Thursday, September 11, 2014

MEE - How America made ISIS


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MIDDLE EAST EYE
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How America made ISIS
Como os Estados Unidos criaram o ISIS
Tuesday 2 September 2014 15:55 BST
Last update: 
September 8 Sep 2014 11:42 BST
Terça 2 de setembro de 2014 15:55 BST
Última atualização: 
8 de setembro de 2014 11:42 BST
America's record in the Middle East over the last 13 years or so has shown that an escalation of US military intervention in the region is not the way forward
O histórico dos Estados Unidos no Oriente Médio nos últimos 13 anos ou em torno disso mostra que escalada da intervenção militar dos Estados Unidos na região não é o caminho
Whatever your politics, you’re not likely to feel great about America right now.  After all, there’s Ferguson (the whole world was watching!), an increasingly unpopular president, a Congress whose approval ratings make the president look like a rock star, rising poverty, weakening wages, and a growing inequality gap just to start what could be a long list.  Abroad, from Libya and Ukraine to Iraq and the South China Sea, nothing has been coming up roses for the U.S.  Polls reflect a general American gloom, with 71% of the public claiming the country is “on the wrong track.”  We have the look of a superpower down on our luck.
Qualquer sua política, você provavelmente não se estará sentindo ótimo com os Estados Unidos no momento. Afinal, há Ferguson (o mundo inteiro olhando!), presidente crescentemente impopular, Congresso cujos índices de aprovação fazem o presidente parecer astro de rock, pobreza crescente, salários piores, e crescente desigualdade só para início de longa lista. No exterior, de Líbia e Ucrânia a Iraque e Mar do Sul da China, nada tem sido rosas para os Estados Unidos. Pesquisas refletem geral desânimo estadunidense, com 71% do público achando que o país está “no caminho errado.”  A imagem é a de superpotência numa pior.
What Americans have needed is a little pick-me-up to make us feel better, to make us, in fact, feel distinctly good.  Certainly, what official Washington has needed in tough times is a bona fide enemy so darn evil, so brutal, so barbaric, so inhuman that, by contrast, we might know just how exceptional, how truly necessary to this planet we really are.
Nós os estadunidenses precisamos é de pequeno aperitivo para sentir-nos melhor,  distintamente bem.  O de que a Washington oficial necessita em tempos árduos é inimigo autêntico tão perverso, brutal, bárbaro, desumano que, em contraste, possamos perceber quão excepcionais e indispensáveis para este planeta realmente somos.
In the nick of time, riding to the rescue comes something new under the sun: the Islamic State of Iraq and Syria (ISIS), recently renamed Islamic State (IS).  It’s a group so extreme that even al-Qaeda rejected it, so brutal that it’s brought back crucifixionbeheadingwaterboarding, and amputation, so fanatical that it’s ready to persecute any religious group within range of its weapons, so grimly beyond morality that it’s made the beheading of an innocent American a global propaganda phenomenon.  If you’ve got a label that’s really, really bad like genocide or ethnic cleansing, you can probably apply it to ISIS's actions.
Na hora agá, vindo em socorro surge algo novo sob o sol: o Estado Islâmico de Iraque e Síria (ISIS), há pouco rebatizado de Estado Islâmico (IS). É grupo tão extremista que até a al-Qaeda rejeitou-o, tão brutal que trouxe de volta crucifixão, decapitaçãowaterboarding, e amputação, tão fanático que decidido a perseguir qualquer grupo religioso dentro do alcance de suas armas, tão selvagem em moralidade que tornou a decapitação de inocente estadunidense fenômeno de propaganda internacional. Se você encontrar rótulo realmente ruim tal como genocídio ou limpeza étnica, provavelmente poderá aplicá-lo às ações do ISIS.
It has also proven so effective that its relatively modest band of warrior jihadis has routed the Syrian and Iraqi armies, as well as the Kurdish pesh merga militia, taking control of a territory larger than Great Britain in the heart of the Middle East.  Today, it rules over at least four million people, controls its own functioning oil fields and refineries (and so their revenues as well as infusions of money from looted banks, kidnapping ransoms, and Gulf state patrons).  Despite opposition, it still seems to be expanding and claims it has established a caliphate.
Ademais comprovou-se tão eficaz que seu relativamente modesto bando de jihadis guerreiros esbandalhou com os exércitos sírio e iraquiano, bem como com a milícia curda pesh merga, assumindo controle de território maior do que a Grã Bretanha no coração do Oriente Médio. Hoje, governa pelo menos quatro milhões de pessoas, controla seus próprios campos ativos de petróleo e refinarias (e pois suas receitas bem como infusões de dinheiro de bancos pilhados, recompensas de sequestros, e estados do Golfo patrocinadores). A despeito de oposição, parece estar-se expandindo e afirma ter estabelecido um califado.
