lutar na Síria são quem tem sido mais hostilizado pelos na prática endosso e facilitação, pelo estado britânico, das atividades desarvoradas de seus filhos.
AFP/YouTube
No one should be fooled into thinking that either the new “counter-terror” bill or the recent prosecution of two Britons returning from Syria actually represents a change of heart. It is worth noting that, far from discouraging terrorism, both the legislation and the court case create an incentive for British Muslims in Syria to stay there and keep fighting. When Moazzam Begg – who had admitted to making frequent trips to Syria in order to help the insurgency – was put on trial, MI5 eventually came to his defense and admitted they had given him the “green light”’ for everything he was doing, ensuring the collapse of the prosecution case. No intelligence agencies sprang to the defense of the two brothers last week, however, and both were given sentences of several years. Yet the judge had admitted that not only was there no evidence of their planning terrorism in the UK, but also that there was no evidence they had even been involved in the fighting in Syria. Was this, perhaps, what they were really being punished for – for refusing to co-operate with MI5 and fight in Britain’s proxy war? Is this why no one in MI5 spoke up for them? Either way, the message being sent to Britons in Syria is clear - stay and fight, because if you dare to come back you will be punished; a message clearly backed up by the new bill’s proposals to give the government the power to ban its citizens from returning home at all. Those British Muslims in Syria and Iraq who might have might have come to their senses and realized that they were conned by the Cameron/ Hague/ Al Jazeera/ BBC “freedom fighter” narrative, are now effectively being told by the British state that desertion is a crime and they must stay and finish the job. The Begg case shows that the only way to guarantee their immunity from prosecution is with MI5 protection, and the only way to attain that, it seems, is by being able to demonstrate some real service to the destabilization campaign. Try to return without even have fired a shot, and the fate of the London brothers awaits you.
Ninguém se engane pensando que o novo projeto de lei “contraterror” ou o recente processo contra dois britânicos de volta da Síria represente real mudança de modo de pensar. Vale notar que, longe de desestimular terrorismo, tanto a legislação quanto o caso em tribunal criam incentivo para que muçulmanos britânicos na Síria lá permaneçam e continuem a lutar. Quando Moazzam Begg – que havia admitido fazer frequentes viagens à Síria para ajudar a insurgência - foi levado a julgamento, o MI5 finalmente veio em defesa dele e admitiu ter-lhe dado “luz verde”’ para tudo o que ele estava fazendo, assegurando o colapso da tese da promotoria. Nenhuma agência de inteligência, contudo, acorreu para defesa dos dois irmãos na semana passada, e ambos receberam sentenças de diversos anos. Sem embargo, o juiz havia admitido não haver evidência de eles estarem planejando terrorismo no Reino Unido, mas também não havia evidência de eles terem estado envolvidos nos combates na Síria. Será que foi por isso que eles realmente foram punidos - por recusarem-se a cooperar com o MI5 lutando na guerra por procuração da Grã-Bretanha? Será que foi por isso que ninguém do MI5 falou em favor deles? Qualquer seja o caso, a mensagem enviada aos britânicos que estão na Síria é clara - fiquem aí e lutem, porque se vocês se atreverem a voltar serão punidos; mensagem claramente apoiada pelas propostas do novo projeto de lei de dar ao governo poder para proibir que seus cidadãos regressem em definitivo. Àqueles muçulmanos britânicos na Síria e no Iraque que possam ter caído em si e percebido terem sido levados na conversa pela narrativa de “combatente pela liberdade” de Cameron/Haia/Al Jazeera/BBC, está agora sendo na prática dito pelo estado britânico que deserção é crime e eles têm de ficar e terminar o trabalho. O caso Begg mostra que a única maneira de garantir a imunidade deles em relação a processo é com proteção do MI5, e a única maneira de conseguir isso, parece, é conseguir comprovar algum serviço real para a campanha de desestabilização. Tente voltar sem ter dado um único tiro, e o destino dos irmãos de Londres espera por você.
