Tuesday, November 18, 2014

RT - ‘Goal of hostage beheadings by IS – to draw the US into Mideast’


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‘Goal of hostage beheadings by IS – to draw the US into Mideast’
‘Objetivo das decapitações pelo IS - atrair os Estados Unidos para o Oriente Médio’
Published time: November 17, 2014 10:49
Publicado em 17 de novembro de 2014 10:49 hs
Reuters / Alaa Al-Marjani
Beheadings of hostages are designed as a big provocation, aimed at pushing the US to come into the region and not at warning it to keep out of Syria and Iraq, Jeremy Salt, professor of Middle Eastern history and politics, told RT.
As decapitações de reféns são planejadas como grande provocação, com objetivo de atrair os Estados Unidos para a região, e não como advertência para que fiquem fora de Síria e Iraque, disse ao RT Jeremy Salt, professor de história e política do Oriente Médio.
RT: So five foreign hostages are dead now, but so far the killings don't appear to have deterred the West in its fight against the Islamic state, so what's the group hoping to achieve with another beheading?
RT: Então cinco reféns estão agora mortos mas, até agora, os homicídios não parecem ter dissuadido o Ocidente em sua luta contra o estado islâmico e, pois, o que aquele grupo espera conseguir com outra decapitação?
Jeremy Salt: First of all, I think that we should mention that it wasn’t just the American, who was beheaded. There were at least 18 Syrian soldiers, who were lined up and murdered by these people, with 18 members of the Islamic State standing behind them with knives. This wasn’t done in a forest; this wasn’t done in a valley; this wasn’t done at night – it was done in broad daylight for the world to see. And behind the killing of an American and other foreign hostages lies the murder of very large numbers of Syrians and Iraqis, most of them – Muslims, but also Christian and members of other groups.
Jeremy Salt: Primeiro de tudo, creio devermos mecnionar não ter sido apenas o estadunidense que foi decapitado. Houve pelo menos 18 soldados sírios, que foram colocados em linha e assassinados por aquelas pessoas, com 18 membros do Estado Islâmico de pé atrás deles com facas. Não foi algo feito numa floresta; não foi feito num vale; não foi feito à noite - foi feito em plena luz do dia, para o mundo ver. E atrás do assassínio de estadunidenses e de outros reféns estrangeiros está o assassínio de numero muito grande de sírios e iraquianos, a maioria deles muçulmanos, mas também cristãos e membros de outros grupos.
And when it comes to why they’re doing this, when they say that they want to warn America to keep out of Syria and Iraq, I think the reverse is true. If we look at the fundamental treaties that seem to be guiding their actions, called the ‘Management of Savagery,’ we can see that the game plan is actually to draw the US into the Middle East because the understanding is that the US is exhausted and doesn’t want any more wars in the Middle East, and therefore it would be a soft target. The template for that is what happened to the Soviet Union after it invaded Afghanistan. So, I think, actually, the opposite is true. They want the Americans to come in. And, actually, this is designed as a provocation, a very big provocation. It can’t be regarded anything other than that. Kill American citizens and then say ‘We don’t want you to come to Iraq and Syria’ – it doesn’t make any sense at all because if anything, it’s going to generate a greater American determination to do something.
E no tocante a por que eles estão fazendo isso, quando eles dizem que desejam advertir os Estados Unidos para que fiquem fora da Síria e do Iraque, acho que a verdade é o contrário. Se olharmos para os tratados fundamentais que parecem estar guiando suas ações, chamados de ‘Gerência da Selvageria,’ podemos ver que o plano é na verdade atrair os Estados Unidos para o Oriente Médio por causa do entendimento de que os Estados Unidos estão exaustos e não querem mais guerras no Oriente Médio, e portanto serão alvo fácil. O gabarito para isso é o que aconteceu à União Soviética depois de ela ter invadido o Afeganistão. Assim, acho, a verdade é o oposto. Eles querem que os estadunidenses se envolvam. E, na verdade, isso é planejado como provocação, provocação muito grande. Não pode ser entendido de nenhuma outra forma. Matar cidadãos estadunidenses e em seguida dizer ‘Não queremos que vocês venham para o Iraque e a Síria’ – não faz sentido nenhum porque, no mínimo isso gerará determinação maior dos estadunidenses de fazerem algo.
Peter Kassig.(AFP Photo / Kassig Family handout)
RT: You mentioned the execution of a group of Syrian soldiers. The ISIS fighters also said that American servicemen will be next. Do you think it’s a real threat or more a provocation?
