Thursday, November 20, 2014

RT - Who's really 'presenting lies as facts'? How State Dept. exposes itself to propaganda



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Who's really 'presenting lies as facts'? How State Dept. exposes itself to propaganda
Quem realmente está 'apresentando mentiras como fatos'? Como o Departamento de Estado expõe-se ele próprio a propaganda
Margarita Simonyan is RT's Editor-in-Chief.
Margarita Simonyan é a Editora-Chefe do RT.
Published time: April 30, 2014 15:00
Publicado em 30 de abril de 2014 às 15:00 hs
Richard Stengel, the US Under Secretary of State (Bryan Bedder/Getty Images for TIME/AFP)
Mr. Richard Stengel, the US Under Secretary of State who wrote such an impassioned “takedown” of RT in the US State Department blog, did get one thing right.
O Sr. Richard Stengel, Subsecretário de Estado dos Estados Unidos que escreveu apaixonada “refutação” ao RT no blog do Departamento de Estado, disse uma coisa certa.
Propaganda IS the deliberate dissemination of information that you know to be false or misguided.
Propaganda É disseminação deliberada de informação que você sabe ser falsa ou enganosa.
And boy, does Mr. Stengel make a valiant attempt at propagandizing, because anyone would be hard-pressed to cram more falsehoods into a hundred words:
E vejam só, o Sr. Stengel perpetra corajosa tentativa de fazer propaganda, porque qualquer pessoa se veria em apuros se tivesse de comprimir ainda mais falsidades em cem palavras:
“From assertions that peaceful protesters hired snipers to repeated allegations that Kiev is beset by violence, fascism and anti-Semitism, these are lies falsely presented as news. (...) Consider the way RT manipulated a leaked telephone call involving former Ukrainian Prime Minister Yulia Tymoshenko. Through selective editing, the network made it appear that Tymoshenko advocated violence against Russia. Or the constant reference to any Ukrainian opposed to a Russian takeover of the country as a "terrorist." Or the unquestioning repetition of the ludicrous assertion last week that the United States has invested $5 billion in regime change in Ukraine. These are not facts, and they are not opinions. They are false claims, and when propaganda poses as news it creates real dangers and gives a green light to violence.”
“Desde asserções de que manifestantes pacíficos contrataram franco-atiradores a repetidas alegações de que Kiev está cheia de violência, fascismo e antissemitismo, essas são mentiras apresentadas como notícias. (...) Considerem o modo pelo qual o RT manipulou um telefonema vazado envolvendo a ex-Primeira-Ministra ucraniana Yulia Tymoshenko. Por meio de edição seletiva, a rede fez parecer que Tymoshenko defendia violência contra a Rússia. Ou a constante referência a qualquer ucraniano contrário a açambarcamento do país pela Rússia como "terrorista." Ou a repetição sem questionamento da ridícula asseveração, na semana passada, de que os Estados Unidos haviam investido $5 biliões de dólares em mudança de regime na Ucrânia. Esses não são fatos, e não são opiniões. São falsas afirmações, e quando a propaganda posa de notícia cria perigos reais e acende luz verde para a violência.”
How many FACTS does Mr. Stengel attempt to deny? Let us count:
Quantos FATOS tenta o Sr. Stengel negar? Contemos:
- Yulia Tymoshenko herself has confirmed the authenticity of the conversation that included the following statements: “This is really beyond all boundaries. It's about time we grab our guns and kill those damned Russians together with their leader.” And “I would have found a way to kill those a***es. I hope I will be able to get all my connections involved. And I will use all of my means to make the entire world rise up, so that there wouldn't be even a scorched field left in Russia.” While there was indeed some controversy about a small portion of the recording being altered, Ms. Tymoshenko herself pointed to the source of the tape, not RT, as the guilty party, and the statements quoted above were not in question. Bottom line: if it appears that Ms. Tymoshenko is advocating violence against Russia and Russians – it’s because she blatantly is.
- Yulia Tymoshenko ela própria confirmou a autenticidade da conversa que incluiu as seguintes afirmações: “Isto realmente excede todos os limites. É mais do que hora de pegarmos nossas armas e matarmos esses russos desgraçados juntamente com o líder deles.” E “Eu teria encontrado um modo de matar aqueles imbecis. Espero conseguir envolver todas as minhas conexões. E usarei de todos os meus meios para fazer o mundo inteiro se levantar, de tal maneira que não seja deixado campo, nem mesmo queimado, na Rússia.” Embora tenha havido na verdade alguma controvérsia acerca de pequena porção da gravação ter sido alterada, a própria Senhora Tymoshenko mencionou a fonte da fita, que não foi o RT, e as declarações acima não estiveram em questão. Em suma: se fica parecendo que a Sra. Tymoshenko está preconizando violência contra a Rússia e os russos - é porque ela, flagrantemente, está.
- Forgetting for a second the absolutely ludicrous supposition, even in theory, of a Russian “takeover” of Ukraine, RT refers those supportive of the current authorities in Kiev as “anti-autonomy,” “pro-unity protesters” and “pro-Kiev activists.” But you know who is keen on throwing around the “terrorist” moniker? Why, that would be the newly-minted, US-supported Ukrainian government, applying the term to its own people (source: BBC News), as it sends tanks against the anti-government protesters – something that even President Yanukovich, for all his faults, refused to do.
- Esquecendo por um segundo a absolutamente picaresca suposição, mesmo em teoria, de “tomada” da Ucrânia pela Rússia, o RT refere-se àqueles partidários das atuais autoridades em Kiev como manifestantes antiautonomia,” “pró-unidade” e “ativistas pró-Kiev.” Mas vocês sabem quem é o mestre em disseminar a pecha de “terrorista?” Ora, o recentemente criado governo ucraniano apoiado pelos Estados Unidos, aplicando o termo a seu próprio povo (fonte: BBC News), visto que manda tanques contra manifestantes contrários ao governo - algo que até o presidente Yanukovich, com todos os seus defeitos, recusou-se a fazer.
