Tuesday, October 7, 2014

THINKPROGRESS - Why Voting Machines Are About To Wreak Havoc On Another Election


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Why Voting Machines Are About To Wreak Havoc On Another Election
Por Que Máquinas de Votação Estão Prestes a Fazer Amplo Estrago Em Outra Eleição
Posted on September 26, 2014 at 11:26 am
Afixado em 26 de setembro de 2014 às 11:26 hs
In 2012, hundreds of thousands of people across the U.S. waited, at first patiently and then with growing frustration, in lines that ventured out the doors and wrapped around street corners. They weren’t waiting more than seven hours in line to buy the new iPhone — they were waiting to vote on an electronic touch-screen machine.
Em 2012, centenas de milhares de pessoas em todos os Estados Unidos esperaram, de início pacientemente e depois com crescente frustração, em filas que saíam pelas portas e cingiam esquinas de rua. Não estavam esperando mais de sete horas na fila para comprarem o novo iPhone — estavam esperando para votar com máquina eletrônica de écran tátil.
Technology has made life easier, simplifying common tasks such as banking, publishing a book, talking to friends and paying for things online. But when it comes to voting, technology is stuck in 2002. And with the decade-old electronic voting machines that states use falling apart — creating long lines that cause some not vote at all — voters are slowly losing access to their voting rights.
A tecnologia tornou a vida mais fácil, simplificando tarefas comuns tais como serviços bancários, publicação de livros, conversar com amigos e pagar online. Em votação, entanto, a tecnologia empacou em 2002. E com as máquinas de votação de uma década de idade que os estados usam caindo aos pedaços — criando longas filas que levam a algumas pessoas não conseguirem votar — eleitores estão aos poucos perdendo acesso a seu direito de voto.
There’s been renewed emphasis on voting rights in the last year, since the U.S. Supreme Court struck down a key portion of the Voting Rights Act. The Court ruled that voter discrimination wasn’t rampant enough to support a law restricting Southern states from implementing new voting policies. Since then, states, particularly Republican-run states, have been fighting for voting restrictions like reduced early voting times and voter ID laws, laws that previously would have been blocked by the federal government.
Houve renovada ênfase no direito de voto no ano passado, desde que o Supremo Tribunal dos Estados Unidos revogou porção fundamental da Lei do Direito de Voto. O Tribunal decidiu que a discriminação de eleitores não era flagrante o suficiente para dar apoio a lei restringindo estados sulistas quanto a implementação de novas políticas de votação. Desde então, estados, particularmente estados governados por Republicanos, têm lutado por restrições de voto tais como redução de tempo para voto antecipado e leis de identificação de eleitor, leis que no passado teriam sido barradas pelo governo federal.
Civil rights advocates contend that such laws, especially those requiring all voters to present government identification, could potentially disenfranchise the poor and people of color and reduce voter turnout.
Defensores de direitos civis contendem que tais leis, especialmente aquelas que exigem que todos os eleitores apresentem identificação do governo, poderiam, potencialmente, privar os pobres e pessoas de cor do direito de voto e reduzir o comparecimento às urnas.
Where a voter lives can dictate whether or not he or she can quickly go to the polls before work or spend the better part of the day waiting in line to cast a ballot. City voters, who tend to be Democrats, are more likely to encounter long lines due to voting restrictions, according to a 2012 report from The New York Times. And the poorer voters are, the more likely they are to stand in long lines to exercise their voting rights.
Onde o eleitor mora pode determinar se ele poderá rapidamente ir às urnas antes do trabalho ou passar a maior parte do dia esperando na fila para poder votar. Eleitores da cidade, que tendem a ser Democratas, mais provavelmente deparar-se-ão com longas filas, por causa de restrições ao voto, de acordo com artigo do The New York Times. E quanto mais pobres os eleitores, mais provavelmente ficarão em longas filas a fim de exercer seu direito de voto.
But even without ID laws, voters face obstacles at polling centers having to wait hours to vote in some regions partly because of outdated and too few electronic voting machines.
Mesmo, porém, sem leis de identificação do eleitor eleitores, em algumas regiões, encontram obstáculos em centros de votação, tendo de, em algumas regiões, esperar horas por causa de máquinas de votação obsoletas e em número demasiado pequeno.
“More affluent counties and cities are able to spend more on election administration. And so they have more staff, they have better machines,” said Barry Burden, a political science professor at the University of Wisconsin in Madison. “And places with lower incomes and a weaker tax base just don’t have the funds to replace the equipment and hire the staff they might like…So voters end up getting served differentially, you know, depending on where they live.”
