Saturday, July 5, 2014

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What Voluntaryism Means to Me
O Que Voluntarismo Significa para Mim
By Carl Watner
(June, 2014)
Por Carl Watner
(Junho de 2014)
I don’t have any special qualifications to define ‘voluntaryism,’ except that I have been publishing THE VOLUNTARYIST newsletter since its inception in 1982, and am a long-time student of the concept. Both in historical tradition and in contemporary usage, voluntaryism coincides with my personal philosophy of non-violence and non-participation in politics. With special thanks to all the voluntaryists of the past who have contributed to this tradition, I offer the following personal statement of belief:
Não tenho quaisquer qualificações especiais para definir ‘voluntarismo,’ exceto por publicar a newsletter THE VOLUNTARYIST desde seu início em  1982, e por ser estudioso de longa data desse conceito. Tanto na tradição histórica quando no uso contemporâneo, voluntarismo coincide com minha filosofia pessoal de não violência e não participação em política. Com agradecimentos especiais a todos os voluntaristas do passado que contribuíram para essa tradição, ofereço a seguinte declaração pessoal de crença:
1. I condemn all invasive acts and reject the initiation of violence. This is what many today call ‘libertarianism.’
1. Condeno todos os atos invasivos e rejeito a iniciativa de violência. Isso é o que muitas pessoas, hoje em dia, chamam de ‘libertarismo.’
2. I assert that the State acts aggressively when it engages in taxation and coercively monopolizes the provision of public services. Many disagree with this assertion, but those who agree with it would generally label themselves ‘anarchists.’
2. Assevero que o Estado age agressivamente quando pratica tributação e monopoliza coercitivamente o fornecimento de serviços públicos. Muitas pessoas discordarão dessa asserção, mas aqueles que concordam com ela rotularão a si próprias de ‘anarquistas.’
3. This anarchist insight into the nature of the State - that the State is, inherently and necessarily, an invasive institution - serves to distinguish the anarchist from the libertarian, for my purposes here. In other words, not all libertarians are anarchists, since some libertarians view limited taxation and limited government as non-invasive and legitimate.
3. Essa percepção anarquista da natureza do Estado - a de que o Estado é, inerente e necessariamente, instituição invasiva - serve para distinguir o anarquista do libertário, para meus propósitos aqui. Em outras palavras, nem todos os libertários são anarquistas, visto que alguns libertários veem a tributação limitada e o governo limitado como não invasivos e legítimos.
4. I hold the doctrine, which is common among anarchists, that all the affairs of people should be conducted on a voluntary basis. I do not argue for the specific form that voluntary arrangements will take; only that coercion be abandoned so that individuals in society may flourish.
4. Adoto a doutrina, comum entre anarquistas, de que todos os assuntos das pessoas deveriam ser conduzidos em base voluntária. Não debato acerca da forma específica que as organizações voluntárias tomarão; apenas preconizo que a coerção seja abandonada de tal maneira que os indivíduos na sociedade possam prosperar.
5. The burden of proof is on those who attempt to justify the State (in whatever form) since they are trying to prevent people from peacefully using their own property in accord with their own desires.
5. O ônus da prova recai sobre aqueles que tentam justificar o Estado (em qualquer forma que seja), visto estarem tentando impedir as pessoas de pacificamente usarem sua própria propriedade de acordo com seus próprios desejos.
6. Although it is not incumbent upon them to do so, some anarchists try to present their vision of a future stateless society. Based on these ‘visions,‘ we find many different types of anarchists. Two chief issues which have divided anarchists historically and theoretically are the questions of 1) how property will be owned in a stateless society; and 2) what means will be used to remove the State from our lives.
6. Embora não seja obrigação deles, alguns anarquistas tentam apresentar sua visão de futura sociedade sem estado. Com base nessas ‘visões,‘ descobrimos muitos tipos diferentes de anarquistas. Duas questões fundamentais que têm dividido os anarquistas histórica e teoricamente são: 1) como a propriedade será possuída numa sociedade sem estado; e 2) que meios serão usados para remover o Estado de nossas vidas.
7. I am an individualist-anarchist because I recognize the validity of the self-ownership and homesteading axioms. The individualists advocate private ownership - both in property for personal consumption, as well as in the means of production. Collectivist-, communist-, and syndicalist- anarchists, on the other hand, support some sort of communal/community ownership of the means of production.
