Tuesday, October 21, 2014

The Anti-Empire Report 133 - The Islamist State


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William Blum
William Blum
Official website of the author, historian, and U.S. foreign policy critic.
Website oficial do autor, historiador e crítico da política externa dos Estados Unidos.
The Anti-Empire Report #133
O Relatório Anti-Império No. 133
By William Blum – Published October 16th, 2014
Por William Blum – Publicado em 16 de outubro de 2014
The Islamist State
O Estado Islamista
You can’t believe a word the United States or its mainstream media say about the current conflict involving The Islamic State (ISIS).
Não dá para acreditar em uma só palavra do que os Estados Unidos ou sua mídia convencional dizem acerca do atual conflito envolvendo o Estado Islâmico (ISIS).
You can’t believe a word France or the United Kingdom say about ISIS.
Não dá para acreditar em uma só palavra do que França ou o Reino Unido dizem a respeito do ISIS.
You can’t believe a word Turkey, Saudi Arabia, Qatar, Kuwait, Jordan, or the United Arab Emirates say about ISIS. Can you say for sure which side of the conflict any of these mideast countries actually finances, arms, or trains, if in fact it’s only one side? Why do they allow their angry young men to join Islamic extremists? Why has NATO-member Turkey allowed so many Islamic extremists to cross into Syria? Is Turkey more concerned with wiping out the Islamic State or the Kurds under siege by ISIS? Are these countries, or the Western powers, more concerned with overthrowing ISIS or overthrowing the Syrian government of Bashar al-Assad?
Não dá para acreditar numa só palavra do que Turquia, Arábia Saudita, Catar, Cueite, Jordânia ou os Emirados Árabes Unidos dizem acerca do ISIS. Poderá alguém afirmar com segurança que lado do conflito qualquer desses países do Oriente Médio realmente financia, arma, ou treina, se de fato for apenas um dos lados? Por que permitem eles que seus raivosos jovens juntem-se a extremistas islâmicos? Por que Turquia, membro da OTAN, permitiu que tantos extremistas islâmicos cruzassem a fronteira entrando na Síria? Estará a Turquia mais preocupada em destruir o Estado Islâmico ou os curdos sitiados pelo ISIS? Estão aqueles países, ou as potências ocidentais, mais preocupados com derrubar o ISIS ou com derrubar o governo sírio de Bashar al-Assad?
You can’t believe the so-called “moderate” Syrian rebels. You can’t even believe that they are moderate. They have their hands in everything, and everyone has their hands in them.
Não dá para acreditar nos assim chamados rebeldes sírios “moderados.” Não dá sequer para acreditar que eles sejam moderados. Eles estão metidos em tudo, e todo mundo tem parte no que eles fazem.
Iran, Hezbollah and Syria have been fighting ISIS or its precursors for years, but the United States refuses to join forces with any of these entities in the struggle. Nor does Washington impose sanctions on any country for supporting ISIS as it quickly did against Russia for its alleged role in Ukraine.
Irã, Hezbollah e Síria vêm lutando há anos com o ISIS ou seus precursores, mas os Estados Unidos recusam-se e somar forças com qualquer dessas entidades na luta. Nem impõe Washington sanções a qualquer país por apoiar o ISIS, diferentemente do que rapidamente fez contra a Rússia por causa do alegado papel dela na Ucrânia.
The groundwork for this awful mess of political and religious horrors sweeping through the Middle East was laid – laid deeply – by the United States during 35 years (1979-2014) of overthrowing the secular governments of Afghanistan, Iraq, Libya, and Syria. (Adding to the mess in the same period we should not forget the US endlessly bombing Pakistan, Somalia and Yemen.) You cannot destroy modern, relatively developed and educated societies, ripping apart the social, political, economic and legal fabric, torturing thousands, killing millions, and expect civilization and human decency to survive.
As bases dessa barafunda pavorosa de horrores políticos e religiosos que se estende por todo o Oriente Médio foram fincadas – profundamente fincadas – pelos Estados Unidos durante 35 anos (1979-2014) de derrubada dos governos seculares de Afeganistão, Iraque, Líbia e Síria. (Aumentando o banzé, não devemos esquecer-nos de os Estados Unidos, no mesmo período, bombardeando infindavelmente Paquistão, Somália e Iêmen.) Não é possível destruir sociedades modernas, relativamente desenvolvidas e instruídas, esgarçar o tecido social, político, econômico e legal, torturar milhares de pessoas, matar milhões, e esperar que civilização e decência humana sobrevivam.
Particularly crucial in this groundwork was the US decision to essentially throw 400,000 Iraqis with military training, including a full officer corps, out onto the streets of its cities, jobless. It was a formula for creating an insurgency. Humiliated and embittered, some of those men would later join various resistance groups operating against the American military occupation. [Derived from William Astore, “Investing in Junk Armies”, TomDispatch, October 14, 2014] It’s safe to say that the majority of armored vehicles, weapons, ammunition, and explosives taking lives every minute in the Middle East are stamped “Made in USA”.
