Friday, July 11, 2014

THE ART OF NOT BEING GOVERNED - Introduction to Voluntaryism


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THE ART OF NOT BEING GOVERNED
A ARTE DE NÃO SER GOVERNADO
Introduction to Voluntaryism
Introdução ao Voluntarismo
Posted on August 24, 2013 by dh
Afixado em por dh
The following is a post by guest-author Peter Miller.
O artigo a seguir é de autoria do autor convidado Peter Miller.
In this essay I will discuss the philosophy of voluntaryism. In section 1 I will explain the basic principles of this philosophy, then in section 2 I will discuss some of the more controversial logical conclusions of the philosophy. In section 3 I will provide some responses to common objections that people raise to voluntaryism, and I will wrap it all up in section 4 with some general comments on the future of voluntaryism.
Neste ensaio discutirei a filosofia do voluntarismo. Na Secção 1 explicarei os princípios básicos dessa filosofia e em seguida, na secção 2, discutirei algumas das conclusões lógicas mais controversas da filosofia. Na secção 3 oferecerei algumas respostas a objeções comuns que as pessoas suscitam ao voluntarismo, e concluirei na secção 4 com alguns comentários gerais acerca do futuro do voluntarismo.
1. What is voluntaryism?
1. O que é voluntarismo?
Conceptually, voluntaryism is a very simple moral philosophy – it is the basic proposition that all human interaction should be directly consensual. Voluntaryism rejects the initiation of force in all its various forms including physical violence, threats of violence, theft, bullying, slavery, rape, murder, etc. However, unlike pacifism, voluntaryism does not bar the victim of coercion from responding in a strictly self-defensive manner. And voluntaryism completely rejects any attempts to construe offense as defense, such as the phrase “the best defense is a good offence”. Finally (and this barely needs mentioning, but for the sake of providing a complete definition I will include it) voluntaryism does not discriminate on race, gender, age, sexual orientation or physical or mental ability.
Conceptualmente, voluntarismo é filosofia moral muito simples – é a proposta básica de que toda interação humana deveria ser diretamente consensual. O voluntarismo rejeita a iniciativa de uso da força em todas as suas várias formas, inclusive violência física, ameaça de violência, roubo, intimidação, escravatura, estupro, assassínio etc. Sem embargo, diferentemente do pacifismo, o voluntarismo não proíbe a vítima de coerção de reagir de maneira estritamente autodefensiva. E o voluntarismo rejeita completamente quaisquer tentativas de interpretar ataque como defesa, como na frase “a melhor defesa é um bom ataque”. Finalmente (e isto parcamente precisa ser mencionado mas, por mor de oferecer definição completa, incluí-lo-ei) o voluntarismo não discrimina raça, gênero, idade, orientação sexual ou capacidade física ou mental.
Hopefully, up to this point readers will not think that anything remarkable has been said. The above definitions really should sound less like a novel philosophy and more like “how I already live and experience my life”. Indeed 90% of human interactions are already conducted in the voluntary manner described above. In the next section I will discuss the remaining 10% of interactions which contradict the voluntary philosophy. (note that 90% and 10% are just numbers I made up to signify “most” and “a small amount” respectively).
Espero que, até aqui, os leitores não tenham achado ter sido dita qualquer coisa particularmente extraordinária. As definições acima realmente deverão soar menos como filosofia interessantemente nova e mais como algo do tipo “como já vivo e experimento minha vida”. De fato, 90% das interações humanas já são conduzidas da maneira voluntária descrita acima. Na secção seguinte discutirei os restantes 10% de interações que contradizem a filosofia voluntária. (notem que 90% e 10% são apenas números que criei para expressar a ideia de “maioria” e “pequena quantidade,” respectivamente).
2. Some controversial conclusions of voluntaryism
2. Algumas conclusões controversas do voluntarismo
Based on the above definitions, most people would agree that voluntaryism is a moral philosophy worth upholding. However, in my experience almost all these people will alter their stance and completely reject voluntaryism when they discover what the logical conclusions of voluntaryism entail. Here I will list and briefly discuss some of the logical conclusions which people typically find controversial:
Com base nas definições acima, a maioria das pessoas concordará em que voluntarismo é filosofia moral que vale a pena defender. Entretanto, de minha experiência, quase todas essas pessoas modificarão sua posição e rejeitarão completamente o voluntarismo ao descobrirem as conclusões lógicas que o voluntarismo implica. Aqui relaciono e discuto sucintamente algumas das conclusões lógicas que as pessoas geralmente consideram controversas:
Voluntaryism rejects trade restrictions (such as prohibition of substances or weapons)
O voluntarismo rejeita restrições ao comércio (tais como proibição de substâncias ou armas)
The uncoerced passage of goods between seller and buyer is one of the most important consequences of the voluntaryist philosophy. For the exchange to be voluntary, both parties must be free to set their own terms for the exchange. The seller must be free to charge any price and the buyer must be free to request any price. Both parties must be free to reject the other party’s price and indeed the whole trade if desired. Obviously theft is the polar opposite of this voluntary arrangement and therefore is completely rejected under voluntaryism.
A passagem, sem coerção, de bens entre vendedor e comprador é uma das mais importantes consequências da filosofia voluntarista. Para que a troca seja voluntária, ambas as partes terão de ser livres para estabelecer seus próprios termos no tocante à troca. O vendedor terá de ser livre para cobrar qualquer preço e o comprador terá de ser livre para pedir qualquer preço. Ambas as partes terão de ser livres para rejeitar o preço da outra parte e em verdade toda a transação, se desejado. Obviamente o roubo é o oposto polar desse concerto voluntário e, portanto, é completamente rejeitado no voluntarismo.
If the seller fears that the buyer may use the exchanged goods for a purpose which he (the seller) does not personally agree with then, according to the voluntaryist philosophy, the seller is completely justified in refusing to trade. For example, the seller might fear that the buyer would use the weapons he sells to attack innocent people, in which case he would be free to boycott the deal. Likewise, someone may buy a house then discover that there are marijuana plants growing in the garden. If this person does not approve of the use of marijuana then, according to the voluntaryist philosophy, there is no requirement to sell the plants even if doing so would be profitable.
