Monday, December 15, 2014

RT - 'They’ll try to shut you down': Meeting Assange & the non-stop 'War on RT'


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'They’ll try to shut you down': Meeting Assange & the non-stop 'War on RT'
'Eles tentarão fechar a emissora de vocês': Encontro com Assange & a incessante 'Guerra ao RT'
Margarita Simonyan is RT's Editor-in-Chief.
Margarita Simonyan é Editora-Chefe do RT.
Published time: December 09, 2014 17:20
RT photo
Last week, while in London, I went to see Julian Assange at the Ecuadorian embassy. We talked off the record of course, so I won’t divulge too much, but will post only what Julian insisted on making public. Before it’s too late.
Na semana passada, enquanto em Londres, fui ver Julian Assange na embaixada do Equador. Conversamos, obviamente em off e, pois, não divulgarei muito, mas afixarei apenas aquilo que Julian insistiu em tornar público. Antes que seja tarde demais.
Assange shared an enlightening story about a Kurdish TV station that had been shut down in Denmark. The story, like so many others – from diplomatic cables with undiplomatic comments to hundreds of uninvestigated war crimes in Iraq – came to his attention through a leaked cryptogram.
Assange partilhou esclarecedora história acerca de estação de TV curda que havia sido fechada na Dinamarca. A história, como tantas outras - de telegramas diplomáticos com comentários não diplomáticos a centenas de crimes de guerra no Iraque não investigados - veio à atenção dele por meio de criptograma vazado.
Once upon a time there was a Kurdish TV network in Denmark. It would just as happily 'be' anywhere else, but more fitting markets were off limits to the channel. The station, Roj TV, was aimed at Turkish Kurds, and that made the Turkish authorities very angry.
Era uma vez uma rede curda de TV na Dinamarca. Ela poderia igualmente bem 'estar' em qualquer outro lugar, mas mercados mais adequados eram inacessíveis ao canal. A estação estava voltada para curdos turcos, o que fez as autoridades turcas ficarem muito iradas.
Turkish officials pressed their NATO ally Denmark to shut down the TV channel under some plausible pretext. But Denmark was reluctant, saying that multiple inspections didn’t find any propaganda of terrorism and there were no grounds to close it down. Such things weren’t done there; Denmark, after all, is a democracy.
Autoridades turcas pressionaram sua aliada de OTAN Dinamarca a fechar o canal com base em algum pretexto plausível. A Dinamarca, contudo, mostrou-se relutante, dizendo que múltiplas inspeções não haviam encontrado qualquer propaganda de terrorismo e não havia base para fechamento. Tais coisas não eram feitas lá; afinal de contas a Dinamarca é uma democracia.
NATO Secretary General Anders Fogh Rasmussen.(Reuters / Virginia Mayo)
'Democracy' did not prevail for long. Only until the point when the Prince of Denmark Prime Minister Rasmussen decided to become NATO’s secretary-general. But Turkey up and blocked his candidacy! Yup, over Kurdish TV that Denmark was being so stubborn about. So the big shots came together and agreed that the channel that was a beacon for an entire nation wasn’t a high price to pay for such an important position at such an important organization. And they tried to dig up some extremism, democracy be damned. They still couldn’t find any evidence of such, but coughed up some other unpleasantries. WikiLeaks has a wire in which US President Barack Obama himself urges his allies to think to resolve the Kurdish TV issue "creatively," so that the civilized nations are not accused of suppressing freedom of speech. And so they did.
 A 'democracia' não durou muito. Só até o ponto em que o Príncipe da Dinamarca Primeiro-Ministro Rasmussen decidiu tornar-se secretário-geral da OTAN. A Turquia, porém, inesperadamente bloqueou a candidatura dele! Isso mesmo, tendo por motivo a TV curda em relação à qual a Dinamarca mostrava-se tão teimosa. Então os manda-chuvas se reuniram e concordaram que o canal, que era fanal para toda uma nação, não era preço alto a pagar por tal importante cargo em organização tão importante. E tentaram prospectar algum extremismo, a democracia que se dane. Ainda assim não conseguiram encontrar qualquer evidência a respeito, mas expectoraram algumas desagradabilidades. O Wikileaks tem um telegrama no qual o próprio presidente Barack Obama, dos Estados Unidos, urge seus aliados a porem a cabeça para funcionar a fim de resolverem a questão da TV curda "criativamente," de tal maneira que as nações civilizadas não sejam acusadas de reprimir a liberdade de expressão. E assim eles fizeram.
