Wednesday, October 1, 2014

The Anti-Empire Report - Talk given by William Blum at a Teach-In on US Foreign Policy, American University, Washington, DC, September 6, 2014



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William Blum
William Blum
Official website of the author, historian, and U.S. foreign policy critic.
Website oficial do autor, historiador e crítico da política externa dos Estados Unidos.
The Anti-Empire Report #132
O Relatório Anti-Império No. 132
By William Blum – Published September 16th, 2014
Por William Blum – Publicado em 16 de setembro de 2014
Talk given by William Blum at a Teach-In on US Foreign Policy, American University, Washington, DC, September 6, 2014
Palestra proferida por William Blum em reunião de discussão de tema de interesse público, acerca de Política Externa dos Estados Unidos, na American University, Washington, DC, em 6 de setembro de 2014
Each of you I’m sure has met many people who support American foreign policy, with whom you’ve argued and argued. You point out one horror after another, from Vietnam to Iraq. From god-awful bombings and invasions to violations of international law and torture. And nothing helps. Nothing moves this person.
Cada um de vocês, estou seguro, já encontrou pessoas que apoiam a política externa estadunidense, da qual tenho continuamente discordado. Aponto um horror após outro, de Vietnã a Iraque. De pavorosos bombardeios e invasões a violações da lei internacional e tortura. E de nada adianta. Nada faz a pessoa mudar de ideia.
Now why is that? Are these people just stupid? I think a better answer is that they have certain preconceptions. Consciously or unconsciously, they have certain basic beliefs about the United States and its foreign policy, and if you don’t deal with these basic beliefs you may as well be talking to a stone wall.
Ora bem, por que ocorre isso? Será que essas pessoas têm simplesmente inteligência apoucada? Acredito ser resposta melhor elas terem certas ideias preconcebidas. Consciente ou inconscientemente, abrigam certas crenças básicas acerca dos Estados Unidos e de sua política externa e, se você não lidar com essas crenças básicas, será o mesmo que estar falando para uma porta.
The most basic of these basic beliefs, I think, is a deeply-held conviction that no matter what the United States does abroad, no matter how bad it may look, no matter what horror may result, the government of the United States means well. American leaders may make mistakes, they may blunder, they may lie, they may even on the odd occasion cause more harm than good, but they do mean well. Their intentions are always honorable, even noble. Of that the great majority of Americans are certain.
A mais básica dessas crenças, acredito, é convicção profundamente entranhada de que, não importa o que os Estados Unidos façam no exterior, independentemente de quão ruim pareça, qualquer seja o horror que resulte, o governo dos Estados Unidos tem boas intenções. Os líderes estadunidenses podem cometer equívocos, podem fazer trapalhadas, podem mentir, podem até, em raras ocasiões, fazer mais mal do que bem, mas são bem-intencionados. Suas intenções são sempre honestas e justas, nobres até. Disso a grande maioria dos estadunidenses está segura.
Frances Fitzgerald, in her famous study of American school textbooks, summarized the message of these books: “The United States has been a kind of Salvation Army to the rest of the world: throughout history it had done little but dispense benefits to poor, ignorant, and diseased countries. The U.S. always acted in a disinterested fashion, always from the highest of motives; it gave, never took.”
Frances Fitzgerald, em seu famoso estudo a respeito dos livros escolares estadunidenses, resumiu a mensagem desses livros: “Os Estados Unidos têm sido uma espécie de Exército da Salvação para o resto do mundo: ao longo da história pouco fizeram além de dispensar benefícios para países pobres, ignorantes e doentes. Os Estados Unidos sempre atuaram de maneira desinteressada, sempre a partir do mais elevado dos motivos; deram, nunca tomaram.”
And Americans genuinely wonder why the rest of the world can’t see how benevolent and self-sacrificing America has been. Even many people who take part in the anti-war movement have a hard time shaking off some of this mindset; they march to spur America – the America they love and worship and trust – they march to spur this noble America back onto its path of goodness.