It is in this light – of the British state’s use of Muslims to act as proxy soldiers for their campaigns of destabilization against independent third world states such as Libya and Syria – that we should view the “anti-terror” legislation. The strategy of recruiting British Muslims as foot soldiers for Britain’s wars is obviously fraught with danger. Unlike sending in ground forces as an occupying army, there is no direct chain of command from the British state, there is the danger that they will turn against their handlers, and so on. Therefore by granting new powers of house arrest, seizing passports, banning return home etc, this gives the intelligence services a very real additional power in terms of controlling and manipulating the fighters involved. Refusal to co-operate can get you put under house arrest, or ensure that your passport is removed. But co-operation can be rewarded with MI5 protection. And all of it can be presented to the public as the precise opposite – as the intelligence services diligently working to crack down on terrorism.
É sob essa luz - do uso, pelo estado britânico, dos muçulmanos para atuarem como soldados por procuração para campanhas de desestabilização de estados independentes do terceiro mundo tais como Líbia e Síria - que devemos entender a legislação “antiterror”. A estratégia de recrutar muçulmanos britânicos como soldados rasos para as guerras da Grã-Bretanha é obviamente prenhe de perigo. Diferentemente de enviar forças de terra como exército de ocupação, não há cadeia de comando direta oriunda do estado britânico, e há pois o perigo de aqueles soldados voltarem-se contra seus controladores, e assim por diante. Assim, pois, concessão de novos poderes de prisão domiciliar, confisco de passaportes, proibição de regresso ao país etc., dá aos serviços de inteligência poder adicional muito concreto de controle e manipulação dos combatentes envolvidos. A recusa a cooperar pode colocar você em prisão domiciliar, ou levar ao confisco de seu passaporte. Cooperação, porém, pode ser recompensada com proteção do MI5. E tudo isso pode ser apresentado ao público como exatamente o oposto - como se os serviços de inteligência estivessem diligentemente trabalhando para esmagar o terrorismo.
Of course, none of this means that the threat of terrorism within Britain is not real. But this week’s trial of a far-right British soldier for possession of a nail bomb suggests it does not emanate solely from the Muslim community. Indeed, the largest ever haul of explosives in Britain – along with a rocket launcher - was discovered by police in the house of a BNP member in 2006, and according to Europol data, only 0.4 percent of terrorist attacks between 2006 and 2008 were carried out by Islamists. Likewise there has yet to be a single prosecution of anyone returning from Syria planning attacks on British soil. Yet the presentation of the threat in the media always associates terrorism with Islam. This serves a double purpose - not only does it serve to scapegoat a vulnerable and under-represented community for Britain’s promotion of terrorism abroad, but it also deludes the white, non-Islamic, majority into thinking that anti-terror laws are not also aimed at them. We have already seen how existing “counter-terror” legislation has been used to crack down on protest and other misdemeanors totally unrelated to terrorism – from the arrest of 82-year old Water Wolfgang following his violent eviction from the Labour party conference, to councils spying on people’s dustbin habits. The reality is that once the police, the Home Secretary, and other state agencies are given “anti-terror” powers, they will use them as part of their everyday toolkit. And there is a good reason for them to beef up this toolkit against dissent right now – the imminent prospect of another financial crash.