- Assistant Secretary of State Victoria Nuland was the one to publicize the $5 billion “investment” in Ukraine’s “European future,” framing it in terms of the United States’ support of Ukraine achieving preconditions for “its European aspirations.” Interestingly enough, that “European future” and those “European aspirations” by definition blatantly ignored and/or rejected the aspirations of the 37 percent of Ukrainians who desired closer relationship with Russia via a trade union, as opposed to the 39 percent in favor of joining the EU (source: Kiev International Institute of Sociology). How much of that $5 billion went to support the institutions that aided their interests and how much support did Ms. Nuland et al. lend to the democratically-elected president who represented them? Right. Not that anyone is particularly surprised. Wouldn't be the first time that the US benignly “invested” in “democracy” (sources: Washington Post).
- A Secretária Assistente de Estado Victoria Nuland foi quem tornou público o “investimento” de $5 biliões de dólares no “futuro europeu” da Ucrânia, caracterizando-o em termos do apoio dos Estados Unidos ao atingimento pela Ucrânia de pré-condições para “suas aspirações europeias.” Curiosamente, esse “futuro europeu” e essas “aspirações europeias” por definição flagrantemente ignoraram e/ou rejeitaram as aspirações de 37 por cento dos ucranianos que desejavam relacionamento mais estreito com a Rússia via sindicato de trabalhadores, por oposição a 39 por cento em favor de integração à União Europeia - EU (fonte: Instituto Internacional de Sociologia de Kiev). Quanto daqueles $5 biliões foi para apoiar as instituições que auxiliaram seus interesses e quanto apoio a Sra. Nuland et al. emprestaram ao presidente democraticamente eleito que os representava? Certo. Não que qualquer pessoa esteja particularmente surpresa. Não foi a primeira vez que os Estados Unidos benignamente “investiram” na “democracia” (fontes: Washington Post).
An anti-government protester throws a Molotov cocktail towards Interior Ministry members during clashes in Kiev, February 18, 2014. (Reuters/Maks Levin)
Now, how does throwing Molotov cocktails (source: Sky News), savagely beating officers, and refusing medical aid to the injured while taking over government buildings fit into your definition of “peaceful protesters”? There was indeed brutality on both sides of the barricades (which RT thoroughly documented and aired), but you have admit – police officers don’t die by the hand of peaceful demonstrators.
Agora: como é que lançamento de coquetéis Molotov (fonte: Sky News), espancamento selvagem de autoridades, e recusa de ajuda médica aos feridos durante a tomada de prédios do governo encaixa-se na sua definição de “manifestantes pacíficos”? Houve de fato brutalidade dos dois lados das barricadas (o que o RT abrangentemente documentou e levou ao ar), mas o senhor tem de admitir - policiais não morrem pelas mãos de manifestantes pacíficos.
How is RT behind the “protesters hired snipers” assertions if those concerns were brought to light by the famous leaked (and confirmed authentic – source: CNN) Ashton-Paet call, by quoting a Maidan medic whose credibility they went to pains to establish? The statement that “there is now stronger and stronger understanding that behind the snipers, it was not Yanukovich, but it was somebody from the new coalition” came not from RT but the Estonian minister.
Como está o RT por trás das asseverações de “franco-atiradores contratados pelos manifestantes” se essas preocupações foram trazidas à luz pelo famoso vazado (e confirmado como autêntico – fonte: CNN) telefonema Ashton-Paet call, citando um paramédico de Maidan cuja credibilidade eles se esmeraram em estabelecer? A afirmação de que “há agora entendimento cada vez mais firme de que, por trás dos franco-atiradores não estava Yanukovich, e sim alguém da nova coalizão” não veio do RT, e sim do ministro estoniano.
And why is the far-right, neo-Nazi threat in Ukraine being so flippantly dismissed despite being documented by dozens of Western mainstream media outlets (sources: BBC Newsnight, The Nation, Channel 4 UK)?
E por que a ameaça da extrema direita neonazista na Ucrânia é tão irreverentemente desqualificada a despeito de documentada por dúzias de veículos de mídia convencional (fontes: BBC Newsnight, The Nation, Channel 4 UK)?
The reason you’re seeing citations of sources right here, in the text, is so that it cannot be labeled as another “propaganda” piece full of RT’s own “false” reporting. Or does Mr. Stengel consider all media organizations that report inconvenient facts that challenge his reality to be propaganda outlets? It is very disappointing that a person of his position knows so very little of the reality of the situation in Ukraine, but it certainly explains a lot about the state of US foreign policy.
O motivo pelo qual você está vendo citações de fontes bem aqui, no texto, é para que este não possa ser rotulado de outro artigo de  “propaganda” recheado de reportagem “falsa” oriunda do próprio RT. Ou considera o Sr. Stengel todas as organizações de mídia que informam fatos inconvenientes que questionam sua realidade veículos de propaganda? É decepcionante que pessoa na posição dele saiba tão pouco acerca da realidade da situação na Ucrânia, mas isso certamente explica muito acerca do estado da política externa dos Estados Unidos.
Facts are facts, Mr. Stengel. It’s too bad you can’t get your own straight.
Fatos são fatos, Sr. Stengel. É uma pena que o senhor não consiga deixar os seus cristalinamente claros.

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