A Force So Evil You’ve Got to Do Something
Força Tão Maléfica Que Você Tem de Fazer Algo
Facing such pure evil, you may feel a chill of fear, even if you’re a top military or national security official, but in a way you’ve gotta feel good, too.  It’s not everyday that you have an enemy your president can term a “cancer”; that your secretary of state can call the “face” of “ugly, savage, inexplicable, nihilistic, and valueless evil” which “must be destroyed”; that your secretary of defense can denounce as “barbaric” and lacking a “standard of decency, of responsible human behavior... an imminent threat to every interest we have, whether it's in Iraq or anywhere else”; that your chairman of the joint chiefs of staff can describe as “an organization that has an apocalyptic, end-of-days strategic vision and which will eventually have to be defeated”; and that a retired general and former commander of U.S. forces in Afghanistan can brand a “scourge... beyond the pale of humanity [that]... must be eradicated.”
Diante de tão pura malignidade, você poderá sentir arrepios de medo, mesmo se for alta autoridade militar ou oficial de segurança nacional, mas de maneira que se sinta bem, também. Não é todo dia que você tem inimigo que seu presidente pode chamar de “câncer”; que seu secretário de estado pode chamar de a “face” do “horrendo, selvagem, inexplicável, niilístico e sem valores mal” que “precisa ser destruído”; que seu secretário de defesa pode denunciar como “bárbaro” e destituído de “padrão de decência, de comportamento humano responsável... ameaça iminente a todos os interesses que temos, tanto no Iraque como em qualquer outro lugar”; que seu chefe do estado-maior conjunto pode descrever como “organização que tem visão estratégica apocalíptica, de fim dos dias, e que por fim terá de ser derrotada”; e que general reformado e ex-comandante das forças dos Estados Unidos no Afeganistão pode estigmatizar como “flagelo... inaceitável em termos de humanidade [que]... tem de ser erradicado.”
Talk about a feel-good feel-bad situation for the leadership of a superpower that’s seen better days!  Such threatening evil calls for only one thing, of course: for the United States to step in.  It calls for the Obama administration to dispatch the bombers and drones in a slowly expanding air war in Iraq and, sooner or later, possibly Syria.  It falls on Washington’s shoulders to organize a new “coalition of the willing” from among various backers and opponents of the Assad regime in Syria, from among those who have armed and funded the extremist rebels in that country, from the ethnic/religious factions in the former Iraq, and from various NATO countries.  It calls for Washington to transform Iraq’s leadership (a process no longer termed “regime change”) and elevate a new man capable of reuniting the Shiites, the Sunnis, and the Kurds, now at each other’s throats, into one nation capable of turning back the extremist tide.  If not American “boots on the ground,” it calls for proxy ones of various sorts that the U.S. military will naturally have a hand in training, arming, funding, and advising.  Facing such evil, what other options could there be?
Falar de situação de sentir-se bem sentir-se mal da liderança de uma superpotência que já viu dias melhores! Tal mal ameaçador requer apenas uma coisa, obviamente: que os Estados Unidos entrem em cena. Requer que a administração Obama despache os bombardeiros e aviões não tripulados [drones] numa guerra aérea em lenta expansão no Iraque e, mais cedo ou mais tarde, possivelmente na Síria. Recai sobre os ombos de Washington organizar nova “coalizão dos dispostos” de dentre diversos partidários e opositores do regime Assad da Síria, de dentre aqueles que têm armado e financiado os rebeldes extremistas naquele país, das facções étnicas/religiosas no ex-Iraque, e de diveros países da OTAN. Compete a Washington transformar a liderança do Iraque (processo não mais denominado “mudança de regime”) e colocar no poder novo homem capaz de unir de novo xiitas, sunitas e curdos, hoje cada um pulando na garganta do outro, em uma só nação capaz de reverter a maré extremista. Se não “presença direta” estadunidense, a situação requer procuradores de vária espécie que a instituição militar dos Estados Unidos naturalmente terá parte em treinar, armar, financiar, e assessorar. Diante de tal malignidade, que outras opções poderia haver?
If all of this sounds strangely familiar, it should.  Minus a couple of invasions, the steps being considered or already in effect to deal with “the threat of ISIS” are a reasonable summary of the last 13 years of what was once called the Global War on Terror and now has no name at all.  New as ISIS may be, a little history is in order, since that group is, at least in part, America’s legacy in the Middle East.
Se tudo isso soa estranhamente familiar, deveria. Com exceção de poucas invasões, os passos cogitados ou já em vigor para lidar com “a ameaça do ISIS” são razoável suma dos últimos 13 anos do que foi uma vez chamado de Guerra Global ao Terror e agora não tem nome nenhum. Novo como possa ser o ISIS, cabe um pouco de história, visto que o grupo é, pelo menos em parte, legado dos Estados Unidos no Oriente Médio.
Give Osama bin Laden some credit.  After all, he helped set us on the path to ISIS.  He and his ragged band had no way of creating the caliphate they dreamed of or much of anything else.  But he did grasp that goading Washington into something that looked like a crusader’s war with the Muslim world might be an effective way of heading in that direction.
