Friday, September 26, 2014

TPC - Islamic State and the American Way of War: The New Enemy Creation Process


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The Palestine Chronicle
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Islamic State and the American Way of War: The New Enemy Creation Process
Estado Islâmico e o Estilo Estadunidense de Guerrear: O Processo de Criação de Novo Inimigo
Sep 10 2014 / 2:29 pm
10 de setembro de 2014 / 14:29 hs
Photo - Obama will reportedly 'declare war' on the Islamic State on September 10.
Foto - Diz-se que Obama 'declarará guerra' ao Estado Islâmico em 10 de setembro.
By Steve Breyman
Por Steve Breyman
What better gift for the War On Terror-Industrial-Complex (WOTIC) than the rapid rise and initial success of the Islamic State, formerly known as ISIS? A patchwork of brutal know-nothing thugs, IS militants can’t wait to impose a twisted version of “Shariah” on their unwilling victims, and to terrorize actual and potential opponents through mass executions and videotaped beheadings. Just as eagerly, IS’s self-declared ‘enemies’—neocons in DC and NATO warriors in London and Brussels—can’t wait to escalate their budding war against these people, the inevitable and horrifying collateral damage be damned.
Que melhor dádiva para o Complexo-Indústria-Guerra ao Terror (WOTIC) do que a rápida ascensão e sucesso inicial do Estado Islâmico - IS, antes conhecido como ISIS? Uma colcha de retalhos de rufiões ignorantes, os militantes do IS não perdem tempo para impor versão distorcida da “shariah” a suas vítimas relutantes, e para aterrorizar opositores presentes e em potencial por meio de execuções em massa e decapitações filmadas em vídeos. Com a mesma avidez os ‘inimigos’ autodeclarados do ISIS — neocons em DC e guerreiros da OTAN em Londres e Bruxelas — não veem a hora de efetuarem escalada de sua iniciante mas promissora guerra contra o IS, que se danem os inevitáveis e pavorosos danos colaterais.
Reality has not been kind to the WOTIC (inside-the-Beltway fantasy is another matter). US troops left Iraq several years ago. Most US military personnel are slated to depart Afghanistan before long. The growing US military role in Africa is potentially juicy but too muted at present to excite much (Joseph Kony and abducted Nigerian girls?). The toppling of Ghaddafi proved a disaster (though don’t look for an admission of this from official Washington or its hangers on). Obama hasn’t yet made all the same mistakes in Syria (just some of them), though not for lack of encouragement and needling by the War Party.
A realidade não tem sido gentil para com o WOTIC (a fantasia-dentro-do Cinturão de Washington é outra questão). Tropas dos Estados Unidos deixaram o Iraque há anos. A maior parte do pessoal militar dos Estados Unidos está programada para sair do Afeganistão dentro de não muito. O crescente papel militar dos Estados Unidos na África é potencialmente suculento mas discreto demais, no presente, para entusiasmar muito (Joseph Kony e garotas nigerianas sequestradas?)  A derrubada de Ghaddafi revelou-se desastre (mas não esperem admissão disso da Washington oficial ou seus partidários). Obama ainda não cometeu todos os mesmos equívocos na Síria (apenas alguns deles), embora não por falta de estímulo e acicate do Partido da Guerra.
Extrajudicial executions by drones are sweet (take that al-Shabab!), but like eating candy, the satisfaction is fleeting (how many times can you whack the “leader” of the Pakistani Taliban and still get the same buzz?). The latest Israeli crimes against the imprisoned inhabitants of Gaza were fun to watch, but like televised sports, also not wholly fulfilling. The ongoing conflict in eastern Ukraine provides ample opportunity for Putin-baiters and Russia-haters, but it’s not like unleashing the Joint Special Operations Command.
Execuções extrajudiciais por meio de aviões não tripulados [drones] são doces (tome esta, al-Shabab!) mas, como ao comer-se açúcar, a satisfação é fugaz (quantas vezes você consegue golpear o “líder” do Talibã paquistanês e continuar sentindo a mesma ebriedade?). Os últimos crimes israelenses contra os habitantes aprisionados de Gaza foram divertidos de assistir mas, como esportes televisados, também não totalmente satisfatórios. O conflito em andamento no leste da Ucrânia proporciona ampla oportunidade para assediadores de Putin e para odiadores da Rússia, mas não é como soltar as peias do Comando Conjunto de Operações Especiais.
Groups like ISIS, as Patrick Cockburn and Tom Engelhardt, have made clear, don’t just appear out of thin air. They’re built, constructed out of wrong-headed Western (especially US) foreign policies stretching from the invasions of Afghanistan and Iraq (along with irresistible assistance to warlords and sectarians) to the failure to enthusiastically support Arab Spring democrats. Add the waging of indefinite counterterrorist and counterinsurgency wars and we have the New Enemy Creation Process.
Grupos como ISIS, como Patrick Cockburn e Tom Engelhardt já deixaram claro, não simplesmente aparecem saídos do puro ar. São construídos, erigidos a partir de políticas externas teimosamente errôneas (especialmente estadunidenses) que se estendem desde as invasões do Afeganistão e do Iraque (juntamente com irresistível assistência a barões da guerra e a sectários) à omissão em apoiar entusiasticamente democratas da Primavera Árabe. Acrescente-se a condução de infindas guerras contraterroristas e de contrainsurgência e temos o Processo de Criação de Novo Inimigo.
Al-Qaeda was insufficient, US elites needed to war against the Talibans in both Afghanistan and Pakistan. Saddam Hussein was not enough, George Bush’s “bring ‘em on” engendered new and revitalized old Sunni and Shia militias. The PLO was an inadequate boogieman, American policy demonized Hamas too. Columbian drug runners were inadequate, Washington added the FARC. When Muammar Ghaddafi had to go, NATO got tribal gunmen (and “Benghazi”) in the bargain. When Bashar al-Assad’s time was up, the jihadis poured forth.