E os estadunidenses genuinamente se perguntam por que o resto do mundo não consegue ver o quanto os Estados Unidos têm sido benevolentes e altruístas. Mesmo muitas pessoas que tomam parte no movimento contrário à guerra têm dificuldade em se livrar de algo dessa atitude; marcham para estimular os Estados Unidos - os Estados Unidos que amam e adoram e nos quais confiam - marcham para estimular esses nobres Estados Unidos a voltarem para sua vereda de bondade.
The American people are very much like the children of a Mafia boss who do not know what their father does for a living, and don’t want to know, but then wonder why someone just threw a firebomb through the living room window.
O povo estadunidense é muito parecido com filhos de chefe mafioso, que não sabem como o pai ganha a vida, e não querem saber, mas em seguida não entendem por que alguém acaba de jogar uma bomba incendiária pela janela da sala de visitas.
This basic belief in America’s good intentions is often linked to “American exceptionalism”. Let’s look at how exceptional US foreign policy has been. Since the end of World War 2, the United States has:
Essa crença básica nas boas intenções dos Estados Unidos amiúde está ligada ao “excepcionalismo estadunidense”. Vamos ver o quanto a política externa estadunidense tem sido excepcional. Desde o final da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos:
1. Attempted to overthrow more than 50 foreign governments, most of which were democratically-elected.
1. Tentaram derrubar mais de 50 governos estrangeiros, a maioria dos quais democraticamente eleita.
2. Dropped bombs on the people of more than 30 countries.
2. Despejaram bombas nos povos de mais de 30 países.
3. Attempted to assassinate more than 50 foreign leaders.
3. Tentaram assassinar mais de 50 líderes estrangeiros.
4. Attempted to suppress a populist or nationalist movement in 20 countries.
4. Tentaram suprimir movimentos democráticos ou nacionalistas em 20 países.
5. Grossly interfered in democratic elections in at least 30 countries.
5. Interferiram escandalosamente em eleições democráticas em pelo menos 30 países.
6. Led the world in torture; not only the torture performed directly by Americans upon foreigners, but providing torture equipment, torture manuals, lists of people to be tortured, and in-person guidance by American teachers, especially in Latin America.
6. Lideraram o mundo em tortura; não apenas a tortura praticada diretamente por estadunidenses - forneceram equipamentos de tortura, manuais de tortura, listas de pessoas a serem torturadas, e orientação pessoal de professores estadunidenses, especialmente na América Latina.
This is indeed exceptional. No other country in all of history comes anywhere close to such a record.
Isso é, com efeito, excepcional. Nenhum outro país em toda a história chega sequer perto de tal histórico.
So the next time you’re up against a stone wall … ask the person what the United States would have to do in its foreign policy to lose his support. What for this person would finally be TOO MUCH. If the person mentions something really bad, chances are the United States has already done it, perhaps repeatedly.
Portanto, da próxima vez que você se vir diante de uma porta … pergunte à pessoa o que os Estados Unidos teriam de fazer, em sua política externa, para perderem o apoio dela. O que, para essa pessoa, seria finalmente DEMAIS. Se a pessoa mencionar algo realmente ruim, a probabilidade é a de que os Estados Unidos já o tenham feito, talvez repetidamente.
Keep in mind that our precious homeland, above all, seeks to dominate the world. For economic reasons, nationalistic reasons, ideological, Christian, and for other reasons, world hegemony has long been America’s bottom line. And let’s not forget the powerful Executive Branch officials whose salaries, promotions, agency budgets and future well-paying private sector jobs depend upon perpetual war. These leaders are not especially concerned about the consequences for the world of their wars. They’re not necessarily bad people; but they’re amoral, like a sociopath is.
Tenha em mente que nosso precioso torrão natal, acima de tudo, busca dominar o mundo. Por motivos econômicos, nacionalistas, ideológicos, cristãos e outros, a hegemonia mundial há muito tempo é o objetivo último dos Estados Unidos. E não nos esqueçamos das poderosas autoridades do Poder Executivo cujos salários, promoções, orçamentos de órgãos e futuro setor privado bem pagante dependem de guerra perpétua. Esses líderes não estão especialmente preocupados com as consequências de suas guerras para o mundo. Não são necessariamente más pessoas; são porém amorais, como o sociopata é amoral.