Se o vendedor temer que o comprador possa usar os bens objeto da troca para finalidade com a qual ele (o vendedor) não concorde pessoalmente, então, de acordo com a filosofia voluntarista, o vendedor está plenamente justificado quanto a recusar-se a proceder à troca. Por exemplo, o vendedor poderá temer que o comprador use as armas que ele vende para atacar pessoas inocentes, caso em que ele será livre para boicotar o acordo. Analogamente, alguém poderá comprar casa e descobrir haver pés de maconha cultivados no jardim. Se essa pessoa não aprovar o uso de maconha, então, de acordo com a filosofia voluntarista, não há obrigação de ela vender as plantas, mesmo quando fazê-lo seja lucrativo.
Voluntaryism supports the acquisition of any weapon for defensive purposes, and denies the legitimacy of a third party to interfere in a trade of such goods. Ownership and use of drugs (e.g. alcohol, caffeine, tobacco, heroin) are unrelated to coercion and is therefore fully permissible under the voluntaryist philosophy. Therefore voluntaryism does not permit a third party to interfere against the wishes of the buyer and seller in drug trades.
O voluntarismo apoia a aquisição de qualquer arma para propósitos defensivos, e nega a legitimidade de terceiro interferir no comércio de tais bens. Posse e uso de drogas (por exemplo álcool, cafeína, tabaco, heroína) não guardam vínculo com coerção e portanto são plenamente permissíveis na filosofia voluntarista. Portanto o voluntarismo não permite que terceiro interfira contra os desejos do comprador e do vendedor em transações envolvendo drogas. 
Voluntaryism rejects taxation (regardless of the purpose of this tax)
O voluntarismo rejeita tributação (independentemente do propósito do tributo)
Taxes are a form of involuntary exchange, and are synonymous with theft. Without the initiation of force, taxes would cease to exist. Taxes are not subject to voluntary negotiation between buyer and seller, but rather they consist of a third party forcefully intervening in a transaction to extract an arbitrary amount.
Tributos/impostos são forma de troca não voluntária, e sinônimos de roubo. Sem iniciativa de uso da força, os tributos deixariam de existir. Os tributos não estão sujeitos a negociação voluntária entre comprador e vendedor e sim, antes, consistem em terceiro intervir pela força em transação a fim de extorquir montante arbitrário. 
As this is one of the hardest concepts for newcomers to voluntaryism to understand, I will devote a large portion of the section 3 to responding to common objections to the claim that “taxation is theft”.
Como este é um dos conceitos mais difíceis de serem compreendidos por novatos em voluntarismo, dedicarei grande parte da secção 3 para responder a objeções comuns à afirmação de que “tributação é roubo”.
Voluntaryism rejects both non-defensive wars and mandatory conscription for any war
O voluntarismo rejeita tanto guerras não defensivas quanto alistamento obrigatório para qualquer guerra
As was briefly mentioned in the first (definitions) section, voluntaryism can be distinguished from pacifism in that voluntaryism permits self-defense while pacifism does not. Therefore the voluntaryist response to a threat of invasion is to fend off the attackers, using deadly force only as a last resort; whereas the pacifist response would be to stand by and observe (or be killed) as the attackers invade.
Como já brevemente mencionado na primeira secção (definições), o voluntarismo pode ser diferençado do pacifismo nisto, em que o voluntarismo permite a autodefesa, enquanto o pacifismo não a permite. Portanto a resposta voluntarista a ameaça de invasão é defletir os atacantes, usando força letal apenas como último recurso; enquanto que a resposta pacifista seria ficar parado e observar (ou ser morto) ao os atacantes invadirem.
However, initiating an attack, regardless of the intended purpose of that attack, runs directly against the voluntaryist philosophy. For example, if there is a strong suspicion that a neighboring regime is amassing for an attack, the voluntaryist response would not be to preemptively attack the regime, but rather to ensure that all grievances are dealt with and restitution made for any wrongs. If the regime is unreasonable and still wishes to invade, then the voluntaryist course of action might be to strengthen the defenses. It would probably also be wise to inform the regime that these defenses are not for the purpose of launching an attack, so as to minimize the chances of an arms race.
Todavia, iniciar ataque, independentemente do objetivo pretendido com esse ataque, é algo que se opõe diretamente à filosofia voluntarista. Por exemplo, se houver forte suspeita de que regime vizinho está-se mobilizando para ataque, a resposta voluntarista não será atacar preventivamente tal regime, e sim, antes, assegurar que todas as causas de reclamação sejam resolvidas, e paga indenização por todas as injustiças. Se o regime for irrazoável e ainda assim desejar invadir, então o curso voluntarista de ação poderá ser robustecer as defesas. Será também provavelmente sensato informar o regime de que essas defesas não são para propósito de desferir ataque, de modo a minimizar a probabilidade de corrida armamentista.
One other important issue relating to voluntary self-defense on a large scale is the procurement of mercenaries. According to voluntaryism, mandatory conscription must be rejected as this involves forcing someone to do something (fight) against their own will. Rather, voluntaryism requires that mercenaries freely choose to conduct any defensive activities. And of course those who wish for the mercenaries to defend them are free to provide incentives (e.g. money, land, etc.) in exchange.
Outra importante questão relacionada com a autodefesa voluntária em larga escala é a contratação de mercenários. De acordo com o voluntarismo, o alistamento compulsório tem de ser rejeitado por envolver forçar alguém a agir contra sua própria vontade. Em vez disso, o voluntarismo requer que os mercenários optem livremente por conduzir quaisquer atividades defensivas. E obviamente aqueles que desejem que mercenários os defendam são livres para oferecer incentivos (por exemplo dinheiro, terra etc.) em troca.
In section 3 I will respond to the objection that these mercenaries would turn on those whom they have agreed to defend.
Na secção 3 responderei à objeção de que esses mercenários voltar-se-iam contra aqueles a quem concordaram em defender. 
