Tuesday, September 30, 2014

The Anti-Empire Report - Has the United States ever set a bad example?



English
Português
William Blum
William Blum
Official website of the author, historian, and U.S. foreign policy critic.
Website oficial do autor, historiador e crítico da política externa dos Estados Unidos.
The Anti-Empire Report #132
O Relatório Anti-Império No. 132
By William Blum – Published September 16th, 2014
Por William Blum – Publicado em 16 de setembro de 2014
Has the United States ever set a bad example?
Alguma vez os Estados Unidos deram mau exemplo?
Ever since that fateful day of September 11, 2001, the primary public relations goal of the United States has been to discredit the idea that somehow America had it coming because of its numerous political and military acts of aggression. Here’s everyone’s favorite hero, George W. Bush, speaking a month after 9-11:
Continuamente, desde aquele fatídico dia de 11 de setembro de 2001, a meta precípua de relações públicas dos Estados Unidos tem sido a de desacreditar a ideia de que de algum modo os Estados Unidos mereceram o que receberam por causa de seus numerosos atos políticos e militares de agressão. Eis aqui o herói favorito de todo mundo, George W. Bush, falando um mês após o 11 de setembro:
“How do I respond when I see that in some Islamic countries there is vitriolic hatred for America? I’ll tell you how I respond: I’m amazed. I’m amazed that there’s such misunderstanding of what our country is about that people would hate us. I am – like most Americans, I just can’t believe it because I know how good we are.” [Boston Globe, October 12, 2001]
“Como respondo quando vejo que, em alguns países islâmicos, há ódio vitriólico em relação aos Estados Unidos? Direi a vocês como respondo: estou admiradíssimo. Estou admiradíssimo com haver tal equívoco acerca das intenções de nosso país a ponto de as pessoas odiarem-nos. Sou - como a maior parte dos estadunidenses, não consigo acreditar nisso porque sei o quanto somos bons.” [Boston Globe, 12 de outubro de 2001]
Thank you, George. Now take your pills.
Obrigado, George. Agora tome seus comprimidos.
I and other historians of US foreign policy have documented at length the statements of anti-American terrorists who have made it explicitly clear that their actions were in retaliation for Washington’s decades of international abominations. [See, for example, William Blum, Rogue State: A Guide to the World’s Only Superpower (2005), chapter 1] But American officials and media routinely ignore this evidence and cling to the party line that terrorists are simply cruel and crazed by religion; which many of them indeed are, but that doesn’t change the political and historical facts.
Eu e outros historiadores da política externa dos Estados Unidos já documentamos em detalhe as declarações de terroristas antiestadunidenses que deixaram explicitamente claro que suas ações eram de retaliação por causa das décadas de abominações internacionais perpetradas por Washington. [Ver, por exemplo, William Blum, Estado sem Escrúpulos: Guia relativo à Única Superpotência do Mundo (2005), capítulo 1] Sem embargo, as autoridades e mídia estadunidenses ignoram essa evidência e se aferram à linha do partido segundo a qual os terroristas são simplesmente cruéis e estão ensandecidos por sua religião; o que é verdade no tocante a muitos deles, mas isso não muda os fatos políticos e históricos.
This American mindset appears to be alive and well. At least four hostages held in Syria recently by Islamic State militants, including US journalist James Foley, were waterboarded during their captivity. The Washington Post quoted a US official: “ISIL is a group that routinely crucifies and beheads people. To suggest that there is any correlation between ISIL’s brutality and past U.S. actions is ridiculous and feeds into their twisted propaganda.”
Essa propensão estadunidense parece estar muito viva e dinâmica. Pelo menos quatro reféns mantidos presos na Síria, recentemente, por militantes do Estado Islâmico, inclusive o jornalista estadunidense James Foley, foram submetidos a afogamento controlado [waterboarding] durante seu cativeiro. O Washington Post citou autoridade dos Estados Unidosl: “O ISIL é grupo que rotineiramente crucifica e decapita pessoas. Sugerir haver qualquer correlação entre a brutalidade do ISIL e ações pretéritas dos Estados Unidos é ridículo e alimenta a propaganda distorcida deles.”