Demos a Osama bin Laden algum crédito. Afinal, ele ajudou a colocar-nos na vereda conducente ao ISIS. Ele e seu bando maltrapilho não tinham como criar o califado com o qual sonharam ou muito de qualquer outra coisa. Ele porém percebeu que instigar Washington a algo que parecesse uma guerra de cruzados com o mundo muçulmano poderia ser modo eficaz de progredir naquela direção.
In other words, before Washington brings its military power fully to bear on the new "caliphate," a modest review of the post-9/11 years might be appropriate.  Let’s start at the moment when those towers in New York had just come down, thanks to a small group of mostly Saudi hijackers, and almost 3,000 people were dead in the rubble.  At that time, it wasn’t hard to convince Americans that there could be nothing worse, in terms of pure evil, than Osama bin Laden and al-Qaeda.
Em outras palavras, antes de Washington levar seu poderio militar pleno a lidar com o novo "califado," modesta resenha dos anos pós 11/9 poderá ser adequada. Comecemos no momento quando aquelas torres em New York haviam acabado de cair, graças a pequeno grupo de sequestradores na maioria sauditas, e quase 3.000 pessoas estavam mortas no entulho. Naquela ocasião, não foi difícil convencer os estadunidenses de que não poderia haver nada pior, em termos de puro mal, do que Osama bin Laden e a al-Qaeda.
Establishing an American Caliphate
Criação de Califado Estadunidense
Facing such unmatchable evil, the United States officially went to war as it might have against an enemy military power.  Under the rubric of the Global War on Terror, the Bush administration launched the unmatchable power of the U.S. military and its paramilitarized intelligence agencies against... well, what?  Despite those dramatic videos of al-Qaeda training camps in Afghanistan, that organization had no military force worth the name, and despite what you’ve seen on “Homeland,” no sleeper cells in the U.S. either; nor did it have the ability to mount follow-up operations any time soon.
Enfrentando tal mal sem par, os Estados Unidos oficialmente entraram em guerra como poderiam ter feito contra potência militar inimiga. Sob a rubrica da Guerra Global ao Terror, a administração Bush deflagrou o poderio sem par dos Estados Unidos e de suas agências paramilitarizadas de inteligência contra... bem, o quê?  A despeito daqueles dramáticos vídeos dos campos de treinamento da al-Qaeda no Afeganistão, aquela organização não tinha força militar digna desse nome e, a despeito do que você viu no “Homeland,” também não tinha células latentes nos Estados Unidos; nem teve capacidade de montar operações de sequência em tempo hábil.
In other words, while the Bush administration talked about “draining the swamp” of terror groups in up to 60 countries, the U.S. military was dispatched against what were essentially will-o’-the-wisps, largely representing Washington’s own conjured fears and fantasies.  It was, that is, initially sent against bands of largely inconsequential Islamic extremists, scattered in tiny numbers in the tribal backlands of Afghanistan or Pakistan and, of course, the rudimentary armies of the Taliban.
Em outras palavras, enquanto a administração Bush falava de “drenar o brejo” dos grupos de terror em até 60 países, a instituição militar dos Estados Unidos foi despachada contra fogo fátuo, representando em grande parte os próprios medos e fantasias conjurados por Washington. Foi, em outras palavras, enviada inicialmente contra bandos de extremistas islâmicos em grande parte sem importância, espalhados em número desprezível nos cafundós tribais do Afeganistão ou Paquistão e, obviamente, os exércitos rudimentares do Talibã.
It was, to use a word that George W. Bush let slip only once, something like a "crusade," something close to a religious war, if not against Islam itself -- American officials piously and repeatedly made that clear -- then against the idea of a Muslim enemy, as well as against al-Qaeda and the Taliban in Afghanistan, Saddam Hussein in Iraq, and later Muammar Gaddafi in Libya.  In each case, Washington mustered a coalition of the willing, ranging from Arab and South or Central Asian states to European ones, sent in air power followed twice by full-scale invasions and occupations, mustered local politicians of our choice in major “nation-building” operations amid much self-promotional talk about democracy, and built up vast new military and security apparatuses, supplying them with billions of dollars in training and arms.
Foi, para usar palavra que George W. Bush deixou escapar só uma vez, algo como uma "cruzada," algo perto de guerra religiosa, se não contra o próprio islã -- autoridades estadunidenses deixaram isso claro pia e repetidamente -- então contra a ideia de um inimigo muçulmano, bem como contra al-Qaeda e Talibã no Afeganistão, Saddam Hussein no Iraque, e mais tarde Muammar Gaddafi na Líbia. Em cada caso, Washington ajuntou uma coalizão dos dispostos, integrada por desde estados árabes e sul ou central asiáticos a europeus, enviou poderio aéreo seguido, duas vezes, por invasões de escala total e ocupações, ajuntou políticos locais de nossa escolha em grandes operações de “construção de nação” em meio a muita conversa autopromocional acerca de democracia, e construiu vastos novos aparatos militares e de segurança, suprindo-os com biliões de dólares em treinamento e armas.