Obviamente, nada disso significa que a ameaça de terrorismo dentro da Grã-Bretanha não seja real. Todavia, o julgamento, esta semana, de soldado britânico de extrema direita por posse de bomba de pregos sugere que tal ameaça não emana unicamente da comunidade muçulmana. Na verdade, a maior quantidade de explosivos ilegalmente armazenados já encontrada na Grã-Bretanha - juntamente com um lançador de foguetes - foi descoberta pela polícia na casa de um membro do Partido Nacional Britânico - BNP em 2006 e, de acordo com dados da Europol, apenas 0.4 por cento dos ataques terroristas entre 2006 e 2008 foram levados a efeito por islamistas. Analogamente, ainda não houve um único processo relativo a qualquer pessoa voltando da Síria planejando ataques em solo britânico. No entanto, a apresentação da ameaça na mídia sempre associa terrorismo ao islã. Isso serve a duplo propósito - não apenas serve para selecionar comunidade vulnerável e sub-representada como bode expiatório pela promoção, pela Grã-Bretanha, do terrorismo no exterior como também ilude a maioria branca, não islâmica, levando-a a pensar que as leis contra o terror não visam também a ela. Já vimos como a legislação “antiterror” existente tem sido usada para esmagar protestos e outros pequenos delitos totalmente não relacionados com terrorismo - da detenção de Water Wolfgang, de 82 anos de idade, depois de sua violenta expusão da conferência do Partido Trabalhista, a conselhos espionando os hábitos de descarte de lixo das pessoas. A realidade é que uma vez a polícia, o Secretário do Interior e outros órgãos do estado recebam poderes “antiterror”, usá-los-ão como parte de sua caixa de ferramentas diária. E há bons motivos para eles robustecerem essa caixa de ferramentas contra os dissidentes de imediato - a iminente perspectiva de colapso financeiro. 
British Prime Minister David Cameron (AFP Photo)
David Cameron himself is but the latest establishment figure to admit that another crash is very likely on the way; others have gone further, with Martin Wolf of the Financial Times arguing that it is inevitable. When it occurs, it will massively deepen the existing economic crisis, and lead to unprecedented job, benefit and wage cuts, dwarfing even the already unprecedented cuts of the past few years. The social unrest, dissent and revolt this will produce will be huge, and the ongoing waves of “counter-terror” legislation will ensure that the state has the legislative framework already in place to launch massive crackdowns without the need for legal niceties of evidence, courts, trials etc. The current bill’s proposal to lower the burden of proof for imposing house arrest (now known as Terrorism Prevention and Investigation Measures) from “reasonable belief” to “balance of probabilities” is a particularly contemptuous snub to the entire basis of the British legal system. But it is not one without precedent, following on from other measures over the past fourteen years which have extended detention without charge, banned “unauthorized” protests outside parliament, and allowed the government to strip dual nationals of citizenship, amongst many others.
David Cameron ele próprio é a mais recente figura da elite dominante a admitir que outro colapso muito provavelmente está a caminho; outras foram mais além, com Martin Wolf do Financial Times ponderando ser inevitável. Quando ocorrer, aprofundará enormemente a crise econômica já existente, e levará a cortes sem precedentes em empregos, benefícios e salários, fazendo parecer pequenos os já sem precedentes cortes dos últimos anos. A agitação social, dissidência e revolta que produzirá será imensa, e as ondas em andamento de legislação “antiterror” assegurarão que o estado tenha o arcabouço legislativo já instituído para deflagrar repressão maciça sem necessidade de pormenores legais de evidência, tribunais, julgamentos etc. A atual proposta de projeto de lei de diminuir o ônus da prova para imposição de prisão domiciliar (agora conhecida como Medidas de Prevenção e Investigação de Terrorismo) de “crença razoável” para “equilíbrio de probabilidades” é afronta particularmente desdenhosa a toda a base do sistema legal britânico. Não é porém algo sem precedente, decorrente de outras medidas, nos últimos quatorze anos, que ampliaram a detenção sem acusação, proibiram protestos “não autorizados” fora do parlamento, e permitiram ao governo destituir de cidadania cidadãos nacionais com dupla nacionalidade, entre muitas outras coisas.