“Países mais afluentes têm condições de gastar mais em administração de eleições. E pois têm mais equipes, máquinas melhores,” disse Barry Burden, professor de ciência política na Universidade de Wisconsin em Madison. “E lugares com renda mais baixa e base tributária mais fraca simplesmente não têm os fundos para substituir o equipamento e contratar o pessoal de que gostariam… Portanto os eleitores acabam sendo servidos desigualmente, vocês sabem, dependendo de onde vivam.”
According to a new report from the Brennan Center for Justice, Black and Latino voters had to wait the longest to vote and had fewer machines to vote on. The study, which looks at voter access in Maryland, South Carolina and Florida, found that too few poll workers and electronic voting machines contributed to long lines and delays. For example, in South Carolina, there were almost twice as many voters per voting machine or poll worker in some counties than allowed by state law.
De acordo com novo relatório do Centro Brennan de Justiça, eleitores pretos e latinos tiveram de esperar o tempo mais longo de todos para votar e tiveram menos máquinas onde votar. O estudo, que examina acesso de eleitores em Maryland, Carolina do Sul e Flórida, descobriu que número demasiado pequeno de pessoas trabalhando em eleições e de máquinas de votação contribuíram para longas filas e atrasos. Por exemplo, em alguns condados da Carolina do Sul havia quase o dobro de eleitores por máquina de votação ou pessoa trabalhando em eleição do que o permitido pela lei estadual.
Lines are longest when waiting for electronic voting machines in part because only one voter can use them at a time and it takes everyone a few moments to figure out how they work, said voting rights activist Rebecca Wilson.
Em parte, as filas são mais longas quando a espera é por máquinas de votação porque apenas um eleitor pode usá-las por vez e custa a todo mundo alguns momentos para entender como funcionam, disse a ativista de direitos de voto Rebecca Wilson.
“Besides the fact that a lot of states are left in the lurch with equipment that’s breaking down, that’s unreliable — [Maryland] had to pull machines out of circulation in the middle of an election because the test screen goes out of calibration,” Wilson said. That means the screen would register a voter’s touch about an inch below the candidate he or she selected, potentially casting a vote for the wrong candidate. “And there’s no telling what’s getting reported,” she said.
“Além do fato de muitos estados serem deixados na mão com equipamento que está parando de funcionar, as máquinas não são fidedignas — [Maryland] teve de tirar máquinas de circulação no meio de eleição porque a tela de teste mostra descalibragem,” disse Wilson. Isso significa que a tela registrará toque de eleitor cerca de uma polegada abaixo do candidato que tiver selecionado, com possibilidade de votação no candidato errado. “E ninguém consegue saber o que é que está sendo registrado,” disse ela.
Barbara Simons, former IBM programmer and voting technology expert, added that voters are then left with machines with faulty software that are prone to crashes, and are otherwise “physically falling apart” because they are so old, contributing to long lines.
Barbara Simons, ex-programadora da IBM e especialista em tecnologia de votação, acrescentou que os eleitores são deixados à mercê de máquinas com software defeituoso tendente a colapso, e ademais estão “caindo fisicamente aos pedaços” por serem excessivamente antigas, o que contribui para longas filas.
During the 2012 presidential election, Florida also suffered from long wait times — up to six hours in some polling places — that disproportionately affected the state’s large Latino population. But the state and its voting practices have been swirling in controversy before.
Durante a eleição presidencial de 2012, a Flórida também sofreu de longos tempos de espera — até seis horas em alguns locais de votação — que afetaram desproporcionalmente a numerosa população latina do estado. O estado, porém, e suas práticas eleitorais, já vinha rodopiando antes em controvérsias.
Fourteen years ago, it took an entire month for Americans to find out who they had elected to succeed then-President Bill Clinton (D-AR). The ballots in Florida had to be recounted during the 2000 presidential election largely due to failed voting technology that caused votes to not get counted, or incorrect votes.
Há quatorze anos levou um mês inteiro para os estadunidenses descobrirem quem haviam eleito para suceder o então Presidente Bill Clinton (D-AR). Os votos na Flórida tiveram de ser contados de novo durante a eleição presidencial de 2000 em grande parte por causa de tecnologia defectiva de votação que levou a votos não serem contados, ou a votos incorretos.
One of the main culprits was the punch card machine, which registered votes by poking a hole through the paper ballot. But the machines failed to make a clean hole, and votes weren’t registered by ballot readers. The butterfly ballot also complicated the 2000 election, causing voters to pick the wrong candidate because of its overwhelming two-page design.
Um dos principais culpados foi a máquina de perfuração de cartões, que registrava votos mediante fazer buraco em cédula de papel. Acontece que as máquinas não conseguiram fazer buraco desobstruído, e votos não foram registrados por leitoras de votos. O voto borboleta também complicou a eleição de 2000, levando eleitores a escolher o candidato errado por causa de seu prolífico desenho de duas páginas. 
