Friday, December 12, 2014

RT - Angels or Demons? For Protestors, Location is Everything

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Angels or Demons? For Protestors, Location is Everything
Anjos ou Demônios? Para Protestadores, o Local é Tudo
Currently a Research Associate at the INSYTE Group, Dr. Roslyn Fuller has previously lectured at Trinity College and the National University of Ireland. She tweets at @roslynfuller
Atualmente Associada de Pesquisa do INSYTE Group, a Dra. Roslyn Fuller já lecionou no Trinity College e na Universidade Nacional da Irlanda. Tuíta em @roslynfuller
Published time: December 10, 2014 16:25
Pussy Riot.(Reuters / Denis Sinyakov)
In the world of protest, from feminism to austerity measures to police brutality, it’s not what you do, it’s where you are that counts.
No mundo do protesto, de feminismo a medidas de austeridade a brutalidade da polícia, o que conta não é o que você faz, e sim onde.
When news of Pussy Riot’s arrest for performing ‘Punk Prayer’ in Moscow’s Cathedral of Christ the Savior broke, it was greeted as the final proof that Russia had returned to the evil days of show trials and gulags, and that any comrade who spoke out about anything, anywhere would be sent to Siberia forthwith. And as a jurist, this annoyed me greatly, because I knew that protest à la Punk Prayer is also illegal in most Western countries.
Quando tornada pública, a notícia da prisão do Pussy Riot por representar ‘Prece Punk’ na Catedral de Cristo o Salvador em Moscou foi saudada como prova final de que a Rússia havia retornado aos dias perversos dos julgamentos de fachada e gulags, e de que qualquer camarada que expresse suas opiniões a respeito de qualquer coisa franca e publicamente será imediatamente despachado para a Sibéria. Por eu ser jurista, isso me irritou muito, porque eu sabia que protesto à la Prece Punk é também ilegal na maioria dos países ocidentais. 
Just ask Josephine Witt, a 21 year-old Femen member who jumped onto the altar of a cathedral in Cologne, Germany late last year with “I am God” painted across her unclothed torso. Despite the fact that Germans take their religion (and their nudity) pretty casually, Ms. Witt was immediately removed from the church, convicted of disturbing the exercise of religion (which can be punished with up to three years in jail) and fined 1200 Euros after promising to never engage in such an action again. While Ms. Witt was merely expressing her political convictions regarding the patriarchy of the church, there has, oddly, not been a press outcry over her conviction. In fact, the only murmurs of hypocrisy come from Germany’s national tabloid The Bild, which noted that Femen explicitly related the protest to Pussy Riot’s actions in Moscow, but that this was not carrying much weight with the German authorities.
Perguntem só a Josephine Witt, membro de 21 anos do Femen que pulou para cima do altar de catedral em Colônia, Alemanha, no final do ano passado com “Eu sou Deus” pintado em torno do torso desnudo. A despeito do fato de os alemães serem bastante lenientes no tocante a religião (e a nudez), a Sra. Witt foi imediatamente retirada da igreja, condenada por perturbar o exercício da religião (o que pode ser punido com até três anos de prisão) e multada em 1.200 euros depois de prometer nunca mais lançar-se a ação da espécie. Embora a Sra. Witt estivesse apenas expressando suas convicções políticas a respeito do patriarcado da igreja, não houve, estranhamente, qualquer clamor da imprensa a propósito da condenação dela. Na verdade, os únicos murmúrios de hipocrisia vieram do tabloide nacional da Alemanha The Bild, o qual observou que o Femen explicitamente vinculara o protesto às ações do Pussy Riot em Moscou, o que entanto não pesou muito para as autoridades alemãs.
It’s emblematic of Western society, which likens protesting anything at all to the exercise of freedom and democracy, provided said protest is happening somewhere far, far away. When it’s closer to home, protest tends to be more heavily scrutinized with a view to detecting anything – anything at all – that someone, somewhere, somehow “associated” with said protest might have done something that was a teeny, weeny bit illegal, immoral, or even just eccentric. Because apparently if that happens, it’s a free pass to ignore the issue completely. Indeed, we often spend far more time debating the merits and demerits of the protestors themselves than whatever it is that they are protesting about.
