Sunday, November 30, 2014

The Blog from Nazareth - Google: the security state’s playful arm


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Jonathan Cook: the Blog from Nazareth
Jonathan Cook: the Blog from Nazareth
Google: the security state’s playful arm
Google: o braço afável do estado de segurança
28 October 2014
28 de outubro de 2014
If you’re familiar with Hollywood dystopian sci-fi movies, you’ll know that at their heart they typically have an obviously evil mega-corporation that is developing technology to do obviously evil things – like creating a Robocop or a bug-like killer drone. In real life, we have Google.
Se você estiver familiarizado com os distópicos filmes de ficção científica de Hollywood saberá que, no fundo, eles têm sempre obviamente perversa megacorporação que está desenvolvendo tecnologia para fazer coisas obviamente perversas - coisas tais como criar Robocop ou veículo aéreo teleguiado com aparência de inseto. Na vida real, temos a Google.
Hollywood would never dare convey that kind of banal reality. It has no interest in alerting us to the fact that we choose to conspire with evil corporations, consenting to our own surveillance, and handing over intimate secrets. We are not simply letting corporations into our living rooms, as this chilling extract from Julian Assange’s new book, When Google Met Wikileaks, makes clear. When we welcome in Google, we are welcoming in the government. And as Google takes over ever more channels of communication, from the internet to mobile phones, the government’s reach extends ever deeper into our private lives
Hollywood nunca ousaria divulgar esse tipo de realidade banal. Não tem interesse em alertar-nos para o fato de que optamos por conspirar com corporações perversas, consentindo nossa própria escuta, e revelando segredos íntimos. Não estamos simplesmente permitindo que corporações entrem em nossas salas de visita, como torna claro este horripilante extrato do novo livro de Julian Assange, Quando a Google se Encontrou com o Wikileaks. Quando damos as boas-vindas à Google, estamos dando as boas-vindas ao governo. E como a Google toma conta de cada vez mais canais de comunicação, da internet a telefones móveis, o alcance do governo estende-se para ainda mais profundamente em nossas vidas privadas.
Following the NSA revelations of Edward Snowden, the image of Google was of a well-meaning company forced to do bad things against its will by the nasty US security state. In fact, Assange makes an absolutely convincing case that Google is simply another arm of the security state, one carefully crafted by its CEO, Eric Schimdt, to conceal the fact through its mantra of “Don’t be evil” and its playschool-style logo.
Na sequência das revelações de Edward Snowden a respeito da Agência de Segurança Nacional - NSA, a imagem da Google era a de uma empresa bem-intencionada forçada a fazer coisas ruins contra a vontade pelo asqueroso estado de segurança dos Estados Unidos. Na verdade, Assange mostra de maneira absolutamente convincente que a Google é simplesmente outro braço do estado de segurança, cuidadosamente trabalhado por sua Autoridade Executiva Principal - CEO, Eric Schimdt, para ocultar o fato por meio de seu mantra “Não seja perverso” e seu logotipo em estilo de jardim de infância.

According to confidential emails between the NSA and Schmidt, Google is referred to as part of the “Defense Industrial Base”. Its job is to provide “products and services that are essential to mobilize, deploy, and sustain military operations.”
De acordo com emails confidenciais entre a NSA e Schmidt, a Google é mencionada como parte da “Base Industrial de Defesa”. Sua tarefa é proporcionar “produtos e serviços essenciais para mobilizar, disseminar, e sustentar operações militares.”
Assange:
Assange:
Whether it is being just a company or “more than just a company,” Google’s geopolitical aspirations are firmly enmeshed within the foreign-policy agenda of the world’s largest superpower. As Google’s search and Internet service monopoly grows, and as it enlarges its industrial surveillance cone to cover the majority of the world’s population, rapidly dominating the mobile phone market and racing to extend Internet access in the global south, Google is steadily becoming the Internet for many people. Its influence on the choices and behavior of the totality of individual human beings translates to real power to influence the course of history.
Seja ela apenas empresa ou “mais que apenas empresa,” as aspirações políticas da Google estão firmemente entremeadas na agenda de política externa da maior superpotência do mundo. À medida que a pesquisa e o serviço de Internet da Google aumentam, e à medida que ela aumenta seu cone de escuta industrial para cobrir a maioria da população do mundo, dominando rapidamente o mercado de telefone móvel e apressando-se para estender o acesso à Internet no sul do planeta, a Google está paulatinamente tornando-se o mesmo que a Internet para muitas pessoas. Sua influência nas escolhas e no comportamento da totalidade dos seres humanos individualmente traduz-se em poder real para influenciar o curso da história.
If the future of the Internet is to be Google, that should be of serious concern to people all over the world—in Latin America, East and Southeast Asia, the Indian subcontinent, the Middle East, sub-Saharan Africa, the former Soviet Union and even in Europe—for whom the Internet embodies the promise of an alternative to U.S. cultural, economic, and strategic hegemony.
Se o futuro da Internet é tornar-se a Google, isso deveria ser motivo de séria preocupação para as pessoas do mundo todo—em América Latina, Leste e Sudeste Asiático, subcontinente indiano, Oriente Médio, África subsaariana, ex-União Soviética e até  Europa—para as quais a Internet encarna a promessa de alternativa à hegemonia cultural, econômica e estratégica dos Estados Unidos.
A “don’t be evil” empire is still an empire.
Império “não seja perverso” não deixa de ser império.


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