That election controversially put George W. Bush into the presidency, who lost the popular vote to former Vice President Al Gore. And Florida’s votes were key, not only because it was a swing state, but because the unreliable voting technology it used.
Aquela eleição controversamente colocou na presidência George W. Bush, que havia perdido a votação popular para o ex-Vice-Presidente Al Gore. E os votos da Flórida eram decisivos, não apenas por tratar-se de estado de imponderabilidade quanto à vitória de Republicanos ou Democratas, mas por causa da tecnologia não fidedigna de votação que usou.
“The 2000 [presidential] election in Florida spotlighted all kinds of problems with voting technology: The design of ballots, the way ballots are counted, the problems with things like punch card ballots, which got all of the attention then,” Burden said.
“A eleição [para presidente] de 2000 na Flórida tornou visível todo tipo de problema com tecnologia de votação: O design das cédulas de votação, a maneira pela qual as cédulas são contadas, os problemas com coisas tais como as cédulas de cartão perfurável, que atraíram toda a atenção à época,” disse Burden.
As a result, President Bush enacted a wave a reforms including the Help America Vote Act (HAVA), which required states to upgrade their voting equipment from the punch cards and lever machines that plagued the 2000 election. States then “went on a spending spree” with millions of federal dollars, buying state-of-the-art touch screen voting machines, also known as DREs (direct-recording electronic voting machines), Burden said. States also bought optical scan machines, where voters mark their paper ballot choices by filling out a bubble or connecting arrows. The results are read by a machine, similar to how SAT tests are processed.
Como resultado, o Presidente Bush aprovou onda de reformas, inclusive a Lei Ajude os Estados Unidos a Votar (HAVA), a qual exigia que os estados elevassem de nível seu equipamento de votação para além do dos cartões perfurados e máquinas de votação de alavancas que assolaram a eleição de 2000. Os estados, então, “lançaram-se a orgia de gastos” com milhões de dólares federais, comprando máquinas de votação de écran tátil de estado da arte, também conhecidas como DRE (máquinas de votação eletrônica de gravação direta), disse Burden. Os estados compraram também máquinas de escaneio ótico, onde os eleitores marcam suas opções de cédula de papel mediante pressionar uma bolha ou conectar setas. Os resultados são lidos pela máquina, de modo similar àquele pelo qual testes do SAT são processados.
“But that was ten years ago, over ten years ago,” Burden said. “And I think anybody who has a personal computer knows that after 10 years it’s time to move on.”
“Isso, porém, foi há dez anos, há mais de dez anos,” disse Burden. “E acho que qualquer pessoa que tenha computador pessoal sabe que depois de 10 anos é hora de evoluir.”
There’s nothing to move on to. Most states are in the midst of a budget crises and can’t afford to upgrade machines, points out Wendy Underhill, director of the National Conference of State Legislatures in Denver.
“It’s difficult to replace them. The main issue is money. They bought them with federal money, and that money is not coming back. In some cases the states pay for but it’s usually the county that pays for it,” Underhill said. “They have to go to their accounting commissioners and argue that it’s a priority but it’s sometimes hard to make the case when you’re up against school needs and [buildings damaged by] fires, etc.”
Nada há, contudo, rumo a que evoluir. A maioria dos estados está imersa em em crises orçamentárias e não pode permitir-se elevar o nível das máquinas, destaca Wendy Underhill, diretora da Conferência Nacional de Legislativos Estaduais em Denver. “É difícil substituí-las. O principal problema é dinheiro. Compraram-nas com dinheiro federal, e esse dinheiro não está voltando. Em alguns casos os estados pagam mas, usualmente, é o país que paga,” disse Underhill. “Eles têm de ir atrás de suas autoridades contábeis e argumentar tratar-se de prioridade, mas por vezes é difícil desenvolver argumentação quando confrontadas necessidades escolares e [edifícios danificados por] incêndios etc.”
Voters will certainly have some kind of equipment to cast their votes come Election Day in November, Underhill assured. But while the aging equipment will be ready to use, voters may simply decide it’s not worth the wait. During the last federal election, in 2012, about 201,000 Floridians decided not to vote because of the long lines, according to an Orlando Sentinel analysis.
Os eleitores certamente terão algum tipo de equipamento para votar no vindouro Dia de Eleição de novembro, assegurou Underhill. Contudo, embora o equipamento que caminha para obsoleto esteja pronto para ser usado, os eleitores poderão simplesmente resolver que não vale a pena ficar esperando. Na última eleição federal, em 2012, cerca de 201.000 floridenses decidiram não votar por causa das longas filas, de acordo com análise do Orlando Sentinel.
Even without budget constraints, states looking to replace the crumbling machines can’t. “Unfortunately a lot of the vendors for those machines have gone out of business,” Burden said. Now, there are only a few big vendors, “and many of them are not servicing or offering the type of equipment that states currently have,” because they want states to spend millions to buy the newer models, he said.
