Sunday, November 16, 2014

RT - Norwegian doctor banned from Gaza: ‘I document what I see & that makes me trouble for Israeli govt’



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Norwegian doctor banned from Gaza: ‘I document what I see & that makes me trouble for Israeli govt’
Médico norueguês banido de Gaza: ‘Documento o que vejo e isso me torna problema para o governo israelense’
Published time: November 14, 2014 22:10
Publicado em 14 de novembro de 2014 às 22:10 hs
ARCHIVE PHOTO: Professor Mads Gilbert (3rd R) of Norway treats a wounded man, who medical sources said was wounded in an Israeli air strike, at al-Shifa hospital in Gaza City November 20, 2012.(Reuters / Ahmed Zakot)
Israel has permanently banned Norwegian doctor Mads Gilbert from entering Gaza. He told RT that he has become “a great problem for the Israeli government” because he documents the atrocities he sees in Palestine.
Israel proibiu permanentemente o médico norueguês Mads Gilbert de entrar em Gaza. Ele disse ao RT ter-se tornado “grande problema para o governo israelense” porque documenta as atrocidades que vê na Palestina.
Dr. Mads Gilbert worked in the medical system of the Gaza Strip for dozens of years. In October, he was forbidden from crossing the border into Gaza, even though he had a valid document – a visa with multiple entries and documents from the Israeli army. The doctor did not receive any explanation for the denial. Israeli authorities say the ban was imposed for “security reasons,” but provided no details.
O Dr. Mads Gilbert trabalhou no sistema médico da Faixa de Gaza durante muitos anos. Em outubro, foi proibido de cruzar a fronteira para entrar em Gaza, embora tivesse documento válido - visto com múltiplas entradas e documentos do exército israelense. O médico não recebeu qualquer explicação para a negação. As autoridades israelenses dizem que a proibição foi imposta por  “razões de segurança,” mas não forneceram detalhes.
Gilbert witnessed several Israeli military campaigns in Gaza and has been a vocal critic of the Israeli government. He believes the ban is connected with his activities, as he does not support any political force. As he says, he has only stethoscope, a pen, and a camera to document everything. Israel’s attempt to conceal the real situation in Gaza is the real motive behind imposing the ban, Gilbert says.
Gilbert testemunhou diversas campanhas militares em Gaza e tem sido crítico sem papas na língua do governo israelense. Ele acredita que a proibição está ligada a suas atividades, visto que não apoia qualquer força política. Como diz, só tem estetoscópio, caneta e câmera para documentar tudo. A tentativa de Israel de ocultar a real situação em Gaza é o real motivo por trás da imposição da proibição, diz Gilbert.
RT: How do Israeli officials explain the ban? Do you believe it will be a ban for life?
RT: Como as autoridades israelenses explicam a proibição? Você acredita que será proibição vitalícia?
Mads Gilbert: Well, I think you have to ask them that question. Norwegian authorities have tried to get a more detailed explanation, but they do not want to say anything. But they say it is for “security reasons.” I was just in a television debate with the number two at the Israeli embassy in Oslo, and he said the same: “We cannot explain, we cannot detail tha,t but we have got the information from our security authorities that there is a security issue.”
Mads Gilbert: Bem, acho que você terá de perguntar isso a eles. As autoridades norueguesas tentaram obter explicação mais detalhada, mas eles não querem dizer nada. Dizem, porém, ser por “razões de segurança.” Acabo de estar num debate na televisão com o número dois da embaixada israelense em Oslo, e ele disse a mesma coisa: “Não podemos explicar, não podemos detalhar, mas obtivemos informação de nossas autoridades de segurança que há uma questão de segurança.”
To me, that is absolute nonsense. I am a medical doctor. I have never done anything illegal. I’ve got a stethoscope, a pen, and a camera, and I document what I see. But I‘ve never been a security threat to Israel, of course.
Para mim, isso é disparate absoluto. Sou médico. Nunca fiz nada ilegal. Tenho estetoscópio, caneta e câmera, e documento o que vejo. Mas nunca fui ameaça à segurança de Israel, obviamente.
Israeli soldiers works on a Merkava tank at an army deployment point near the Israeli-Gaza border (AFP Photo / Menahem Kahana)
RT: What do you believe is the real reason for this?