Take the Middle East and South Asia. The people in those areas have suffered horribly because of Islamic fundamentalism. What they desperately need are secular governments, which have respect for different religions. And such governments were actually instituted in the recent past. But what has been the fate of those governments?
Tomemos Oriente Médio e Sul da Ásia. As pessoas daquelas áreas já vêm sofrendo horrivelmente por causa do fundamentalismo islâmico. Precisam desesperadamente é de governos seculares, que tenham respeito por religiões diferentes. E na verdade tais governos foram instituídos no passado recente. Qual tem sido, porém, o destino desses governos?
Well, in the late 1970s through much of the 1980s, Afghanistan had a secular government that was relatively progressive, with full rights for women, which is hard to believe, isn’t it? But even a Pentagon report of the time testified to the actuality of women’s rights in Afghanistan. And what happened to that government? The United States overthrew it, allowing the Taliban to come to power. So keep that in mind the next time you hear an American official say that we have to remain in Afghanistan for the sake of women’s rights.
Bem, do final dos anos 1970 até grande parte dos anos 1980 o Afeganistão teve governo secular relativamente progressista, com direitos plenos para as mulheres, o que é difícil de acreditar, não é? Até mesmo porém um relatório do Pentágono à época deu testemunho da realidade dos direitos das mulheres no Afeganistão. E o que aconteceu com tal governo? Os Estados Unidos derrubaram-no, permitindo que o Talibã subisse ao poder. Portanto, tenha isso presente da próxima vez em que você ouvir autoridade estadunidense dizer que temos de permanecer no Afeganistão para bem dos direitos das mulheres.
After Afghanistan came Iraq, another secular society, under Saddam Hussein. And the United States overthrew that government as well, and now the country is overrun by crazed and bloody jihadists and fundamentalists of all kinds; and women who are not covered up are running a serious risk.
Depois do Afeganistão veio o Iraque, outra sociedade secular, sob Saddam Hussein. E os Estados Unidos derrubaram também aquele governo, e agora o país é gerido por jihadistas desvairados e sanguissedentos  e fundamentalistas de todas as cepas; e as mulheres que não estejam cobertas correm sério risco.
Next came Libya; again, a secular country, under Moammar Gaddafi, who, like Saddam Hussein, had a tyrant side to him but could in important ways be benevolent and do marvelous things for Libya and Africa. To name just one example, Libya had a high ranking on the United Nation’s Human Development Index. So, of course, the United States overthrew that government as well. In 2011, with the help of NATO we bombed the people of Libya almost every day for more than six months. And, once again, this led to messianic jihadists having a field day. How it will all turn out for the people of Libya, only God knows, or perhaps Allah.
Em seguida veio a Líbia; de novo país secular, sob Moammar Gaddafi, que, como Saddam Hussein, tinha um lado tirano mas podia, de maneiras importantes, ser benevolente e fazer coisas esplêndidas para Líbia e África. Para citar apenas um exemplo, a Líbia tinha alta classificação no Índice de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas. Então, obviamente, os Estados Unidos derrubaram também aquele governo. Em 2011, com ajuda da OTAN, bombardeamos o povo da Líbia quase todo dia durante mais de seis meses. E, mais uma vez, isso levou a inigualável oportunidade de ação de jihadistas messiânicos. Como acabarão as coisas para o povo da Líbia, só Deus sabe, ou talvez Alá.
And for the past three years, the United States has been doing its best to overthrow the secular government of Syria. And guess what? Syria is now a playground and battleground for all manner of ultra militant fundamentalists, including everyone’s new favorite, IS, the Islamic State. The rise of IS owes a lot to what the US has done in Iraq, Libya, and Syria in recent years.
