Monday, November 10, 2014

Americas South and North - Police Disappearing Protesting Students in Mexico in 2014



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Americas South And North
Américas Sul e Norte
A Look at History and Issues from Tierra del Fuego to the Arctic
Olhar Lançado a História e Questões da Terra do Fogo ao Ártico
Police Disappearing Protesting Students in Mexico in 2014
Polícia Dá Sumiço em Estudantes que Protestam no México em 2014
October 5, 2014
5 de outubro de 2014
I’ve written before of police violence against students in Mexico on a much grander scale. And now, in 2014, it tragically appears we have a twenty-first century version, no less horrific even if on a smaller scale:
Já escrevi antes acerca de violência da polícia contra estudantes no México em escala muito maior. E agora, em 2014, parece, tragicamente, que temos uma versão século vinte e um, não menos horrível, embora em escala menor:
Authorities were investigating whether several bodies found in clandestine graves in southern Mexico are those of 43 students who disappeared after a deadly police shooting last week.
Autoridades estavam investigando se diversos corpos encontrados em covas clandestinas no sul do México são daqueles 43 estudantes que desapareceram depois de disparos letais da polícia na semana passada.
The pits were found Saturday on a hill in a community outside Iguala, the town where the students were last seen and where witnesses say municipal police officers whisked several of them away. [...]
As covas foram encontradas no sábado numa colina numa comunidade fora de Iguala, a cidadezinha onde os estudantes foram vistos pela última vez e de onde, segundo dizem testemunhas, policiais municipais levaram rapidamente vários deles. [...]
But two police officers at the scene in the community of Pueblo Viejo told AFP that at least 15 bodies were exhumed from the site, which was cordoned off and guarded by scores of troops and police.
Contudo, dois policiais no local, na comunidade de Pueblo Viejo, disseram à AFP que pelos menos 15 corpos haviam sido exumados do local, que foi cercado com cordão de isolamento e guardado por muitos soldados e policiais.
Juan Lopez Villanueva, an official from the National Human Rights Commission, said that six pits were found up a steep hill probably inaccessible by car.
Juan Lopez Villanueva, autoridade da Comissão Nacional de Direitos Humanos, disse que seis covas foram encontradas em íngreme colina provavelmente inacessíveis de carro.
Why were the students missing? Because students in the state had gathered in Guerrero. According to early reports, “depending on the account, they either collected donations for school or sought to hijack buses, as they have commonly done for transportation. The result was police opened fire, killing six people and leaving 43 students “missing.”
Por que estavam os estudantes desaparecidos? Porque estudantes do estado haviam-se reunido em Guerrero. De acordo com informes iniciais, “dependendo da descrição, eles ou coletavam donativos para a escola ou buscavam sequestrar ônibus, como comumente têm feito para conseguir transporte. O resultado foi que a polícia abriu fogo, matando seis pessoas e deixando 43 estudantes “desaparecidos.”
It is worth noting that, no matter what they had gathered for, opening fire and killing some, and then apparently killing and attempting to “disappear” others is indefensible and among the grossest of human rights violations. And if protests in Latin America have taught us anything, it’s that the reasons for students gathering is not an either/or proposition; it seems quite possible that many had gathered for donations in one of the poorest states in Mexico, and a small number escalated the activities (as happened with the “black bloc” in Brazil during the 2013 protests). Yet even if that is the case, it does not justify the use of lethal force against unarmed protesters, and it certainly does not justify the methodical kidnapping and killing of citizens, and attempted destruction of their bodies. And in the off-chance that it turns out that the graves aren’t even the students’ remains, then not only are students still missing, but apparently other people have been murdered and dumped unceremoniously in hidden graves in an attempt to “erase” evidence of them, which is even worse.
Deve-se notar que, não importa para o que tenham-se reunido, abrir fogo e matar alguns, e em seguida aparentemente matar e tentar fazer “desaparecer” outros é indefensável e conta-se entre as mais repulsivas violações de direitos humanos. E se protestos na América Latina nos ensinaram alguma coisa, é que as razões para ajuntamento de estudantes não são proposição do tipo isto ou aquilo; parece bastante possível que muitos se tenham ajuntado para obter doações num dos mais pobres estados do México, e pequeno número tenha feito escalada das atividades (como aconteceu com o “bloco preto” no Brasil durante os protestos de 2013). Mesmo assim, não se justifica o uso de força letal contra manifestantes desarmados, e certamente não se justifica o sequestro e assassínio metódico de cidadãos, e tentativa de destruição de seus corpos. E na improvável hipótese de vir-se a revelar que as covas não são sequer dos restos dos estudantes, então não apenas os estudantes ainda estarão desaparecidos como, aparentemente, outras pessoas terão sido assassinadas e despejadas sem cerimônia em covas ocultas em tentativa de “apagar” evidência delas, o que é ainda pior.
The national government has gotten involved in the investigation, and perhaps the particularly extreme nature of this particular event will remain a question of public memory for some time. Sadly, one of the early lessons of this massacre is that police violence against students is not a remnant of a lost age. Even more sadly, while this incident is particularly extreme, it is all too emblematic of the degree of force that local police forces can and do use in Mexico (and elsewhere); people may recoil at the particularly extreme version of such violence and corruption in this case, but this is a recurring theme on a daily basis for all too many individuals whose stories and lives go unheard and unremembered.
O governo nacional envolveu-se na investigação, e talvez a natureza particularmente extrema desse evento em especial remanescerá questão de memória pública por algum tempo. Infelizmente, uma das primeiras lições desse massacre é que a violência da polícia contra estudantes não é remanescente de época que ficou no passado. Mais melancolicamente ainda, embora esse incidente seja particularmente extremo, é sumamente emblemático do grau de força que forças policiais locais podem usar e usam no México (e em outros lugares); as pessoas podem horrorizar-se com a versão particularmente extrema de tal violência e corrupção neste caso, mas esse é tema recorrente em base diária para demasiado número de pessoas cujas histórias e vidas não são ouvidas nem lembradas.

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