Isso é emblemático da sociedade ocidental, que vê o protesto como exercício de liberdade e democracia, desde que aconteça longe, bem longe. Quando acontece mais perto, o protesto tende a ser mais pormenorizadamente perquirido, com vista a identificação de qualquer coisa - qualquer coisa que seja - que alguém, em algum lugar, de alguma forma “em conexão com” dito protesto possa ter feito, ainda que um tico, ilegal, imoral ou simplesmente excêntrico. Porque, aparentemente, se isso acontecer, tal constituirá passe livre para que o assunto seja completamente ignorado. Na verdade, amiúde gastamos mais tempo debatendo os méritos e deméritos dos protestadores eles próprios do que qualquer coisa contra a qual eles estejam protestando. 
Take the current protests against the introduction of water charges in Ireland.
Vejam os protestos atuais contra a introdução da cobrança de água na Irlanda.
Since 1997 water has been provided to the people of Ireland free of charge, one of the few real perks in a nation where taxes are sky-high and what you get for them remains a matter of conjecture. However, as part of the austerity programme pushed onto the nation by the IMF and EU, all Irish people will shortly be paying for their water twice over – once through the taxes that have paid for it up to now and once through explicit fees. Introducing mandatory payment for water is quite standard fare on the IMF austerity menu – it frees up budget to tackle the more important problems like paying off debts accumulated by others – in the case of Ireland mainly by large banks engaged in speculative lending practices. Irish people are pretty well aware of where their money is going – if there were any doubt, Finance Minister Michael Noonan recently indicated that a previously disputed payout to the tune of 280 million Euro to Anglo-Irish Bank bondholders was likely to go ahead at the same time that the first water bills will arrive in Irish households. It’s no surprise then that 100 000 people are expected to take to the streets Wednesday to protest once again at having to shoulder the burdens of others.
Desde 1997 a água é fornecida para o povo da Irlanda gratuitamente, um dos poucos benefícios reais numa nação onde os impostos são altíssimos e o que se ganha em contrapartida é matéria de conjectura. Entretanto, como parte do programa de austeridade imposto à nação pelo FMI e a União Europeia, todos os irlandeses cedo pagarão a água em dobro - uma vez por meio dos impostos que sempre pagaram até agora, e uma vez por meio de taxas explícitas. Criar pagamento obrigatório da água é padrão no cardápio de austeridade do FMI - dá folga orçamentária para atendimento a problemas mais importantes, tais como pagar dívidas acumuladas por outrem - no caso da Irlanda, por muitos grandes bancos envolvidos em práticas especulativas de empréstimo. Os irlandeses estão muito cônscios de para onde seu dinheiro está indo - se houvesse qualquer dúvida, o Ministro da Finança Michael Noonan recentemente deu a entender que pagamento, anteriormente objeto de disputa, da ordem de 280 milhões de euros a portadores de títulos do Banco Anglo-Irlandês provavelmente irá adiante logo que as primeiras contas de água chegarem aos lares irlandeses. Não constitui surpresa, portanto, haver expectativa de que 100.000 pessoas tomem as ruas, na quarta-feira, para de novo protestarem por terem de arcar com os encargos de outrem. 
Were these protests happening in Caracas or Beijing, we would doubtless be witnessing a principled stand for human dignity against a corrupt establishment bent on impoverishing its own citizens. Our empathy would go out to these brave souls, who want only what is best for their country and their children. Celebratory gunfire or Molotov cocktails would be chalked up as cute foreign exuberance and dedication to the cause.
Acontecessem esses protestos em Caracas ou Beijing, estaríamos sem dúvida testemunhando reações, assentadas em sólidas convicções morais, em defesa da dignidade humana contra elite dominante corrupta empenhada em empobrecer seus próprio cidadãos. Nossa empatia se dirigiria para aquelas corajosas almas que só desejam o que é melhor para seu país e seus filhos. Salvas de celebração ou coquetéis Molotov seriam vistos como vistosa exuberância estrangeira e dedicação à causa. 
But back home, one foot wrong and you’re toast. In fact, the past two weeks of Irish discussion on water charge protests have circulated around one event – a group or protestors barricaded Joan Burton, the Tanaiste (i.e. deputy prime minister) in her car for two, some say, maybe even nearly three, hours.