Voluntaryism = Anarchy
Voluntarismo = Anarquia
As you will probably have noticed from the above conclusions, the main opponent of voluntaryism is government. This may come as a shock to those who considered the definition of voluntaryism given in the first section to be a good definition of morality. If voluntaryism is synonymous with morality then the opposite of voluntaryism must also be the opposite of morality, which makes government inherently immoral.
Como você provavelmente terá notado, a partir das conclusões acima o principal opositor do voluntarismo é o governo. Isso poderá representar choque para aqueles que consideraram a definição de voluntarismo oferecida na primeira secção como boa definição de moralidade. Se o voluntarismo é sinônimo de moralidade, então o oposto de voluntarismo terá de ser, igualmente, o oposto de moralidade, o que torna o governo inerentemente imoral. 
This is not to say that all the things that government does are necessarily immoral, but rather that the manner in which these things are done is immoral. For example, providing welfare for the disabled would seem to be a very moral activity and this is indeed something which governments do. However, the manner by which the welfare money is obtained to give to the disabled is of vital importance. Governments obtain their money either through taxation or legal tender laws and the printing of money (inflation), both of which require the initiation of force, so the only moral action to take with this money is to return it to its victims. In section 3 I will refute the objection that the poor and disabled would go without welfare in a voluntary society.
Isso não quer dizer que todas as coisas que o governo faz sejam necessariamente imorais, e sim que a maneira pela qual essas coisas são feitas é imoral. Por exemplo, oferecer assistência para os deficientes pareceria ser atividade muito moral, e isto é, de fato, algo que os governos fazem. Entretanto, a maneira pela qual o dinheiro para assistência é obtido para ser dado aos deficientes é de vital importância. Os governos obtêm seu dinheiro ou por meio de tributação ou por meio de leis de moeda de aceitação obrigatória e impressão de dinheiro (inflação), alternativas que, ambas, requerem iniciativa de uso da força, e portanto a única ação moral a praticar com esse dinheiro é retorná-lo a suas vítimas. Na secção 3 refutarei a objeção de que os pobres e deficientes ficariam sem assistência numa sociedade voluntária. 
It also bears mentioning here that anarchy can mean different things to different people. Some people associate anarchy with chaos – indeed this is a typical usage of the word, while others associate anarchy with a lack of private property (communism). However, when I say anarchy in this essay I simply mean “no government”. This does not mean “no rules”, but rather “no involuntary rulers”. Voluntaryism of course permits people to voluntarily subjugate themselves to rulers (for example, a personal trainer is a form of ruler, and so can be an employer), however it is the rulers who have not been appointed in a directly consensual manner who are illegitimate under voluntaryism.
Vale também mencionar aqui que anarquia pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes. Algumas pessoas associam anarquia a caos – na verdade, esse é uso típico dessa palavra, enquanto outras pessoas associam anarquia a falta de propriedade privada (comunismo). Entretanto, quando uso a palavra anarquia no presente ensaio, significo simplesmente “inexistência do governo”. Isso não significa “inexistência de regras”, e sim “inexistência de governantes não voluntários”. O voluntarismo, obviamente, permite que as pessoas voluntariamente se submetam a governantes (por exemplo, um personal trainer é uma forma de governante, e também poderá sê-lo um empregador), porém, no voluntarismo, os governantes não diretamente nomeados de maneira diretamente consensual é que são ilegítimos.
By this stage you may be feeling fairly shocked. My guess is that you had never considered things such as drug prohibition, taxation, or mandatory conscription to be immoral and, unless you are in a tiny minority, I am fairly certain that you have never considered anarchy to be moral. The sad fact is that the most powerful people in the world in which we live write laws which directly contravene the voluntaryist philosophy. However, voluntaryism is somewhat vindicated by the fact that the average person interacting with their friends, or buying things at the shops or just going about their everyday lives is already acting according to the voluntaryist philosophy.
A esta altura você poderá estar-se sentindo razoavelmente chocado. Meu palpite é o de você nunca antes ter considerado coisas tais como proibição de drogas, tributação, ou alistamento militar obrigatório coisas imorais e, a menos que você se situe dentro de ínfima minoria, fico razoavelmente certo de que você nunca considerou a anarquia como algo moral. O fato melancólico é que as pessoas mais poderosas do mundo no qual vivemos escrevem leis que contrariam diretamente a filosofia voluntarista. Contudo, o voluntarismo é de certa forma vindicado pelo fato de a pessoa média, ao interagir com seus amigos, comprar coisas nas lojas, ou apenas ir levando sua vida diária já está agindo de acordo com a filosofia voluntarista.
3. Responses to common objections to voluntaryism
3. Respostas a objeções comuns ao voluntarismo
I will start this section with a brief discussion on a couple of the positive aspects of human nature – namely human compassion for others who are less fortunate than ourselves, and the human tendency to work to improve our own lives both via individual creativity and via cooperation with others. I will be referring back to these points as I respond to some common objections to voluntaryism later on in this section.
Iniciarei esta secção com breve discussão acerca de alguns dos aspectos positivos da natureza humana – especificamente, a compaixão humana pelos que são menos afortunados do que nós próprios, e a tendência humana de trabalhar para melhorar nossas próprias vidas tanto por meio de criatividade individual quanto via cooperação com outras pessoas. Voltarei a referir-me a estes pontos ao responder, mais adiante nesta secção, a objeções comuns ao voluntarismo.
Just as almost all humans have two legs and two arms, so almost all humans feel compassion for each other. Researchers at Princeton university have found that the human brain seems wired up to respond to others’ suffering[1]. They found that helping others triggers activity in the caudate nucleus and anterior cingulate, portions of the brain that turn on when people receive rewards or experience pleasure. This is a rather remarkable finding – helping others brings the same pleasure we get from the gratification of personal desire. While it may be rare for someone to devote their entire life solely to helping others, it is not rare for a large number of people to devote a much smaller amount of effort to helping their fellow man. 1000 people donating their time and effort for merely an hour each week have a far greater effect than a single mother Teresa diligently devoting every hour of her life to the same cause.