E, nos últimos três anos, os Estados Unidos vêm fazendo tudo o que podem para derrubar o governo secular da Síria. E adivinhem só? A Síria é agora parque de diversões e campo de batalha de militantes ultrafundamentalistas, inclusive o novo favorito de todo mundo, IS, o Estado Islâmico. A ascensão do IS deve muito ao que os Estados Unidos vieram fazendo em Iraque, Líbia e na Síria em anos recentes.
We can add to this marvelous list the case of the former Yugoslavia, another secular government that was overthrown by the United States, in the form of NATO, in 1999, giving rise to the creation of the largely-Muslim state of Kosovo, run by the Kosovo Liberation Army (KLA). The KLA was considered a terrorist organization by the US, the UK and France for years, with numerous reports of the KLA being armed and trained by al-Qaeda, in al-Qaeda camps in Pakistan, and even having members of al-Qaeda in KLA ranks fighting against the Serbs of Yugoslavia. Washington’s main concern was dealing a blow to Serbia, widely known as “the last communist government in Europe”.
Podemos adir a essa invejável lista o caso da antiga Iugoslávia, outro governo secular derrubado pelos Estados Unidos, sob a forma de OTAN, em 1999, dando origem à criação do em grande parte muçulmano estado de Kosovo, gerido pelo Exército de Libertação de Kosovo (KLA). O KLA foi considerado organização terrorista por Estados Unidos, Reino Unido e França durante anos, com numerosos relatos de o KLA ter sido armado e treinado pela al-Qaeda, em campos da al-Qaeda no Paquistão, e de até ter membros da al-Qaeda em suas fileiras combatendo os sérvios da Iugoslávia. A maior preocupação de Washington era desferir golpe na Sérvia, largamente conhecida como “o último governo comunista da Europa”.
The KLA became renowned for their torture, their trafficking in women, heroin, and human body parts; another charming client of the empire.
O KLA ganhou renome por tortura, tráfico de mulheres, de heroína e de órgãos do corpo humano; outro encantador cliente do império.
Someone looking down upon all this from outer space could be forgiven for thinking that the United States is an Islamic power doing its best to spread the word – Allah Akbar!
Alguém que olhasse o mundo a partir do espaço sideral poderia ser desculpado por achar que os Estados Unidos são uma potência islâmica fazendo tudo o que pode para disseminar a Palavra - Allahu Akbar!
But what, you might wonder, did each of these overthrown governments have in common that made them a target of Washington’s wrath? The answer is that they could not easily be controlled by the empire; they refused to be client states; they were nationalistic; in a word, they were independent; a serious crime in the eyes of the empire.
Mas o que, poderá você indagar-se, terá tido cada um desses governos derrubados em comum que os tornou alvos da cólera de Washington? A resposta é que eles não podiam ser facilmente controlados pelo império; eles se recusavam a ser estados clientes; eles eram nacionalistas; em uma palavra, eles eram independentes; sério crime aos olhos do império.
So mention all this as well to our hypothetical supporter of US foreign policy and see whether he still believes that the United States means well. If he wonders how long it’s been this way, point out to him that it would be difficult to name a single brutal dictatorship of the second half of the 20th Century that was not supported by the United States; not only supported, but often put into power and kept in power against the wishes of the population. And in recent years as well, Washington has supported very repressive governments, such as Saudi Arabia, Honduras, Indonesia, Egypt, Colombia, Qatar, and Israel.
Portanto, mencione tudo isso a nosso hipotético apoiador da política externa dos Estados Unidos e veja se ele ainda acredita que os Estados Unidos são bem-intencionados. Se ele perguntar por quanto tempo isso tem acontecido, destaque para ele que seria difícil citar uma única ditadura brutal da segunda metade do século 20 não apoiada pelos Estados Unidos; não apenas apoiada, mas amiúde colocada no poder e mantida no poder contra a vontade da população. E, também em anos recentes, Washington tem apoiado governos muito repressores, tais como os de Arábia Saudita, Honduras, Indonésia, Egito, Colômbia, Catar e Israel.
