Wednesday, November 12, 2014

RT - It’s now total war against the BRICS

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It’s now total war against the BRICS
Agora é guerra total ao BRICS
Pepe Escobar is the roving correspondent for Asia Times/Hong Kong, an analyst for RT and TomDispatch, and a frequent contributor to websites and radio shows ranging from the US to East Asia.
Pepe Escobar é correspondente itinerante do Asia Times/Hong Kong, analista de RT e TomDispatch, e frequente colaborador de websites e programas de rádio de Estados Unidos a Leste Asiático.
Published time: November 04, 2014 21:07
Publicado em 04 de novembro de 2014 às 21:07 hs
July 15, 2014. BRICS leaders -- President Vladimir Putin, Indian Prime Minister Narendra Modi, Brazilian President Dilma Rousseff, Chinese President Xi Jinping and South African President Jacob Zuma (from left to right) -- pose for a group photo in the Congress Center in Fortaleza. (RIA Novosti)
Fasten your seat belts: the information war already unleashed against Russia is bound to expand to Brazil, India and China.
Apertem os cintos: a guerra de informação já deflagrada contra a Rússia seguramente expandir-se-á para Brasil, Índia e China.
Brazil, Russia, India and China, as it’s widely known, are the top four members of the BRICS group of emerging powers, which also includes South Africa and will incorporate other Global South nations in the near future. The BRICS immensely annoy Washington – and its Think Tankland – as they embody the concerted Global South push towards a multipolar world.
Brasil, Rússia, Índia e China, como amplamente sabido, são os quatro principais membros do grupo BRICS de potências emergentes, que também inclui a África do Sul e incorporará outras nações do Sul Global em futuro próximo. O BRICS irrita Washington imensamente - e sua Think Thanklândia - visto que ele encarna o esforço concertado do Sul Global rumo a mundo multipolar.
Bottles of Crimean champagne could be bet that the US response to such a process couldn’t be but a sort of total information war - not dissimilar in spirit to the NSA’s deep state Total Information Awareness (TIA), a crucial element of the Pentagon’s Full Spectrum Dominance doctrine. The BRICS are seen as a major threat – so to counteract them implies domination of the information grid.
Poderiam ser apostadas garrafas de champanhe crimeana que a reação dos Estados Unidos a tal processo só poderia ser espécie de guerra total de informação - não dissímile, em espírito, do estado de bastidores da NSA Clara Consciência da Informação Total (TIA), elemento crucial da doutrina Domínio de Espectro Total do Pentágono. O BRICS é visto como grande ameaça - e, pois, contê-lo implica domínio da grade de informação.
Vladimir Davydov, director of the Russian Academy of Sciences' Institute of Latin America, was spot on when he remarked, “The current situation shows that there are attempts to suppress not only Russia but also the BRICS given that the global role of this association has only intensified.”
Vladimir Davydov, do Instituto de América Latina da Academia Russa de Ciências, estava totalmente certo ao dizer: “A situação atual mostra haver tentativas de suprimir não apenas a Rússia como também o BRICS, dado que o papel global desta associação só se tem intensificado.”
Russia demonization has quickly escalated in the US from sanctions related to Ukraine to Putin as the “new Hitler” and the resurrection of the time-tested Cold War scare “The Russians are coming”.
A demonização da Rússia entrou rapidamente em escalada nos Estados Unidos, de sanções relacionadas com a Ucrânia a Putin como o “novo Hitler” e à ressurreição do já testado pelo tempo metedor de medo da Guerra Fria “Os russos estão chegando”.
In the case of Brazil the information war already started way before the reelection of President Dilma Rousseff. As much as Wall Street and its local comprador elites were doing everything to tank what they define as a “statist” economy, Dilma was also personally demonized.
No caso do Brasil a guerra de informação começou muito antes da reeleição da Presidente Dilma Roussef. Enquanto Wall Street e suas elites agenciadoras locais faziam tudo o que podiam para levar ao fracasso o que definem como economia “estatista,” Dilma era também pessoalmente demonizada.
Not so far-fetched steps in the near future might include sanctions on China because of its “aggressive” position in the South China Sea, or Hong Kong, or Tibet; sanctions on India because of Kashmir; sanctions on Brazil because of human rights violations or excess deforestation. Selected Indian diplomats, off the record, deplore that the first BRICS nation to buckle under pressure will be India.
Passos não tão disparatados no futuro próximo poderiam incluir sanções à China por causa de sua posição “agressiva” no Mar da China Meridional, ou em Hong Kong, ou no Tibete; sanções à Índia por causa da Caxemira; sanções ao Brasil por causa de violações de direitos humanos ou desmatamento excessivo. Eminentes diplomatas indianos, off the record, deploram que a primeira nação do BRICS a ceder sob pressão será a Índia.
As the BRICS are the de facto key bricks in building a more democratic, inclusive global system of international relations and financial system – there are no others in the market – at least they seem to be alert enough. If they are not, each nation is bound to be knocked out one by one.