Do mesmo modo que quase todos os seres humanos têm duas pernas e dois braços, quase todos os seres humanos sentem compaixão uns pelos outros. Pesquisadores da universidade de Princeton descobriram que o cérebro humano parece aparelhado para reagir ao sofrimento dos outros.[1]. Descobriram que ajudar os outros desencadeia atividade no núcleo caudado e no cíngulo anterior, porções do cérebro estimuladas quando as pessoas recebem recompensas ou experimentam prazer. Essa é uma descoberta bastante digna de atenção – ajudar os outros traz o mesmo prazer que obtemos com a satisfação dos desejos pessoais. Embora possa ser raro que alguém dedique sua vida inteira apenas para ajudar outras pessoas, não é raro para grande número de pessoas dedicarem quantidade muito menor de esforço para ajudar o próximo. 1000 pessoas que doem seu tempo e esforço por apenas uma hora por semana têm efeito muito maior do que uma única madre Teresa dedicando diligentemente cada hora de sua vida para a mesma causa.
Another positive aspect of human nature is the human tendency to work to improve one’s own life. In its most basic (microeconomic) form this trait is essential for human survival. Examples include working to feed oneself, clothe oneself, and shelter oneself from harsh environments. The more complex (macroeconomic) form of this trait is responsible for all the economic progress we enjoy in our modern high-tech world. Examples include the development of the a combine harvester which enables a single farmer to do the same amount of work previously requiring thousands of people, the development of medical equipment and techniques which have helped extend the human lifespan from less than 30 years to over 75 years, and supersonic air travel which can transport people from one side of the globe to the other in under a day (to name a small fraction of human accomplishments!). All of these accomplishments are due to individual and collaborative human creativity. It also bears mentioning that coercion has never been necessary for the development of inventions. People do not need a gun to their head to develop innovative things – they will do so both because they find it fulfilling and because the rewards are great.
Outro aspecto positivo da natureza humana é a tendência humana de trabalhar para melhorar a própria vida. Em sua forma a mais básica (microeconômica), esse traço é essencial para a sobrevivência humana. Exemplos incluem trabalhar para alimentar-se, vestir-se, e abrigar-se protegendo-se de ambientes inóspitos. A forma a mais complexa (macroeconômica) desse traço é responsável por todo o progresso econômico de que gozamos em nosso moderno mundo de alta tecnologia. Exemplos incluem o desenvolvimento de colheitadeira que permite a um único fazendeiro fazer a mesma quantidade de trabalho que antes requeria milhares de pessoas, desenvolvimento de equipamento médico e técnicas médicas que já ajudaram a estender a duração da vida humana de menos de 30 anos para mais de 75 anos, e viagens aéreas supersônicas capazes de levar pessoas de um lado do globo para o outro em menos de um dia (para citar pequena fração das realizações humanas). Todas essas realizações devem-se a criatividade humana individual e cooperativa. Vale também mencionar que a coerção nunca foi necessária para o desenvolvimento de invenções. As pessoas não precisam de arma de fogo apontada para sua cabeça para desenvolver coisas inovadoras - elas o fazem porque isso as faz satisfeitas e porque as recompensas são grandes.
With these human traits in mind I will now answer some of the most common objections to the voluntaryist philosophy:
Com esses traços humanos em mente responderei agora a algumas das objeções mais comuns à filosofia voluntarista:
Without taxation the poor and disabled would starve to death
Sem tributação os pobres e deficientes morreriam de inanição
The first thing to note here is that the objection does not dispute the fact that “taxation is theft”. Rather, it focuses on the consequences of eliminating tax. In other words, this objection presupposes that the initiation of force (theft in this case) is justifiable so long as the ends are sufficiently worthy. This notion is actually part of another common philosophy known as consequentialism. Voluntaryism on the other hand comes under the deontological ethics category of philosophy. Entire books have been devoted to debating the relative merits of these two philosophies, so obviously I will not go to such a deep level here. However I will counter this particular claim by simply altering the ends in question.
A primeira coisa a notar aqui é que esta objeção não disputa o fato de que “tributação é roubo”. Antes, considera as consequências da eliminação dos tributos. Em outras palavras, esta objeção pressupõe que a iniciativa de uso da força (neste caso, o roubo) é justificável na medida em que os fins sejam suficientemente respeitáveis. Essa noção é na verdade parte de outra filosofia comum conhecida como consequencialismo. O voluntarismo, por outro lado, situa-se na categoria filosófica da ética deontológica. Livros inteiros já foram dedicados a debater os méritos relativos dessas duas filosofias e portanto, obviamente, não irei a nível tão profundo aqui. Entretanto, contrariarei esta asseveração específica mediante simplesmente alterar os fins em questão.
Consider the following scenario – there is a need to provide clean water, clothing, medical equipment, etc. to the world’s poorest people many of whom are currently living hand-to-mouth in Africa. I will proceed under the assumption that the person raising the objection agrees that providing these ends is a very worthy goal. Therefore I might propose to the objector the following means to achieve this goal: “tomorrow I will begin stealing cars, starting with yours, and I will then be selling them to donate the proceeds to the starving African people”. My guess is that the objector would be outraged at this idea. So I might continue, “but don’t you care about those who are starving in Africa?”. And I would expect that the objector to respond, “of course I do, but this worthy cause does not warrant your stealing my property. I’d be prepared to donate voluntarily to an African charity, but you can’t just take my things to finance your operation!”
Considere o seguinte cenário – há necessidade de fornecer água potável, roupas, equipamento médico etc. para as pessoas mais pobres do planeta, muitas das quais atualmente vivem em condições de subsistência precária na África. Continuarei a partir da assunção de que a pessoa que suscita a objeção citada concorda em que proporcionar esses  fins é objetivo muito adequado. Em decorrência, eu poderia propor ao objetante os seguintes meios de ser atingido esse objetivo: “amanhã começarei a roubar carros, começando com o seu, e em seguida os venderei para doar o dinheiro ao povo africano que está morrendo de fome”. Meu palpite é que o objetante ficará indignado com essa ideia. Eu então poderia continuar: “mas você não se importa com aquelas pessoas que estão morrendo de fome na África?”. E teria a expectativa de que o objetante respondesse: “é claro que me importo, mas essa causa nobre não justifica você roubar minha propriedade. Estarei disposto a doar voluntariamente para instituição africana de caridade, mas você não pode simplesmente tomar minhas coisas para financiar seu projeto!”
