Tuesday, July 8, 2014

The Freeman - Vindicating Voluntaryism



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THE FREEMAN
THE FREEMAN
Vindicating Voluntaryism
Vindicação do Voluntarismo
NOVEMBER 01, 2006 by GARY M. GALLES
1o. DE NOVEMBRO DE 2006 por GARY M. GALLES
Voluntaryism. Other than to those who have seriously considered the overwhelming case for liberty in human affairs, the word doesn’t have a very catchy ring. As a result, it would not survive vetting by our modern gamut of political focus groups and public-relations gurus. Yet that was what Englishman Auberon Herbert used to describe and endorse the only social arrangement that does not deny people’s self-ownership—voluntary cooperation. 
Voluntarismo. A não ser para aqueles que já tenham refletido seriamente acerca da irresistível argumentação em favor da liberdade nos assuntos humanos, essa palavra não será muito chamativa. Em decorrência, ela não sobreviverá ao crivo de nossa moderna gama de grupos de foco político e de gurus de relações públicas. Apesar disso, esse foi o termo usado pelo inglês Auberon Herbert para descrever e endossar o único acordo social que não nega a autopropriedade das pessoas — a cooperação voluntária. 
Herbert, who was born in 1838, died a century ago in 1906. As well as being a member of Parliament, he was a writer, editor, and political philosopher. He advocated government “strictly limited to its legitimate duties in defense of self-ownership and individual rights.” Therefore, he said, it must be supported by voluntary contributions. 
Herbert, que nasceu em 1838, morreu há um século, em 1906. Além de membro do Parlamento foi escritor, editor e filósofo político. Defendia governo “estritamente limitado a seus deveres legítimos em defesa da autopropriedade e dos direitos individuais.” Portanto, disse ele, terá de ser mantido por contribuições voluntárias. 
Unlike many intellectuals, Herbert acted on his avowed beliefs in a manner that made him, as the late Chris Tame put it, “probably the leading English libertarian” in the early twentieth century. His writing, in the words of Benjamin Tucker, the libertarian-anarchist editor of Liberty, was “a searching exposure of the inherent evil of State systems, and a glorious assertion of the inestimable benefits of voluntary action and free competition.” But in addition, he founded the journal Free Life and The Personal Rights and Self Help Association, was an anti-war leader, and more. 
Diferentemente de muitos intelectuais, Herbert agia de acordo com as crenças que professava de maneira que o tornou, nas palavras do falecido Chris Tame, “provavelmente o mais importante libertário inglês” do início do século vinte. Sua obra, nas palavras de Benjamin Tucker, o libertário anarquista editor de Liberty, foi “escrutinadora exposição da perversidade inerente aos sistemas de Estado, e gloriosa afirmação dos inestimáveis benefícios da ação voluntária e da livre competição.” Além disso, contudo, fundou o periódico Free Life e a Associação de Direitos Pessoais e Autoajuda, foi líder antiguerra, etc.
(For more about Herbert’s life and philosophy, see his collection, The Right and Wrong of Compulsion by the State and Other Essays, Liberty Press, 1978, and Eric Mack’s “Voluntaryism: The Political Thought of Auberon Herbert,” Journal of Libertarian Studies, vol. 2, no. 4, 1978.) 
(Para mais acerca da vida e da filosofia de Herbert, ver sua coleção The Right and Wrong of Compulsion by the State and Other Essays, Liberty Press, 1978, e, de Eric Mack, “Voluntarismo: O Pensamento Político de Auberon Herbert,” Journal of Libertarian Studies, vol. 2, no. 4, 1978.) 
Auberon Herbert rejected the term anarchism for his beliefs because he believed in government empowered solely for the defensive use of force. Instead, he chose the term voluntaryism because it captured a characteristic that is true of “complete liberty in all things,” but not of any alternative social “ism”: the no coercive “respect for the rights of others.” In his words, “under voluntaryism the state would defend the rights of liberty, never aggress upon them.” 
