Monday, October 13, 2014

QUARTZ - The global e-voting disaster: Why the US and the world shouldn’t try to make elections too high tech



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The global e-voting disaster: Why the US and the world shouldn’t try to make elections too high tech
O desastre global da e-votação: Por que os Estados Unidos e o mundo não deveriam tentar tornar eleições excessivamente de alta tecnologia
November 6, 2012
6 de novembro de 2012
Photo - Paperless electronic voting machines, like the ones pictured here, in Maryland, are insecure in a way that no amount of engineering can solve, say experts.(AP/Patrick Semansky)
Foto – Máquinas eletrônicas de votação sem papel, como as vistas aqui, em Maryland, são inseguras de maneira que nenhuma quantidade de engenharia pode resolver, dizem especialistas.(AP/Patrick Semansky)
New Jersey’s experiment in letting victims of Hurricane Sandy vote via email has left some voters unable to cast their ballot. A buggy electronic voting machine in Pennsylvania refused to accept votes for President Obama. And the confidence of some voters in Ohio has been eroded by what they contend are potentially nefarious last-minute updates to the software of voting machines in their state.
O experimento de New Jersey de deixar vítimas do furacão Sandy votar por email deixou alguns eleitores sem conseguir votar. Máquina eletrônica infestada de defeitos na Pennsylvania recusou-se a aceitar votos para o Presidente Obama. E a confiança de alguns eleitores em Ohio foi erodida pelo que eles dizem terem sido atualizações potencialmente mal-intencionadas de último minuto do software das máquinas de votação em seu estado.
These might seem like isolated incidents, but they are united, says Andrew Appel, head of the Computer Science department at Princeton, by one common problem: Electronic voting systems are not transparent.
Esses poderiam parecer incidentes isolados, mas estão unidos, diz Andrew Appel, chefe do departamento de Ciência da Computação em Princeton, por problema comum: Os sistemas de votação eletrônica não são transparentes.
Appel is not alone–many of his colleagues in computer security have concluded that the best way to ensure that votes are not tampered with is to have them recorded on paper before they are recorded by a computer. That way, if there is any question whether voting machines were subject to tampering, or even just software bugs and human error, there is always a physical record that can be verified by any election observer.
Appel não está só - muitos dos colegas dele em segurança de computação já concluíram que a melhor maneira de assegurar que os votos não sejam imiscuídos é fazer com que sejam registrados em papel antes de serem registrados pelo computador. Desse modo, se houver qualquer questionamento quanto a se as máquinas de votação foram alteradas indevidamente, ou mesmo quanto a apenas defeitos de software e erros humanos, haverá sempre registro físico verificável por qualquer observador das eleições.
“It’s an odd situation to be in where the people who are being called luddites are engineers,” says Matt Blaze, director of the distributed systems lab at the University of Pennsylvania. “In the case of electronic voting, you have this reversal of the normal roles where the people who are closest to the technology are warning that there might be some pitfalls you want to think carefully about.”
“Trata-se de situação estranha, estar onde pessoas que estão sendo chamadas de luditas são os engenheiros,” diz Matt Blaze, diretor do laboratório de sistemas distribuídos da Universidade de Pennsylvania. “No caso da votação eletrônica, você tem essa inversão dos papéis normais, onde as pessoas mais próximas da tecnologia estão advertindo da possibilidade de haver arapucas acerca das quais você queira pensar cuidadosamente.”
That’s one reason why Germany’s highest court ruled electronic voting unconstitutional in 2009, and most of Western Europe has backed away from the practice. The same is true of most states in the US, where only six holdouts continue to allow voting on machines with no paper record as a backup. Those that do allow it are Georgia, South Carolina, Louisiana, Maryland, Delaware and New Jersey.
Esse é um dos motivos pelos quais o mais elevado tribunal da Alemanha considerou a votação eletrônica inconstitucional em 2009, e a maior parte da Europa Ocidental tem recuado em relação a essa prática. O mesmo é verdade acerca da maior parte dos estados dos Estados Unidos, onde apenas seis recalcitrantes continuam a permitir votação em máquinas sem registro em papel como cópia de segurança. Os que a permitem são Geóriga, Carolina do Sul, Louisiana, Maryland, Delaware e New Jersey.
Estonia and, for the time being, New Jersey, are apparently the only two places in the world where voting online is possible. This kind of voting is especially vulnerable to interference. Attacks already used to steal money from individuals’ and businesses’ bank accounts could be used to change votes issued from individuals’ computers, says Appel. In 2009, Appel demonstrated that voting machines could be tampered with in a way that would allow a hacker to manipulate their functioning remotely, in election after election.