Hopefully this scenario demonstrates that stealing someone’s property is immoral, even for the noble motive of helping the poor and disabled. As I discussed at the start of this section, people are naturally compassionate, and when faced with others who are down on their luck they are naturally willing to lend a hand or give money or goods to help out.
É de esperar que esse cenário deixe claro que roubar a propriedade de alguém é imoral, mesmo para o nobre motivo de ajudar os pobres e deficientes. Como discuti no início desta secção, as pessoas são naturalmente compassivas e, quando em face de outras pessoas menos afortunadas, ficam naturalmente dispostas a prestar auxílio ou a dar dinheiro ou bens para ajudar.
Finally, I must add that 100% of people who raise objections to voluntaryism will give this as one of their main objections, which I take as further proof that people are very interested in the wellbeing of the poor and disabled. my expectation would be that if government compulsion were removed from the equation then there would still be a widespread desire to ensure that the poor and disabled are well taken care of. Furthermore, in the absence of tax and inflation, vast additional resources would become available for this purpose.
Finalmente, tenho de acrescenter que 100% das pessoas que suscitam objeções ao voluntarismo apresentarão esta como uma de suas principais objeções, o que considero prova adicional de que as pessoas estão muito interessadas no bem-estar dos pobres e deficientes. Minha expectativa seria a de que, se a coerção do governo fosse removida da equação, haveria ainda disseminado desejo de assegurar que fossem dispensados cuidados aos pobres e deficientes. Ademais, na ausência de tributos e inflação, vastos recursos adicionais tornar-se-iam disponíveis para esse propósito.
Without taxation there would be no roads, public hospitals, police, etc.
Sem tributação não haveria estradas, hospitais públicos, polícia etc.
This is another very common objection to voluntaryism, and as with the previous objection, it does not dispute the fact that “taxation is theft”, but rather focuses on the consequences of eliminating tax. The underlying theme of this question is that without taxation the average person would not be able to afford basic necessities which are currently paid for with taxation. Some people will also point to the USA when stating this objection and say that when healthcare is not run by government then it costs people a lot more.
Esta é outra objeção muito comum ao voluntarismo e, como ocorre no caso da objeção anterior, não disputa o fato de que “tributação é roubo”, e sim, antes, concentra-se nas consequências de eliminarem-se os tributos. O tema subjacente a essa questão é que, sem tributação, a pessoa média não teria como atender a necessidades básicas atualmente pagas por meio da tributação. Algumas pessoas também apontarão para os Estados Unidos ao enunciarem esta objeção e dirão que, quando os serviços de saúde não são prestados pelo governo, ficam muito mais dispendiosos para as pessoas.
The stated objection is actually derived from another political philosophy which is very popular in western democracies today – socialism. This becomes clearer when the objection is rephrased in a broader manner: it is acceptable to act in an immoral manner because doing so will result in cheaper goods or services.
A objeção enunciada em realidade deriva de outra filosofia política muito popular nas democracias ocidentais de hoje - o socialismo. Isso se tornará mais claro quando a objeção for reformulada de maneira mais ampla: é aceitável agir de maneira imoral porque fazê-lo resultará em bens ou serviços mais baratos. 
There are two responses to this objection and I will give both. The first is that voluntaryism is a moral philosophy and so it is not directly concerned with economic efficiency. An example from history will serve well here. During the late 1700s in the USA, all cotton was grown and harvested by African-American slaves. The main fear of the day was that if slavery were abolished then cotton farmers’ profits would be lower as they would have to pay workers to do the work voluntarily. The voluntaryist response to this dilemma (which hopefully the objector will agree with) is that no amount of profit justifies enslaving someone. Likewise with roads, public hospitals and police – no amount of cost reductions for some can justify stealing from others. If roads, hospitals and services which protect people can be provided via voluntary exchange (and I will explain in the next paragraph that they can), then this is completely in line with voluntaryism. But voluntaryism opposes these things both being funded by stolen money and being forcibly monopolized.
Há duas respostas a essa objeção e darei as duas. A primeira é que o voluntarismo é uma filosofia moral e portanto não está diretamente preocupado com eficiência econômica. Exemplo histórico servirá bem aqui. No decurso da fase tardia dos anos 1700, nos Estados Unidos, todo algodão era cultivado e colhido por escravos afroestadunidenses. O maior temor, naquele tempo, era o de que, se a escravatura fosse abolida, os lucros dos plantadores de algodão seriam menores, visto que eles teriam de pagar trabalhadores para fazerem o trabalho voluntariamente. A resposta voluntarista a esse dilema (com a qual esperamos que o objetante concorde) é que nenhuma quantidade de lucro justifica a escravização de alguém. Analogamente no tocante a estradas, hospitais públicos e polícia - nenhum montante de redução de custo para alguém pode justificar roubar de outros. Se estradas, hospitais e serviços que protegem as pessoas puderem ser proporcionados via trocas voluntárias (e explicarei, no próximo parágrafo, que podem sê-lo), então isso estará em perfeito acordo com o voluntarismo. O voluntarismo, porém, opõe-se a essas coisas tanto serem financiadas por meio de dinheiro roubado quanto serem monopolizadas mediante uso da força.