Mesmo sem constrições orçamentárias, estados que cogitem de substituir as máquinas que caem aos pedaços não têm como fazê-lo. “Infelizmente muitos dos fornecedores dessas máquinas já saíram do mercado,” disse Burden. Agora há apenas alguns grandes fornecedores, “e muitos deles não estão dando manutenção ou fornecendo o tipo de equipamento que os estados atualmente têm,” porque eles querem que os estados gastem milhões de dólares para comprar os modelos mais novos, disse ele.
So the aging machines get pulled out for Election Day and, if they break down or become untrustworthy, poll workers will shove them back in storage. States make do with what they have, pulling old equipment such as the questionable lever voting machines. “They know how to refurbish equipment, bring it in from other locations, cannibalize equipment,” Underhill said.
Assim, as máquinas deperecentes serão utilizadas no Dia de Eleição e, se pararem de funcionar ou se revelarem indignas de confiança, os trabalhadores em eleições as jogarão de volta no depósito. Os estados se arranjarão com o que tiverem, recorrendo a equipamento velho como as questionáveis máquinas de votação com alavancas. “Eles sabem como reformar equipamento, trazê-lo de outros locais, canibalar equipamento,” disse Underhill.
There’s also an outstanding question as to whether electronic machines are trustworthy in the first place. Voting technology experts aren’t keen on letting voters use systems that have even the slightest possibility of being compromised. To ensure people are able to exercise their voting rights, Simons said, there must be a way to check over each entry because the electronic machines can have bugs or bad lines of code just like a personal laptop.
Há também relevante questão, antes de tudo - se as máquinas eletrônicas são fidedignas. Especialistas em tecnologia de votação não se mostram propensos a deixar que eleitores usem sistemas que ostentem ainda a mais escassa probabilidade de serem comprometidos. Para assegurar que as pessoas consigam exercer seu direito de voto, disse Simons, tem de haver maneira de conferir cada item introduzido, porque as máquinas eletrônicas podem ter defeitos de programação ou linhas erradas de código exatamente como o laptop pessoal.
All major tech companies, such as Apple, frequently send out bug fixes, most of which are security patches. “So the idea that someone is going to produce a voting machine that won’t have software bugs, that won’t be able to be hacked — there’s no way,” Simons said.
Todas as principais empresas de tecnologia, como a Apple, frequentemente emitem consertos para erros de programa/sistema, a maior parte dos quais é composta de remendos de segurança. “Portanto a ideia de que alguém produzirá máquina de votação que não tenha defeitos de software, que não possa
m ser hackeada — não há como,” disse Simons.
Maryland officials disagree. The state has been using electronic machines since 2002, and spent $65 million to buy the touch-screen machines and in maintenance costs over the years.
Autoridades de Maryland discordam. O estado vem usando máquinas eletrônicas desde 2002, e gastou $65 milhões de dólares para comprar as máquinas de écran tátil e em custos de manutenção ao longo dos anos.
“We do thorough testing before each voting,” said Nikki Charlson, deputy state administrator for the Maryland State Board of Elections in Baltimore. Maryland’s machines go through comparative testing with paper ballots and random testing before each vote. The machines are also tamper-proof and equipped with seals that show whether someone physically tinkered with the voting units, Charlson said.
“Fazemos testes completos antes de cada votação,” disse Nikki Charlson, administrador adjunto da Junta de Eleições do Estado de Maryland em Baltimore. As máquinas de Maryland são submetidas a testes comparativos com cédulas de papel e testes aleatórios antes de cada votação. As máquinas são também à prova de intromissão e equipadas com lacres que mostram se alguém fisicamente imiscuiu-se nas unidades de votação, disse Charlson.
But like many other states, Maryland is facing a voting machine shortage, and the aging machines pose an increased security risk with software crashes or hacks.
Todavia, como muitos outros estados, Maryland está enfrentando escassez de máquinas de votação, e as máquinas deperecentes representam crescente risco de segurança por causa de colapsos ou acesso não autorizado de software.
“One of the issues with any kind of paperless voting, is that it’s almost impossible to determine if something’s gone wrong,” Simons said. “We desperately need to use paper,” otherwise, elections can’t be accountable.
“Um dos problemas com votação sem papel é ser quase impossível determinar se alguma coisa saiu errado,” disse Simons. “Precisamos desesperadamente de usar papel,” pois, caso contrário, as eleições não serão passíveis de ser objeto de prestação de contas/responsabilização.
Paper ballots are still the dominant voting system in the U.S., with only about one in four voters using an electronic voting machine during election time, according to The Washington Post. Paper is an “old fashioned technology” but “it works pretty well, voters understand it,” Burden said. “The error rates there are low, [and] ballots tend to be counted” — by a machine or by hand in the event of a recount or audit, Burden said.
