Saturday, October 11, 2014

QUARTZ - Electronic voting is failing the developing world while the US and Europe abandon it


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QUARTZ
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Electronic voting is failing the developing world while the US and Europe abandon it
Votação eletrônica deixa na mão mundo em desenvolvimento enquanto Estados Unidos e Europa abandonam-na
Por Lily Kuo
March 10, 2013
10 de março de 2013
Photo - Every vote counts..unless the SMS doesn't go through. (AP Photo / Ben Curtis)
Foto – Todo voto conta.. a menos que o SMS não funcione. (AP Photo / Ben Curtis)
It was supposed to be the most modern election in Africa. Kenyan authorities, hoping to avoid the chaos of the 2007 election, decided that this time the country would use a tamper-proof, state-of-the-art electronic voting system where voter IDs would be checked on hand-held devices and results transmitted to Nairobi through text messages.
Deveria ser a eleição mais moderna da África. As autoridades quenianas, esperando evitar o caos da eleição de 2007, resolveram que daquela vez o país usaria sistema de votação eletrônica à prova de imisção, de estado da arte, no qual os documentos de identidade dos eleitores seriam verificados e os resultados transmitidos para Nairobi por meio de mensagens de texto.
But everything that could go wrong did. The biometric identification kits to scan people’s thumbs broke down; a server meant to take in results from 33,400 voting centers sent via SMS became overloaded; and some election operators forgot the passwords and PIN numbers for the software. Polling centers went back to hand counting ballots and results were delayed almost a week, until March 9 when Uhuru Kenyatta’s win was announced. And every day before that people feared a repeat of 2007 when results were delayed and violence erupted, killing 1,200 people.
Contudo, tudo o que poderia dar errado deu. Os kits biométricos para escaneio dos polegares das pessoas não funcionaram; servidor que deveria concentrar os resultados de 33.400 centros de votação enviados via SMS ficou superlotado; e alguns operadores da eleição esqueceram as senhas e números PIN do software. Os centros de votação reverteram à contagem manual das cédulas e os resultados foram atrasados em mais de uma semana, até 9 de março, quando foi anunciada a vitória de Uhuru Kenyatta. E em todos os dias antes disso acontecer as pessoas temeram repetição de 2007, quando os resultados foram adiados e irrompeu violência, matando 1200 pessoas.
Kenya’s troubled electronic voting experiment is part of a strange dichotomy where electronic voting is on the way out in most Western countries, but taking hold in emerging economies, possibly to their detriment.
O tumultuado experimento de votação eletrônica do Quênia é parte de estranha dicotomia na qual a votação eletrônica está saindo de cena na maioria dos países ocidentais, mas sendo adotada nas economias emergentes, possivelmente em detrimento delas.
Image - More Latin American countries were experimenting or using e-voting machines in 2012.(International Foundation for Electoral Systems)
Imagem – A maioria dos países latino-americanos estava experimentando ou usando máquinas de e-votação em 2012.(Fundação Internacional de Sistemas Eleitorais)
Image - Most of Europe was not using electronic voting in 2012.(International Foundation for Electoral Systems)
Imagem – A maioria da Europa não estava usando votação eletrônica em 2012.(Fundação Internacional de Sistemas Eleitorais)
In the US and Western Europe, more states have been opting out of electronic voting systems and returning to paper out of worries over the number of glitches and, as we’ve reported before, the inability to verify that electronic votes or the software on machines have not been manipulated.
Nos Estados Unidos e Europa Ocidental, a maioria dos estados vem abandonando os sistemas de votação eletrônica e voltando ao papel por causa de preocupação com o número de falhas súbitas e, como já informamos antes, da incapacidade de verificar se os votos eletrônicos ou o software nas máquinas foi ou não manipulado.
In the US 2012 election, 56% of voters cast paper ballots that were optically scanned (pdf. p. 75) while only 39% used electronic voting machines. Similarly in Europe only two countries–Belgium and France–use electronic ballots. Out of eight European countries that have experimented with electronic voting, six reverted back to paper ballots.
Na eleição de 2012 nos Estados Unidos 56% dos eleitores utilizaram cédulas de papel que eram oticamente escaneadas (pdf. p. 75) enquanto apenas 39% usaram máquinas eletrônicas de votação. Similarmente, na Europa apenas dois países – Bélgica e França – usam cédulas eletrônicas. De oito países europeus que experimentaram a votação eletrônica, seis retornaram às cédulas de papel
In contrast, developing countries in Latin America and Asia are embracing e-voting. As in Kenya’s case, moving to electronic polls is seen as a way of boosting democratic credentials, possibly increasing voter engagement, and demonstrating technological progress. Following Brazil’s lead, Venezuela, Paraguay, Panama, Costa Rica and Mexico have all implemented some form of e-voting (page in Spanish). India also uses electronic ballots across the country; and Pakistan is considering similar technology.
Em contraste, os países em desenvolvimento na América Latina e na Ásia estão adotando a e-votação. Como no caso do Quênia, a adoção de eleições eletrônicas é vista como forma de impulsionar credenciais democráticas, possivelmente aumentando o envolvimento do eleitor e mostrando progresso técnico. Seguindo a iniciativa do Brasil, Venezuela, Paraguai, Panamá, Costa Rica e México todos implementaram alguma forma de e-votação (página em espanhol). A Índia também usa votação eletrônica em todo o país; e o Paquistão está cogitando de tecnologia similar.
The problem is that these countries face the same issue of e-voting transparency, but there’s little movement to fix the issue. In Brazil, a law to require verification of votes at electronic polls by 2014 was revoked in 2011 (page in Portuguese). And in India, an audit trail for electronic ballots is not likely to be in place in time for the country’s general election next year.
O problema é que esses países deparam-se com o mesmo problema de transparência na e-votação, mas há pouca ação voltada para resolução do problema. No Brasil, lei exigindo verificação de votos nos locais de votação eletrônica a partir de 2014 foi revogada em 2011 (página em português). E na Índia pista de auditoria para votação eletrônica provavelmente não estará implementada para a eleição geral do país no ano que vem.
The greatest danger, Democracy Reporting International notes, is that these governments see electronic voting as a silver bullet (pdf, p.3) to fix all of their electoral problems. Governments then divert public funds to expensive electronic voting experiments, instead of on ways to eliminate ballot buying, voter intimidation, and post-election violence–all of which can still happen in the context of e-voting.
O maior de todos os perigos, observa Democracy Reporting International, é que esses governos veem a votação eletrônica como poção mágica (pdf, p.3) capaz de resolver todos os problemas eleitorais deles. Os governos então canalizam recursos financeiros para dispendiosos experimentos de votação eletrônica em vez de para maneiras de eliminar compra de votos, intimidação do eleitor, e violência pós-eleitoral – todos os quais continuam podendo ocorrer no contexto da e-votação.
While Kenya’s elections were largely peaceful, at least 15 people were killed and the results have already been contested by the opposition. Perhaps some of the 11 billion Kenyan shillings (about $130 million) the country took in to prepare for the race could have been better spent on things other than those hand-held ID-verification gadgets.
Embora as eleições no Quênia tenham sido em grande parte pacíficas, pelo menos 15 pessoas foram mortas e os resultados já foram  contestados pela oposição. Talvez parte dos 11 biliões de xelins quenianos (cerca de $130 milhões de dólares) que o país usou para preparar a competição melhor poderia ter sido gasta em outras coisas que não aquelas gerigonças portáteis de verificação de identidade.

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