Tuesday, July 29, 2014

THE ART OF NOT BEING GOVERNED / Anarchy – Never Been Tried? Part VI: The Living Anti-Nation

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THE ART OF NOT BEING GOVERNED
A ARTE DE NÃO SER GOVERNADO
Anarchy – Never Been Tried? Part VI: The Living Anti-Nation
Anarquia – Nunca Foi Tentada? Parte VI: A Antinação Viva
Posted on December 19, 2013 by ts
Afixado em 19 de dezembro de 2013 por ts
This is the sixth in a series of posts on historical free and anarchic societies by guest-author Daniel Hawkins
Esta é a sexta de uma série de afixações acerca de sociedades históricas livres e anárquicas, pelo autor convidado Daniel Hawkins
Editor’s note: The Never Been Tried articles are among the most popular on our blog. They are often shared far and wide across the internet in discussions about anarchy. The author, Daniel Hawkins, hasn’t received any payment for his work, and we want to change that. If you feel that you’ve received a benefit from this series, we ask you to give what you can to Daniel’s bitcoin address:
Nota do Editor: Os artigos Nunca Foi Tentada estão entre os mais populares em nosso blog. São amiúde compartilhados amplamente na internet em discussões acerca de anarquia. O autor, Daniel Hawkins, não recebeu nenhum pagamento por seu trabalho, e queremos mudar isso. Se você acha que recebeu benefício dessa série, pedimos que dê o que puder ao endereço bitcoin de Daniel:
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Zomia
Zomia
Where is Zomia?
Onde fica Zomia?
You won’t find it on most maps. You can’t buy a plane ticket to it. You can’t even get directions to it with your GPS or phone. If you dig around long enough, though, you’ll learn that Zomia is another name for the highlands in the Southeast Asian massif, which is still confusing for most Westerners. So for those who aren’t experts in Asian geography, it generally covers parts of Vietnam, Thailand, Laos, China, Tibet, Nepal, Myanmar, Bhutan, Bangladesh, and India. But Zomia is more than just a place. Zomia is really a group of people. It’s a society. There are two things that make it very special:
Você não a encontrará na maioria dos mapas. Não conseguirá comprar passagem aérea para lá. Não conseguirá sequer obter trajetórias para ela em seu GPS ou telefone. Se você procurar por tempo suficiente, contudo, descobrirá que Zomia é outro nome para as terras altas do maciço do Sudeste Asiático, o que ainda é confuso para a maior parte dos ocidentais. Portanto, para aqueles que não são especialistas em geografia asiática, Zomia de modo geral cobre partes de Vietnã, Tailândia, Laos, China, Tibet, Nepal, Myanmar, Butão, Bangladesh e Índia. Zomia é, porém, mais do que apenas um lugar. É na realidade um grupo de pessoas. É uma sociedade. Há duas coisas que a tornam muito especial: 
1. Zomia, in which there are more than 100,000,000 people, has operated without any government to speak of, and
1. Zomia, onde há mais de 100.000.000 de pessoas, tem funcionado sem qualquer governo digno de menção, e
2. Zomia exists right now.
2. Zomia existe neste exato momento.
But what is Zomia, exactly? Who lives there? What is its history? There’s a decent amount of literature on Zomia, including articles in the New York Times and the Boston Globe, but the most thorough and thought-provoking illustration comes from Yale professor James C. Scott’s (brilliantly titled) “The Art of Not Being Governed: An Anarchist History of Upland Southeast Asia.” I can’t say I’ve read the whole book, but from the variety of sources there are on the subject, I think I’ve come to the answers to the previous three questions.
O que é, contudo, Zomia, exatamente? Quem mora ali? Qual é sua história? Há decente quantidade de literatura acerca de Zomia, inclusive artigos no New York Times e no Boston Globe, mas a ilustração mais ampla e estimulante vem do livro do professor de Yale James C. Scott (brilhantemente intitulado) “A Arte de Não Ser Governado: História Anarquista das Terras Altas do Sudeste Asiático.” Não posso dizer ter lido o livro inteiro mas, da variedade de fontes acerca do assunto, acredito que encontrei as respostas para as três perguntas acima.
To sum it up, the Zomians are dispersed, Stateless, marooned peoples. They are neither heterogenous or homogenous. The various sub-cultures within Zomia (and there are many) can be thought of as patches within a vibrant and beautiful quilt. Each have their own unique patterns and identity, but are woven together as part of a larger society.
Para resumir, os zomianos são povos dispersos, sem estado, ilhados. Não são nem heterogêneos nem homogêneos. As diversas subculturas dentro de Zomia (e as há muitas) podem ser pensadas como retalhos de vibrante e belo acolchoado. Cada retalho tem seus padrões e identidade únicos, mas os retalhos são entretecidos juntos como parte de uma sociedade mais ampla. 
