Tuesday, October 28, 2014

Foreign Policy Journal - Passover 1/6

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Foreign Policy Journal
Jornal de Política Externa
Passover 1/6
Páscoa 1/6
by John Hartung | September 6, 2014
Por John Hartung |6 de setembro de 2014
THE GIST: If people have evolved by natural selection, such that gods are inventions of people instead of people being inventions of gods, it follows that gods are subject to being designed to help us achieve both our highest and our lowest aspirations … by both our most moral and our most immoral means. At the low end, deception, usury, theft, enslavement, rape, murder and genocide are promoted by the god of The Bible as modus operandi of Zionism. The Passover story and its lopsided reception are instructive in this regard because they show how an existential foundation of moral behavior among people who worship one god can obligate immoral behavior toward people who worship a different god. That kind of in-group morality festers at the crux of the most deplorable aspects of Israeli and American foreign policy. A better existential foundation is proffered.1
A ESSÊNCIA: Se as pessoas evolveram por seleção natural, de tal maneira que deuses são invenções de pessoas em vez de pessoas serem invenções de deuses, segue-se que deuses estão sujeitos a ser concebidos para ajudar em nossas aspirações tanto mais elevadas quanto mais baixas … por meio tanto de nossos meios mais morais quanto mais imorais. Na ponta inferior, engano, usura, roubo, escravização, estupro, assassínio e genocídio são promovidos pelo deus da Bíblia como modus operandi do sionismo. A história da Páscoa dos judeus e sua recepção tendenciosa são instrutivas a esse respeito porque mostram como fundamento existencial de comportamento moral em meio a pessoas que adoram um deus pode compelir a comportamento imoral em relação a pessoas que adoram deus diferente. Essa espécie de moralidade interna a grupo fermenta no centro dos mais deploráveis aspectos da política externa israelense e estadunidense. É proposto fundamento existencial melhor.1
SAMUEL CLEMENS, better known as Mark Twain, wrote Concerning the Jews during an era when almost all literate Christians and Jews read every word of their respective Bibles. So Clemens should not be held to account for his opening assertion in the passage below, that “We have all thoughtfully—or unthoughtfully—read” the Passover story. That issue notwithstanding, and understanding that Clemens used the word ‘corner’ to mean ‘corner’ a market or create a monopoly, the following introduction to his 1899 Harper’s Magazine article warrants more thoughtful consideration than a knee-jerk judgment that Clemens was anti-Semitic.
SAMUEL CLEMENS, mais conhecido como Mark Twain, escreveu A Propósito dos Judeus numa época na qual quase todos os cristãos e judeus alfabetizados liam cada palavra das respectivas Bíblias. Assim, pois, Clemens não deveria ser censurado por sua asserção de abertura na passagem abaixo, segundo a qual “Todos já lemos meditadamente — ou não meditadamente” a história da Páscoa dos judeus. A despeito da questão, e entendendo nós que Clemens usou a palavra ‘corner’ para significar ‘controlar’ mercado ou criar monopólio, a seguinte introdução a seu artigo de 1899 na Harper’s Magazine merece consideração mais profunda do que juízo reflexo de que Clemens era antissemita.
“We have all thoughtfully—or unthoughtfully—read the pathetic story of the years of plenty and the years of famine in Egypt, and how Joseph, with that opportunity, made a corner in broken hearts, and the crusts of the poor, and human liberty—a corner whereby he took a nation’s money all away, to the last penny; took a nation’s livestock all away, to the last hoof; took a nation’s land away, to the last acre; then took the nation itself, buying it for bread, man by man, woman by woman, child by child, till all were slaves; a corner which took everything, left nothing; a corner so stupendous that, by comparison with it, the most gigantic corners in subsequent history are but baby things, for it dealt in hundreds of millions of bushels, and its profits were reckonable by hundreds of millions of dollars, and it was a disaster so crushing that its effects have not wholly disappeared from Egypt today, more than three thousand years after the event.”2
“Todos já lemos meditadamente — ou não meditadamente — a comovente história dos anos de abundância e dos anos de fome no Egito, e de como José, com aquela oportunidade, ganhou o controle de corações pesarosos, e das códeas dos pobres, e da liberdade humana — controle por meio do qual ele tomou todo o dinheiro de uma nação, até o último centavo; tomou todos os rebanhos de uma nação, até o último casco; tomou toda a terra de uma nação, até o último acre; e em seguida tomou a nação ela própria, comprando-a em troca de pão, homem por homem, mulher por mulher, criança por criança, até todos tornarem-se escravos; controle que tomou tudo, deixou nada; controle tão estupendo que, em comparação com ele, os mais colossais controles da história subsequente são coisa pequena, pois dizia respeito a centenas de milhões de alqueires, e seus lucros eram calculáveis na casa das centenas de milhões de dólares, e foi desastre tão devastador que seus efeitos não desapareceram completamente do Egito de hoje, mais de três mil anos depois do evento.”2
A hundred years of intense archeological investigation have failed to find credible evidence that the story of Joseph enslaving Egyptians is based, even loosely, on events that actually occurred. That absence of evidence is so conspicuous that it justifies the conclusion of every dispassionate pre-historian: the story was a whole-cloth fabrication. Few 21st Century Jews and Christians object to that conclusion.