Al-Qaeda era insuficiente, as elites dos Estados Unidos precisavam de guerra contra os talibãs tanto no Afeganistão quanto no Paquistão. Saddam Hussein não foi bastante, o “que venham” de George Bush engendrou novas e revitalizadas antigas milícias sunitas e xiitas. Como a Organização para Libertação da Palestina - PLO era bicho-papão insuficiente, a política estadunidense passou a demonizar o Hamas também. Como traficantes de drogas colombianos eram insuficientes, Washington acrescentou as FARC. Quando Muammar Ghaddafi teve de ir, a OTAN obteve assassinos profissionais tribais (e “Benghazi”) de cambulhada. Quando o tempo de Bashar el-Assad venceu, os jihadis pulularam.
Propagating an endless steam of new enemies transforms war into a permanent enterprise that generates trillions in debt, billions in profits, and millions of security clearances. New bureaucracies are built. Old ones are strengthened and expanded. Militarization transforms formerly civilian police forces and once quiet international borders.
Propagar fluxo sem fim de novos inimigos transforma a guerra em empreendimento permanente que gera triliões de dólares em dívida, biliões em lucro, e milhões de autorizações para acesso a informação secreta. Novas burocracias são constituídas. Velhas burocracias são fortalecidas e expandidas. A militarização transforma forças policiais antes civis e fronteiras internacionais antes calmas.
No doubt war-mongering politicians and pundits have plagued humanity since the Peloponnesian War. American war profiteering is older than the American Republic. Imperial interventions began with the War of 1812 (if counting the slaughter of Natives, American colonists have been at it since one of their first forays on to Cape Cod). Perennial preparations for war have been a central feature of American life since the Truman administration.
Sem dúvida políticos e formadores de opinião instigadores de guerras vêm assolando a humanidade desde a Guerra do Peloponeso. A obtenção estadunidense de lucros extorsivos da guerra é mais antiga do que a República Estadunidense. As intervenções imperiais começaram com a Guerra de 1812 (se contarmos as chacinas dos nativos, os colonos estadunidenses praticam-nas desde uma de suas primeiras incursões no Cabo Cod). Preparações perenes para a guerra tornaram-se característica central da vida estadunidense desde a administração Truman.
What’s changed is that the American way of war—once subject to the constraints of time and space—has been liberated from its earthly shackles. American war has, like much of the US economy, gone digital, global, untethered by democratic control. US foreign and defense policy has become a New Enemy Creation Process: always hungry, ever alert. The Islamic State is almost too good to be true for the War on Terror-Industrial-Complex.
O que mudou é que o estilo estadunidense de fazer guerra — no passado sujeito às restrições de tempo e espaço — foi libertado de seus grilhões ordinários. A guerra estadunidense, do mesmo modo que grande parte da economia dos Estados Unidos, tornou-se digital, global, descabrestada de controle democrático. A política externa e de defesa dos Estados Unidos tornou-se um Processo de Criação de Novo Inimigo: sempre famélica, sempre alerta. O Estado Islâmico é quase bom demais para ser verdade para o Complexo-Indústria-Guerra-ao-Terror.
Obama will reportedly “declare war” on the Islamic State on September 10. (It’s somewhat surprising his advisors didn’t suggest waiting an additional day to maximize historical resonance). Unnamed “senior administration officials” and “military planners” tell the New York Times that the campaign against IS may last “at least 36 months.”
Diz-se que Obama “declarará guerra” ao Estado Islâmico em 10 de setembro. (É um tanto surprendente que seus assessores não tenham sugerido esperar um dia mais para maximizar ressonância histórica). “Altas autoridades da administração” e “planejadores militares” dizem ao New York Times que a campanha contra o IS poderá durar “pelo menos 36 meses.”
The CIA spent most of the 1980s across the border in Pakistan in support of armed groups that would later become al-Qaeda, the Haqqani Group, and the Taliban; the US military has been in Afghanistan since 2001. US military forces and intelligence agencies have been in, over, and around Iraq—with varying degrees of lethal intensity—since 1990. There is no reason to believe the ongoing war against IS won’t be as boundless or last as long, that is, without limits in time or space.
A CIA passou a maior parte dos anos 1980 dentro da fronteira do Paquistão em apoio a grupos armados que se tornariam posteriormente al-Qaeda, o Grupo Haqqani, e o Talibã; a instituição militar dos Estados Unidos está no Afeganistão desde 2001. Forças militares e de inteligência dos Estados Unidos têm estado dentro, sobre, e ao redor do Iraque — em graus vários de intensidade letal — desde 1990. Não há motivo para acreditar que a guerra em andamento ao IS não será tão sem limites ou não durará tanto tempo, isto é, não terá limites de tempo ou espaço.
US peace groups are profoundly familiar with the institutional, political-economic, and ideological changes necessary to stop creating new enemies. The American public is dog-tired of endless war. If only the former could energize the latter.
Grupos de paz estadunidenses estão profundamente cientes das mudanças institucionais, políticas-econômicas e ideológicas necessárias para parar de criar novos inimigos. O público estadunidense está exausto de guerra sem fim. Se ao menos aqueles primeiros conseguissem infundir vigor a este último.
- Steve Breyman is a former grassroots environmental health organization executive, New York climate change bureaucrat, and US State Department Fellow. He contributed this article to PalestineChronicle.com. Contact him: breyms@rpi.edu  
- Steve Breyman é ex-executivo de organização de base de saúde ambiental, burocrata de mudança climática em New York, e Fellow do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Ele encaminhou este artigo para publicação no PalestineChronicle.com. Entre em contato com ele: breyms@rpi.edu

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