Screenshot from wikileaks.org
“The same is in store for you,” Julian told me. Unfortunately, I have little doubt that he’s right. I had barely returned from London when the US House of Representatives overwhelmingly passed a resolution that, among other things, calls on US officials in Europe to “evaluate the political, economic, and cultural influence of Russia and Russian state-sponsored media and to coordinate with host governments on appropriate responses.”
“O mesmo está reservado para vocês,” disse-me Julian. Infelizmente, tenho pouca dúvida de que ele esteja certo. Mal havia voltado de Londres quando a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos esmagadoramente aprovou resolução que, entre outras coisas, conclama as autoridades dos Estados Unidos na Europa a “avaliarem a influência política, econômica e cultural da Rússia e da mídia russa patrocinada pelo estado e coordenarem-se com governos anfitriões para efeito de reações apropriadas.”
In other words, the US would pressure Europe to kick us out of there. And that’s already happening. Over the last year we’ve been witnessing a number of less than pleasant trends.
Em outras palavras, os Estados Unidos pressionam a Europa para que sejamos chutados de lá. E já está acontecendo. No ano passado testemunhamos diversas tendências nada animadoras.
1. Pressuring of our employees.
1. Pressão sobre nossos empregados.
The executive editor of Radio Free Europe/Radio Liberty writes that “young journalists are already finding that a spell at RT is a handicap in getting jobs elsewhere.” And he is not alone in his opinion. Sometimes the stories are noisy (see Liz Wahl and TruthDig), at other times the pressure makes people resign quietly. Fortunately, often still, it stirs up outrage and desire to fight back and work even harder to defend your truth.
O diretor executivo da Rádio Europa Livre/Rádio Liberdade escreve que “jovens jornalistas já estão descobrindo que período de trabalho no RT atrapalha a obtenção de empregos em outros lugares.” E ele não está sozinho nessa opinião. Por vezes as histórias são ruidosas (ver Liz Wahl e TruthDig), outras vezes a pressão faz as pessoas renunciarem quietamente. Felizmente, amiúde até, despertam nas pessoas indignação e desejo de reagir e trabalhar ainda mais ingentemente para defender sua verdade.
Video
2. Hordes of Western media outlets attempting to discredit our work.
2. Uma porção de veículos ocidentais de mídia tentando desacreditar nosso trabalho.
In the course of just a couple of weeks, the Guardian alone published half a dozen articles about RT that could all be summed up as ‘why the hell is Putin’s propaganda poisoning the unwitting minds of the great British land?’ I can’t recall a single well-known Western news outlet that hasn’t published a self-righteous sermon directed at RT. I doubt anyone else could either.
No curso de apenas poucas semanas, só o Guardian publicou meia dúzia de artigos acerca do RT que poderiam todos ser resumidos como ‘por que diabos está a propaganda de Putin envenenando as mentes desinformadas da grande pátria britânica?’ Não consigo lembrar-me de único veículo de mídia ocidental bem conhecido que não tenha publicado algum sermão farisaico dirigido ao RT. Duvido que alguém consiga.
Christian Amanpour – arguably CNN’s most famous anchor / wife of former US Assistant Sec. State James Rubin – invited our correspondent Anissa Naouai “to talk about Ukraine”. Of course there was little talk about Ukraine itself; rather it was all about RT being horrible, disgusting propaganda trash.
Christiane Amanpour – possivelmente a mais famosa âncora da CNN e mulher do ex-Secretário Assistente de Estado dos Estados Unidos James Rubin – convidou nossa correspondente Anissa Naouai “para falar acerca da Ucrânia”. Obviamente houve pouca conversa acerca da Ucrânia propriamente; foi tudo acerca de o RT ser horrível, nojento lixo de propaganda.
Anissa is never one to be caught off-guard, and, an American herself, enjoyed verbal sparring with her compatriot. Unsurprisingly Mr. Rubin’s freedom-loving wife edited out Anissa’s most cogent and reasonable responses.