Como os países do BRICS são de fato tijolos decisivos na construção de sistema mais democrático e inclusivo de relações internacionais e sistema financeiro - não há outros no mercado - pelo menos eles parecem estar suficientemente alertas. Se não estiverem, cada nação fatalmente será nocauteada uma a uma.
Georgy Toloraya, executive director of the Russian National Committee on BRICS Research, points out that at least there’s “more and more communication taking place through BRICS channels today.”
Georgy Toloraya, diretor executivo da Comissão Nacional Russa de Pesquisa do BRICS, destaca que pelo menos há “cada vez mais comunicação tendo lugar através de canais do BRICS atualmente.”
Brazilians, for instance, are particularly interested in investment cooperation. The BRICS Development Bank will be a reality in 2015. And a Russian team is preparing a detailed report on the future prospects of BRICS cooperation bound to be discussed in-depth in Beijing in over a week, concomitant to the APEC (Asia-Pacific Economic Cooperation) summit.
Os brasileiros, por exemplo, estão particularmente interessados em cooperação de investimento. O Banco de Desenvolvimento do BRICS será realidade em 2015. E equipe russa está preparando relatório detalhado acerca das perspectivas futuras de cooperação do BRICS que deverá ser discutido em profundidade em Beijing em uma semana, concomitantemente com a cimeira da APEC (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico).
From energy war to currency war
De guerra de energia a guerra de moeda
The new Saudi oil shock – which got at a minimum a green light by the Obama administration – totally fits the pattern of a TIA-style offensive against the BRICS, with two of them as key targets: Russia and Brazil.
O novo choque do petróleo saudita – que obteve no mínimo luz verde da administração Obama - encaixa-se totalmente no padrão da ofensiva em estilo TIA contra o BRICS, com dois dos países do grupo como alvos principais: Rússia e Brasil.
Over 50% of Russia’s budget comes from revenue from oil and gas. Every $10 drop in the price of a barrel of oil means Russia losing up to $14.6 billion a year. This may be offset somewhat by the weakening of the ruble – more than 25% against the US dollar since early 2014. And Russia of course still has around $450 billion in reserves. Still, Russia’s economy may grow by just 0.5 to 2% in 2015.
Mais de 50% do orçamento da Rússia vem de receita de petróleo e gás. Cada $10 dólares de queda no preço do barril de petróleo significa a Rússia perder até $14,6 biliões de dólares por ano. Isso pode até certo ponto compensado pelo enfraquecimento do rublo - mais de 25% contra o dólar dos Estados Unidos desde o início de 2014. E a Rússia, naturalmente, tem ainda cerca de $450 biliões de dólares em reservas. Ainda assim, a economia russa poderá crescer apenas 0,5 a 2% em 2015.
With each $1 drop in crude oil prices, Brazil’s number one company, Petrobras, loses more than $900 million. At current oil price levels, Petrobras will be losing around $14 billion a year. So the price drop does undermine Petrobras’ long-term expansion to fund new infrastructure and exploration projects linked to its valuable “pre-salt” oil deposits. Petrobras was a key target linked to the demonization of Rousseff.
Com cada queda de $1 dólar nos preços do petróleo bruto, a empresa número um do Brasil, Petrobrás, perde mais de $900 milhões. Nos níveis atuais do petróleo, a Petrobrás estará perdendo cerca de cerca de $14 biliões de dólares por ano. Portanto a queda de preço solapa a expansão de longo prazo da Petrobrás para financiar nova infraestrutura e projetos de exploração ligados a seus valiosos depósitos de petróleo “pré-sal.” A Petrobrás foi alvo decisivo ligado à demonização de Rousseff.
David McNew/Getty Images/AFP
Iran is not part of the BRICS but shares the group’s push towards a multipolar world. Iran needs oil at $136 a barrel to balance its budget. A nuclear deal with the P5+1 to be struck in three weeks, on November 24, could lead to the easing of sanctions – at least from Europe – and allow Iran to boost oil exports. Yet in Tehran there are no illusions about how the manipulation of oil prices has been engineered to further destabilize Iran’s economy and undermine its position in the nuclear negotiations.
O Irã não é parte do BRICS mas partilha do esforço do grupo rumo a mundo multipolar. O Irã precisa de petróleo a $136 dólares o barril para equilibrar seu orçamento. Acordo nuclear com o P5+1 a ser firmado em três semanas, em 24 de novembro, poderia levar a suavização das sanções - pelo menos por parte da Europa - e permitir ao Irã aumentar suas exportações de petróleo. Sem embargo, em Teerã não há ilusões acerca de como a manipulação dos preços do petróleo tem sido articulada para promover a desestabilização da economia do Irã e solapar sua posição nas negociações nucleares. 
On the economic front, TIA manifests itself via the Fed ending of QE (quantitative easing): this means the US dollar will keep going up, and more US dollars will be departing emerging markets. Xinhua has seriously tackled the issue.
Na frente econômica, o TIA manifesta-se via o encerramento, pelo Fed, do QE (quantitative easing): isso significa que o dólar dos Estados Unidos continuará subindo, e mais dólares dos Estados Unidos sairão dos mercados emergentes. A Xinhua tem levado a sério a questão.