Dentro do país, contudo, um passo em falso e você estará enrolado. Na verdade, as duas semanas passadas de discussão, na Irlanda, a respeito dos protestos por causa da água têm girado em torno de um único evento - um grupo de protestadores barricou Joan Burton, a Tanaiste (isto é, primeira-ministra adjunta) no carro dela durante duas, dizem alguns, talvez até perto de três, horas.
Yes.
Sim.
This really happened.
Realmente aconteceu.
Screenshot from Ruptly video
In Ireland
Na Irlanda
During the protest, Joan Burton may also have been hit by a water balloon, which, speaking as the veteran of many youthful water balloon fights, I will say can sting a little. Not as much as say, a water canon, but definitely more than a Super Soaker.
Durante o protesto, Joan Burton também pode ter sido atingida por balão de água que, falando como veterana de muitas lutas de balão de água da juventude, posso dizer machucam um pouquinho. Não tanto quanto, digamos, canhão de água, mas certamente mais do que arma de brinquedo de esguicho de água. 
For the political elite of this country, such drastic action can only mean one thing – our democracy is in crisis. Yes, our democracy is in crisis, because people are protesting instead of just sitting tight and engaging in some therapeutic prayer. Politicians lined up to deride the protest as: fundamentally undemocratic; kidnapping; a sinister developments; and behaviour of the worst kind; while one backbencher in the ruling party compared the protestors to ISIS. Ms Burton herself condemned Paul Murphy, another member of parliament, for his part in the protest which consisted of: “standing at the back with a loudhailer leading the chanting. If that’s his idea of a peaceful process, I would not like to see that norm being set for Ireland by him as the way people in Ireland protest.” She then described those who committed the ‘controversial’ parts of the protest as “ultra-factions”. We can only assume she meant for the Mysterious Brigade of Ultra Water Balloonists who seem to be resident here and here.
Para a elite política deste país, tal ação drástica só pode significar uma coisa - nossa democracia está em crise. Sim, nossa democracia está em crise, porque as pessoas estão protestando em vez de simplesmente terem paciência e praticarem alguma forma de prece terapêutica. Os políticos fizeram fila para desdenhar do protesto como: fundamentalmente não democrático; sequestro; um “desdobramentos sinistros; e comportamento da pior espécie; enquanto membro secundário do parlamento do partido no poder comparou os protestadores ao ISIS. A Sra. Burton ela própria condenou Paul Murphy, outro membro do parlamento, por sua parte no protesto que consistiu em: “ficar na retaguarda com megafone liderando a cantoria. Se essa é a ideia que ele tem de processo pacífico, não gostaria de ver essa moda ser lançada por ele na Irlanda como forma de as pessoas protestarem.” Em seguida ela descreveu aqueles que cometeram as partes ‘controversas’ do protesto como “ultrafacções”. Só podemos presumir que ela se estivesse referindo à Misteriosa Brigada de Balonistas de Ultra Água que parecem residir aqui e aqui.
But the coup de grâce surely belongs to Stephen O’Byrnes, one of Ireland’s most prominent political lobbyists, who has long-standing ties with the kind of politicians associated with privatization and profit-before-people policies. Byrnes’ clients include a range of private utility companies (Energia, Eirgrid and Convanta), as well as the American Chamber of Commerce, but despite this compromising history, he was permitted to write an opinion piece in The Irish Times with an inadequate byline identifying him as nothing more than a “communications and political consultant”. According to this article, penned in what passes for the nation’s leading ‘intellectual’ newspaper, the water charge protests are:
Contudo, o coup de grâce seguramente pertence a Stephen O’Byrnes, um dos mais preeminentes lobistas políticos da Irlanda, que mantém vínculos de longa data com a espécie de políticos associada a políticas de privatização e de lucro-mais-importante-do-que-pessoas. Entre os clientes de Byrnes encontra-se amplo elenco de empresas privadas de serviços públicos (Energia, Eirgrid e Convanta), bem como a Câmara de Comércio Estadunidense mas, a despeito desse histórico comprometedor, ele teve licença para escrever artigo de opinião no The Irish Times onde é identificado como nada mais do que “consultor de comunicação e político”. De acordo com o artigo, escrito naquele que passa por ser o principal jornal  ‘intelectual’ do país, os protestos com água são:
“an anarchic campaign being fomented by extreme left-wing factions across the country to undermine democratic politics”
“campanha anárquica fomentada por facções de extrema esquerda em todo o país para solapar a política democrática”
and
e
“extreme left-wing TDs [national representatives – ie people that other people in a fit of undemocraticness voted for at some point] and trade union leaders”, are engaging in a “militant campaign” of “blocking roads and footpaths”.