Particularmente crucial nesse estabelecimento de fundamentos foi a decisão dos Estados Unidos de essencialmente jogarem nas ruas de suas cidades, sem emprego, 400.000 iraquianos com treinamento militar, inclusive corpo inteiro de oficiais. Foi fórmula para criar insurgência. Humilhados e amargurados, alguns daqueles homens juntar-se-iam posteriormente a diversos grupos de resistência em operação contra a ocupação estadunidense. [Fonte: William Astore, “Investimento em Exércitos Sucateados”, TomDispatch, 14 de outubro de 2014] Pode-se dizer com segurança que a maioria dos veículos blindados, armamentos, munição e explosivos que que tiram vidas a cada minuto no Oriente Médio são timbrados “Made in USA”.
And all of Washington’s horses, all of Washington’s men, cannot put this world back together again. The world now knows these places as “failed states”.
E todos os corcéis de Washington, e todos os homens de Washington, não conseguem recompor tal mundo. O mundo agora conhece aqueles lugares como “estados fracassados”.
Meanwhile, the United States bombs Syria daily, ostensibly because the US is at war with ISIS, but at the same time seriously damaging the oil capacity of the country (a third of the Syrian government’s budget), the government’s military capabilities, its infrastructure, even its granaries, taking countless innocent lives, destroying ancient sites; all making the recovery of an Assad-led Syria, or any Syria, highly unlikely. Washington is undoubtedly looking for ways to devastate Iran as well under the cover of fighting ISIS.
No entretempo, os Estados Unidos bombardeiam a Síria diariamente, teoricamente porque os Estados Unidos estão em guerra com o ISIS mas, ao mesmo tempo, danificando seriamente a capacidade petrolífera do país (um terço do orçamento sírio), os recursos militares do governo, a infraestrutura, até seus celeiros, tirando incontáveis vidas inocentes, destruindo locais antigos; tudo tornando a recuperação de uma Síria governada por Assad, ou qualquer Síria, altamente improvável. Washington está indubitavelmente procurando maneiras de devastar o Irã também, sob a fachada de combater o ISIS.
Nothing good can be said about this whole beastly situation. All the options are awful. All the participants, on all sides, are very suspect, if not criminally insane. It may be the end of the world. To which I say … Good riddance. Nice try, humans; in fact, GREAT TRY … but good riddance. ISIS … Ebola … Climate Change … nuclear radiation … The Empire … Which one will do us in first? … Have a nice day.
Nada bom pode ser dito acerca de toda essa situação cruel. Todas as opções são horrorosas. Todos os participantes, de todos os lados, são muito suspeitos, se não criminosamente dementes. Poderá ser o fim do mundo. A respeito do que digo … Já vai tarde. Valeu a tentativa, seres humanos; na verdade, ESPLÊNDIDA TENTATIVA … mas já vai tarde. ISIS … Ebola … Mudança Climática … radiação nuclear … O Império … Qual nos matará primeiro? … Tenham ótimo dia.
Is the world actually so much more evil and scary today than it was in the 1950s of my upbringing, for which I grow more nostalgic with each new horror? Or is it that the horrors of today are so much better reported, as we swim in a sea of news and videos?
É o mundo na verdade tão mais perverso e aterrorizador hoje do que o era nos anos 1950 de minha formação, mundo do qual sinto mais saudade a cada novo horror? Ou é que os horrores de hoje são muito melhor noticiados, visto que navegamos num mar de notícias e vídeos? 
After seeing several ISIS videos on the Internet, filled with the most disgusting scenes, particularly against women, my thought is this: Give them their own country; everyone who’s in that place now who wants to leave, will be helped to do so; everyone from all over the world who wants to go there will be helped to get there. Once they’re there, they can all do whatever they want, but they can’t leave without going through a rigorous interview at a neighboring border to ascertain whether they’ve recovered their attachment to humanity. However, since very few women, presumably, would go there, the country would not last very long.
Depois de ver diversos vídeos do ISIS na Internet, recheados das mais repulsivas cenas, particularmente contra as mulheres, meu pensamento é: Deem a eles seu próprio país; todo mundo que estiver naquele lugar agora e quiser sair receberá ajuda para fazê-lo; todo mundo, do mundo inteiro, que desejar ir para lá será ajudado a fazê-lo. Uma vez lá, poderão fazer o que desejarem, mas não poderão sair sem passar por rigorosa entrevista com país vizinho para averiguação de se recuperaram sua conexão com a humanidade. Entanto, visto presumivelmente que muito poucas mulheres quererão ir para lá, o país não durará muito. 

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