Looking back, it’s hard not to think of all of this as a kind of American jihadism, as well as an attempt to establish what might have been considered an American caliphate in the region (though Washington had far kinder descriptive terms for it).  In the process, the U.S. effectively dismantled and destroyed state power in each of the three main countries in which it intervened, while ensuring the destabilization of neighboring countries and finally the region itself.
Olhando para trás, é difícil não pensar em tudo isso como uma espécie de jihadismo estadunidense, bem como tentativa de criar o que poderia ter sido considerado califado estadunidense na região (embora Washington tivesse termos descritivos muito mais gentis para ele). Em fazendo isso, os Estados Unidos eficazmente desmantelaram e destruíram o poder do estado em cada um dos três principais países nos quais intervieram, assegurando concomitantemente a desestabilização dos países vizinhos e finalmente da própria região. 
In that largely Muslim part of the world, the U.S. left a grim record that we in this country generally tend to discount or forget when we decry the barbarism of others.  We are now focused in horror on ISIS’s video of the murder of journalist James Foley, a propaganda document clearly designed to drive Washington over the edge and into more active opposition to that group.
Naquela parte em grande medida muçulmana do mundo, os Estados Unidos deixaram descoroçoador registro de que nós, neste país, geralmente tendemos a ser levianos ou esquecidos quando vituperamos a barbárie de outrem. Estamos agora focados no vídeo de horror do ISIS do assassínio do jornalista James Foley, documento de propaganda claramente projetado para levar Washington a perder as estribeiras e a oposição mais ativa àquele grupo.
We, however, ignore the virtual library of videos and other imagery the U.S. generated, images widely viewed (or heard about and discussed) with no less horror in the Muslim world than ISIS’s imagery is in ours.  As a start, there were the infamous “screen saver” images straight out of the Marquis de Sade from Abu Ghraib prison.  There, Americans tortured and abused Iraqi prisoners, while creating their own iconic version of crucifixion imagery.  Then there were the videos that no one (other than insiders) saw, but that everyone heard about.  These, the CIA took of the repeated torture and abuse of al-Qaeda suspects in its “black sites.”  In 2005, they were destroyed by an official of that agency, lest they be screened in an American court someday.  There was also the Apache helicopter video released by WikiLeaks in which American pilots gunned down Iraqi civilians on the streets of Baghdad (including two Reuters correspondents), while on the sound track the crew are heard wisecracking.  There was the video of U.S. troops urinating on the bodies of dead Taliban fighters in Afghanistan.  There were the trophy photos of body parts brought home by U.S. soldiers.  There were the snuff films of the victims of Washington’s drone assassination campaigns in the tribal backlands of the planet (or “bug splat,” as the drone pilots came to call the dead from those attacks) and similar footage from helicopter gunships.  There was the bin Laden snuff film video from the raid on Abbottabad, Pakistan, of which President Obama reportedly watched a live feed.  And that’s only to begin to account for some of the imagery produced by the U.S. since September 2001 from its various adventures in the Greater Middle East.
Nós, porém, ignoramos a na verdadeira biblioteca de vídeos e outras imagens que os Estados Unidos geraram, imagens amplamente vistas (ou ouvidas e discutidas) no mundo muçulmano com não menor horror do que aquele que as imagens do ISIS nos causam. Para começar, houve as execráveis imagens “protetor de tela” diretamente do Marquês de Sade a partir da prisão de Abu Ghraib.  Ali, estadunidenses torturavam e abusavam de prisioneiros iraquianos, enquanto criavam sua própria versão icônica de imagens da crucifixão. Em seguida houve os vídeos que ninguém (exceto os iniciados) viu, mas dos quais todo mundo ouviu falar. Neles, a tomada da CIA de repetidos tortura e abuso de suspeitos da al-Qaeda nos “locais secretos.” Em 2005, eles foram destruídos por oficial daquela agência, a fim de que algum dia não fossem apresentados publicamente em algum tribunal estadunidense. Houve também o vídeo do helicóptero Apache divulgado pelo WikiLeaks no qual pilotos estadunidenses abatiam civis iraquianos nas ruas de Bagdá (inclusive dois correspondentes da Reuters), enquanto na trilha sonora os tripulantes são ouvidos fazendo comentários sarcásticos. Houve o vídeo de soldados dos Estados Unidos urinando nos corpos de combatentes mortos do Talibã no Afeganistão. Houve as fotos de troféu de partes de corpos trazidas para o país por soldados dos Estados Unidos. Houve os filmes de execução sem retoque das vítimas das campanhas de assassínio por aviões não tripulados [drones] de Washington nos cafundós tribais do planeta (ou “insetos macetados,” como os pilotos de drones vieram a chamar os mortos por esses ataques) e metragem similar de metralhadoras de helicópteros. Houve o vídeo de assassínio sem retoques de bin Laden da incursão em Abbottabad, Paquistão, do qual se diz que o Presidente Obama assistiu a versão real. E isso só para começar a dar conta de algumas das imagens produzidas pelos Estados Unidos desde setembro de 2001 a partir de suas diversas aventuras no Grande Oriente Médio.
