Saturday, August 9, 2014

The Blog from Nazareth - Experts: Israel’s weapons are not precise



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Jonathan Cook – The Blog from Nazareth
Jonathan Cook – O Blog de Nazaré
Experts: Israel’s weapons are not precise
Especialistas: As armas de Israel não são precisas
1 August 2014
1o de agosto de 2014
Here is an article with lots of useful information about how “indiscriminate” Israel’s weapons really are. This interests me a great deal because I have been raising problems about the interpretation of international law used by leading human rights groups, such as Human Rights Watch, on this point since the 2006 Lebanon War.
Eis aqui artigo com muita informação útil acerca de o quanto são “indiscriminadas” as armas de Israel. Isso me interessa muito porque desde a Guerra do Líbano em 2006 venho suscitando problemas acerca da interpretação da lei internacional usada por grupos de direitos humanos extremamente importantes, tais como a Vigilantes de Direitos Humanos - HRW, acerca desse ponto.
At that time I got into a dispute with HRW’s Middle East policy director, Sarah Leah Whitson, who argued that Hizbullah was committing war crimes by definition when it fired rockets at Israel, even if it hit military targets, because those rockets were primitive and inherently inaccurate. By contrast, Israel’s missiles were not inherently inadmissible because they were considered by HRW to be precise (see my articles here and here.) That was clearly nonsense in 2006. During the war, Israel dropped millions of cluster munitions – little bomblets that serve effectively as land mines – all over southern Lebanon, endangering the whole civilian population of the area.
À época entrei em disputa com a diretora de políticas para o Oriente Médio da HRW, Sarah Leah Whitson, a qual argumentava que o Hizbullah estava cometendo crimes de guerra por definição quando disparava foguetes contra Israel, mesmo quando atingia alvos militares, porque aqueles foguetes eram primitivos e inerentemente imprecisos. Em contraste, os mísseis de Israel não eram inerentemente inadmissíveis porque eram considerados pela HRW serem precisos (vejam meus artigos aqui e aqui.) Aquilo era claramente um disparate em 2006. Durante a guerra, Israel despejou milhões de munições de fragmentação – pequenas bombas que funcionam na prática como minas terrestres – por todo o sul do Líbano, colocando em perigo toda a população civil da área.
But Norman Finkelstein recently pointed out the more general problem with this view:
Contudo, Norman Finkelstein recentemente destacou o problema mais geral daquela maneira de ver:
By this standard, only rich countries, or countries rich enough to purchase high-tech weapons, have a right to defend themselves against high-tech aerial assaults. It is a curious law that would negate the raison d’être of law: the substitution of might by right.
Por esse critério, apenas países ricos, ou países ricos o suficiente para comprar armas de alta tecnologia, têm o direito de defender-se de ataques aéreos de alta tecnologia. É curiosa lei que negaria a raison d'être da lei: a substituição da força pelo direito.
It may not be entirely surprising that HRW and others interpret international law in a way that serves rich and powerful western states, however many civilians they kill, and criminalises developing states, however few civilians they kill. The current fighting in Gaza illustrates this point in dramatic fashion. Some 95% of the Israelis who have been killed during the fighting are soldiers; some 75% of the Palestinians who have been killed are civilian.
Poderá não ser inteiramente de surpreender que a HRW e outros interpretem a lei internacional de maneira que sirva aos estados ocidentais ricos e poderosos, por mais civis que matem, e crimine estados em desenvolvimento, por menos civis que matem. A atual luta em Gaza ilustra esse ponto de maneira dramática. Cerca de 95% dos israelenses mortos durante os combates foram soldados; cerca de 75% dos palestinos mortos foram civis.
But this Guardian article adds another layer of insight into HRW’s dubious distinctions. Ignore the irritating framing of the article, which suggests that the high Palestinian death toll may be down to human or systems errors. Experts discount this theory in the article and also point out that Israel is often not checking whether its shooting is accurate. In short, it gives every indication of not taking any precautions to ensure it is hitting only military targets (or rather targets it claims are military in nature) – that recklessness makes it fully culpable.
O artigo do Guardian, porém, acrescenta outra camada de discernimento nas dúbias distinções da HRW. Ignoremos a irritante tendenciosidade do artigo, que sugere que o alto índice de mortes de palestinos seja atribuível a erros humanos. Especialistas descartam essa teoria do artigo e ademais destacam que Israel amiúde não está verificando se seus disparos são precisos. Em suma, dá toda indicação de não tomar quaisquer precauções para assegurar estar golpeando apenas alvos militares (ou antes alvos que assevera serem essencialmente militares) – essa inconsequência o torna completamente culpável.