7. Sou anarquista individualista porque reconheço a validade dos axiomas da propriedade de si próprio e de homesteading [obtenção de propriedade de recursos naturais sem dono por meio de apropriação original, v. Wikipedia, Homestead Principle-N.doT]. Os individualistas defendem a propriedade privada - tanto a propriedade para consumo pessoal como a propriedade dos meios de produção. Anarquistas coletivistas, comunistas e sindicalistas, por outro lado, defendem algum tipo de propriedade comunal/comuntária dos meios de produção.
8. Like all voluntaryists, past and present, I commit myself to shunning participation in the electoral system, and also reject violent means of fighting or sabotaging the State. Violence is no substitute for convincing argument. People must come to the conclusion that the State is not a necessary social institution. Rejection of the political means and violence is premised on the voluntaryist insight that governments depend on the cooperation of those they rule. Etienne de La Boetie, a mid-16th Century Frenchman, was probably the first to call attention to this observation: If enough people withdraw their consent, the State will fall of its own accord. The Voluntaryist Statement of Purpose explains it thusly:
Voluntaryists are advocates of non-political, non-violent strategies to achieve a free society. We reject electoral politics, in theory and in practice, as incompatible with libertarian principles. Governments must cloak their actions in an aura of moral legitimacy in order to sustain their power, and political methods invariably strengthen that legitimacy. Voluntaryists seek instead to delegitimize the State through education, and we advocate withdrawal of the cooperation and tacit consent on which State power ultimately depends.
8. Como todos os voluntaristas, do passado e do presente, comprometo-me com atitude de repúdio em relação a participação no sistema eleitoral, e também rejeito meios violentos de combater ou sabotar o Estado. Violência não é substituto para argumentação convincente. As pessoas precisam chegar à conclusão de que o Estado não é instituição social necessária. A rejeição de meios políticos e da violência tem como premissa a percepção voluntarista de que os governos dependem da cooperação daqueles a quem governam. Etienne de La Boétie, francês de meados do século 16, foi provavelmente a primeira pessoa a chamar a atenção para esta observação: Se pessoas em número suficiente subtraírem seu consentimento ao Estado, o Estado desmoronará por si próprio. A Declaração de Propósitos Voluntarista explica portanto: Os voluntaristas são defensores de estratégias não políticas e não violentas para atingimento de sociedade livre. Rejeitamos política eleitoral, na teoria e na prática, como incompatível com princípios libertários. Os governos precisam embuçar suas ações numa aura de legitimidade moral a fim de manterem seu poder, e os métodos políticos invariavelmente robustecem essa espécie de legitimidade. Os voluntaristas procuram, pelo contrário, deslegitimar o Estado por meio de educação, e defendemos a retirada de cooperação e de consentimento tácito dos quais, em última análise, depende o poder do Estado.
9. Thus, graphically displayed, there would be a large circle labeled “libertarians.” Then there would be a smaller circle within the libertarian circle, which would be labeled “anarchists,” and within the anarchist circle would be yet a smaller circle labeled “voluntaryists,” for those anarchists who reject electoral politics and embrace peaceful change.
9. Portanto, graficamente, haveria um grande círculo rotulado “libertários.” Em seguida haveria círculo menor dentro do círculo libertário, que seria rotulado de “anarquistas,” e dentro do círculo anarquista haveria círculo ainda menor “voluntaristas,” para aqueles anarquistas que rejeitam a política eleitoral e defendem mudança pacífica.
10. I think that H. L. Mencken pretty well summarized my sentiments, when he wrote in THE FORUM of September 1930:
10. Acredito que H. L. Mencken resumiu muito bem meu modo de pensar quando escreveu, em THE FORUM de setembro de 1930:
“I believe that all government is evil in that all government must make war upon liberty and that the democratic form is at least as bad as any of the other forms. But the whole thing may after all be put very simply:
“Acredito que todo governo é perverso na medida em que tem de necessariamente declarar guerra à liberdade, e que a forma democrática é pelo menos tão má quanto qualquer das outras formas. Tudo isso, porém, pode ser afinal de contas dito de maneira muito simples:
I believe it is better to tell the truth than lie;
Acredito ser melhor dizer a verdade do que mentir;
I believe it is better to be a free man than a slave; and
Acredito ser melhor ser homem livre do que escravo; e
I believe it is better to know than to be ignorant.”
Acredito ser melhor saber do que ser ignorante.”

1 comment:

  1. Hi Murilo,

    Thanks for doing these translations. I'm voluntaryist.com's webmaster.

    Keep it up!
    Dave.

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