So how did this happen? Well, the governments of Southeast Asia are kind of peculiar. I say that because they are rather bad at governing. The Chinese government, for example, is so centralized and cumbersome that it cannot feasibly keep track of its colossal population. Vietnam, in both contrast and kind, has such a weak government that many people manage to come and go without being noticed. So, administration is confined to the heavily populated lowlands. Though geography once granted these areas abundant resources, the wages of the State have triumphed. War, disease, economic disparity, sociopolitical tensions, and other ills plague these “civilized” regions. So, it’s not uncommon for people to flee to the highlands. Zomians, over time, have basically rejected the life of lowlanders. They are somewhat analogous to what some people call gypsies or hillbillies (not in any derogatory senses) – a society of outlaws too out of reach, both geographically and socially, for the State to spend its efforts on. Together, these dissidents have made a sort of anti-nation.
Assim, pois, como começou? Bem, os governos do Sudeste Asiático são um tanto peculiares. Digo isso porque eles governam bastante mal. O governo chinês, por exemplo, é tão centralizado e lento/complicado que não consegue viavelmente manter o controle de sua colossal população. O Vietnã, tanto em contraste quanto em similitude, tem governo tão fraco que muitas pessoas logram vier e ir sem ser notadas. Assim, a administração fica confinada às densamente povoadas terras baixas. Embora a geografia, no passado, tivesse aquinhoado tais áreas com recursos abundantes, as iniciativas do Estado triunfaram. Guerra, doença, disparidade econômica, tensões sociopolíticas e outras mazelas afligem essas regiões “civilizadas.” Assim, não é incomum as pessoas fugirem para as terras altas. Os zomianos, ao longo do tempo, basicamente rejeitaram a vida dos habitantes de terras baixas. São algo análogo ao que algumas pessoas chamam de ciganos ou caipiras (não nos sentidos depreciativos) - uma sociedade de foras-da-lei demasiado fora de alcance, tanto geográfica quanto socialmente, para o Estado despender seus esforços. Juntos, esses dissidentes criaram uma espécie de antinação. 
The different peoples of Zomia have made for themselves a unique way of life. They do not live with most modern amenities, which is regrettable, but they do find methods of sustainability and sustenance off the grid (mainly through hunting, gathering, and Swidden agriculture). They are also decidedly anti-government. Throughout history, Zomians have rebelled against States (from the Mughal Empire to Maoist China) and each time, more people have defected to Zomia. They also maintain very little if any sense of governance within communities. They value equality as well as faith. Yet, defying most modern thought, traditions are taught and kept by families and communities, not instilled through schools or propaganda. There are anywhere between 5 and 30 ethnic groups within Zomia. Though they have dozens of languages and dialects, the Zomians operate on a more or less market economy with distinct primitivists roots, valuing material wealth as well as hard work and sacrifice. Their traditions are widely varied, especially because they hold fast to them as a way to distinguish themselves from their governed neighbors. However, what really boggles the mind is that these seemingly separate cultures have come together to form a pretty much cohesive civilization, where everything from language to religion constantly adapt to fit the people themselves. Zomia seems, then, to be a sort of Wild West Hong Kong, where life is wild and free and organic. It is simultaneously regressing and progressing. It’s the principle of spontaneous order in action today. If you have not read more into Zomia, I encourage you to do it today.
Os diferentes povos de Zomia criaram para si estilo ímpar de vida. Não vivem a maior parte das amenidades modernas, o que é lamentável, mas encontram métodos de sustentabilidade e sustento independentes (principalmente por meio de caça, cata e agricultura de roçado). São também decididamente contrários ao governo. Ao longo da história, os zomianos rebelaram-se contra os estados (do Império Mughal à China maoísta) e, cada vez, mais pessoas desertaram para Zomia. Mantêm, também, pouco, se é que algum, senso de governança dentro das comunidades. Valorizam a igualdade, tanto quanto a fé. No entanto, desafiando a maior parte do pensamento moderno, as tradições são ensinadas e mantidas por famílias e comunidades, não instiladas por meio de escola e propaganda. Há coisa de entre 5 a 30 grupos étnicos dentro de Zomia. Embora tenham dezenas de línguas e dialetos, os zomianos funcionam mais ou menos numa economia de mercado com distintas raízes primitivistas, valorizando a riqueza material bem como trabalho árduo e sacrifício. Suas tradições são amplamente variadas, especialmente porque aderem fortemente a elas como forma de distinguirem-se de seus vizinhos governados. Entretanto, o que realmente assombra é que essas culturas aparentemente separadas juntam-se para formar uma civilização bastante coesiva, onde tudo, de língua a religião, constantemente adapta-se para ajustar-se às pessoas elas próprias. Zomia parece, pois, ser uma espécie de Hong Kong do Oeste Bravio, onde a vida é selvagem e livre e orgânica. É simultaneamente regressista e progressista. É o princípio da ordem espontânea em ação nos dias de hoje. Se você não leu mais acerca de Zomia, estimulo você a fazê-lo hoje.