All in all, the invasions, the occupations, the drone campaigns in several lands, the deaths that ran into the hundreds of thousands, the uprooting of millions of people sent into external or internal exile, the expending of trillions of dollars added up to a bin Laden dreamscape.  They would prove jihadist recruitment tools par excellence.
Tudo levado em consideração, as invasões, as ocupações, as campanhas de drones em diversos rincões, as mortes que chegaram a centenas de milhares, o desarraigamento de milhões de pessoas mandadas para exílio externo ou interno, o dispêndio de triliões de dólares, equivaleram a um sonho surrealista de bin Laden. Todos esses fatores se revelariam ferramentas de recrutamento jihadista por excelência.
When the U.S. was done, when it had set off the process that led to insurgencies, civil wars, the growth of extremist militias, and the collapse of state structures, it had also guaranteed the rise of something new on Planet Earth: ISIS -- as well as of other extremist outfits ranging from the Pakistani Taliban, now challenging the state in certain areas of that country, to Ansar al-Sharia in Libya and al-Qaeda in the Arabian Peninsula in Yemen.
Quando os Estados Unidos terminaram, quando haviam desencadeado o processo que levou a insurgências, guerras civis, aumento das milícias extremistas e colapso das estruturas de estado, haviam também garantido a ascensão de algo novo no Planeta Terra: o ISIS -- bem como outros grupos extremistas desde o Talibã paquistanês, agora desafiando o estado em certas áreas daquele país, a Ansar al-Sharia na Líbia e al-Qaeda na Península Arábica no Iêmen.
Though the militants of ISIS would undoubtedly be horrified to think so, they are the spawn of Washington.  Thirteen years of regional war, occupation, and intervention played a major role in clearing the ground for them.  They may be our worst nightmare (thus far), but they are also our legacy -- and not just because so many of their leaders came from the Iraqi army we disbanded, had their beliefs and skills honed in the prisons we set up (Camp Bucca seems to have been the West Point of Iraqi extremism), and gained experience facing U.S. counterterror operations in the “surge” years of the occupation.  In fact, just about everything done in the war on terror has facilitated their rise.  After all, we dismantled the Iraqi army and rebuilt one that would flee at the first signs of ISIS’s fighters, abandoning vast stores of Washington's weaponry to them. We essentially destroyed the Iraqi state, while fostering a Shia leader who would oppress enough Sunnis in enough ways to create a situation in which ISIS would be welcomed or tolerated throughout significant areas of the country.
Se bem que os militantes do ISIS ficariam indubitavelmente horrorizados em pensá-lo, eles são cria de Washington. Treze anos de guerra regional, ocupação e intervenção desempenharam papel importante em limpar o terreno para eles. Eles poderão ser nosso pior pesadelo (até o momento), mas são também nosso legado -- e não apenas pelo fato de muitos de seus líderes terem vindo do exército iraquiano que nós dissolvemos, terem tido suas crenças e perícias afiadas nas prisões que criamos (Camp Bucca parece ter sido a West Point do extremismo iraquiano), e terem ganho experiência enfrentando as operações de contraterror dos Estados Unidos nos anos do “pico” da ocupação. Na verdade, praticamente tudo o que foi feito na guerra ao terror facilitou a ascensão deles. Afinal de contas, desmantelamos o exército iraquiano e reconstruímos um que deu no pé ao menor sinal de combatentes do ISIS, abandonando vastos estoques de armas de Washington para eles. Essencialmente destruímos o estado iraquiano, enquanto promovíamos líder xiita que oprimiria suficiente número de sunitas de maneiras bastantes para criar situação na qual o ISIS seria bem-vindo ou tolerado em importantes áreas do país.
The Escalation Follies
As Loucuras da Escalada
When you think about it, from the moment the first bombs began falling on Afghanistan in October 2001 to the present, not a single U.S. military intervention has had anything like its intended effect.  Each one has, in time, proven a disaster in its own special way, providing breeding grounds for extremism and producing yet another set of recruitment posters for yet another set of jihadist movements.  Looked at in a clear-eyed way, this is what any American military intervention seems to offer such extremist outfits -- and ISIS knows it.
Quando a gente pensa no assunto, desde o momento em que as primeiras bombas começaram a cair no Afeganistão em outubro de 2001 até o presente, nem uma única intervenção militar dos Estados Unidos conseguiu qualquer coisa sequer parecida com o efeito pretendido. Cada uma delas comprovou-se, no final, ser um desastre à sua própria maneira especial, proporcionando condições propícias para extremismo e produzindo outro conjunto de cartazes de recrutamento para outro grupo de movimentos jihadistas. Vista de maneira precisa, isso é o que qualquer intervenção militar estadunidense parece oferecer para tais grupos extremistas -- e o ISIS sabe disso.