Estônia e, por ora, New Jersey, são aparentemente os únicos dois lugares do mundo onde votar oline é possível. Esse tipo de votação é especialmente vulnerável a interferência. Ataques já usados para furtar dinheiro de contas bancárias de indivíduos e empresas podem ser usados para modificar votos emitidos a partir de computadores individuais, diz Appel. Em 2009, Appel mostrou que máquinas de votação podem ser indevidamente alteradas de maneira a permitir que hacker manipule remotamente seu funcionamento, de eleição em eleição.
Photo -  Paper ballots in Missouri (Getty Images / Whitney Curtis)
Foto - Cédulas de papel em Missouri (Getty Images / Whitney Curtis)
Email, the voting mechanism used in New Jersey, is especially insecure, since anyone can fake an email from any address on the internet. That could be one reason New Jersey officials are requiring that voters follow up their email vote with a mailed-in ballot, but the entire system is already overwhelmed. (Blaze urges any New Jersey residents to skip the state’s email voting system, which was implemented in just two days, and file a provisional ballot at any New Jersey polling station.)
Email, o mecanismo de voto usado em New Jersey, é especialmente inseguro, já que qualquer pessoa pode falsificar email a partir de qualquer endereço na internet. Essa poderá ser uma das razões pelas quais as autoridades de New Jersey estão exigindo que os eleitores façam seu voto por email ser acompanhado de cédula enviada pelo correio comum, mas o sistema inteiro  já está sobrecarregado. (Blaze recomenda que residentes de New Jersey desconsiderem o sistema de votação por email do estado, que foi implementado em apenas dois dias, e insiram uma cédula provisória em qualquer local de votação de New Jersey.)
So what’s the solution? “I think optical scan paper ballots are the most reliable and secure option for US for the foreseeable future,” says Appel. In this system, voters fill out a paper ballot–by hand–in a way that can be read by machines. (If you’ve ever taken a standardized test, it’s basically the same system: use a pencil or pen to darken the circle corresponding to your choice.) This combines the best of paper voting systems with some of the speed of computerized voting systems, since especially complicated ballots can be machine read and tabulated.
Qual pois é a solução? “Creio que cédulas de papel de escaneio ótico são a opção mais fidedigna e segura para os Estados Unidos no futuro previsível,” diz Appel. Nesse sistema os eleitores preenchem à mão cédula de papel de maneira tal que ela possa ser lida por máquinas. (Se você alguma vez já tiver feito teste padronizado, é basicamente o mesmo sistema: use lápis ou caneta para escurecer o círculo correspondente a sua escolha.) Essa solução conjuga o melhor dos sistemas de votação em papel com parte da velocidade dos sistemas de votação computarizados, visto que cédulas particularmente complicadas podem ser lidas e tabuladas por máquina.
“In some states in today’s election there will be 30 different races and 10 different ballot questions,” says Appel, and these are exactly the sort of ballots that can benefit from being filled out by hand but counted by machine.
“Em alguns estados da eleição de hoje haverá 30 diferentes competições e 10 perguntas diferentes na cédula,” diz Appel, e essas são exatamente as cédulas que podem beneficiar-se de serem preenchidas à mão mas contadas por máquina. 
Around the world, countries including Switzerland, Spain, Brazil, Australia and India have embraced electronic voting. In Canada, for example, some argue that voting over the internet would increase voter turnout. That might be true, but, says Blaze, this type of voting would still be a mistake.
Em todo o mundo países, inclusive Suíça, Espanha, Brasil, Austrália e Índia adotaram votação eletrônica. No Canadá, por exemplo, algumas pessoas argumentam que votar na internet aumentaria o comparecimento de eleitores. Isso pode ser verdade mas, diz Blaze, esse tipo de votação ainda seria um equívoco.
“Unfortunately we don’t know how to build [electronic voting] systems that are reliable enough to know what has been done correctly and hasn’t been tampered with,” says Blaze. “The most important thing [in an election] is that we have confidence in the outcome–that we’ve counted the votes correctly and the declared winner was the person who really got the majority of the votes.”
“Infelizmente não sabemos como construir sistemas [de votação eletrônica] fidedignos o suficiente para sabermos o que foi feito corretamente e não foi indevidamente alterado,” diz Blaze. “A coisa mais importante [numa eleição] é termos confiança no resultado - em que contamos os votos corretamente e o declarado vencedor foi a pessoa que realmente obteve a maioria dos votos.”
“One of the most important functions of an election,” Blaze adds, “is not just to figure out who has won, but to convince the losers that they’ve lost.”
“Uma das funções mais importantes de uma eleição,” acrescenta Blaze, “é não apenas verificar quem ganhou, mas também convencer os perdedores de que perderam.”


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