Auberon Herbert rejeitou o termo anarquismo para suas crenças porque acreditava no governo com poderes unicamente para uso defensivo da força. Escolheu, em vez daquele, o termo voluntarismo por este captar característica que é verdadeira de “completa liberdade em todas as coisas,” mas não de qualquer “ismo” social: o não coercitivo “respeito pelos direitos dos outros.” Em suas palavras, “no voluntarismo o estado defenderia os direitos de liberdade/emancipação, nunca os agrediria.” 
If one accepts that every individual owns himself, which Herbert called “supreme moral rights,” there is only one consistent form of social organization: mutual consent. From that he derived his view of the role of government: “[T]herefore force may be employed on behalf of these rights, but not in opposition to them.” Any other state-imposed compulsion is illegitimate because it must inherently violate mutual consent, and therefore self-ownership. But such illegitimate compulsion is the core of government as we have long experienced it. 
Se aceitarmos que todo indivíduo é dono de si próprio, o que Herbert chamava de “direitos morais supremos,” há unicamente uma forma coerente de organização social: consentimento mútuo. Daí ele derivou sua visão do papel do governo: “[P]ortanto poderá ser empregada força na defesa desses direitos, mas não em oposição a eles.” Qualquer outra compulsão/coerção imposta pelo estado é ilegítima porque terá de inerentemente violar o consentimento mútuo, e portanto a autopropriedade. Tal compulsão/coerção ilegítima, porém, é o cerne do governo tal como o temos experimentado por longo tempo.
At a time in history when, despite occasional garnishes of boilerplate rhetoric in favor of freedom, the practical philosophy of those in the innumerable tentacles of our governments is that they own as much of each individual as they choose to, Herbert’s moral challenge to the idea that others have “a commission to decide what [their] brother-man shall do or not do” is essential to the defense of the liberty that remains to Americans. And it is equally important to any hope of expanding that liberty. 
Em época da história quando, a despeito de ocasional retórica de eloquência padronizada em favor da liberdade, a filosofia prática daqueles situados nos inumeráveis tentáculos de nossos governos é a de que eles são donos do pedaço de cada indivíduo que bem desejarem, o desafio moral de Herbert à ideia de que outros têm “credenciais para decidir o que [seus] irmãos-humanos deverão ou não deverão fazer” é essencial para a defesa da liberdade/emancipação que resta para os estadunidenses. E é igualmente importante para qualquer esperança de expandir essa liberdade/emancipação.
Herbert started from what he discerned as “the question always waiting for an answer: Do you believe in force and authority, or do you believe in liberty?” Self ownership led him to the answer that we must “reject compulsion in every form.” 
Herbert partiu do que discernia como “a pergunta sempre esperando resposta: Você acredita em força e autoridade, ou acredita em liberdade/emancipação?” A autopropriedade levou-o à resposta de que precisamos “rejeitar a compulsão/coerção em todas as suas formas.” 
Herbert identified self-ownership as the core of John Locke’s trinity of “life, liberty and property.” Further, he understood that property rights derived from self ownership were the only solid basis for our mutual pursuit of happiness: “[E]ach man must be left free so to exercise his faculties and so to direct his energies as he may think fit to produce happiness—with one most important limitation. His freedom in this pursuit must not interfere with the exactly corresponding freedom of others.” The sole way to achieve this was through “the fullest recognition of property.” He drew the ominous implication for our era: “Destroy the rights of property, and you will also destroy both the material and the moral foundations of liberty.” 
Herbert identificava a autopropriedade como o cerne da trindade de John Locke “vida, liberdade/emancipação, e propriedade.” Ademais, entendia que os direitos de propriedade derivados da autopropriedade eram a única base sólida para nossa procura mútua de felicidade: “[C]ada homem tem de ser deixado livre de modo a exercer suas faculdades e assim dirigir suas energias como achar adequado para produzir felicidade — com uma só limitação de suma importância. Sua liberdade/emancipação nessa procura não pode interferir na liberdade exatamente correspondente dos outros.” O único modo de isso ser obtido era por meio de “pleno reconhecimento da propriedade.” Ele extraiu a agourenta implicação para nossa época: “Destruam os direitos de propriedade, e vocês destruirão também os fundamentos tanto materiais quanto morais da liberdade/emancipação.” 