“TDs [representantes nacionais - isto é, pessoas em quem outras pessoas, num acesso de falta de espírito democrático, votaram em algum momento] e líderes sindicalistas de extrema esquerda” estão-se lançando a “campanha militante” de “bloqueio de ruas/estradas e trilhas de pedestres”.
If blocking footpaths already requires a militant campaign, one can only conclude that a punk song in a Russian church must have been the Tet Offensive in Byrnes’ book. Femen, I’m guessing, is tantamount to going nuclear.
Se bloquear trilhas de pedestres requer campanha militante, pode-se concluir que canção punk numa igreja russa tem de ter sido a Ofensiva do Tet no compêndio de Byrnes. Femen, imagino, é o equivalente de tornar-se nuclear.
Despite having already caused me to involuntarily snort coffee through my nose at this point, Mr. Byrnes proved himself a gift that keeps on giving, demanding that,
A despeito de ter-me já feito involuntariamente tomar café pelo nariz a esta altura, o Sr. Byrnes revelou-se dádiva perene, ao demandar:
“It is also time that some broadcasters moved beyond their ping-pong presentation of these events, and stopped according a moral and political equivalence to both sides in this national confrontation.”
“É também hora de algumas emissoras irem além de sua apresentação pingue-pongue desses eventos, e pararem de atribuir equivalência moral e política a ambos os lados desse confronto nacional.”
Apparently, in Brynes’ world everyone knows that it’s moral to charge people for the basic necessities of life that they are already paying for with their taxes and immoral to complain about it, and giving people the ability to air their grievances is anarchy.
Aparentemente, no mundo de Brynes todo mundo sabe que é moral cobrar das pessoas as necessidades básicas da vida que elas já estão pagando com seus impostos e imoral reclamar disso; e dar às pessoas capacidade de expressarem suas insatisfações é anarquia.
Demonstrators protest outside of the Los Angeles Police Department (LAPD) headquarters during their annual 'National Day of Protest to Stop Police Brutality', in Los Angeles, California on October 22, 2014.(AFP Photo / Mark Ralston)
Note that all of this hysteria is drowning out any real conversation about the protestors’ demands or debate about whether or not charging struggling families for basic necessities while continuing to pay off investors is an adequate or even sustainable policy. Instead, we are discussing whether or not one person threw a water balloon and whether an elected representative ‘led chanting’ in the hopes of discrediting an entire movement of people who are simply fed up with making all the payments while someone else reaps all the profits.
Notem que toda essa histeria está abafando qualquer troca de ideias real acerca das exigências dos protestadores, ou debate acerca de se cobrar o atendimento de necessidades básicas de famílias em situação difícil enquanto continuando a pagar investidores é política adequada ou mesmo defensável. Em vez disso, estamos discutindo se alguém jogou ou não balão de água e se representante eleito ‘liderou a cantoria,’ na esperança de desacreditar um movimento inteiro de pessoas que estão simplesmente fartas de arcar com todos os pagamentos enquanto outros colhem todos os lucros.
The scenario is the same in the USA, where we seem to have somehow moved backwards from the days of Rodney King, mind-boggling as that is to contemplate. The lackadaisical investigations into the deaths of Trayvon Martin, an unarmed teenager shot dead by an overzealous neighbourhood watch member; Michael Brown, an unarmed teenager shot dead by a policeman in Ferguson, Missouri; and Eric Garner, an unarmed man suspected of selling contraband cigarettes who died after being placed in a chokehold by police, have provoked anger across the United States. That these deaths are not subject to adequate investigation, is a matter of serious public concern, yet public conversation has been disrupted by constant analysis of whether or not protests are violent and whether or not the victim somehow deserved to die, with everything as spurious as ‘wearing a hoodie’ (Trayvon Martin), being obese (Eric Garner) and sort-of-robbing a kiosk (Michael Brown) being thrown into the melee. The idea is clearly to see how long protestors will keep their cool, although the motivation for doing so, in a nation where anyone of them could be killed out of the blue, is a little unclear. There’s not much to lose, yes? And sitting quietly doesn’t seem to have worked.