Cédulas de papel são ainda o sistema dominante nos Estados Unidos, com apenas cerca de um em cada quatro eleitores usando máquina de votação eletrônica em época de eleição, de acordo com The Washington Post. O papel é “tecnologia de antanho” mas “funciona bastante bem, os eleitores a entendem,” disse Burden. “Os índices de erro com ela são baixos, [e] as cédulas podem ser contadas de novo” — por máquina ou manualmente na eventualidade de recontagem ou auditoria, disse Burden.
That’s not always the case with an electronic touch screen voting machine. “There may not be a paper trail to go back and figure out what’s happened if there’s a mistake,” he said.
Isso nem sempre acontece com máquina de votação de écran tátil. “Poderá não haver pistas de auditoria em papel para retroceder e descobrir o que aconteceu se houver engano,” disse ele.
Votes made on an individual machine are stored on a memory card that is read by a computer. But there’s no way to make sure the votes cast were correct, Simons argues. There’s no physical proof that candidate A got more votes than candidate B.
Votação feita em máquina individual é armazenada em cartão de memória que é lido por computador. Não há, porém, como assegurar que os votos lançados estejam corretos, argumenta Simons. Não há prova física de que o candidato A obteve mais votos do que o candidato B.
As a result, many states “have dumped electronic machines — actually paid for them — and put them back in storage and gone back to optical scan machines. They prefer them.”
Como resultado, muitos estados “abandonaram as máquinas eletrônicas — na verdade pagas para eles — e as devolveram ao depósito, retornando às máquinas de escaneio ótico. Preferem estas últimas.”
That’s what California did. “They spent millions of dollars on electronic machines, after HAVA was passed. And then decided not to certify them, not to use them. And they went back to optical scanners.” And in Maryland, where electronic machines have been used since 2002 – to the tune of $65 million – officials, fearing security issues, have reversed course and are going to once again require paper ballots in 2016.
Foi o que fez a Califórnia. “Gastaram milhões de dólares em máquinas eletrônicas, depois que a HAVA foi aprovada. E depois resolveram não certificá-las, não usá-las. E voltaram aos escaneadores óticos.” E em Maryland, onde máquinas eletrônicas vêm sendo usadas desde 2002 – na casa dos $65 milhões de dólares – autoridades, temendo problemas de segurança, reverteram o curso e estão mais uma vez estipulando votos de papel em 2016.
But using paper to exercise a basic right like voting seems like a step backward in a time where consumers can pay for prescriptions with a swipe of their iPhone. And election officials are hoping to ditch DREs altogether and move the voting experience into the 21st century.
Contudo, o uso de papel para exercer direito básico como o de votar parece retrocesso numa época em que consumidores podem pagar remédios receitados com toque em seu iPhone. E as autoridades eleitorais nutrem esperança de abandonar completamente as DRE e deslocar a experiência de voto para dentro do século 21.
At the current pace, “the technology people are voting on won’t be what they see and expect in other areas of their lives. And it won’t serve election offices as efficiently as possible,” said David Becker, the direction of election initiatives for Pew Charitable Trusts in Washington, D.C. “And so the challenge will be for election officials who are looking to buy new systems that are fully accessible for all voters, regardless of language needs or potential disabilities, [that are] cost effective, flexible, provide a good user experience, fully auditable, [and] have a lot of integrity so you know all the outcomes are correct.”
No ritmo atual, “a tecnologia que as pessoas usam para votar não corresponde ao elas veem e esperam em outras áreas de suas vidas. E não atenderá aos escritórios eleitorais tão eficientemente quanto possível,” disse David Becker, diretor de iniciativas de eleição da Pew Charitable Trusts em Washington, D.C. “E portanto o desafio será as autoridades eleitorais conseguirem comprar novos sistemas plenamente acessíveis a todos os eleitores, independentemente de necessidades de idiomas ou deficiências em potencial, [que sejam] custo-eficazes, flexíveis, ofereçam boa experiência para o usuário, sejam plenamente auditáveis, [e] tenham muita integridade, de maneira a permitir saber que todos os resultados estão corretos.”
“To find systems like that, there’s really nothing on the marketplace,” Becker said. So how do they open up the marketplace to bring more innovation into the field? That’s something Pew is working on with a lot of election officials, something that innovative election officials around the country are trying to solve.”
“Para encontrar sistemas assim - em realidade, nada há no mercado,” disse Becker. Então como abrir o mercado para aportar mais inovação na área? Isso é algo em que a Pew está trabalhando com muitas autoridades eleitorais, algo que autoridades eleitorais inovadoras em todo o país estão procurando resolver.”