Don’t consider its taunting video of James Foley's execution the irrational act of madmen blindly calling down the destructive force of the planet’s last superpower on themselves.  Quite the opposite.  Behind it lay rational calculation.  ISIS’s leaders surely understood that American air power would hurt them, but they knew as well that, as in an Asian martial art in which the force of an assailant is used against him, Washington’s full-scale involvement would also infuse their movement with greater power.  (This was Osama bin Laden’s most original insight.)
Não considerem o insultante vídeo da execução de James Foley ato irracional de doidos conjurando cegamente a força destruidora da última superpotência do planeta sobre si próprios. Muito pelo contrário. Por trás dele há cálculo racional. Os líderes do ISIS seguramente entenderam que o poderio aéreo estadunidense poderia castigá-los, mas também entenderam que, como numa arte marcial asiática na qual a força do agressor é usada contra ele, o envolvimento em escala total de Washington também infundiria maior poder ao movimento.  (Essa foi a percepção mais original de Osama bin Laden.)
It would give ISIS the ultimate enemy, which means the ultimate street cred in its world.  It would bring with it the memories of all those past interventions, all those snuff videos and horrifying images.  It would help inflame and so attract more members and fighters.  It would give the ultimate raison d'être to a minority religious movement that might otherwise prove less than cohesive and, in the long run, quite vulnerable.  It would give that movement global bragging rights into the distant future.
Daria ao ISIS o inimigo definitivo/final, o que significa a popularidade definitiva/final em seu mundo. Despertaria consigo as memórias de todas as intervenções passadas, todos aqueles vídeos de execuções sem retoque e imagens horripilantes. Ajudaria a inflamar e pois a atrair mais membros e combatentes. Daria a raison d'être definitiva/final a um movimento de minoria religiosa que poderia não fora isso revelar-se pouco coeso e, no longo prazo, bastante vulnerável. Daria ao movimento a imagem global de vanglória pela derrota de rival à altura, no futuro distante. 
ISIS’s urge was undoubtedly to bait the Obama administration into a significant intervention.  And in that, it may prove successful.  We are now, after all, watching a familiar version of the escalation follies at work in Washington.  Obama and his top officials are clearly on the up escalator.  In the Oval Office is a visibly reluctant president, who undoubtedly desires neither to intervene in a major way in Iraq (from which he proudly withdrew American troops in 2011 with their “heads held high”), nor in Syria (a place where he avoided sending in the bombers and missiles back in 2013).
O motor do ISIS foi indubitavelmente engodar a administração Obama, levando-a a intervenção significativa. E, nisso, poderá revelar-se bem-sucedido. Estamos agora, afinal, assistindo a versão familiar das loucuras da escalada em andamento em Washington. Obama e seus oficiais de cúpula estão claramente na escada rolante que sobe. No Salão Oval está um presidente visivelmente relutante, que indubitavelmente deseja nem intervir de maneira mais incisiva no Iraque (de onde ele altaneiramente retirou tropas estadunidenses em 2011 com suas “cabeças erguidas”), nem na Síria (lugar para onde, em 2013, evitou mandar os bombardeiros e mísseis).
Unlike the previous president and his top officials, who were all confidence and overarching plans for creating a Pax Americana across the Greater Middle East, this one and his foreign policy team came into office intent on managing an inherited global situation.  President Obama’s only plan, such as it was, was to get out of the Iraq War (along lines already established by the Bush administration).  It was perhaps a telltale sign then that, in order to do so, he felt he had to “surge” American troops into Afghanistan.  Five and a half years later, he and his key officials still seem essentially plan-less, a set of now-desperate managers engaged in a seat-of-the-pants struggle over a destabilizing Greater Middle East (and increasingly Africa and the borderlands of Europe as well).
Diferentemente do presidente anterior e seus oficiais de cúpula, que eram todos confiança e planos abrangentes para criar uma Pax Americana em todo o Grande Oriente Médio, este e sua equipe de política externa subiram ao cargo desejosos de gerir uma situação global herdada. O único plano do Presidente Obama, por desvalioso que seja, foi sair da Guerra do Iraque (em acordo com linhas traçadas pela administração Bush). Foi talvez sinal revelador então que, para fazê-lo, ele achou que teria de “levar ao pico” as tropas estadunidenses no Afeganistão.  Cinco anos e meio mais tarde, ele e seus oficiais decisivos ainda parecem essencialmente sem planos, um grupo de gerentes hoje desesperados envolvidos numa luta assentada em improvisação a propósito de um Grande Oriente Médio em desestabilização (como também cada vez mais África e terras fronteiriças da Europa).
Five and a half years later, the president is once again under pressure and being criticized by assorted neoconsMcCainites, and this time, it seems, the military high command evidently eager to be set loose yet one more time to take out barbarism globally - that is, to up the ante on a losing hand.  As in 2009, so today, he’s slowly but surely giving ground.  By now, the process of “mission creep” - a term strongly rejected by the Obama administration - is well underway. 
