Tuesday, November 25, 2014

The Anti-Empire Report 134 - The United States punishing Cuba


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William Blum
William Blum
Official website of the author, historian, and U.S. foreign policy critic.
Website oficial do autor, historiador e crítico da política externa dos Estados Unidos.
The Anti-Empire Report #134
O Relatório Anti-Império No. 134
By William Blum – Published November 19th, 2014
Por William Blum – Publicado em 19 de novembro de 2014
The United States punishing Cuba
A punição dos Estados Unidos a Cuba
For years American political leaders and media were fond of labeling Cuba an “international pariah”. We haven’t heard that for a very long time. Perhaps one reason is the annual vote in the United Nations General Assembly on the resolution which reads: “Necessity of ending the economic, commercial and financial embargo imposed by the United States of America against Cuba”. This is how the vote has gone (not including abstentions):
Durante anos líderes políticos e mídia estadunidenses comprazeram-se em rotular Cuba de “pária internacional”. Agora estamos há muito tempo sem ouvir isso. Talvez um dos motivos seja a votação anual na Assembleia Geral das Nações Unidas da resolução que reza: “Necessidade de acabar com o embargo econômico, comercial e financeiro imposto a Cuba pelos Estados Unidos da América”. Eis como tem sido a votação (não incluindo abstenções):

Year
Votes (Yes-No)
No Votes
1992
59-2
US, Israel
1993
88-4
US, Israel, Albania, Paraguay
1994
101-2
US, Israel
1995
117-3
US, Israel, Uzbekistan
1996
138-3
US, Israel, Uzbekistan
1997
143-3
US, Israel, Uzbekistan
1998
157-2
US, Israel
1999
155-2
US, Israel
2000
167-3
US, Israel, Marshall Islands
2001
167-3
US, Israel, Marshall Islands
2002
173-3
US, Israel, Marshall Islands
2003
179-3
US, Israel, Marshall Islands
2004
179-4
US, Israel, Marshall Islands, Palau
2005
182-4
US, Israel, Marshall Islands, Palau
2006
183-4
US, Israel, Marshall Islands, Palau
2007
184-4
US, Israel, Marshall Islands, Palau
2008
185-3
US, Israel, Palau
2009
187-3
US, Israel, Palau
2010
187-2
US, Israel
2011
186-2
US, Israel
2012
188-3
US, Israel, Palau
2013
188-2
US, Israel
2014
188-2
US, Israel