NCSL’s Director Wendy Underhill said, “We’re stuck when it comes to voting equipment, but at the same time the technology around the edges is developing,” with apps and websites that can help voters get ready for election day such as Louisiana’s GeauxVote. And the security risks for these are different or less severe, she said.
A Diretora da NCSL Wendy Underhill disse: “Estamos empacados no tocante a equipamento de votação, mas ao mesmo tempo a tecnologia em volta está-se desenvolvendo,” com aplicações e websites que podem ajudar os eleitores a se prepararem para o dia da eleição, tais como o GeauxVote da Louisiana. E os riscos de segurança para estes são diferentes ou menos severos, disse ela.
Becker predicts that voting will start moving online and to mobile devices in the coming years. “The pervasiveness of mobile devices of tablets et cetera, really encompasses all demographics — older Americans, younger Americans, it encompasses people of color and the poor,” Becker said. “Granted there is some digital divide, but that digital divide is shrinking thanks to things like smartphones.” Most people, over 60 percent, access the Internet through their smartphones.
Becker prevê que votar começará a movimentar-se rumo ao online e a dispositivos móveis nos anos vindouros. “A onipresença de dispositivos móveis de tablets et cetera realmente envolve todas as demografias — estadunidenses mais velhos, estadunidenses mais jovens, envolve pessoas de cor e os pobres,” disse Becker. “Sem dúvida há certa exclusão digital, mas essa exclusão digital está diminuindo graças a coisas como os smartphones.” A maioria das pessoas, mais de 60 por cento, tem acesso à Internet por meio de seus smartphones.
Election officials are “recognizing that they need to provide a voting experience that meshes with what voters as customers expect,” Becker said. If not, “there’s going to be a widening gap of expectations of voters and what the voting systems are providing over time,” he said, unless new solutions are brought forth.
As autoridades eleitorais estão “reconhecendo que precisam oferecer uma experiência de votação que se entrose com o que os eleitores enquanto consumidores esperam,” disse Becker. Caso contrário, “haverá lacuna crescente entre as expectativas dos eleitores e o que os sistemas de votação estejam oferecendo, ao longo do tempo,” disse ele, a menos que novas soluções venham à luz.
“I think there is a ‘future of voting’ happening, it may not be on the market yet but it’s coming,” said Nikki Charlson, with Maryland’s election board.
“Acredito estar acontecendo um ‘futuro da votação,’ poderá não estar ainda no mercado, mas está chegando,” disse Nikki Charlson, da junta eleitoral de Maryland.
Online voting is already standard procedure in other countries, such as Estonia. Estonia legalized e-voting in 2007 and is the first country to heavily depend on it — almost 25 percent of its voters cast ballots online. Toronto will hold Internet election later this year.
A votação online já é procedimento padronizado em outros países, como a Estônia. A Estônia legalizou a e-votação em 2007 e é o primeiro país a depender fortemente dela — quase 25 por cento de seus eleitores votam online. Toronto terá eleição pela Internet mais tarde este ano.
While the U.S., along with other countries, has been hesitant to jump into online voting full force because of security concerns, politicians are looking at the present technology to improve the voting experience going forward. Pew’s election projects director David Becker said election officials want to move away from the single unit touchscreen machines, to make voting easier and cheaper.
Embora os Estados Unidos, juntamente com outros países, tenham-se mantido hesitantes em entrar a todo vapor na votação online por causa de preocupações de segurança, políticos estão cogitando da tecnologia atual para avanço da experiência de voto. O diretor de projetos de eleição da Pew, David Becker, disse que autoridades eleitorais desejam distanciar-se das máquinas de écran tátil de unidade única, para tornar o voto mais fácil e barato.
“What you could conceive happening is having a tablet or an iPad to mark the ballot and in a few years if there’s a new device that works a lot better, each one of those individual tablets is inexpensive enough that you could probably swap it out (if something went wrong or broke) and it doesn’t affect the printing of the ballot or the counting of the ballot,” Becker said.
“O que podemos pensar possa acontecer é ter tablet ou iPad para marcar o voto e, em alguns anos, se houver novo dispositivo que funcione muito melhor, cada um desses tablets individuais será barato o bastante para poder provavelmente ser trocado (se algo sair errado ou houver quebra) e isso não afetará a impressão do voto ou a contagem do voto,” disse Becker.
“There’s ongoing discussion about whether the software should be open source or proprietary, whether the hardware should be off-the-shelf or built specifically for elections,” Becker said. “There are differing views on that, but the key is the results: What does the system do rather than what does the system look like.”
“Há discussão em andamento acerca de se o software deveria ser de código aberto ou patenteado, se o hardware deveria ser de uso geral ou fabricado especificamente para eleições,” disse Becker. “Há pontos de vista diferentes, mas o decisivo são os resultados: O que o sistema faz, em contraste com como o sistema se mostra.”