The Post, however, may have actually evolved a bit, adding that the “Islamic State militants … appeared to model the technique on the CIA’s use of waterboarding to interrogate suspected terrorists after the Sept. 11, 2001, attacks.” [Washington Post, August 28, 2014]
O Post, contudo, pode ter, em realidade, evoluído um pouco, acrescentando que os “militantes do Estado Islâmico … parecem ter imitado o uso, pela CIA, de waterboarding para interrogar suspeitos de terrorismo depois dos ataques de 11 de setembro de 2001.” [Washington Post, 28 de agosto de 2014]


Monday, September 29, 2014

The Anti-Empire Report - Ukraine and neo-Nazis


English
Português
William Blum
William Blum
Official website of the author, historian, and U.S. foreign policy critic.
Website oficial do autor, historiador e crítico da política externa dos Estados Unidos.
The Anti-Empire Report #132
O Relatório Anti-Império No. 132
By William Blum – Published September 16th, 2014
Por William Blum – Publicado em 16 de setembro de 2014
Ukraine and neo-Nazis
A Ucrânia e os neonazistas
Ever since serious protest broke out in Ukraine in February the Western mainstream media, particularly in the United States, has seriously downplayed the fact that the usual suspects – the US/European Union/NATO triumvirate – have been on the same side as the neo-Nazis. In the US it’s been virtually unmentionable. I’m sure that a poll taken in the United States on this issue would reveal near universal ignorance of the numerous neo-Nazi actions, including publicly calling for death to “Russians, Communists and Jews”. But in the past week the dirty little secret has somehow poked its head out from behind the curtain a bit.
Continuamente desde que sério protesto eclodiu na Ucrânia em fevereiro a mídia convencional ocidental, particularmente nos Estados Unidos, vem minimizando seriamente o fato de o vilão de sempre - o triunvirato Estados Unidos/União Europeia/OTAN - ter ficado do mesmo lado que os neonazistas. Nos Estados Unidos, isso tornou-se praticamente não mencionável. Estou persuadido de que fosse feita pesquisa nos Estados Unidos a respeito, seria revelada ignorância praticamente universal acerca das numerosas ações neonazistas, inclusive incitação pública a homicídio de “russos, comunistas e judeus”. Semana passada, porém, o segredinho obsceno de certo modo arriscou-se a colocar sua cabeça para fora da cortina um poucochito.
On September 9 NBCnews.com reported that “German TV shows Nazi symbols on helmets of Ukraine soldiers”. The German station showed pictures of a soldier wearing a combat helmet with the “SS runes” of Hitler’s infamous black-uniformed elite corps. (Runes are the letters of an alphabet used by ancient Germanic peoples.) A second soldier was shown with a swastika on his helmet. [NBC News, “German TV Shows Nazi Symbols on Helmets of Ukraine Soldiers”, September 6 2014]
Em 9 de setembro o NBCnews.com informou que “TV alemã mostra símbolos nazistas nos capacetes de soldados ucranianos”. A estação alemã mostrou imagens de soldado com elmo de combate exibindo as “runas SS” do infame corpo de elite de uniforme preto de Hitler. (Runas são as letras de alfabeto usado por antigos povos germânicos.) Foi mostrado segundo soldado com suástica em seu capacete. [NBC News, “TV Alemã Mostra Símbolos Nazistas nos Capacetes de Soldados Ucranianos”, 6 de setembro de 2014]
On the 13th, the Washington Post showed a photo of the sleeping quarter of a member of the Azov Battalion, one of the Ukrainian paramilitary units fighting the pro-Russian separatists. On the wall above the bed is a large swastika. Not to worry, the Post quoted the platoon leader stating that the soldiers embrace symbols and espouse extremist notions as part of some kind of “romantic” idea.
