Tuesday, September 23, 2014

Americas South and North - The Consequences of Criminalizing Abortion – Another Brazilian Case

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Americas South And North
Américas Sul e Norte
A Look at History and Issues from Tierra del Fuego to the Arctic
Olhar Lançado a História e Questões da Terra do Fogo ao Ártico
The Consequences of Criminalizing Abortion – Another Brazilian Case
As Consequências de Criminalizar o Aborto - Outro Caso Brasileiro
September 18, 2014
18 de setembro de 2014
We’ve covered the effects and lessons of criminalizing abortion before, be it in or Brazil, Nicaragua, El Salvador, or Chile. Sadly, Brazil,has another tragic example of the horrors that can occur when abortion is criminalized:
Já cobrimos os efeitos e lições de criminalizar o aborto antes, seja em Brasil, Nicarágua, El Salvador, ou Chile. Infelizmente o Brasil apresenta outro trágico exemplo dos horrores que podem ocorrer quando o aborto é criminado:
Jandira dos Santos Cruz was terrified. In her last text messages, she pleaded with a friend to pray for her. It seems she had good reason to be afraid: The 27-year-old Rio secretary got into a car with strangers on Aug. 26, bound for an illegal abortion clinic, and never came home.
Jandira dos Santos Cruz estava aterrorizada. Em seu último texto, suplicava a amiga que orasse por ela. Parece que tinha bom motivo de estar com medo: A secretária de 27 anos de idade no Rio entrou num carro com estranhos em 26 de agosto, com destino a clínica de aborto ilegal, e nunca mais voltou para casa.
Now police say a burned and dismembered torso, missing its teeth and found in the trunk of a car matching the description of the one Ms. Cruz took to the clinic, may be hers. Nursing assistant Rosemere Aparecida Ferreira, who is believed to be the clinic employee who arranged Ms. Cruz’s abortion, and her husband, police officer Edilson dos Santos, were arrested Thursday night in a city three hours away from Rio.
Agora a polícia diz que torso queimado e desmembrado, com os dentes faltando e encontrado no maleiro de um carro que corresponde à descrição do que a Sra. Cruz tomou para a clínica, poderá ser dela. A assistente de enfermagem Rosemere Aparecida Ferreira, que, acredita-se, é a empregada da clínica que providenciou o aborto da Sra. Cruz, e o marido dela, policial Edilson dos Santos, foram detidos na quinta à noite numa cidade a três horas do Rio.
If Jandira’s case is exceptional for its horrific outcome, it is not exceptional for its existence. While Brazil allows abortion in the case of rape, incest, or if the mother’s health is at risk, even for these cases, it is incredibly difficult to find a doctor willing to safely and openly conduct such medical practices. The result is of the limited accessibility and social stigma of abortion is that, of the roughly one million women who seek an abortion in Brazil, “An estimated 250,000 women a year seek medical help in public clinics for the complications of an illegal abortion” (and that says nothing about those who are privileged enough to seek help from private doctors willing to quietly aid them and keep the issue under wraps). In the worst case scenario, as Jandira dos Santos Cruz reminds us, women die (sometimes in horrific ways) merely for attempting to exercise control not only over their own bodies, but their own futures.  Once again we have a tragic reminder that criminalizing abortion does not make it go away; it simply further endangers women.
Se o caso de Jandira é excepcional por seu pavoroso desfecho, não é excepctional por sua existência. Embora o Brasil permita aborto no caso de estupro, incesto ou se a saúde da mãe estiver em risco, mesmo nesses casos é incrivelmente difícil encontrar médico disposto a com segurança e abertamente conduzir tais práticas médicas. O resultado da acessibilidade limitada e estigma social do aborto é que, das aproximadamente um milhão de mulheres que buscam aborto no Brasil, “Cerca de 250.000 mulheres por ano buscam ajuda médica em clínicas públicas para as complicações de aborto ilegal” (e isso nada diz acerca daquelas que são privilegiadas o bastante para buscar ajuda de médicos privados dispostos a ajudá-las quietamente e manter o assunto em silêncio). No cenário de pior caso, como Jandira dos Santos Cruz nos faz lembrar, as mulheres morrem (por vezes de maneiras horríveis) meramente por tentar exercer controle não apenas sobre seus próprios corpos, mas seu próprio futuro. Mais uma vez temos trágico lembrete de que criminalizar o aborto não acaba com ele; simplesmente aumenta o perigo para as mulheres.

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