Many countries, including the U.S., are wary of online voting because of the hacking risk and has kept longtime legislators from fully embracing the newer technology. But each election season, the new politicians try to push voting online.
Muitos países, inclusive os Estados Unidos, mantêm-se suspeitosos da votação online por causa do risco de invasão por hackers, e isso tem impedido que legisladores mais antigos adotem de peito aberto a tecnologia mais recente. A cada período eleitoral, entretanto, os novos políticos tentam promover a votação online. 
In 2013, California became one of six states to experimenting with e-voting pilot programs — Arizona, Hawaii, Illinois and New York. In California’s model, vendors can propose and counties can try out new technology without government certifications, which can take a year or more to meet, Becker said. With that program, set to start in 2015, gives tech innovators more freedom to experiment with different models based on a county’s desired specifications.
Em 2013 a Califórnia tornou-se um de seis estados que fizeram experimentos com programas pilotos de e-votação — Arizona, Havaí, Illinois e New York. No modelo da Califórnia, os fornecedores podem propor e os condados podem tentar nova tecnologia sem certificações do governo, que levam um ano ou mais para obter, disse Becker. Aquele programa, programado para começar em 2015, dá a inovadores tecnológicos mais liberdade para experimentarem diferentes modelos baseados nas especificações desejadas pelo condado.
A federal judge also recently ordered Maryland to permit disabled voters to fill out absentee ballots online. Three disabled residents who were blind, deaf or had cerebral palsy and the National Federation of the Blind sued the Maryland State Board of Elections to approve a computer-based ballot tool. The tool had been successfully used for military voters stationed overseas during the 2012 election.
Juiz federal também recentemente determinou que Maryland permita que eleitores com deficiência preencham votos de ausente online. Três residentes deficientes cegos, surdos ou com paralisia cerebral e a Federação Nacional dos Cegos processaram a Junta Eleitoral do Estado de Maryland para que aprovasse uma ferramenta de voto baseada em computador. A ferramenta havia sido usada com sucesso em benefício de eleitores militares acantoados no exterior durante a eleição de 2012. 
The online tool allows disabled voters — about 5 percent of Maryland’s population — to privately mark absentee ballots with technology such as voice-recognition software. Once finished, voters take the printed out ballot to their local polling locale.
A ferramenta online permite que eleitores com deficiência — cerca de 5 por cento da população de Maryland — marque privadamente votos de ausente com tecnologia tal como software de reconhecimento de voz. Uma vez terminado o ato de votar, os eleitores podem levar o voto impresso a seu centro local de votação.
But, as with electronic voting machines, critics of the new online voting initiative say any form of online voting is at risk of being compromised by hackers. “Every election there is a new crop of politicians, some of whom think Internet voting is like any other governmental process that can be migrated online. It isn’t. And it can’t,” Kim Alexander, voting rights activist and founder of the California Voter Foundation wrote in a 2013 blog post.
Contudo, do mesmo modo que no caso das máquinas eletrônicas de votação, críticos da novel iniciativa de votação online dizem que toda forma de votação online corre o risco de ser comprometida por hackers. “A toda eleição há uma nova leva de políticos, alguns dos quais acham que votação pela Internet é como qualquer outro processo governamental que pode ser migrado para o online. E não é. E não pode,” escreveu Kim Alexander, ativista de direitos de voto e fundador da Fundação dos Eleitores da Califórnia, em afixação em blog em 2013.
Previous pilot programs in Washington, D.C., and West Virginia ran mock online elections for overseas military in 2010. But Alex Halderman, a University of Michigan computer science professor, and his team of students hacked the D.C. internet voting system almost as soon as it was up and running. There haven’t been any similar tests since, NCSL told ThinkProgress.
Programas piloto anteriores em Washington, D.C. e West Virginia envolveram eleições online simuladas para militares no exterior em 2010. Sem embargo, Alex Halderman, professor de ciência da computação da Universidade de Michigan, e sua equipe de estudantes hackearam o sistema de votação do D.C. quase logo depois de ele estar instalado e em execução. Desde então não houve quaisquer testes similares, disse a NCSL ao ThinkProgress.
For Internet voting to work, voting tech expert Barbara Simons believes technologists would have to solve one of the major problems in computer security, particularly human error and making computers bug proof.
Para a votação pela Internet funcionar, acredita a especialista em votação tecnológica Barbara Simons, os tecnólogos teriam de resolver um dos maiores problemas em segurança de computação, particularmente erro humano e tornar os computadores à prova de defeitos de software/sistema.
Computer security is “like the tax code. It’s written in English, so in theory everyone can understand it. But no one understands the whole damn thing. That’s why there are experts for certain sections of it,” Simons said. “There’s a complicated logic that’s hard follow as one body of work,” because each section of text interacts with another but they’re not side by side.