Anissa não é de ser pega de guarda baixa e, estadunidense ela própria, fruiu de pugilato verbal com sua compatriota. Não surpreendentemente, a amante da liberdade esposa do Sr. Rubin suprimiu as respostas mais cogentes e razoáveis de Anissa. 
Video
Our public financing makes us ‘government propaganda’; yet other state-funded media such as Deutsche Welle, France 24 and even Al Jazeera, are freely broadcasting in ‘free Europe’ without constant finger-wagging or accusatory rants in their direction written with such frequency and regurgitation of the same talking points as if a copy machine has gone mad.
Nosso financiamento público torna-nos ‘propaganda do governo’; sem embargo, outra mídia financiada pelo estado, tal como Deutsche Welle, France 24 e até Al Jazeera transmite livremente na ‘Europa livre’ sem constante balanço de dedo ou arengas acusadoras em sua direção escritas com frequência e regurgitamento dos mesmos tópicos como em máquina copiadora destrambelhada. 
3. Flogging the ‘cash cow’
3. Ataque à ‘vaca do dinheiro’
What has by now become a trope in the so-called liberal press, Russian and foreign alike, about RT being ineffectual despite gobbling up huge amounts of cash. Most of the time, they grossly exaggerate the numbers (The Guardian went so far as to quote noted Russian media experts Pussy Riot, who more than tripled our budget overnight), and by the time we direct the journalists to the facts that are a matter of public record, it’s too little, too late: the word is out. And the printed word… these days, it gets away from you faster than a supersonic jet. Then these falsehoods go viral thanks to tireless efforts of opposition activists creating distracting and destructive noise around RT:‘look at them, taking billions from the people, God knows for what. Who needs them anyway?’
Já agora tornou-se tema recorrente na assim chamada imprensa liberal, tanto russa quanto não, o RT ser ineficiente a despeito de devorar enorme montante. Na maior parte dos casos, exageram flagrantemente os números (o The Guardian chegou a ponto de citar os notórios especialistas da mídia russa do Pussy Riot, que mais do que triplicaram nosso orçamento da noite para o dia), e quando dirigimos os jornalistas para os fatos que são assunto de registro público, é muito pouco, muito tarde: o dito já se espalhou. E a palavra escrita… hoje em dia, ela se afasta de você mais depressa do que jato supersônico. Então essas falsidades tornam-se viróticas graças a incansáveis esforços de ativistas de oposição a criar ruído distraidor e destrutivo em torno do RT: ‘olhem para eles, tirando biliões das pessoas, sabe Deus para quê. De qualquer modo, quem precisa deles?’
4. Explicit threats to revoke our broadcasting license.
4. Ameaças explícitas de revogação de nossa licença de transmissão.
In recent past we’ve received nice warnings from Ofcom, the British media regulator. They are unhappy with everything about us. I’d understand it if they found explicit lies, factual errors, or any other specific fault with is. But they haven’t. And they don’t need to. All it takes is for them to think us biased, like when we had a report on Ukraine without interviewing a member of the interim government in Kiev, or when we reported on Libya without featuring NATO’s arguments.
Em passado recente temos recebido corteses advertência da Ofcom, a regulamentadora da mídia britânica. Ela está insatisfeita a propósito de tudo, em relação a nós. Eu compreenderia, se ela encontrasse mentiras explícitas, erros factuais, ou qualquer outra falta específica por nós cometida. Mas não encontrou. E não precisa encontrar. Basta-lhe entender que somos tendenciosos, como quando publicamos reportagem acerca da Ucrânia sem entrevistarmos membro do governo interino em Kiev, ou quando informamos acerca da Líbia sem destacar os argumentos da OTAN. 
5. Pressuring independent experts who appear on RT.
5. Pressão sobre especialistas independentes que aparecem no RT.
My friend Stephen Cohen, a truly smart and educated American scholar and a preeminent expert on Russia (and whose friend Mikhail Gorbachev was cleaning a dried bream fish at his birthday party last year in front of my very eyes) told me that he hadn’t experienced this kind of pressure even during the Cold War. Whenever he speaks on RT, or just says something different from the choir of mainstream accusations in our direction, he is immediately attacked by other media. And we are seeing these kinds of external pressure attempts all the time.