No dia 13, o Washington Post mostrou foto do quarto de dormitório de membro do Batalhão Azov, uma das unidades paramilitares ucranianas que combatem os separatistas pró-Rússia. Na parede acima da cama há grande suástica. Nada com que se preocupar, o Post citou o líder do pelotão declarando que os soldados adotam símbolos e esposam noções extremistas como parte de uma espécie de ideia “romântica.”
Yet, it is Russian president Vladimir Putin who is compared to Adolf Hitler by everyone from Prince Charles to Princess Hillary because of the incorporation of Crimea as part of Russia. On this question Putin has stated:
Nada obstante, o presidente russo Vladimir Putin é que é comparado a Adolf Hitler por todo mundo, do Príncipe Charles à Princesa Hillary, por causa da incorporação da Crimeia como parte da Rússia. Acerca desse tópico Putin declarou:
The Crimean authorities have relied on the well-known Kosovo precedent, a precedent our Western partners created themselves, with their own hands, so to speak. In a situation absolutely similar to the Crimean one, they deemed Kosovo’s secession from Serbia to be legitimate, arguing everywhere that no permission from the country’s central authorities was required for the unilateral declaration of independence. The UN’s international court, based on Paragraph 2 of Article 1 of the UN Charter, agreed with that, and in its decision of 22 July 2010 noted the following, and I quote verbatim: No general prohibition may be inferred from the practice of the Security Council with regard to unilateral declarations of independence. [BBC, March 18, 2014]
As autoridades crimeenses basearam-se no bem conhecido precedente de Kosovo, precedente que nossos parceiros ocidentais eles próprios criaram, com suas próprias mãos, por assim dizer. Numa situação absolutamente similar à da Crimeia, consideraram ser legítima a secessão em relação à Sérvia, argumentando em toda parte que nenhuma permissão das autoridades centrais do país era necessária para declaração unilateral de independência. O tribunal internacional das Nações Unidas, com base no parágrafo 2 do artigo 1 da Carta das Nações Unidas, concordou com isso e, em sua decisão de 22 de julho de 2010, observou o seguinte, que cito textualmente: Nenhuma proibição geral pode ser inferida da prática do Conselho de Segurança no tocante a declarações unilaterais de independência. [BBC, 18 de março de 2014]
Putin as Hitler is dwarfed by the stories of Putin as invader (Vlad the Impaler?). For months the Western media has been beating the drums about Russia having (actually) invaded Ukraine. I recommend reading: “How Can You Tell Whether Russia has Invaded Ukraine?” by Dmitry Orlov. [Information Clearinghouse, “How Can You Tell Whether Russia has Invaded Ukraine?”, September 1 2014]
Putin o Hitler é toldado pelas histórias de Putin o invasor (Vlad o Empalador?). Por meses a mídia ocidental vem fazendo alarde acerca de a Rússia ter (efetivamente) invadido a Ucrânia. Recomendo ler: “Como Poderá Você Concluir Se A Rússia Invadiu Ou Não A Ucrânia?” por Dmitry Orlov. [Information Clearinghouse, “Como Poderá Você Concluir Se A Rússia Invadiu Ou Não A Ucrânia?”, 1o. de setembro de 2014]
And keep in mind the NATO encirclement of Russia. Imagine Russia setting up military bases in Canada and Mexico, from the Atlantic to the Pacific. Remember what a Soviet base in Cuba led to.
E tenhamos em mente o cerco da OTAN à Rússia. Imaginem a Rússia estabelecendo bases militares no Canadá e no México, do Atlântico ao Pacífico. Lembremo-nos de a que levou base soviética em Cuba.

Sunday, September 28, 2014

Jonathan Cook – The Blog from Nazareth / Israel’s very own history of eugenics


ENGLISH
PORTUGUÊS
Jonathan Cook – The Blog from Nazareth
Jonathan Cook – O Blog de Nazaré
Israel’s very own history of eugenics
A história bem específica de eugenia de Israel
26 September 2014
26 de setembro de 2014
This hour-long documentary, the Ringworm Children, raises so many disturbing questions about Israel and its relationship with the US that one hardly knows where to begin.