Cem anos de intensa investigação arqueológica fracassaram em encontrar evidência digna de crédito de que a história de José escravizando egípcios esteja baseada, mesmo tenuemente, em eventos que tenham realmente ocorrido. Essa ausência de evidência é tão conspícua que justifica a conclusão de todo estudioso desapaixonado de pré-história: a história toda foi urdidura totalmente falsa. Poucos judeus e cristãos do século 21 objetam a esta conclusão.
In distinction, when the Jerusalem Post or Haaretz publishes an article based on the work of Israel’s most authoritative archaeologists, from Ze’ev Herzog to Israel Finkelstein, explaining that the story of Israelite enslavement by Egyptians is equally mythological, a torrent of outrage is unleashed. Some commenters even draw analogies to Holocaust denial. Why such heartfelt anguish? Because even though both enslavement stories come from the same source and are part of the same story within that source, unlike the myth of Egyptian enslavement by Joseph, the myth of Jewish enslavement by a Pharaoh still serves cherished self-identity purposes for many Jews, and although by a smaller percentage, for a much larger number of Christians. Given the vicissitudes of credibility granted to stories based on how they make us feel about ourselves, Samuel Clemens should also be forgiven for not having known that both enslavement stories are as fictional as The Adventures of Tom Sawyer and Huckleberry Finn.
Em contraste, quando o Jerusalem Post ou o Haaretz publica artigo baseado na obra dos mais dignos de crédito arqueólogos de Israel, de Ze’ev Herzog a Israel Finkelstein, explicando que a história da escravização dos israelitas pelos egípcios é igualmente mitológica, a grita se levanta ao céu da gente. Alguns comentadores chegam a traçar analogias com a negação do Holocausto. Por que tanta aflição? Porque, embora ambas as histórias de escravização provenham da mesma fonte e sejam parte da mesma história dentro daquela fonte, diferentemente do mito da escravização por José o mito da escravização dos judeus por faraó ainda atende a afagados propósitos de autoidentidade de muitos judeus e, embora em percentagem menor, de número muito maior de cristãos. Dadas as vicissitudes da credibilidade concedida a histórias com base em como nos fazem sentir acerca de nós próprios, Samuel Clemens deveria também ser desculpado por não ter sabido que ambas as histórias de escravização são tão ficcionais quanto The Adventures of Tom Sawyer and Huckleberry Finn.
Nevertheless, fiction can reveal truth about human nature. And no matter how fanciful, foundation myths serve a purpose. They give each believer a piece of self-image that can be recognized by compatriots. National creation myths make compatriots feel related, as though they came from the same place, even if they have never met and none of them came from that place. By making family out of strangers, national myths grease the wheels of cooperation in pursuit of national objectives and they foster in-group morality.3 So we can gain insight into contemporary cultures by examining their retained myths, especially ancient whole-cloth myths. The purpose of this essay is to examine the original Passover story in order to understand its inventors’ and its believers’ purposes.
Nada obstante, ficção pode revelar verdade acerca da natureza humana. E, não importa o quanto fantasiosos, mitos de fundação servem a propósito. Dão a cada crente porção de autoimagem que pode ser reconhecida por compatriotas. Mitos de criação nacional fazem com que compatriotas se sintam relacionados uns com os outros, como se tivessem vindo do mesmo lugar, mesmo se nunca se tiverem encontrado e nenhum deles tenha vindo daquele lugar. Tornando estranhos parte da família, mitos nacionais lubrificam as rodas da cooperação na persecução de objetivos nacionais e promovem moralidade interna ao grupo.3 Assim podemos entender melhor culturas contemporâneas mediante exame de seus mitos remanescentes, especialmente mitos antigos fruto de pura invencionice. O propósito deste ensaio é examinar a Páscoa original dos judeus a fim de entender os objetivos de seus inventores e crentes.