A segurança de computadores é “como o código tributário. É escrito em inglês, portanto em teoria todo mundo pode entendê-lo. Ninguém, porém, entende a maldita coisa inteira. Eis porque há especialistas para certas secções dele,” disse Simons. “Há uma lógica complicada difícil de seguir como único corpo de obra,” porque cada secção de texto interage com outra mas a localização não é lado a lado.
“There are several insolvable hurdles [computer security technologists] have to overcome,” before electronic voting in any way will be as safe as paper, said Rebecca Wilson, who heads up Maryland advocacy group, Save Our Vote.
“Há diversos obstáculos que [os tecnólogos de segurança de computação] têm de transpor,” antes que a votação eletrônica possa de qualquer modo ser tão segura quanto o papel, disse Rebecca Wilson, que encabeça o grupo de defesa de Maryland Salvemos Nossa Votação.
Another option could be using biometrics — fingerprints or retinal scans — to authenticate voters and make the online process more secure. But that brings its own risks. “Do you want your eyeball or fingerprint attached to your vote?” That option could compromise voters’ privacy: “The voter should be the only person who knows who they voted for,” Wilson said.
Outra opção poderia ser usar biometria — impressões digitais ou escaneios de retina — para autenticar eleitores e tornar o processo online mais seguro. Isso, porém, traz seus próprios riscos. “Você quer ter seu globo ocular ou impressões digitais atrelados a seu voto?” Essa opção poderia comprometer a privacidade dos eleitores: “O eleitor deveria ser a única pessoa sabedora de em quem votou,” disse Wilson.
Encrypting the voting transaction could work in theory but there’s always the possibility of a major security leak, similar to the Heartbleed glitch that devastated 63 percent of the world’s websites earlier this year. The glitch, which went undetected for two years, exposed consumers’ social security numbers, banking information, usernames and passwords for mobile apps and websites.
Criptografar a transação de voto poderia funcionar em teoria, mas há sempre a possibilidade de vazamento importante de segurança, similar à
 falha Heartbleed que devastou 63 por cento dos websites do mundo antes este ano. Essa pane, que ficou sem ser detectada por dois anos, expôs números de CPF de consumidores, informações bancárias, nomes de usuários e senhas para aplicativos móveis e websites. 
Tech giants and government agencies alike have been victim to cyber-attacks — Google, the White House, even the U.S. Department of Homeland Security. Data breaches once again took the spotlight just a few weeks ago when Apple was at the center of targeted hack that exposed nude photos from celebrity iCloud accounts.
Gigantes da tecnologia e órgãos do governo têm sido, ambos, vítimas de ciberataques — Google, a Casa Branca, até o Departamento de Segurança da Pátria dos Estados Unidos. Brechas de dados mais uma vez ficaram em evidência há apenas semanas quando a Apple ficou no centro de ataque direcionado que expôs fotos nuas de contas de celebridades iCloud.
Internet voting on a broad scale, is not only a national security issue, Simons said, it puts our democracy at risk.
Votação pela Internet em escala ampla não é apenas problema nacional, disse Simons, como também coloca nossa democracia em risco.
“There are right ways and wrong ways to use computers. And just because something has been entirely computerized doesn’t mean it’s what you want,” she said. “Yes, use them in elections but in the right way: to record and tabulate the paper ballots. But you still have to check the computers.”
“Há maneiras certas e maneiras erradas de usar computadores. E algo ter sido completamente computarizado não significa termos o que desejamos,” disse ela. “Sim, usem-nos em eleições, mas da maneira certa: para registrar e tabular as cédulas de papel. Ainda assim será preciso verificar os computadores.”
But so far existing Internet elections have been fine. “We don’t know if there have been valid hacks, Underhill said, but “legislators want to make it easier for people to vote – people overseas for instance.”
Até agora, porém, as eleições efetuadas pela Internet têm-se comportado bem. “Não sabemos se houve invasões por hackers bem-sucedidas, disse Underhill, mas “os legisladores querem tornar mais fácil as pessoas votarem – pessoas no exterior, por exemplo.”
The most efficient solution is to have people vote online, said Katy Owens Hubler, NCSL’s elections policy specialist argues. But “that’s a conversation that’s mid-stream and most security advocates are recommending not to go that way at this point.”
A solução mais eficiente é as pessoas votarem online, argumenta Katy Owens Hubler, especialista em políticas eleitorais da NCSL. Contudo, “essa é uma conversa que ainda está pela metade e a maioria dos defensores da segurança está recomendando que ela não prossiga neste momento.”
Realistically, Owens said, “we’re more like 15 to 20 years off” from Internet-voting being everywhere.
Realisticamente, disse Owens, “estamos mais para uma defasagem de 15 a 20" anos até que a votação pela Internet esteja em toda parte.

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