O documentário abaixo, de uma hora de duração, As Crianças com Dermatofitose, suscita tantas perguntas inquietantes acerca de Israel e de sua relação com os Estados Unidos que é difícil saber por onde começar.
In the 1950s, waves of new immigrants swept into Israel. To the dismay of the country’s Ashkenazi leaders (those originating from Europe and the US), the great majority were from Arab countries. Levi Eshkol, a later prime minister, expressed a common sentiment when he called them “human rubbish”. Israel, deprived of “good-quality” Jews, was being forced to bring to its shores Arab Jews, seen as just as primitive and dirty as the Palestinians whom Israel had recently succeeded in ethnically cleansing.
Nos anos 1950, levas de novos imigrantes aportaram em Israel. Para desânimo dos líderes asquenazes (aqueles que haviam vindo de Europa e Estados Unidos), a grande maioria vinha de países árabes. Levi Eshkol, posteriormente primeiro-ministro, expressou modo de sentir comum ao chamá-la de “lixo humano”. Israel, privado de judeus de “boa qualidade,” estava sendo forçado a trazer para suas costas judeus árabes, vistos como tão primitivos e sujos quanto os palestinos em relação aos quais Israel havia sido recentemente bem-sucedido em limpar etnicamente.
Into this deeply racist atmosphere stepped Dr Chaim Sheba, a eugenicist, who believed that the Arabs Jews were bringing along with them diseases that threatened the Ashkenazi Jews. His obsession was ringworm, an innocuous childhood disease that affects the scalp. He went to the US, collected old military X-ray equipment and zapped tens of thousands of these children’s heads with potentially lethal doses of radiation. The survivors tell of their horrifying experiences during and after the treatment, and of the brothers and sisters they lost at a young age.
Nessa atmosfera profundamente racista entrou em cena o Dr. Chaim Sheba, eugenista, o qual acreditava que os judeus árabes estavam trazendo consigo doenças que ameaçavam os judeus asquenazes. A obsessão dele era a dermatofitose, doença inócua da infância que afeta o couro cabeludo. Ele foi para os Estados Unidos, obteve equipamento militar antigo de raios X e sapecou doses potencialmente letais de radiação na cabeça de dezenas de milhares de crianças. Os sobreviventes falam de suas pavorosas experiências durante e depois do tratamento, e dos irmãos e irmãs de tenra idade que perderam.
But this isn’t just a history lesson exploring an unusual aspect of Israel’s racist underpinnings. The documentary exposes a massive cover-up by the state: many of the children’s medical files – long thought to have been lost – were actually held by one of the doctors involved. Even after this disclosure, the state has continued to refuse the victims access to the files, despite the fact that such access may be vital in helping them receive the correct life-saving treatment, as well as proper compensation.
Não se trata, contudo, apenas de aula de história explorando aspecto insólito dos alicerces racistas de Israel. O documentário expõe enorme encobrimento por parte do estado: muitos dos prontuários médicos das crianças – que de longa data se supunha perdidos – foram na verdade mantidos na posse de um dos médicos envolvidos. Mesmo depois dessa revelação, o estado continuou a recusar às vítimas acesso aos prontuários, a despeito do fato de tal acesso ser vital para ajudá-las a receber o tratamento correto para preservação das próprias vidas, bem como para indenização adequada.
The final shocking twist is the discovery that all these experiments cost the equivalent of hundreds of millions of dollars in today’s terms – in fact, more than Israel’s entire annual budget at the time. How could Israel have afforded it?
A chocante surpresa final é a descoberta de que todos esses experimentos custaram o equivalente a centenas de milhões de dólares em cifras atuais – na verdade, mais do que o orçamento anual total de Israel à época. Como pôde Israel arcar com o custo?
The documentary suggests persuasively that the US, with its own long fascination with eugenics, most likely sub-contracted these experiments to Israel as a way to bypass the increasing domestic legal impediments it faced. The US presumably footed the huge bill.