So what can we learn from Zomia?
Portanto, o que podemos aprender de Zomia?
First, we know that government, particularly centralized government, is on the whole unnecessary for life. It is unnecessary for health, prosperity, trade, faith, family, community, and equality. Where we see strife in the governed world, we see harmony in the ungoverned.
Primeiro, sabemos que o governo, particularmente o governo centralizado, é, no geral, desnecessário para a vida. É desnecessário para saúde, prosperidade, comércio, fé, família, comunidade, e igualdade. Onde vemos contenda no mundo governado, vemos harmonia no não governado. 
Secondly, we know the State is not inevitable. There seems to be this fatalistic belief held by most people that the State will spring up unaided. No one knows how long Zomia has existed, but for what record we have, we known Zomia has never had a government, so that rules it out. We can also conclude that though the cultures within Zomia are indeed different, conflict (particularly war) is not a necessary or certain result of cultural differences. It’s been generally thought that States form through cultural similarities combined with the need for survival, and that war has always followed the clash of civilizations. Zomia (as well as all other examples within this series) shows this simply isn’t true. The Hmong or Lahu peoples of Zomia, as different they may be, have not felt the need to form States to go to war with one another. No, it’s quite the opposite. They trade. They communicate. They thrive.
Segundo, sabemos que o estado não é inevitável. Parece ser crença fatalista da maioria das pessoas que o estado aparecerá espontaneamente. Ninguém sabe por quanto tempo Zomia vem existindo mas, qualquer seja o registro que tenhamos, sabemos que Zomia nunca teve governo, portanto isso exclui aquela crença. Podemos também concluir que embora as culturas dentro de Zomia sejam na verdade diferentes, conflito (particularmente guerra) não é resultado necessário ou certo de diferenças culturais. Tem sido geralmente pensado que os estados se formam por meio de similaridades culturais conjugadas com a necessidade de sobrevivência, e que a guerra sempre seguiu o embate de civilizações. Zomia (bem como todos os outros exemplos desta série) mostra que isso simplesmente não é verdade. Os povos Hmong ou Lahu de Zomia, por diferentes que possam ser, não sentiram a necessidade de formar estados para ir à guerra um contra o outro. Não, é exatamente o oposto. Eles comerciam. Eles se comunicam. Eles prosperam.
Thirdly, we know that spontaneous order can supplant the State. Look at the Internet. A white Christian in Connecticut can communicate and debate with a black Muslim from Egypt and an Asian atheist from Japan all in the span of a minute. There are millions upon millions of Facebook pages and blogs and podcasts and encyclopedias devoted to the concept of an open forum. Yet, despite all differences, there is no need for armed conflict. I’ll say it again: there is no need for it. The keyboard is mightier than the sword. And it is civility and tolerance that will open the gates for the most logical and best ideas to win. The market of ideas is exactly that, an open market where anyone is free to sell their ideas and to defend them as right or wrong. As people choose to follow more efficient and ethical ideas, products appear that satisfy this progressive trend. Bitcoin, and all that it facilitates, is a wonderful example of this.
Terceiro, sabemos que a ordem espontânea pode suplantar o estado. Vejam a internet. Cristão branco em Connecticut pode comujnicar-se e debater com muçulmano preto do Egito e com ateu asiático do Japão, todos na amplitude de um minuto. Há milhões de milhões de páginas do Facebook e blogs e podcasts e enciclopédias dedicados ao coneito de fórum aberto. Não obstante, a despeito de todas as diferenças, não há necessidade de conflito armado. Di-lo-ei de novo: não há necessidade dele. O teclado é mais poderoso do que a espada. E são civilidade e tolerância que abrirão os portões para que as ideias mais lógicas e melhores vençam. O mercado de ideias é exatamente isso, mercado aberto onde todos são livres para vender suas ideias e defendê-las como certas ou erradas. À medida que as pessoas escolhem seguir ideias mais eficientes e éticas, aparecem produtos que satisfazem essa tendência progressista. Bitcoin, e tudo o que ele facilita, é esplêndido exemplo disso.