the previous paragraph may leave some readers feeling apprehensive that a voluntaryist society would be a very expensive one to live in. This leads to the second response to the objection – government involvement is inherently expensive, and in fact societies in which all human interactions are directly consensual (i.e. a society of voluntary exchange) are the most economically efficient societies currently known to mankind. I won’t delve too deeply into the topic of economics as it is large enough to fill many libraries, but suffice to say that:
O parágrafo anterior poderá deixar alguns leitores sentindo-se apreensivos com que uma sociedade voluntarista viesse a ser muito dispendiosa para se viver. Isso leva à segunda resposta à objeção - o governo é inerentemente dispendioso, e na verdade sociedades nas quais todas as interações humanas sejam diretamente consensuais (isto é, uma sociedade de transações voluntárias) são as sociedades mais eficientes economicamente atualmente conhecidas do gênero humano. Não tratarei em grande profundidade do tópico da economia, visto ser ele grande o suficiente para encher muitas bibliotecas, mas basta dizer que: 
coercive monopolies have the least incentive to lower prices as they face the least economic competition[2]
monopólios coercitivos têm incentivo mínimo para baixar preços, pois enfrentam competição econômica mínima[2]
once laws are passed by governments it is close to impossible to repeal them, even if they are generally agreed to be inefficient and unnecessary[3]
uma vez aprovadas leis pelos governos, torna-se praticamente impossível revogá-las, mesmo quando haja acordo quanto a elas serem ineficientes e desnecessárias[3]
government regulation of otherwise voluntary activities can reduce economic efficiency to the point where the market becomes just as inefficient as the government administering the regulations[4]
a regulamentação, pelo governo, de atividades não fora isso voluntárias pode reduzir a eficiência econômica a ponto de o mercado tornar-se tão ineficiente quanto a administração da regulamentação pelo governo[4]
This final point is the case for almost the entire American healthcare system, which people mistakenly cite as a model of voluntary exchange. An alternative healthcare system built on voluntaryist principles would be the mutual-aid model which existed prior to the takeover of the healthcare market by government at the start of the twentieth century[5].
Este último ponto é o que acontece com quase todo o sistema de serviços de saúde estadunidense, que as pessoas, equivocadamente, citam como modelo de trocas voluntárias. Sistema alternativo de serviços de saúde alicerçado em princípios voluntaristas seria o modelo de ajuda mútua que existia antes da tomada, pelo governo, do mercado de serviços de saúde, no início do século vinte[5].
So to summarize, far from there being no roads, hospitals, and protective services in the absence of taxation, these services would actually be provided in an ethical manner and at much lower prices.
Para resumir, longe de não haver estradas, hospitais e serviços de proteção na ausência de tributação, esses serviços em realidade seriam proporcionados de maneira ética e a preços muito menores.
Without government warlords would take over
Sem o governo, déspotas militares tomariam o poder
This objection comes up quite often. The first thing to note is the use of the word warlord to imply a coercive entity who is both legally and morally exempt. However, as discussed in section 2, government is already the one coercive institution in almost all countries to be both legally and morally unaccountable. Governments write their own laws which govern their code of conduct, so if they wish to do something previously classified as illegal they can simply enact it into law. So the question really should be rephrased to, “without a single morally exempt entity, other morally exempt entities might spring up”. When put like this, the objection sounds rather strange. If the aim is to eliminate morally exempt entities then surely the first step should be to eliminate the existing one.
Esta objeção é suscitada muito amiúde. A primeira coisa a notar é o uso da palavra warlord [déspota militar] para implicar entidade coercitiva legal e moralmente isenta. Entretanto, como discutido na secção 2, o governo já é a instituição coercitiva, em quase todos os países, a ser tanto legal quanto moralmente isenta de prestação de contas. Os governos escrevem suas próprias leis que governam seu código de conduta e portanto, se desejarem fazer algo antes classificado como ilegal, poderão simplesmente promulgar lei a respeito. Portanto a questão deveria realmente ser reformulada para “sem uma única entidade moralmente isenta, outras entidades moralmente isentas poderiam proliferar”. Quando expressada nessas palavras, a objeção soa bastante estranha. Se o objetivo é eliminar entidades moralmente isentas, então seguramente o primeiro passo deveria ser eliminar a que já existe. 
I suspect that when people raise this objection what they really mean is, “what if, in a society run on voluntary principles, warlords were to enslave the entire population in a military style dictatorship?”. The simple answer to this is that people in a voluntary society should always be prepared for such attempts and should set up mechanisms whereby this is not possible. I obviously can’t predict the mechanisms that people may choose but here are some ideas:
Desconfio de que quando as pessoas suscitam esta objeção o que elas realmente querem dizer é: “e se, numa sociedade que funcione de acordo com os princípios voluntários, déspotas militares resolverem escravizar a população inteira com ditadura em estilo militar?”. A resposta simples para isso é que as pessoas, numa sociedade voluntária, deverão estar sempre preparadas para tais tentativas e deverão criar mecanismos graças aos quais isso não seja possível. Obviamente não posso prever os mecanismos que as pessoas resolvam adotar, mas aqui estão algumas ideias:
a mobile phone app that alerts a large number of people to an invasion so that defense can be as speedy as possible (penalties for false alarms would also be recommended)
aplicação de telefone celular que alerte grande número de pessoas de invasão, de tal maneira que a defesa possa ser tão rápida quanto possível (punições para alarmes falsos seriam também recomendáveis) 
delegation of defensive responsibility to a number of security providers, each of which is kept in check by a large bond to be forfeited if their voluntaryist code of conduct is breached[6]
delegação de responsabilidade defensiva a certo número de provedores de segurança, cada um dos quais mantido sob controle por grande contrato a ser rescindido se o código de conduta voluntarista dele for transgredido[6]
internet and TV media to investigate any entities capable of amassing an army, and to report on any who are unwilling to be completely transparent
internet e mídia de TV para investigar quaisquer entidades capazes de congregar exército, e denúncia de qualquer delas que não se mostre disposta a ser completamente nítida
Of course there are an infinite number of possible ways which the problem of security could be solved. In the absence of government, it would be in every person’s immediate interest to seek out flaws in the security provision system and fix them. As mentioned at the start of section 3 people are very creative when faced with challenges, and when large groups of people put their mind to a task they can be completely unstoppable. Viewed in this light, the protection offered by government defense forces no longer seems like the firewall it is commonly thought to be.