O documentário sugere persuasivamente que os Estados Unidos, com sua própria fascinação de longo tempo pela eugenia, muito provavelmente subcontrataram Israel para esses experimentos, como forma de contornar os crescentes obstáculos jurídicos internos ao país com que se deparavam. Os Estados Unidos presumivelmente bancaram a colossal conta.
There are a couple of troubling omissions in the documentary itself. The first is that Dr Sheba did not carry out these experiments on Arab Jews only. He also exposed many Palestinian children in Israel to the same huge doses, for the same racist reasons.
Há algumas omissões preocupantes no próprio documentário. A primeira é não mencionar que o Dr. Sheba não conduziu esses experimentos apenas em judeus árabes. Ele também expôs muitas crianças palestinas em Israel às mesmas doses colossais, pelas mesmas razões racistas.
The other is that Dr Sheba is still venerated to this day in Israel and has one of the country’s most famous hospitals, the Chaim Sheba Medical Center, named after him. As the documentary makes clear, there was plenty of evidence by the 1950s of the extremely dangerous effects of radiation on humans. What Dr Sheba did was a form of genocide. That he is still honoured in Israel is, to my mind, no different from Germany naming a hospital in Berlin the Josef Mengele Medical Center.
A outra é não dizer que o Dr. Sheba continua a ser venerado, até hoje, em Israel, e um dos mais famosos hospitais do país, o Centro Médico Chaim Sheba, recebeu dele o nome. Como o documentário deixa claro, havia evidência mais do que suficiente, nos anos 1950, acerca dos efeitos extremamente perigosos de radiação em seres humanos. O que o Dr. Sheba praticou foi modalidade de genocídio. O fato de ele ainda ser respeitado em Israel é, em meu modo de ver, algo em nada diferente de a Alemanha dar a hospital em Berlim o nome de Centro Médico Josef Mengele.
But keeping Dr Sheba’s reputation unblemished is, I suspect, important to those who wish to prevent other, even more unseemly skeletons being unearthed over this affair.
Nada obstante, manter ilibada a reputação do Dr. Sheba é, suspeito, importante para aqueles que desejam impedir que outros esqueletos relacionados com o caso, ainda mais inconvenientes, sejam exumados.
(UPDATE BELOW)
(ATUALIZAÇÃO ABAIXO)
The documentary, from 2003, is in five 10-min parts:
O documentário, de 2003, tem cinco partes de 10 minutos cada:
Please see the original post/Por favor veja a afixação original/ http://www.jonathan-cook.net/blog/2014-09-26/israels-very-own-history-of-eugenics/
UPDATE:
ATUALIZAÇÃO:
I often talk about “hasbara” (which Israelis translate as “explanation” but really means “propaganda”) but rarely have I found an example of it quite as blatant as the entry on the Ringworm Affair on Wikipedia. By the look of it, it has been written by an Israeli government hasbara team. One can almost hear the indignation in the text of the entry as the documentary’s claims are dismissed. Interestingly, however, no attempt is made to refute the two accusations at the heart of the film: that the medical files are still being withheld from the victims, and that the sum needed for the experiments was astronomical and way beyond Israel’s means. So who paid for them and why?
Falo amiúde de “hasbara” (que os israelenses traduzem como “explanação” mas realmente significa “propaganda”) porém raramente encontrei exemplo tão flagrante quanto o no tópico acerca do Caso da Dermatofitose na Wikipedia. Pelo jeito, foi escrito por equipe de hasbara do governo israelense. É quase audível a indignação no texto do tópico à medida que as asseverações do documentário são desqualificadas. Interessante, porém, é que nenhuma tentativa é feita para refutar as duas acusações no cerne do filme: a de que os prontuários médicos ainda estão retidos sem acesso das vítimas a eles, e a de que a quantia necessária para os experimentos era astronômica e além dos meios de Israel. Portanto, quem pagou, e por quê?