THE PROPHECY of financial success in Jewish Diaspora host nations began with Joseph. According to The Bible, in exchange for a climate change forecast and some important advice (Genesis 41:25-36), this son of Jacob (aka Israel) was given control of Egypt (Genesis 41:40-41):
A PROFECIA do sucesso financeiro nas nações hospedeiras da diáspora judaica começou com José. De acordo com a Bíblia, em troca de previsão de mudança climática e alguns conselhos importantes (Gênesis 41:25-36), aquele filho de Jacó (também conhecido como Israel) recebeu o controle do Egito (Gênesis 41:40-41):
“You shall be over my house, and all my people shall order themselves as you command; only as regards the throne will I be greater than you.” And Pharaoh said to Joseph, “Behold, I have set you over all the land of Egypt.”4
“Administrarás a minha casa, e à tua palavra obedecerá todo o meu povo; somente no trono eu serei maior do que tu.” Disse mais Faraó a José: “Vês que te faço autoridade sobre toda a terra do Egito.”4
The job came with substantial benefits and considerable status (Genesis 41:42-44):
A função aportava substanciais benefícios e considerável prestígio (Gênesis 41:42-44):
Pharaoh took his signet ring from his hand and put it on Joseph’s hand, and arrayed him in garments of fine linen, and put a gold chain about his neck; and he made him to ride in his second chariot; and they cried before him, “Bow the knee!” Thus Pharaoh set Joseph over all the land of Egypt. Moreover Pharaoh said to Joseph, “I am Pharaoh, and without your consent no man shall lift up hand or foot in all the land of Egypt.”
Então tirou Faraó seu anel de sinete da mão e o pôs na mão de José, fê-lo vestir roupas de linho fino e lhe pôs ao pescoço colar de ouro; e fê-lo subir ao seu segundo carro; e clamavam diante dele: “Inclinai-vos!” Desse modo o constituiu sobre toda a terra do Egito. Disse ainda Faraó a José, “Eu sou Faraó, contudo sem tua ordem ninguém levantará sua mão ou pé em toda a terra do Egito.”
So Joseph was made the executor of his own recommendation to enforce a double tithe: “take the fifth part of the produce of the land” (Genesis 41:34). Harvests were so good during the first seven years of Joseph’s rule that he was able to stockpile “grain in great abundance, like the sand of the sea, until he ceased to measure it, for it could not be measured” (Genesis 41:49). Then came seven years of drought, and (Genesis 41:55-56):
Assim José foi tornado executor de sua própria recomendação de imposição de dízimo duplo:  “tome a quinta parte dos frutos da terra” (Gênesis 41:34). As colheitas foram tão boas durante os primeiros sete anos do governo de José que ele conseguiu ajuntar “muitíssimo cereal, como a areia do mar, até perder a conta, porque ia além das medidas” (Gênesis 41:49). Então vieram sete anos de seca, e (Gênesis 41:55-56):
When all the land of Egypt was famished, the people cried to Pharaoh for bread; and Pharaoh said to all the Egyptians, “Go to Joseph; what he says to you, do.” So when the famine had spread over all the land, Joseph opened all the storehouses, and sold to the Egyptians, for the famine was severe in the land of Egypt.
Sentindo toda a terra do Egito fome, clamou o povo a Faraó por pão; e Faraó dizia a todos os egípcios, “Ide a José; o que ele vos disser para fazer, fazei.” Havendo, pois, fome sobre toda a terra, José abriu todos os celeiros e vendia aos egípcios, porque a fome prevaleceu sobre a terra do Egito.
1. I thank Noam Chomsky, Jens Alber, John Hellegers and Jeremy Hammond for encouragement and advice.
2. Twain, M. (1899) “Concerning the Jews.” Harper’s Magazine, September 1899. Facsimile available at: http://www.s4ulanguages.com/twain1.html.
3. Hartung, J. (1995) “Love Thy Neighbor: The Evolution of In-Group Morality.” Skeptic 3(4):86-98. http://strugglesforexistence.com/?p=article_p&id=13.
4. With three exceptions (see notes 12-14 below) all biblical quotes are from the 1965 Oxford Press Revised Standard Version. Holy Bible, The (1965): Revised Standard Version. The Oxford Annotated Bible With The Apocrypha, H.G. May and B.M. Metzger (eds.). Oxford: Oxford University Press.
To be continued at


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