Obviamente há número infinito de maneiras possíveis pelas quais o problema de segurança pode ser resolvido. Na ausência de governo, seria do interesse imediato de toda pessoa buscar falhas no sistema de provisão de segurança e extirpá-las. Como mencionado no início da secção 3, as pessoas são muito criativas quando defrontadas com desafios, e quando grandes grupos de pessoas focam sua atenção em determinada tarefa, podem tornar-se completamente insopitáveis. Vista sob esta óptica, a proteção oferecida pelas forças de defesa do governo não mais parece ser o muro corta-fogo que comumente se supõe seja. 
Without government the rich would take over and essentially run the country
Sem governo os ricos tomariam conta e na prática administrariam o país
As with the objection to voluntaryism on the grounds of warlords taking over, this objection already contains a loaded assumption. In this case the assumption is that so far the rich have not taken over and are not running the country. The reality though is that it is hard to find a country where this objection is not already the case. The average net worth of politicians is well in the millions and often in the billions of dollars in western democracies[7]. And likewise the consultants and business connections who influence these politicians are exceedingly wealthy (and in many cases are ex-politicians themselves)[8].
Como no tocante à objeção ao voluntarismo com base nos déspotas militares tomarem o poder, esta objeção já contém uma assunção embutida. Neste caso a assunção é a de que até agora os ricos ainda não tomaram conta e ainda não estão administrando o país. A realidade, contudo, é ser difícil encontrar país onde essa objeção não expresse o que já acontece. Nas democracias ocidentais, o patrimônio médio dos políticos está bem na casa dos milhões e amiúde biliões de dólares[7]. E, similarmente, consultores e conexões empresariais que influenciam esses políticos são imensamente ricos [e em muitos casos consistem nos próprios ex-políticos)[8].
Voluntaryism has no objections to wealth, so long as it is earned through voluntary exchange. In fact wealth earned in this manner is a reward for providing a large number of people with the goods or services they desired. However wealth earned through legal privilege or by secretly granting political favors to business friends in exchange for a kickback is about as far from voluntary exchange as it gets.
O voluntarismo não faz objeções à riqueza, desde que obtida por meio de transações voluntárias. Na verdade, a riqueza ganha dessa maneira é recompensa pela provisão de bens e serviços que grande número de pessoas desejavam. Contudo, riqueza ganha por meio de privilégio legal ou pela concessão secreta de favores políticos a amigos de negócios em troca de propinas é algo tão distante de troca voluntária quanto possa ser.  
The elimination of government, far from being beneficial to the rich, would actually close off a large source of their funding. Without the legal ability to tax or regulate money away from people, or even to print it for themselves[9] the rich would need to produce something of value to sell to willing customers.
A eliminação do governo, longe de ser benéfica para os ricos, na verdade eliminaria uma das grandes fontes de financiamento deles. Sem capacidade legal para tributar ou regulamentar supressão do acesso ao dinheiro pelas pessoas, ou mesmo para imprimi-lo para si próprios[9], os ricos precisariam produzir algo de valor para vender a consumidores dispostos a pagar pelo que fosse fornecido.
Democratic government is already voluntary. We all agreed to be governed when we voted
O governo democrático já é voluntário. Todos concordamos em ser governados quando votamos
While it may be true that casting one’s own vote signifies one’s willingness to be governed, it is certainly not true that this action signifies anybody else’s willingness to be governed. If voting is synonymous with consent then those who do not vote have not given their consent, and this consent certainly cannot be given on that person’s behalf. This fact is not altered by the ratio of voters to non-voters. Needless to say, voluntaryists refuse to vote.
Embora possa ser verdade que votar expresse o desejo de alguém de ser governado, certamente não é verdade essa ação significar que qualquer outra pessoa queira ser governada. Se votar for sinônimo de consentimento, então aqueles que não votam não deram seu consentimento, e consentimento certamente não pode ser dado em nome dessas pessoas. Esse fato não é alterado pela proporção de eleitores e não eleitores. Não é preciso dizer, os voluntaristas recusam-se a votar.
If you don’t like it here you can always leave
Se você não gosta daqui, sempre poderá ir embora
As with many of the previous objections, this objection contains a hidden agenda. This is best seen by rephrasing the objection: “the system may well be immoral, but people like it this way. If you were to leave and stop bringing this issue up then we could all go back to pretending that things are fine”.
Como em muitas das objeções prévias, esta objeção contém uma agenda secreta. Isto se torna mais visível reformulando-se a objeção: “o sistema bem que poderá ser imoral, mas as pessoas gostam do modo como ele é. Se você fosse embora e parasse de ficar levantando essa questão nós aqui poderíamos todos voltar a fingir que tudo está ótimo”.
As already discussed in section 1, 90% of our lives in today’s western democracies are already conducted according to the voluntaryist philosophy. The remaining 10% involves people’s interactions with government. Personally I find government to be an annoyance, however not to such a point that it is unbearable. If the government’s intrusion increased to a point where it did become unbearable I imagine I would seek out a new country which was more in line with voluntaryism (if one existed, if not then staying would still be the best option). However, until that happens I would prefer to attempt to open people’s minds to voluntaryism in the hope of bringing about a paradigm shift.
Como já discutido na secção 1, 90% de nossas vidas nas democracias ocidentais de hoje já são conduzidos de acordo com a filosofia voluntarista. Os restantes 10% envolvem as interações das pessoas com o governo. Pessoalmente acho o governo uma lástima, mas não a ponto de ser insuportável. Se a intromissão do governo aumentasse a ponto de tornar-se insuportável, imagino que procuraria novo país mais compatível com o voluntarismo (se existisse algum, e, se não existisse, ficar ainda seria a melhor opção). Entanto, até que isso aconteça, eu preferirei tentar abrir as mentes das pessoas para o voluntarismo na esperança de provocar mudança de paradigma.