O cenário é o mesmo nos Estados Unidos, onde parece termos como que nos movido em retrocesso a partir dos dias de Rodney King, por espantoso que possa parecer. As investigações perfunctórias das mortes de Trayvon Martin, adolescente desarmado morto a tiros por superzeloso membro de patrulha de bairro; Michael Brown, adolescente desarmado morto a tiros por policial em Ferguson, Missouri; e Eric Garner, homem desarmado suspeito de vender cigarros contrabandeados que morreu depois de levar gravata de policial, têm provocado ira em todos os Estados Unidos. O fato de essas mortes não estarem sujeitas a investigação adequada é questão de séria preocupação pública; no entanto, a troca de ideias pública tem sido inviabilizada por constante análise acerca de se os protestos são violentos ou não, e se a vítima de algum modo não mereceu morrer, com absurdos como ‘estava de blusão com capuz’ (Trayvon Martin), ser obeso (Eric Garner) e como que estava roubando um quiosque (Michael Brown) jogados no saco de gatos. A ideia é claramente ver por quanto tempo os protestadores manterão a calma, embora a motivação para mantê-la, numa nação onde qualquer deles pode ser morto sem mais aquela, fique pouco clara. Não há muito a perder, não é? E ficar de bico calado não parece ter funcionado.
The same could be said in Ireland – if Irish people sit quietly they will simply have to pay through their noses for the mistakes of others for the rest of our lives, as will their children and their children. People aren’t taking direct action because they are “troublemakers” or “disrespectful’ or even “anarchists” – they are taking direct action because they are stuck between a rock and a hard place and at least a jail cell comes with functioning utilities.
O mesmo pode ser dito na Irlanda - se os irlandeses ficarem quietos simplesmente terão de pagar alto preço pelos equívocos de outros pelo resto de nossas vidas, como também seus filhos e netos. As pessoas não estão partindo para a ação direta porque sejam “criadoras de caso” ou “desrespeitosas’ ou mesmo “anarquistas” – elas estão partindo para a ação direta porque estão entaladas entre a rocha e o rochedo e pelo menos a cela de prisão tem serviços públicos que funcionam.
I therefore, humbly submit, that these protestors relocate to Russia, where their governments are more open to respecting their right to protest anywhere and under any circumstances. Criminal laws in Russia are, after all, mere details that should not stand in the way of freedom, much less anarchy. Or they might consider Syria, where even heavy weaponry is considered acceptable in the pursuit of freedom. In fact, so I hear, you can even get it paid for. Cuba, Venezuela and Hong Kong are also hotspots for any protestor wishing to instantly transform themselves from scruffy loser to noble hero. Because you do have a right to protest any way you like – anywhere really far away.
Portanto, humildemente sugiro que esses protestadores se mudem para a Rússia, pois seus governos, nesse caso, estarão mais tendentes a respeitar seu direito de protestar em qualquer lugar e em quaisquer circunstâncias. As leis criminais na Rússia são, afinal de contas, meros detalhes que não deveriam ficar no caminho da liberdade, muito menos da anarquia. Ou poderão cogitar de irem para a Síria, onde até armamentos pesados são considerados aceitáveis na persecução da liberdade. Na verdade, assim tenho ouvido, poderão até ser pagos. Cuba, Venezuela e Hong Kong são também lugares excelentes para qualquer protestador desejoso de transformar-se instantaneamente de perdedor sarnento em nobre herói. Porque, afinal, você tem o direito de protestar de qualquer maneira que desejar - em qualquer lugar, desde que seja bem longe. 
The statements, views and opinions expressed in this column are solely those of the author and do not necessarily represent those of RT.
As declarações, pontos de vista e opiniões expressados nesta coluna são unicamente da autora e não necessariamente representam os do RT.

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