RT: O que você acredita ser a real razão para isso?

MG: I think that the truth is painful for the government of Israel. And the reality on the ground in Gaza during the last onslaught was horrible. And there were many medical personnel reporting on the situation. And I have been reporting on the consequences for the civilian population in Gaza many times. During the last eight years, I have been in Gaza in [the] chief hospital during all four attacks – 2006, 2009,2012, and 2014. And, of course, the reality for the civilian population is extremely brutal. And when we report that in numbers and medical terms, so that people can understand what is going on, this is a great problem for the Israeli government.
MG: Acredito que a verdade é penosa para o governo de Israel. E a realidade concreta em Gaza durante o último ataque violento foi horrível. E há muita gente da área médica relatando a situação. E eu já falei das consequências sofridas pela população de Gaza muitas vezes. Nos últimos oito anos, eu estava em Gaza no principal hospital durante todos os quatro ataques - 2006, 2009,2012, e 2014. E, obviamente, a realidade para a população civil é extremamente brutal. E quando informamos isso em números e termos médicos, de tal maneira que as pessoas possam entender o que está acontecendo, isso é grande problema para o governo israelense.
RT: Could you describe the situation in Gaza during Israel's summer offensive?
RT: Poderia você descrever a situação em Gaza durante a ofensiva de verão de Israel?
MG: Well, I have done that many times, so I think the previous interview with your channel is detailing that. It was horrible, it was a large number of patients coming to the medical system in Gaza, the medical system itself was attacked, a number of hospitals and clinics were destroyed, ambulances were targeted. And [the] hospital had an average 100 patients per 24 hours coming to the hospital for 51 days. The hospital system in Gaza was lacking everything because of seven years of siege. And the injuries were extremely bad. According to the UN, the number of killed Palestinians was more than 2,100 and among them were actually 521 children, according to the latest numbers from the UN. So the situation in the hospital was very difficult and the number of injured was extremely high. And the civilian population accounted for, well, somewhere between 70-80 percent of the casualties.
MG: Bem, já fiz isso muitas vezes, e pois acho que a entrevista anterior com seu canal detalha isso. Foi horrível, grande número de pacientes chegando ao sistema médico em Gaza, o próprio sistema médico foi atacado, diversos hospitais e clínicas foram destruídos, ambulâncias foram atacadas. E o hospital teve em média 100 pacientes chegando ao hospital cada 24 horas durante 51 dias. Faltava tudo no sistema hospitalar em Gaza, por causa de sete anos de sítio. E os ferimentos eram extremamente sérios. De acordo com as Nações Unidas - UN, o número de palestino mortos era superior a 2100 e entre eles havia 521 crianças, de acordo com as cifras mais recentes das UN. Portanto a situação no hospital era muito difícil e o número de feridos extremamente alto. E a população civil representava, bem, algo entre 70 a 80 por cento das baixas. 
On the other hand, on the Israeli side, there were 71 killed, of whom 66 were Israeli soldiers. So, actually, there is no doubt that the Israeli government and its army used disproportionate force against the Palestinian people. They inflicted collective punishment on the people and they did not [make a distinction] between civilian and military targets. In addition to that, there was – and still is – a huge problem with water, with the food supply, with the reconstruction of bombed areas, with the fishery, you know. There were so many brutal examples of the siege and the bombing that just telling that story and giving those numbers is enough to, I think, make me trouble for the Israeli government. It is very hard to defend these numbers and the atrocities that they have perpetrated.
Por outro lado, do lado israelense, houve 71 mortos, dos quais 66 soldados israelenses. Portanto, na verdade, não há dúvida de que o governo israelense e seu exército usaram força desproporcional contra o povo palestino. Infligiram punição coletiva às pessoas e não [fizeram distinção] entre alvos civis e militares. Além disso, havia - e ainda há - enorme problema de água, de suprimento de comida, de reconstrução das áreas bombardeadas, do pesqueiro, você sabe. Houve tantos exemplos brutais do sítio e do bombardeio que meramente contar essas histórias e fornecer esses números é o suficiente para, acredito eu, tornar-me problema para o governo israelense. É muito difícil defender esses números e as atrocidades que foram perpetradas.