Herbert also showed the logical contradiction between self ownership and the use of government coercion to pursue happiness: “No man can have rights over another man unless he first have rights over himself. He cannot possess the rights to direct the happiness of another man, unless he possess rights to direct his own happiness: if we grant him the latter right, this is at once fatal to the former.” 
Herbert também mostrou a contradição lógica entre autopropriedade e o uso de coerção do governo para procura de felicidade: “Nenhum homem pode ter direitos sobre outro homem, a menos que primeiro tenha direitos sobre si próprio. Ele não pode possuir os direitos para dirigir a felicidade de outro homem, a menos que possua direitos para dirigir sua própria felicidade: se concedermos a ele este último direito, isso será imediatamente fatal para o primeiro.” 
Herbert recognized that without defending self ownership and its inevitable implications, there could be no such thing as true morality. “Force rests on no moral foundations,” he said, because “without freedom of choice . . . there are no such things as true moral qualities.” 
Herbert reconhecia que, sem defender a autoproriedade e suas implicações inevitáveis, não poderia haver coisa tal como verdadeira moralidade.  “A força respousa em fundamentos morais,” disse ele, porque “sem liberdade de escolha . . . não há coisas tais como qualidades morais.” 
Further, he saw that justice (in its legitimate meaning, applicable “for all,” as opposed to the many variants that apply only to some by denying equal treatment to others) was only possible under self-ownership: “Justice requires that you should not place the burdens of one man on the shoulders of another man.” And the only way to achieve that is to recognize that “If we are self-owners, neither an individual, nor a majority, nor a government, can have rights of ownership in other men.” 
Ademais, ele viu que a justiça (em seu sentido legítimo, aplicável “em relação a todos,” por oposição às muitas variantes que só se aplicam a alguns ao negarem tratamento igual a outros) só era possível a partir da autopropriedade: “A justiça requer que os ônus de um homem não sejam postos sobre os ombros de outro homem.” E o único modo de se conseguir isso é reconhecer que “Se somos autoproprietários, nem indivíduo, nem maioria, nem governo, podem ter direitos de propriedade em outros homens.” 
Herbert reasoned further that once we accept self-ownership, logic must lead us to also accept that “All these various wholes, without any exception, in which an individual is included . . . exist for the sake of the individual. They exist to do his service. . . . If they did not minister to his use, if they do not profit him, they would have no plea to exist.” In other words, because it is not true that “numbers . . . take from some persons all rights over themselves, and vest those rights in others,” no one can be legitimately forced to support any group decision against his will. Despite this fact, “Far the larger amount of intolerance that exists in the world is the result of our own political arrangements, by which we compel ourselves to struggle, man against man.” 
Herbert ademais raciocinou que, uma vez aceitemos a autopropriedade, a lógica terá de levar-nos a também aceitar que “Todos aqueles diversos todos, sem qualquer exceção, nos quais um indivíduo é incluído . . . existem por mor do indivíduo. Existem para auxiliá-lo. . . . Se não o assistem em suas necessidades, se não lhe são de proveito, não têm como reivindicar existir.” Em outras palavras, pelo fato de não ser verdade que “números . . . tiram de algumas pessoas todos os direitos sobre si próprias, e investem outros desses mesmos direitos,” ninguém pode, legitimamente, ser forçado a apoiar qualquer decisão de grupo contra sua própria vontade. A despeito desse fato, “De longe, a maior parte da intolerância que existe no mundo é resultado de nossos próprios arranjos políticos, por meio dos quais nos compelimos a combater, homem contra homem.” 