Cinco anos e meio depois, o presidente está de novo sob pressão e sendo criticado por uma mescla de neoconsMcCainitas e, desta vez, parece, pelo alto comando militar evidentemente sequioso de ser liberado mais uma vez para levar a barbárie ao mundo todo - isto é, aumentar a aposta numa rodada perdedora. Como em 2009, também hoje ele está, lenta mas seguramente, perdendo terreno. A esta altura, o processo de “expansão da missão além dos objetivos iniciais” - expressão fortemente rejeitada pela administração Obama - está em franco progresso. 
It started slowly with the collapse of the U.S.-trained and U.S.-supplied Iraqi army in Mosul and other northern Iraqi cities in the face of attacks by ISIS.  In mid-June, the aircraft carrier USS H.W. Bush with more than 100 planes was dispatched to the Persian Gulf and the president sent in hundreds of troops, including Special Forces advisers (though officially no “boots" were to be "on the ground”).  He also agreed to drone and other air surveillance of the regions ISIS had taken, clearly preparation for future bombing campaigns.  All of this was happening before the fate of the Yazidis - a small religious sect whose communities in northern Iraq were brutally destroyed by ISIS fighters - officially triggered the commencement of a limited bombing campaign suitable to a “humanitarian crisis.”
Começou lentamente com o colapso do exército iraquiano treinado e suprido pelos Estados Unidos em Moçul e outras cidades iraquianas do norte diante dos ataques do ISIS. Em meado junho, o porta-aviões USS H.W. Bush com mais de 100 aviões foi despachado para o Golfo Pérsico e o presidente enviou centenas de soldados, inclusive assessores das Forças Especiais (embora oficialmente “botas" não devessem pisar "o solo”). Ele também concordou com drones e outras formas de observação aérea das regiões que o ISIS havia tomado, claramente preparação de futuras campanhas de bombardeio. Tudo isso estava acontecendo antes de o destino dos iazidis - pequena seita religiosa cujas comunidades no norte do Iraque foram brutalmente destruídas por combatentes do ISIS - desencadear oficialmente o início de campanha limitada de bombardeio adequada a uma “crise humanitária.”
When ISIS, bolstered by U.S. heavy weaponry captured from the Iraqi military, began to crush the Kurdish pesh merga militia, threatening the capital of the Kurdish region of Iraq and taking the enormous Mosul Dam, the bombing widened. More troops and advisers were sent in, and weaponry began to flow to the Kurds, with promises of all of the above further south once a new unity government was formed in Baghdad.  The president explained this bombing expansion by citing the threat of ISIS blowing up the Mosul Dam and flooding downriver communities, thus supposedly endangering the U.S. Embassy in distant Baghdad.  (This was a lame cover story because ISIS would have had to flood parts of its own “caliphate” in the process.)
Quando o ISIS, escorado em armamento pesado estadunidense capturado da instituição militar iraquiana, começou a esmagar a milícia curda pesh merga, ameaçando a capital da região curda do Iraque e tomando a enorme Represa de Moçul, o bombardeio foi ampliado. Mais tropas e assessores foram mandados, e armamentos começaram a fluir para os curdos, com promessas de todo o acima mais para o sul uma vez novo governo de unidade fosse formado em Bagdá. O presidente explicou essa expansão do bombardeio mediante citar a ameaça de o ISIS explodir a Represa de Moçul e inundar comunidades rio abaixo, portanto supostamente pondo em perigo a Embaixada dos Estados Unidos na distante Bagdá. (Conversa fiada fraca, porque o ISIS teria de inundar partes de seu próprio “califado” no processo.)
The beheading video then provided the pretext for the possible bombing of Syria to be put on the agenda.  And once again a reluctant president, slowly giving way, has authorized drone surveillance flights over parts of Syria in preparation for possible bombing strikes that may not be long in coming.
O vídeo da decapitação proporcionou pois o pretexto para possível bombardeio da Síria ser colocado na agenda. E de novo um presidente relutante, lentamente cedendo terreno, autorizou voos de observação de drones em partes da Síria em preparação de possíveis ataques de bombardeio que poderão não demorar a acontecer.
The Incrementalism of the Reluctant
O Incrementalismo dos Relutantes
Consider this the incrementalism of the reluctant under the usual pressures of a militarized Washington eager to let loose the dogs of war.  One place all of this is heading is into a morass of bizarre contradictions involving Syrian politics.  Any bombing of that country will necessarily involve implicit, if not explicit, support for the murderous regime of Bashar al-Assad, as well as for the barely existing “moderate” rebels who oppose his regime and to whom Washington may now ship more arms.  This, in turn, could mean indirectly delivering yet more weaponry to ISIS.  Add everything up and at the moment Washington seems to be on the path that ISIS has laid out for it.