And what do American leaders think of their own record? Former Secretary of State Condoleezza Rice was probably speaking for the whole private club of our foreign-policy leadership when she wrote in 2000 that in the pursuit of its national security the United States no longer needed to be guided by “notions of international law and norms” or “institutions like the United Nations” because America was “on the right side of history.” [Foreign Affairs magazine (Council on Foreign Relations), January/February 2000]
E o que líderes estadunidenses acham de seu próprio histórico? A ex-Secretária de Estado Condoleezza Rice provavelmente falava pelo clube privado inteiro de nossa liderança de política externa quando escreveu, em 2000, que, na persecução de sua segurança nacional, os Estados Unidos não mais precisavam ser guiados por “noções de leis e normas internacionais” ou “instituições como as Nações Unidas” porque os Estados Unidos estavam “do lado certo da história.” [Revista Foreign Affairs (Conselho de Relações Exteriores), janeiro/fevereiro de 2000]
Let me remind you of Daniel Ellsberg’s conclusion about the US in Vietnam: “It wasn’t that we were on the wrong side; we were the wrong side.”
Permitam-me lembrar-lhes a conclusão de Daniel Ellsberg acerca dos Estados Unidos no Vietnã: “Não é que estivéssemos do lado errado; nós éramos o lado errado.”
Well, far from being on the right side of history, we have in fact fought – I mean actually engaged in warfare – on the same side as al Qaeda and their offspring on several occasions, beginning with Afghanistan in the 1980s and 90s in support of the Islamic Moujahedeen, or Holy Warriors.
Ora bem, longe de estarmos do lado certo da história, na verdade temos lutado - quero significar realmente engajados em atividade de guerra - do mesmo lado que a al Qaeda e seus rebentos em diversas ocasiões, começando com o Afeganistão nos anos 1980 e 1990 no apoio aos Moujahedeen islâmicos, ou Guerreiros Sagrados.
The US then gave military assistance, including bombing support, to Bosnia and Kosovo, both of which were being supported by al Qaeda in the Yugoslav conflicts of the early 1990s.
Os Estados Unidos então deram assistência militar, inclusive suporte a bombardeio, a Bósnia e Kosovo, ambos os quais estavam sendo apoiados pela al Qaeda nos conflitos iugoslavos no início dos anos 1990.
In Libya, in 2011, Washington and the Jihadists shared a common enemy, Gaddafi, and as mentioned, the US bombed the people of Libya for more than six months, allowing jihadists to take over parts of the country; and they’re now fighting for the remaining parts. These wartime allies showed their gratitude to Washington by assassinating the US ambassador and three other Americans, apparently CIA, in the city of Benghazi.
Na Líbia, em 2011, Washington e os jihadistas compartilharam inimigo comum, Gaddafi e, como já mencionado, os Estados Unidos bombardearam o povo da Líbia por mais de seis meses, permitindo aos jihadistas tomarem partes do país; e agora eles estão lutando pelas partes restantes. Esses aliados de tempo de guerra mostraram sua gratidão a Washington mediante assassinarem o embaixador dos Estados Unidos e outros três estadunidenses, aparentemente da CIA, na cidade de Benghazi.
Then, for some years in the mid and late 2000s, the United States backed Islamic militants in the Caucasus region of Russia, an area that has seen more than its share of religious terror going back to the Chechnyan actions of the 1990s.
Em seguida, durante alguns anos em meado e final dos 2000, os Estados Unidos apoiaram militantes islâmicos na região do Cáucaso na Rússia, área que já viu mais do que sua quota de terror religioso remontando às ações chechenas dos anos 1990.
Finally, in Syria, in attempting to overthrow the Assad government, the US has fought on the same side as several varieties of Islamic militants. That makes six occasions of the US being wartime allies of jihadist forces.
Finalmente, na Síria, tentando derrubar o governo Assad, os Estados Unidos têm lutado do mesmo lado que diversas variedades de militantes islâmicos. Isso completa seis ocasiões de os Estados Unidos serem aliados em tempo de guerra de forças jihadistas.