The US dollar and the yuan are effectively linked. When the US dollar goes up, the yuan also goes up. Yet it’s the Chinese economy that suffers. What Beijing is worried is how Chinese manufacturing may become too expensive in arrays of markets where profit margins are already very slim.
O dólar dos Estados Unidos e o yuan estão na prática ligados. Quando o dólar dos Estados Unidos sobe, o yuan também sobe. No entanto, é a economia chinesa que sofre. Beijing está preocupada com a possibilidade de a manufatura tornar-se demasiado dispendiosa em grande número de mercados onde as margens de lucro já são muito magras. 
So what will certainly happen is China’s Central Bank setting up a controlled fall of the yuan – and at the same time developing mechanisms to fight the outflow of hot money, especially to Hong Kong.
Portanto o que certamente acontecerá é o Banco Central da China organizar queda controlada do yuan - e ao mesmo tempo desenvolver mecanismos para combater a saída de hot money, especialmente para Hong Kong.
China may be relatively immune to the end of QE. Yet everyone in Asia remembers very well the 1997 financial crisis, which spilled over to Russia in 1998. The only benefactor then was – what else – corporate US interests and Washington hegemony.
A China poderá ser relativamente imune ao fim do QE. Não obstante, todo mundo na Ásia se lembra muito bem da crise financeira de 1997, que transbordou para a Rússia em 1998. Os únicos benfeitores [sic] [beneficiários?] então foram - quem mais seria - os interesses corporativos dos Estados Unidos e a hegemonia de Washington.
The center cannot hold
O centro não tem como segurar(*)  
(*) Yeats, The Second Coming: ‘Things fall apart; the centre cannot hold;’
BRICS demonization, in different gradations, will continue unabated – with the central focus on Russia, which, by the way, will launch World War III. Why? Because the Americans said so.
A demonização do BRICS, em diferentes gradações, continuará a todo vapor - com o foco central na Rússia que, aliás, deflagrará a Terceira Guerra Mundial. Por quê? Porque os estadunidenses assim o disseram. 
The latest exhibit concerns the Danish Defense Intelligence Service (DDIS), who revealed last week that Russia simulated an attack with fighter jets and missiles on the island of Bornholm in June.
A última evidência diz respeito ao Serviço de Inteligência de Defesa Dinamarquês (DDIS), que revelou, na semana passada, que a Rússia simulou ataque com caças e mísseis contra a ilha de Bornholm em junho.
DDIS did not disclose any concrete details about the simulated attack. But emphasized it was the largest Russian military exercise over the Baltic Sea since 1991. DDIS issued a Risk Assessment 2014, predicting that “over the next few years, the situation in eastern Ukraine will highly likely turn into a new frozen European conflict.”
O DDIS não revelou quaisquer detalhes concretos acerca do ataque simulado. Enfatizou, contudo, ter-se tratado do maior exercício militar russo no Mar Báltico desde 1991. O DDS divulgou Avaliação de Risco 2014, prevendo que “nos próximos anos a situação no leste da Ucrânia provavelmente se tornará em novo conflito europeu congelado.”
The Danes, though, were very clear: “There are no indications that Russia constitutes an increased direct military threat to Danish territory.” None of this prevented the usual US military officials to spin Russia is preparing to launch World War III.
Os dinamarqueses, porém, foram muito claros: “Não há indicação de que a Rússia constitua aumento de ameaça militar direta ao território dinamarquês.” Nada disso impediu as usuais autoridades militares dos Estados Unidos de contarem a peta de que a Rússia está-se preparando para deflagrar a Terceira Guerra Mundial.
There’s absolutely no evidence Washington is prepared to even discuss the possibility of modifying the current world-system, as Immanuel Wallerstein theorized, towards a more democratized management. The upcoming G20 in Australia once again will make this very clear.
Não há absolutamente qualquer evidência de que Washington esteja disposta a sequer discutir a possibilidade de modificar o atual sistema mundial, como teorizou Immanuel Wallerstein, rumo a gerência mais democrática. O próximo G20 na Austrália mais uma vez deixará isso muito claro.
So what’s happening is the system, increasingly fragmented, slouching inexorably towards a catastrophic breaking point. TIA and its sidekicks and circumvolutions are just a desperate “strategy” to postpone the inevitable decadence. Wallerstein in the end was right; the post-Cold War world is bound to remain immensely volatile.
Então o que está acontecendo é o sistema, cada vez mais fragmentado, caminhando inexoravelmente para ponto catastrófico de ruptura. O TIA e seus acólitos e circunvoluções são apenas “estratégia” desesperada para adiar a inevitável decadência. Wallerstein, no fim, estava certo: o mundo posterior à Guerra Fria seguramente permanecerá imensamente volátil.
The statements, views and opinions expressed in this column are solely those of the author and do not necessarily represent those of RT.
Afirmações, pontos de vista e opiniões expressados nesta coluna são unicamente do autor e não necessariamente representam os do RT.

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