Once again, the specter of “Islamist terrorism” has provided the popular acquiescence necessary to push these measures through. The media’s complicity has been absolute. The proposal to allow the mass government snooping of internet data – already standard practice, albeit currently illegal – was justified largely by a well-timed “revelation” that one of Lee Rigby’s killers, Michael Adebalajo, used Facebook to communicate his intentions to a colleague. This tidbit, revealed in a report by parliament’s Intelligence and Security Committee, was front page, top of the hour, news across pretty much all British-based channels and newspapers. What was almost universally ignored from the same Committee report, however – or at least relegated to the inside pages – was the revelation that MI5 had been in frequent contact with Adebelajo for over ten years, and in particular during the run up to Rigby’s murder, during which time they had been attempting to recruit him to work for the organization. Indeed, according to his friends and family, it was precisely this MI5 pressure and harassment which largely motivated his fatal attack on Rigby. In other words, whilst the media were pushing the line that Facebook was responsible for the killing – implying that it could have been prevented if only state agencies were given greater powers of surveillance – they were sitting on a story which suggested the exact opposite – that Rigby’s murder was carried out by a man driven to it by the British state in its desperate attempt to extend its collaboration with “Islamist terrorism.”
Mais uma vez, o espectro do “terrorismo islamista” proporciona aquiescência popular necessária para imposição dessas medidas. A cumplicidade da mídia tem sido absoluta. A proposta para permissão de intromissão maciça do governo nos dados da internet - já prática padronizada, embora atualmente ilegal – foi justificada por uma “revelação” em hora bem programada segundo a qual um dos assassinos de Lee Rigby, Michael Adebalajo, usara o Facebook para comunicar suas intenções a um colega. Esse saboroso naco de informação, revelado num relatório da Comissão de Inteligência e Segurança do parlamento, foi primeira página e notícia inicial do noticiário de quase todos os canais e jornais sediados na Grã-Bretanha. Contudo, quase universalmente ignorada pelo mesmo relatório da Comissão - ou pelo menos relegada às páginas internas - foi a revelação de que o MI5 havia estado em frequente contato com Adebelajo por mais de dez anos, e em particular durante o período que precedeu o assassínio de Rigby, quando havia tentado recrutá-lo para que trabalhasse para a organização. Na verdade, de acordo com amigos e família, foram precisamente a pressão e o assédio do M15 que em grande parte motivaram o ataque fatal dele a Rigby. Em outras palavras, embora a mídia estivesse vendendo a ideia de que o Facebook era responsável pelo assassínio - implicando que poderia ter sido evitado se tão somente os órgãos do estado tivessem recebido maiores poderes de vigilância/escuta - deixou de perceber uma linha que sugeria exatamente o oposto - o assassínio de Rigby foi executado por homem pressionado para cometê-lo pelo estado britânico em tentativa desesperada de ampliar sua colaboração com o “terrorismo islamista.”
By presenting the matter in the way they did, the media helps to ensure that the majority white, non-Muslim, British public is lulled into the idea that the tearing up of civil liberties is something that will only affect Muslims – so therefore the rest of us have nothing to worry about. The British state is promoting and tapping into a latent Islamophobia in order to tear up the civil liberties of the entire population – even whilst it continues to rely on “Islamist terrorism” to fight its proxy wars against independent third world states abroad. This is cynicism at its purest.
Ao apresentar o assunto da maneira como o fez, a mídia ajuda a assegurar que a maioria branca, não muçulmana, do público britânico seja seduzida para a ideia de que o esfrangalhamento das liberdades civis é algo que só afetará os muçulmanos - portanto os restantes de nós nada temos com que nos preocupar. O estado britânico está promovendo e recorrendo a latente islamofobia para acabar com as liberdades civis de toda a população - ao mesmo tempo em que continua a recorrer ao “terrorismo islamista” para levar avante suas guerras por porcuração contra estados independentes do terceiro mundo no exterior. Isso é cinismo em sua mais rematada forma.
Dan Glazebrook, political writer and journalist, for RT.
Dan Glazebrook, autor e jornalista político, para o RT.
The statements, views and opinions expressed in this column are solely those of the author and do not necessarily represent those of RT.
Afirmações, pontos de vista e opiniões expressados nesta coluna são unicamente do autor e não necessariamente representam os do RT.


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