The Moral Standpoint 
A Ótica Moral
Auberon Herbert thought deeply about self-ownership. He recognized and was repulsed by “the odiousness of compelling men to act against their own wishes,” not only from pragmatic considerations, but especially from a moral standpoint. He even put his beliefs in verse, as in the chorus to his poem, Libertas in Excelsis:
Auberon Herbert refletiu profundamente acerca da autopropriedade. Reconhecia e sentia repulsa pelo “odiento de compelir homens a agir contra suas próprias vontades,” não apenas a partir de considerações pragmáticas, mas especialmente a partir de ótica moral. Chegou a pôr suas crenças em verso, como no refrão de seu poema Libertas in Excelsis:
Each man shall be free, whoever he be, 
Cada homem será livre, quem quer que seja, 
And none shall say to him nay! 
E ninguém lhe dirá não! 
There is only one rule for the wise and the fool— 
Há apenas um ditame para o sábio e para o insensato— 
To follow his own heart’s way. 
Seguir o caminho do seu próprio coração.
For the heart of the free, whoever he be, 
Pois o coração do livre, quem quer seja ele, 
May be stirred to a better thing; 
Pode ser incitado para algo melhor; 
But the heart of the slave lies chill in its grave, 
Mas o coração do escravo queda imoto em sua cova, 
And knows not the coming of spring.
E nada sabe da chegada da primavera.
In our era, where myriad government bodies tax and regulate away individuals’ self-ownership far beyond that when Herbert wrote, we need to hear and act on his compelling case for liberty, with its voluntary arrangements, as the organizing principle of  society. As he recognized, the alternative involves the widespread abuse of people’s rights and is ultimately futile: “All the methods of restriction . . . are wrong and will only end in disappointment.” 
Em nossa época, na qual miríades de órgãos do governo tributam e regulamentam persistentemente a autopropriedade do indivíduo muito além do que acontecia na época em que Herbert escreveu, precisamos ouvir e agir em consonância com sua compelidora argumentação em favor da liberdade/emancipação, com seus arranjos voluntários, como princípio organizador da sociedade. Como ele reconhecia, a alternativa envolve abuso disseminado dos direitos das pessoas e é, em última análise, ineficaz:  “Todos os métodos de restrição . . . são errados e só acabarão em desapontamento.” 
When Auberon Herbert chose “voluntaryism” to express his political philosophy, logically derived from the principle of self-ownership, he did not pick a term that modern spin doctors would have chosen. But it is hard to imagine a more promising future than that which it envisions, especially in contrast to the direction society seems to be headed today: “Voluntaryism . . . denies that any good or lasting work can be built upon the compulsion of others. . . . It invites all men to abandon the barren problems of force, and to give themselves up to the happy problems of liberty and friendly co-operation; to join in thinking out—while first and foremost we give to the individual those full rights over himself and over whatever is his. . . how we can do all these things, without at any point touching with the least of our fingers the hateful instrument of an aggressive and unjustifiable compulsion.
Quando Auberon Herbert escolheu “voluntarismo” para expressar sua filosofia política, logicamente derivada do princípio da autopropriedade, não escolheu termo que os modernos mestres da manipulação teriam escolhido. É porém difícil imaginar futuro mais promissor do que aquele que ele visiona, especialmente em contraste com a direção na qual caminha a sociedade de nossos dias: “O voluntarismo . . . nega que qualquer obra boa ou duradoura possa ser construída sobre a compulsão/coerção imposta a outrem. . . . Convida todos os homens a abandonarem os infecundos problemas da força, e a darem lugar aos felizes problemas da liberdade/emancipação e cooperação amigável; a juntarem-se para refletir — enquanto ao mesmo tempo dando nós primeira e prioritariamente ao indivíduo aqueles plenos direitos sobre si próprio e sobre tudo o que seja  seu. . . como poderemos fazer todas essas coisas, sem a nenhum momento tocarmos com o mínimo de nossos dedos no odioso instrumento de compulsão/coerção agressiva e injustificável.

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