Meu amigo Stephen Cohen, acadêmico estadunidense verdadeiramente inteligente e culto e preeminente especialista em Rússia (e cujo amigo Mikhail Gorbachev limpava um peixe no aniversário dele no ano passado na frente dos meus olhos) disse-me que não havia experimentado esse tipo de pressão nem durante a Guerra Fria. Quando quer que ele fale acerca do RT, ou simplesmente diga algo diferente do coro de acusações da mídia convencional em nossa direção, é imediatamente atacado por outra mídia. E estamos vendo esses tipos de tentativa de pressão externa o tempo todo.
Does all of this affect us? Of course it does. I believe many RT employees have grown tired of constantly fighting with someone or other. It is exhausting to repeatedly answer questions like “how often does Putin call you”, or to give interviews just to have your words be taken out of context, distorted and used against RT.
Isso tudo nos afeta? Claro que sim. Acredito que muitos empregados do RT estão ficando cansados de estarem lutando constantemente com este ou aquele. É exaustivo responder repetidamente a perguntas como “com que frequência Putin chama vocês”, ou dar entrevistas só para ter as palavras tiradas do contexto, distorcidas ou usadas contra o RT.
As far as I am concerned, I hate fighting, be it a neighborly row or an international media confrontation. And no, fighting doesn’t excite me, it doesn’t motivate me, it doesn’t make me any stronger. All it does is get on my nerves and distract me from doing the real thing. Very often I want to step aside and just live my life: raising my two lovely little kids, writing happy blog posts about love and summertime, baking cakes. But then suddenly something happens to remind me why I’m doing this – like it did last week, as I was leaving the Ecuadorean embassy after talking to Julian Assange.
No que me diz respeito, detesto brigar, estar no meio de brigas de vizinhos ou em confronto na mídia internacional. E não, brigar não me estimula, não me motiva, não me torna mais forte. Só me dá nos nervos e desvia-me do trabalho real. Muito amiúde desejo pedir demissão e só viver minha vida: criar meu dois queridos filhos pequenos, escrever postagens de blog felizes acerca de amor e verão, fazer bolo. Subitamente, porém, algo me faz lembrar por que estou fazendo o que faço - como aconteceu na semana passada, quando eu saía da embaixada do Equador depois de falar com Julian Assange.
Screenshot from RT video
You aren’t allowed to carry your cellphone into the embassy, so I left mine with the guard. This guard, a curious and cheerful man, was sitting behind a desk next to the door. On my way out, he told me, flirtatiously, that he would only give me my phone back if I smiled at him. So I did. He handed me the phone and asked what I did – surely it’s fun to know who Assange’s visitors are.
Não é permitido entrar com telefone celular na embaixada e, pois, deixei o meu com o guarda. Esse guarda, homem curioso e animado, estava sentado a uma escrivaninha ao lado da porta. Ao eu sair ele me disse, de modo sedutor, que me devolveria o telefone se eu sorrisse para ele. Assim, sorri. Ele me estendeu o telefone e perguntou o que eu fazia - por certo é interessante saber quem são os visitantes de Assange. 
“Do you watch RT? I am the channel’s editor-in-chief,” I answered.
“Você assiste ao RT? Sou a editora-chefe,” respondi.
I saw his face change in an instant. He rose to his feet and looked as if he were going to salute me: “Is that really so? Do you mean it? No way! That can’t be true!”
Vi o rosto dele mudar de imediato. Levantou-se e olhou como se fosse bater continência: “É mesmo? Sério? Não é possível! Não pode ser!”
I gave him my card and he asked me to sign it, “to show this as proof to my family that I’ve spoken to RT’s chief”. He told me his whole family watched RT, because “otherwise we wouldn’t know what is going on in the world, just like all those dupes who watch nothing but the BBC.”
Dei-lhe meu cartão e ele pediu-me para assiná-lo, “para mostrá-lo a minha família como prova de que falei com a chefe do RT”. Disse-me que toda a sua família assiste ao RT, porque “não fora isso não saberíamos o que está acontecendo no mundo, seríamos como todos aqueles ingênuos que só veem a BBC.”
Why am I telling you all of this? So that you know that the efforts to tear us down are in vain. Never going to happen.
Por que estou contando tudo isso a vocês? Para que vocês saibam serem vãos os esforços para acabar conosco. Nunca acontecerá.

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