I’m not saying there haven’t been other melting pots throughout history. No, America is the most famous example of one. But the problem is that eventually all of these melting pots have failed. Why? Because politics and violence and control have won out over competition and cooperation and rationality.
Não estou dizendo não ter havido outros cadinhos ao longo da história. Não - os Estados Unidos são o mais famoso exemplo de um deles. O problema, porém, é que por fim todos esses cadinhos fracassaram. Por quê? Porque política e violência e controle venceram competição e cooperação e racionalidade. 
I’m not saying everyone has to stop what they’re doing right now and jump on board for the Stateless society. I’m not saying we should secede and live like cavemen. I’m not asking you to engage in civil disobedience or to join the black market. I’m not even asking you to live like they did in Brehon Ireland or Moresnet or like they are living in Zomia. I’m asking you, whoever is reading this, to think of a better world. Think of a world without institutionalized force. Think of a world without the legitimized and systematic theft, kidnapping, murder, slavery, impressment, serfdom, cronyism, excess, poverty, fraud, propaganda, and strife which all make up the State. You only need to pick up a history book to see the eternal and inherent evils of the State, from Rome to Rwanda to America. We’ve seen hundreds of revolutions crushed under their own weight when they turn to politics to solve their problems. But doesn’t have to be so. We shouldn’t lose heart – actually, there’s very little reason to.
Não estou dizendo que todo mundo tenha de parar o que está fazendo no momento e embarcar numa sociedade sem estado. Não estou dizendo que devamos separar-nos e viver como homens das cavernas. Não estou pedindo a você para lançar-se a desobediência civil ou a juntar-se ao mercado paralelo. Não estou sequer pedindo a você para viver como viviam na Irlanda Brehon ou em Moresnet ou como vivem em Zomia. Estou pedindo a você, quem quer que esteja lendo isto, a pensar num mundo melhor. Pensar num mundo sem força institucionalizada. Pensar num mundo sem legitimados e sistemáticos roubo, sequestro, assassínio, escravatura, alistamento militar obrigatório, servidão, nepotismo, excesso, pobreza, fraude, propaganda e conflito que, todos, compõem o estado. Você só precisa pegar um livro de história para ver as perversidades eternas e inerentes do estado, de Roma a Rwanda a Estados Unidos. Já vimos centenas de revoluções esmagadas sob o próprio peso quando se voltam para a política para resolver seus problemas. Não tem de ser assim, contudo. Não devemos sentir-nos descorçoados - na verdade, há pouco motivo para tal.
Liberty has worked. History has shown government is oppression and that freedom is by far more conducive to happiness. If ten examples of working Anarchism don’t convince you to at least be politically agnostic, then you may be beyond hope. For those of you who have read this series and have come to question the system, congratulations. “Knowing is half the battle,” as they say.
A liberdade/emancipação tem funcionado. A história tem mostrado que o governo é opressão e que a liberdade é de longe mais conduzente a felicidade. Se dez exemplos de anarquismo em funcionamento não convencerem você a pelo menos ser politicamente agnóstico, então você poderá estar além da esperança. Para aqueles de vocês que leram esta série e vieram a questionar o sistema, parabéns. “Conhecimento é metade da batalha,” como dizem.
The revolution is alive, burning inside the hearts and minds of all who believe in unrestrained freedom. You are the resistance. I don’t know what the solution will be. It could be peaceful parenting, insurrection, Agorism, homesteading, education, secession, home-schooling, emigration, permaculture, or a combination of all of the above. We can draw on each other’s knowledge and products to make the State irrelevant. Each person has the dignity and the capacity to create a world where liberty lives. And where liberty lives, peace, equality, and prosperity will follow.
A revolução está viva, queimando por dentro os corações e mentes de todos os que acreditam em liberdade sem restrições. Vocês são a resistência. Não sei qual será a solução. Poderá ser progenitura pacífica, insurreição, agorismo, apropriação, educação, secessão, escolarização doméstica, emigração, permacultura, ou combinação de todas os acima. Podemos recorrer ao conhecimento e aos produtos uns dos outros para tornar o estado irrelevante. Cada pessoa tem a dignidade e a capacidade de criar um mundo onde a liberdade viva. E onde a liberdade viva, paz, igualdade e prosperidade seguir-se-ão. 
Read the previous parts of the series here:
Leia as partes anteriores desta série aqui:
Part 1: [Please see link in the original]
Parte 1: [Por favor veja link no original}
Part 2: [Please see link in the original]
Parte 2: [Por favor veja link no original}
Part 3: [Please see link in the original]
Parte 3: [Por favor veja link no original}
Part 4: [Please see link in the original]
Parte 4: [Por favor veja link no original}
Part 5: [Please see link in the original]
Parte 5: [Por favor veja link no original]
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