I realize that I have fed you an awful lot of negativity about what America has done to the world, and maybe it’s been kind of hard for some of you to swallow. But my purpose has been to try to loosen the grip on your intellect and your emotions that you’ve been raised with – or to help you to help others to loosen that grip – the grip that assures you that your beloved America means well. US foreign policy will not make much sense to you as long as you believe that its intentions are noble; as long as you ignore the consistent pattern of seeking world domination, which is a national compulsion of very long standing, known previously under other names such as Manifest Destiny, the American Century, American exceptionalism, globalization, or, as Madeleine Albright put it, “the indispensable nation” … while others less kind have used the term “imperialist”.
Entendo claramente que instilei em vocês enorme negatividade no tocante ao que os Estados Unidos têm feito ao mundo, e talvez tenha sido algo difícil de engolir para alguns de vocês. Meu propósito, contudo, foi o de afrouxar as amarras de seu intelecto e de suas emoções com as quais vocês cresceram - ou ajudar vocês a ajudarem outras pessoas a afrouxarem essas amarras - as amarras que asseguram a vocês que seus adorados Estados Unidos têm boas intenções. A política externa dos Estados Unidos não fará muito sentido para vocês enquanto vocês acreditarem que as intenções deles são nobres; enquanto vocês ignorarem o padrão sistemático de busca de domínio do mundo, o qual é compulsão de há muito tempo, conhecido anteriormente por nomes tais como Destino Manifesto, Século Estadunidense, excepcionalismo estadunidense, globalização ou, nas palavras de Madeleine Albright, “a nação indispensável” … enquanto outros menos gentis têm usado a palavra “imperialista”.
In this context I can’t resist giving the example of Bill Clinton. While president, in 1995, he was moved to say: “Whatever we may think about the political decisions of the Vietnam era, the brave Americans who fought and died there had noble motives. They fought for the freedom and the independence of the Vietnamese people.” Yes, that’s really the way our leaders talk. But who knows what they really believe?
Neste contexto não posso resistir a citar o exemplo de Bill Clinton. Quando presidente, em 1955, viu-se impelido a dizer: “O que quer que possamos pensar das decisões políticas do tempo do Vietnã, os bravos estadunidenses que combateram e morreram lá tinham motivação nobre. Lutaram pela liberdade e independência do povo vietnamita.” Sim, essa é a maneira pela qual realmente nossos líderes falam. Mas quem sabe o que eles realmente acreditam?
It is my hope that many of you who are not now activists against the empire and its wars will join the anti-war movement as I did in 1965 against the war in Vietnam. It’s what radicalized me and so many others. When I hear from people of a certain age about what began the process of losing their faith that the United States means well, it’s Vietnam that far and away is given as the main cause. I think that if the American powers-that-be had known in advance how their “Oh what a lovely war” was going to turn out they might not have made their mammoth historical blunder. Their invasion of Iraq in 2003 indicates that no Vietnam lesson had been learned at that point, but our continuing protest against war and threatened war in Afghanistan, Iran, Syria, and elsewhere may have – may have! – finally made a dent in the awful war mentality. I invite you all to join our movement. Thank you.
É minha esperança que muitos de vocês que hoje não são ativistas contra o império e suas guerras juntem-se ao movimento de oposição à guerra como fiz em 1965 contra a guerra do Vietnã. Foi ela que me radicalizou, e a tantos outros. Quando ouço de pessoas de certa idade acerca do que começou o processo de perderem sua fé em que os Estados Unidos são bem-intencionados, a principal causa dada é o Vietnã lá tão longe. Acredito que se os estadunidenses em posição de autoridade tivessem sabido de antemão em que sua “Oh que delícia de guerra” se tornaria, talvez não tivessem cometido sua mancada histórica colossal. A invasão delas do Iraque em 2003 sugere que até aquela altura nenhuma lição do Vietnã havia sido aprendida, mas nosso contínuo protesto contra a guerra e ameaça de guerra em Afeganistão, Irã, Síria e outros lugares poderá ter - poderá ter! - finalmente ter aberto uma fissura na pavorosa mentalidade de guerra. Convido todos vocês a juntarem-se a nosso movimento. Obrigado.


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