But we also have experts here who make the point that much of Israel’s precise weaponry is not precise at all.
Temos porém também especialistas aqui que destacam que os armamentos precisos de Israel não são, em absoluto, precisos.
Andrew Exum, a former US army officer and defence department special adviser on the Middle East, who has studied Israel’s military operations, says this:
Andrew Exum, ex-oficial do exército dos Estados Unidos e assessor especial do departamento de defesa no Oriente Médio, o qual estudou as operações militares de Israel, diz o seguinte:
There are good strategic reasons to avoid using air power and artillery in these conflicts: they tend to be pretty indiscriminate in their effects and make it difficult for the population under fire to figure out what they’re supposed to do to be safe.
Há boas razões estratégicas para evitar usar poderio aéreo e artilharia nesses conflitos: tendem a ser bastante indiscriminados em seus efeitos e tornam difícil para a população sob fogo imaginar o que fazer para estar segura.
“Pretty indiscriminate”! So doesn’t that mean Israel was committing war crimes by definition every time it made one of those thousands of air strikes that marked the start of Operation Protective Edge, and that it is continuing to make now?
“Bastante indiscriminados”! Pois então isso não significa que Israel estava cometendo crimes de guerra por definição, toda vez que levou a efeito um daqueles milhares de ataques aéreos que caracterizaram o início da Operação Margem Protetora, e que está continuando a levar a efeito agora?
But it’s not just strikes from the air that are the problem. There’s more:
O problema, porém, não são apenas ataques aéreos. Há mais:
However, military analysts and human rights observers say the IDF is still using unguided, indirect fire with high-explosive shells, which they argue is inappropriate for a densely populated area like Gaza …
Contudo, analistas militares e observadores de direitos humanos dizem que as Forças de Defesa de Israel - IDF ainda estão usando fogo não direcionado, indireto, com projéteis altamente explosivos, que, argumentam tais analistas, é inadequado para área densamente povoada como Gaza …
[Israel's 155m howitzer] shells have a lethal radius of 50 to 150 metres and causes injury up to 300 metres from its point of impact. Furthermore, such indirect-fire artillery (meaning it is fired out of direct sight of the target) has a margin of error of 200 to 300 metres.
Os projéteis [howitzer de 155m de Israel] têm raio letal de 50 a 150 metros e causam estrago físico a até 300 metros de seu ponto de impacto. Ademais, tal artilharia de fogo indireto (significando que é disparada sem visão direta do alvo) tem margem de erro de 200 a 300 metros.
Read that again: a margin of error of up to 300 metres, plus a lethal radius of up to 150 metres and an injury radius of 300 metres. So that’s a killing and injury zone of close to half a kilometre from the intended “precise” site of impact. In a territory that is only a few kilometres wide. In short, the main shell Israel is using in Gaza is entirely imprecise.
Leiam de novo: margem de erro de até 300 metros, mais raio letal de até 150 metros e raio de dano físico de 300 metros. Portanto zona de matança e dano físico de perto de meio quilômetro do pretendido local “preciso” de impacto. Num território com apenas alguns quilômetros de largura. Em suma, o principal projétil que Israel está usando em Gaza é completamente impreciso.
Set aside what Israel is trying to do in Gaza. Let’s assume it is actually trying to hit military targets rather than being either reckless about hitting civilian targets or deliberately trying to hit civilians, as much of the evidence might suggest.
Deixemos de lado o que Israel está tentando fazer em Gaza. Assumamos que esteja em realidade tentando atingir alvos militares em vez de ser ou inconsequente acerca de atingir alvos civis ou estar deliberadamente tentando atingir civis, como grande parte da evidência poderia sugerir.
Even if we assume total good faith on Israel’s part that it is trying to hit only Hamas and other military sites, it is clear it cannot do so even with the weaponry it has. The inherent imprecision of its arsenal is compounded many fold by the fact that it is using these weapons in densely built-up areas.
Mesmo se assumirmos total boa fé da parte de Israel de que está tentando atingir apenas o Hamas e outros locais militares, é claro que não tem como fazê-lo, mesmo com os armamentos de que dispõe. A inerente imprecisão de seu arsenal é potencializada muitas vezes pelo fato de estar usando essas armas em áreas densamente construídas.
So when are we going to hear HRW or the UN’s Navi Pillay stop talking about proportionality or Israel’s potential war crimes, and admit Israel is committing war crimes by definition?
Assim sendo, quando é que ouviremos a HRW ou Navi Pillay, das Nações Unidas, pararem de falar acerca de proporcionalidade ou de crimes de guerra em potencial de Israel, e admitir que Israel está cometendo crimes de guerra por definição?


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