Consideremos isso o incrementalismo dos relutantes sob as usuais pressões de uma Washington militarizada ávida por deixar à solta os cães da guerra. Um lugar para o qual tudo isso está rumando é para uma complicada situação de contradições grotescas envolvendo a política da Síria. Qualquer bombardeio daquele país envolverá necessariamente apoio implícito, se não explícito, ao regime assassino de Bashar al-Assad, bem como aos rebeldes “moderados” que mal existem e se opõem ao regime dele e aos quais Washington poderá agora enviar mais armas. Isso, por sua vez, poderá indiretamente significar entregar ainda mais armamentos ao ISIS. Somem tudo e no momento Washington parece estar no caminho que o ISIS traçou para ela.
Americans prefer to believe that all problems have solutions.  There may, however, be no obvious or at least immediate solution when it comes to ISIS, an organization based on exclusivity and divisiveness in a region that couldn’t be more divided.  On the other hand, as a minority movement that has already alienated so many in the region, left to itself it might with time simply burn out or implode.  We don’t know.  We can’t know.  But we do have reasonable evidence from the past 13 years of what an escalating American military intervention is likely to do: not whatever it is that Washington wants it to do.
Os estadunidenses preferem acreditar que todos os problemas têm solução. Poderá, contudo, não haver solução óbvia ou pelo menos imediata quando o assunto é o ISIS, organização baseada em exclusividade e divisibilidade numa região que não poderia estar mais dividida. Por outro lado, como movimento minoritário que já alienou tanta gente na região, deixado a si próprio ele poderá, ao longo do tempo, simplesmente consumir-se e implodir. Não sabemos. Não temos como saber.  Temos porém evidência razoável dos últimos 13 anos do que intervenção militar estadunidense em escalada provavelmente fará: nada do que Washington deseja que faça.
And keep one thing in mind: if the U.S. were truly capable of destroying or crushing ISIS, as our secretary of state and others are urging, that might prove to be anything but a boon.  After all, it was easy enough to think, as Americans did after 9/11, that al-Qaeda was the worst the world of Islamic extremism had to offer.  Osama bin Laden's killing was presented to us as an ultimate triumph over Islamic terror.  But ISIS lives and breathes and grows, and across the Greater Middle East Islamic extremist organizations are gaining membership and traction in ways that should illuminate just what the war on terror has really delivered.  The fact that we can’t now imagine what might be worse than ISIS means nothing, given that no one in our world could imagine ISIS before it sprang into being.
E tenhamos isto em mente: se os Estados Unidos de fato fossem capazes de destruir ou esmagar o ISIS, como nosso secretário de estado e outros estão urgindo, isso poderá comprovar-se ser tudo, menos algo positivo. Afinal de contas, foi bastante fácil achar, como os estadunidenses acharam depois do 11/9, que a al-Qaeda era o pior que o mundo do extremismo islâmico tinha para oferecer. O assassínio de Osama bin Laden foi apresentado a nós como triunfo definitivo sobre o terror islâmico. No entanto o ISIS vive e respira e cresce, e em todo o Grande Oriente Médio organizações extremistas islâmicas estão ganhando membros e tração de maneiras que deveriam deixar claro exatamente o que a guerra ao terror realmente trouxe. O fato de hoje não termos como imaginar o que poderia ser pior do que o ISIS nada significa, dado que ninguém no mundo conseguia imaginar o ISIS antes de ele vir à existência. 
The American record in these last 13 years is a shameful one.  Do it again should not be an option.
O histórico estadunidense nesses últimos 13 anos é vergonhoso. Fazer o mesmo de novo não deveria ser opção.
-Tom Engelhardt is a co-founder of the American Empire Project and author of The United States of Fear as well as a history of the Cold War, The End of Victory Culture. He runs the Nation Institute's TomDispatch.com, where this auricle was first published. His latest book, co-authored with Nick Turse, is Terminator Planet: The First History of Drone Warfare, 2001-2050. -
-Tom Engelhardt é cofundador do Projeto Império Estadunidense e autor de Os Estados Unidos do Medo bem como de uma história da Guerra Fria, O Fim da Cultura da Vitória. Ele gere o TomDispatch.com do Instituto Nation, onde este artigo foi primeiro publicado. Seu livro mais recente, em coautoria com Nick Turse, é Planeta Terminator: A Primeira História da Guerra de Drones, 2001-2050.
Copyright 2014 Tom Engelhardt
Copyright 2014 Tom Engelhardt
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Os pontos de vista expressos neste artigo pertencem ao autor e não necessariamente refletem a política editorial do Middle East Eye. 
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A US Air Force airman assigned to the 332nd Expeditionary Aircraft Maintenance Squadron arms an F-16 Fighting Falcon aircraft at Joint Base Balad in the Iraqi town of Balad, on 18 June, 2008 (AFP)
Membro da Força Aérea dos Estados Unidos lotado no 332o. Esquadrão de Manutenção de Aviões Expedicionários arma avião F-16 Fighting Falcon na Base Conjunta Balad na cidadezinha iraquiana de Balad, em 18 de junho de 2008 (AFP)

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