A Palestinian man holding a cardboard model of an M75 rocket confronts Israel soldiers during clashes following a demonstration is support of Gaza after Friday prayers in the West Bank town of Hebron (AFP Photo / Hazem Bader)
RT: What's the humanitarian situation in Gaza right now?
RT: Qual é a situação de Gaza, do ponto de vista humano, neste momento?
MG: Well, you can ask the Palestinian people about that in Gaza. You know they (Israel} were dropping leaflets saying “leave your home.” They were calling even mobile phones, telling them to leave their homes. Where should they go? Gaza is completely besieged, it is like a cage, so where should they flee? Where should they go? And in addition to that, who gave the state of Israel the right to chase ordinary civilians out of their houses, to bomb [them]? It is absolutely, I think, untrue that they were shielding the civilian population. Gaza is under siege, it was under siege. There is no way you can get in and out. I am not the problem. My, you know, the denial of my entry is a small problem. The bigger issue is that the state of Israel is denying the civilian population in Gaza medical support from the international community. When they start to pick on people who criticize them and then, you know, deny them access to Gaza. Who’s next? A critical journalist? I think the problem for Israel [is] they do not want the truth to get out.
MG: Bem, você pode perguntar ao povo palestino a respeito disso em Gaza. Você sabe que eles (Israel) estão deixando cair folhetos dizendo “abandone sua casa.” Estão até usando telefones celulares, dizendo às pessoas para deixarem suas residências. Para onde deveriam elas ir? Gaza está completamente sitiada, é como uma jaula, portanto para onde fugiriam as pessoas? Para onde iriam? E além disso, quem deu ao estado de Israel o direito de escorraçar pessoas comuns para fora de suas casas, bombardeá-las? É absolutamente, acredito eu, inverídico que eles estavam protegendo a população civil. Gaza está sitiada, estava sitiada. Não há como entrar nem como sair. Eu não sou o problema. A negação de minha entrada é um pequeno problema. O problema maior é que o estado de Israel está negando à população de Gaza auxílio médico oferecido pela comunidade internacional. Quando eles começam a ficar de marcação com pessoas que os criticam e em seguida, você sabe, negam-lhes acesso a Gaza: quem será o próximo? Um jornalista crítico? Acho que o problema de Israel é que eles não querem que a verdade apareça.
I just received an email a few days ago from the Norwegian Ministry of Foreign Affairs. And they say “that it is on security grounds from the security authorities, with – according to the Norwegian Ministry of Foreign Affairs – permanent duration from the 28th of July.” And the 28th of July was the day when I left Gaza during the bombing this summer after 15 days and nights. And they actually canceled my permit to enter. I had valid papers, documents from the Israeli army. I was given a visa, which had multiple entries, for a half a year, until the 11th of November. They canceled it on the 28th of July without [notifying] me. And the Norwegian Ministry of Foreign Affairs says that it is on a permanent basis. So again you have to ask the Israeli authorities why would they ban a medical doctor, unarmed. You know, I do not support any political party or faction, I don’t support HAMAS, I don’t support FATAH or PLO. I’m among many, many other Norwegians who support the Palestinian people and the Palestinian people’s right to resist the occupation and bombing from the occupying state of Israel.
Recebi, há dias, email do Ministro do Exterior da Noruega. E eles dizem “que está baseado em questões de segurança das autoridades de segurança, com – de acordo com o Ministério Norueguês do Exterior – vigência permanente a partir de 28 de julho.” E 28 de julho foi o dia em que saí de Gaza durante o bombardeio deste verão depois de 15 dias e noites. E eles com efeito cancelaram minha permissão de entrada. Eu tinha documentos válidos, do exército de Israel. Foi-me concedido visto, que tinha múltiplas entradas, por meio ano, até 11 de novembro. Cancelaram-no em 28 de julho sem me [notificarem]. E o Ministério Norueguês do Exterior diz que é permanente. Portanto, repetindo, você terá de perguntar às autoridades israelenses por que eles proíbem um médico desarmado. Você sabe, não apoio nenhum partido ou facção política, não apoio HAMAS, não apoio FATAH ou PLO. Estou entre muitos, muitos outros noruegueses que apoiam o direito do povo palestino de resistir à ocupação e ao bombardeio do estado ocupador de Israel.



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