This year Washington’s policy may be subject to even more criticism than usual due to the widespread recognition of Cuba’s response to the Ebola outbreak in Africa.
Este ano a política de Washington pode ficar sujeita a maior crítica do que usualmente por causa do amplo reconhecimento da resposta de Cuba ao surto de ebola na África.
Each fall the UN vote is a welcome reminder that the world has not completely lost its senses and that the American empire does not completely control the opinion of other governments.
Todo outono a votação nas Nações Unidas é bem-vindo lembrete de que o mundo não perdeu completamente  a sanidade e que o império estadunidense não controla completamente a opinião de outros governos.
Speaking before the General Assembly before last year’s vote, Cuban Foreign Minister Bruno Rodriguez declared: “The economic damages accumulated after half a century as a result of the implementation of the blockade amount to $1.126 trillion.” He added that the blockade “has been further tightened under President Obama’s administration”, some 30 US and foreign entities being hit with $2.446 billion in fines due to their interaction with Cuba.
Falando perante a Assembleia Geral antes da votação do ano passado, o ministro do exterior cubano Bruno Rodriguez declarou: “Os danos econômicos acumulados depois de meio século como resultado da implementação do bloqueio são da ordem de $1,126 trilião de dólares.” Acrescentou que o bloqueio “foi adicionalmente apertado pela administração Obama”, sendo cerca de 30 entidades estadunidense e estrangeiras sendo punidas em $2,446 biliões de dólares em multas por causa de sua interação com Cuba.
However, the American envoy, Ronald Godard, in an appeal to other countries to oppose the resolution, said:
Todavia, o representante estadunidense, Ronald Godard, em apelo para que outros países se oponham à resolução, disse:
The international community … cannot in good conscience ignore the ease and frequency with which the Cuban regime silences critics, disrupts peaceful assembly, impedes independent journalism and, despite positive reforms, continues to prevent some Cubans from leaving or returning to the island. The Cuban government continues its tactics of politically motivated detentions, harassment and police violence against Cuban citizens. [Democracy Now!, October 30, 2013]
A comunidade internacional … não pode, em boa consciência, ignorar a tranquilidade e a frequência com que o regime cubano silencia críticos, dispersa ajuntamentos pacíficos, tolhe o jornalismo independente e, a despeito de reformas positivas, continua a impedir que alguns cubanos deixem a ou retornem à ilha. O governo cubano continua sua tática de detenções politicamente motivadas, assédio e violência polícial contra cidadãos cubanos. [Democracy Now!, October 30, 2013]
So there you have it. That is why Cuba must be punished. One can only guess what Mr. Godard would respond if told that more than 7,000 people were arrested in the United States during the Occupy Movement’s first 8 months of protest in 2011-12 [Huffingfton Post, May 3, 2012]; that many of them were physically abused by the police; and that their encampments were violently destroyed.
Aí está, pois. É por isso que Cuba tem de ser punida. Só podemos ficar imaginando o que o Sr. Godard responderia se lhe fosse contado que mais de 7.000 pessoas foram presas nos Estados Unidos durante os primeiros 8 meses de protesto do movimento Occupy em 2011-12 [Huffingfton Post, May 3, 2012]; que muitas delas sofreram abuso da parte da polícia; e que seus acampamentos foram violentamente destruídos.
Does Mr. Godard have access to any news media? Hardly a day passes in America without a police officer shooting to death an unarmed person.
Será que o Sr. Godard tem acesso a alguma mídia noticiosa? Raro é o dia, nos Estados Unidos, em que um policial não mata a tiros pessoa desarmada.
As to “independent journalism” – What would happen if Cuba announced that from now on anyone in the country could own any kind of media? How long would it be before CIA money – secret and unlimited CIA money financing all kinds of fronts in Cuba – would own or control most of the media worth owning or controlling?
Quanto a “jornalismo independente” – O que aconteceria se Cuba anunciasse que, doravante, qualquer pessoa no país poderia ser proprietária de qualquer tipo de mídia? Quanto tempo se passaria antes que dinheiro da CIA - dinheiro secreto e ilimitado da CIA financiando todos os tipos de frentes em Cuba - possuísse ou controlasse a maior parte da mídia que valesse a pena controlar?
The real reason for Washington’s eternal hostility toward Cuba has not changed since the revolution in 1959 – The fear of a good example of an alternative to the capitalist model; a fear that has been validated repeatedly over the years as many Third World countries have expressed their adulation of Cuba.
O motivo real da hostilidade eterna de Washington em relação a Cuba não mudou desde a revolução em 1959 - O medo de bom exemplo de alternativa ao modelo capitalista; medo repetidamente comprovado ao longo dos anos ao muitos países do Terceiro Mundo expressarem seu apreço a Cuba.
How the embargo began: On April 6, 1960, Lester D. Mallory, US Deputy Assistant Secretary of State for Inter-American Affairs, wrote in an internal memorandum: “The majority of Cubans support Castro … The only foreseeable means of alienating internal support is through disenchantment and disaffection based on economic dissatisfaction and hardship. … every possible means should be undertaken promptly to weaken the economic life of Cuba.” Mallory proposed “a line of action which … makes the greatest inroads in denying money and supplies to Cuba, to decrease monetary and real wages, to bring about hunger, desperation and overthrow of government.” [Department of State, Foreign Relations of the United States, 1958-1960, Volume VI, Cuba (1991), p.885 (online here)]
Como o embargo começou: Em 6 de abril de 1960, Lester D. Mallory, Secretário-Assistente de Estado dos Estados Unidos para Assuntos Interamericanos, escreveu em memorando interno: “A maioria dos cubanos apoia Castro … O único meio concebível de alienar apoio interno é por meio de desencanto e insatisfação e agruras. … todo meio possível deverá ser empreendido prontamente para debilitar a vida econômica de Cuba.” Mallory propôs “uma linha de ação que … faça o máximo no sentido de negar dinheiro e suprimentos para Cuba, diminuir salários monetários e reais, causar fome, desespero e derrubada do governo.” [Department of State, Foreign Relations of the United States, 1958-1960, Volume VI, Cuba (1991), p.885 (online here)]
Later that year, the Eisenhower administration instituted its suffocating embargo against its everlasting enemy.
Mas tarde naquele ano a administração Eisenhower instituiu seu sufocante embargo contra sua eterna inimiga.


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