4. Conclusion
4. Conclusão
Now you have a fair understanding of voluntaryism. No doubt you can think of a large number of further objections to this philosophy, maybe I will write more essays rebutting other objections. But in the meantime, rather than thinking, “voluntaryism is indeed a moral and admirable idea, but it would never work in practice,” ask yourself why it would never work, and go one step further and think “could it be made to work if enough people wanted it to?”. Also consider whether voluntaryism runs in line with or against human nature, and consider whether the deviations from voluntaryism in our current world (mainly government and criminals) run in line with or against human nature. Every general objection that can be raised to voluntaryism has been a problem at one stage of history or another, and has been solved in a voluntary manner previously. I think we have every reason to aim for such high standards again.
Agora você tem entendimento adequado do voluntarismo. Sem dúvida poderá pensar em grande número de outras objeções a essa filosofia, talvez eu escreva mais ensaios refutando outras objeções. Por enquanto, porém, em vez de pensar “o voluntarismo é de fato ideia moral e admirável, mas nunca funcionará na prática,” pergunte a si próprio por que ele nunca funcionaria, e dê um passo a mais e pense “poderia ele ser posto a funcionar se pessoas suficientes o desejassem?”. Considere também se o voluntarismo funciona em consonância ou em dissonância com a natureza humana, e considere se os distanciamentos do voluntarismo em nosso mundo atual (principalmente pelo governo e pelos criminosos) estão em consonância ou em dissonância com a natureza humana. Toda objeção de cunho geral que possa ser suscitada em oposição ao voluntarismo consistiu em problema em um estágio da história ou em outro, e foi resolvido previamente de maneira voluntária. Creio que temos todos os motivos para visarmos a tais altos padrões novamente. 
Finally, a quick discussion on the goals of voluntaryism. Clearly the aim of this essay has been to try and convince the reader to join the voluntaryist cause. But what is the voluntaryist cause? Well really it is quite simple – firstly to educate as many people as possible regarding the nature of morality. This is something that is not taught in schools, so, much as people in the 1300s took it for granted that the sun revolved around the earth, people today take it for granted that governments are capable of acting in a moral manner. If this educational enlightenment can be achieved then my guess is that the desire to eliminate forceful programs and (where applicable) replace these with voluntary alternatives will follow naturally from there.
Finalmente, rápida discussão acerca dos objetivos do voluntarismo. Claramente o objetivo deste ensaio foi o de tentar convencer o leitor a juntar-se à causa voluntarista. Qual é, porém, a causa voluntarista? Bem, realmente é bastante simples – primeiro educar tantas pessoas quantas possível quanto à natureza da moralidade. Isso é algo que não é ensinado nas escolas e portanto, de modo muito parecido com as pessoas que, nos anos 1300, tinham por ponto pacífico que o sol girava em torno da Terra, as pessoas hoje têm como ponto pacífico que os governos são capazes de agir de maneira moral. Se esse discernimento moral puder ser conseguido, então meu palpite é que o desejo de eliminar programas baseados no uso da força e substituí-los (onde aplicável) por alternativas voluntárias seguir-se-á naturalmente.
If you agree with the voluntaryist definition of morality I have given in the first section and if you can see how the consequences given in the second section are derived from the original definitions, and if you agree with the rebuttals in the third section then I have probably taught you all you need to know to begin your own journey of discovery. Here are some more resources for further investigation:
Se você concorda com a definição voluntarista de moralidade que ofereci na primeira secção e pode entender como as consequências descritas na segunda secção são derivadas das definições originais, e se você concorda com as refutações na terceira secção, então provavelmente ensinei a você tudo o que você precisa saber para começar sua própria viagem de descoberta. Eis aqui alguns recursos para investigação adicional: 
[Please see internet link in the original] – Larken Rose has some very good videos challenging common perceptions of government. In particular check out “if you were king” and “the jones plantation”.
[Por favor veja link da internet no original] – Larken Rose tem alguns vídeos muito bons questionando percepções comuns acerca do governo. Em particular veja “se você fosse rei” e “a plantação de jones”.
[Please see internet link in the original] – Stephan Molyneux hosts a radio show discussing every aspect of the life of a voluntaryist. For starters check out “the story of your enslavement” and “the bomb in the brain”.
[Por favor veja link da internet no original] – Stephan Molyneux tem programa de rádio onde são discutidos todos os aspectos da vida de um voluntarista. Para começar veja “a história de sua escravização” e “a bomba no cérebro”.
[Please see internet link in the original] – Storm Clouds Gathering is a news channel which gives updates on current events in a voluntaryist perspective. “The psychology of authority” is an excellent one.
[Por favor veja link da internet no original] – Nuvens de Tempestade Ajuntando-se é canal de notícias que transmite informações acerca de eventos atuais de perspectiva voluntarista. “A psicologia da autoridade” é excelente.
[Please see internet link in the original] – chase Rachels gives some really good lectures on practical voluntaryist alternatives to currently state monopolized industries, such as the roads, welfare, etc.
[Por favor veja link da internet no original] – Chase Rachels dá algumas aulas expositivas realmente boas acerca de alternativas voluntaristas práticas a áreas atualmente monopolizadas pelo estado, tais como estradas, bem-estar social etc.
[Please see internet link in the original] – if you prefer reading to watching videos, the Ludwig von Mises institute publishes many articles which discuss the economics of voluntary vs. involuntary exchange. They have a daily mailing list which is always well researched and very topical.
[Por favor veja link da internet no original] – se você preferir ler a ver vídeos, o instituto Ludwig von Mises publica muitos artigos que discutem a economia da troca voluntária em contraste com a não voluntária. Ele tem uma lista de emails diários que é sempre bem pesquisada e muito interessante/relevante.
[Please see internet link in the original] – finally another one for those who prefer reading. This blog has many excellent articles on voluntaryism and economics. Check out the “anarchy – never been tried?” articles for historical examples with aspects of voluntary societies.
[Por favor veja link da internet no original] – finalmente outro para aqueles que preferem ler. Este blog tem muitos artigos excelentes acerca de voluntarismo e economia. Confira “anarquia - nunca foi tentada?” artigos para exemplos históricos com aspectos de sociedades voluntárias.
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