RT: Você mencionou a execução de grupo de soldados sírios. Os combatentes do ISIS disseram também que os soldados estadunidenses serão os próximos. Você acha que é ameaça real ou provocação?
JS: No, it’s a provocation. I mean, every time they kill an American or an Englishman or a Frenchman – whoever they can get their hands on – of course, it’s a provocation. And it’s not designed to deter the foreign governments. It’s designed to draw them in. Because I think in the Islamic State’s mindset, Syria and Iraq, the borderlands between them will be an epicenter of a kind of a great struggle against the ‘Great Satan’, which of course is the US with its allies joining in as well. And they’re confident that they can win. And if we actually look at the latest report coming out of the Independent by Patrick Cockburn, who’s a very experienced correspondent, he quotes Kurdish leaders saying that the “Islamic State doesn’t have 30,000 to 50,000 fighting men – it has something close to 200,000.” This is a huge force. So, they obviously have a good reason to feel confidence.
JS: É provocação. Quero dizer, cada vez que eles matam estadunidense ou inglês ou francês - em quem puserem a mão - obviamente é provocação. E não visa a dissuadir os governos estrangeiros. Visa a atraí-los. Porque acho que no modo de pensar do Estado Islâmico, Síria e Iraque, as fronteiras entre eles serão epicentro de uma espécie de grande luta contra o  ‘Grande Satã’, que obviamente são os Estados Unidos e seus aliados tomando parte também. E eles estão confiantes em que podem vencer. E se realmente olharmos para o último relato publicado pelo Independent, de autoria de Patrick Cockburn, que é correspondente muito experiente, ele cita líderes curdos dizendo que o “Estado Islâmico não tem 30.000 a 50.000 combatentes - tem algo perto de 200.000.” É um contingente enorme. Portanto, tem bom motivo para sentir-se confiante.
RT: If the CIA is underestimating the number of ISIS fighters, what will it take to defeat them?
RT: Se a CIA está subestimando o número de combatentes do ISIS, o que será necessário para derrotá-los?
JS: Well, this is the big problem. The air raids carried out by the US, mostly, for the last couple of months haven’t done much damage. Because one thing that has been demonstrated is that the Islamic State is extremely adaptable. They have adapted to these air raids by dispersing materials, dispersing men. When they go into fight, they go into fight in small groups, so they are much harder to target. They’ve got all kinds of methods they’ve used to kind of try to fend off the damage done by these air raids. And it’s very clear that despite the intensity of some of these raids, they haven’t been seriously damaged. I think the only conclusion from this is that the Islamic State isn’t going to give up; it’s not open to negotiations. The Americans and others don’t want to negotiate with them anyway, not even to release hostages. And so we’re driven to the only conclusion that there can be – that the only way to defeat these people is by force. That’s the only way. And that means not air raids – that means troops on the ground. And no one wants to do that. No one wants to commit troops: Americans don’t, the British don’t, the French don’t. They want to do it from the air, but they can’t from the air. And I think the military people are saying this.
JS: Esse é o grande problema. As incursões aéreas levadas a efeito pelos Estados Unidos, na maioria, não causaram muito dano nos últimos meses. Porque uma coisa tem ficado clara, o Estados Islâmico é extremamente adaptável. Ele se adaptou a essas incursões aéreas mediante dispersar materiais, dispersar homens. Quando entra em combate, entra em combate em pequenos grupos que, portanto, são muito mais difíceis de atingir. Tem todo tipo de método para de algum modo proteger-se dos danos causados por aquelas incursões aéreas. E está muito claro que, a despeito da intensidade de algumas dessas incursões, não foi seriamente prejudicado. Acho que a única conclusão é que o Estado Islâmico não cederá; não está aberto a negociações. Os estadunidenses e outros de qualquer modo não querem negociar com eles, nem mesmo para libertar reféns. E assim somos levados à única conclusão cabível - o único modo de derrotar essas pessoas é pela força. É o único modo. E isso significa não incursões aéreas - significa tropas no solo. E ninguém quer fazer isso. Ninguém quer empregar tropas: nem os estadunidenses, nem os britânicos, nem os franceses. Querem fazê-lo a partir do ar, mas não têm como fazê-lo a partir do ar. E acho que os militares estão dizendo isso.
The statements, views and opinions expressed in this column are solely those of the author and do not necessarily represent those of RT.
Afirmações, pontos de vista e opiniões desta coluna são apenas os do autor e não necessariamente representam os do RT.

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