Saturday, July 26, 2014

THE ART OF NOT BEING GOVERNED / Anarchy – Never Been Tried? Part V: Anarchy in the U.S.A.???



ENGLISH
PORTUGUÊS
THE ART OF NOT BEING GOVERNED
A ARTE DE NÃO SER GOVERNADO
Anarchy – Never Been Tried? Part V: Anarchy in the U.S.A.???
Anarquia – Nunca Foi Tentada? Parte V: Anarquia nos Estados Unidos???
Posted on November 26, 2013 by ts
Afixado em 26 de novembro de 2013 por ts
This is the fifth in a series of posts on historical free and anarchic societies by guest-author Daniel Hawkins
Esta é a quinta de uma série de afixações acerca de sociedades históricas livres e anárquicas, pelo autor convidado Daniel Hawkins
Americans are in trouble.
Os estadunidenses estão em dificuldades.
If you’ve been watching the news at all lately, you know this is true. The American government is larger than it has ever been before.
Se você estiver vendo as notícias em qualquer medida recentemente, sabe que é verdade. O governo estadunidense é maior do que jamais foi.
The healthcare industry is being completely transformed into something horrendous. The United States military has bases in over 130 countries, and is rapidly expanding into Africa. The National “Security” State is by-far the largest it has ever been, spying on nearly everyone on Earth. Domestic police have been killing an average of 500 innocent civilians every year for the past 10 years. FDA raids are being conducted against people who sell lemonade and raw milk. Entitlements are completely insolvent. The government spends about twice the amount on corporate welfare for industries like pharmaceuticals and energy than it does social welfare (which is still a problem). Promises aren’t being fulfilled by those who’ve made them. The poor are getting poorer, the rich richer. The dollar’s value is tanking. Things aren’t looking good.
A área de serviços de saúde está sendo completamente transformada em algo horrendo. A instituição militar dos Estados Unidos tem bases em mais de 130 países, e está-se rapidamente expandindo na África. O Estado de “Segurança” Nacional é, de longe, o maior que já foi, espionando praticamente todas as pessoas da Terra. A polícia doméstica vem matando média de 500 civis inocentes cada ano, nos últimos 10 anos. Incursões da Administração de Medicamentos e Alimentos contra pessoas que vendem limonada e leite não pasteurizado. Os direitos adquiridos estão praticamente insolventes. O governo gasta, com assistencialismo corporativo para indústrias tais como a farmacêutica e a de energia, cerca do dobro do que gasta em assistencialismo social (o qual ainda assim é problema). Promessas não são cumpridas por aqueles que as fizeram. Os pobres estão ficando mais pobres, os ricos mais ricos. O valor do dólar está despencando. As coisas não estão com boa cara.
And it’s this isn’t new. The US government has been heading down this path for a long time. The march to despotism started has been a long and disturbing one: policies like the Alien and Sedition Acts, the Trail of Tears, slavery, segregation, the policies enacted during the Civil War, the Espionage Act, the creation of the Fed, the New Deal, internment camps, the Red Scare, the War on Poverty, the War on Drugs, the War on Terror, the PATRIOT Act, the NDAA, and about every war the US government has been involved with, and a myriad of other things that would and should terrify any sensible person have all contributed to where we are today.
E isso não é novo. O governo dos Estados Unidos vem caminhando nesse sentido há muito tempo. A marcha para o despotismo tem sido longa e inquietante: políticas como as Leis de Estrangeiros e Sedição, a Trilha das Lágrimas, escravatura, segregação, as políticas aprovadas durante a Guerra Civil, a Lei de Espionagem, a criação do Fed, o Novo Pacto, campos de internamento, a Ameaça Vermelha, a Guerra à Pobreza, a Guerra às Drogas, a Guerra ao Terror, a Lei PATRIOT, a Lei de Autorização de Defesa Nacional - NDAA, e praticamente toda guerra na qual envolvido o governo dos Estados Unidos, e uma miríade de outras coisas que atemorizariam e deveriam atemorizar qualquer pessoa sensata contribuíram, todas, para o onde estamos hoje.
But as bloated and corrupt and slimy the US government is, there is still some hope. Like always, to find the solution for the future, we must look to the past. It’s probably hard to believe now, but Americans haven’t always been so docile and brainwashed. In fact, I bet what I’m about to tell you will change the way you think about how society can work, even with such an oppressive government as ours.
Por mais, porém, que o governo dos Estados Unidos esteja inchado e corrompido e seja imoral, há ainda alguma esperança. Como sempre, para encontrar a solução para o futuro, precisamos olhar para o passado. É provavelmente difícil acreditar hoje, mas os estadunidenses nem sempre foram tão dóceis e de cérebro lavado. Na verdade, aposto que aquilo que estou prestes a relatar mudará o modo pelo qual você acha que a sociedade pode funcionar, mesmo com governo opressor como o nosso.
America was founded by Anarchists.
Os Estados Unidos foram fundados por anarquistas.
Yes, it’s true. But let me make a note: I’m not saying Washington or Lincoln were Anarchists. They definitely weren’t. No, I’m talking about our lost forefathers. I’m talking about the radicals, the rebels who said “hell no” to Statism long before it was this big of a problem, and who so bravely laid a road map for how we should tackle today’s problems.
Sim, é verdade. Permitam-me, porém, fazer um registro: não estou dizendo que Washington ou Lincoln eram anarquistas. Definitivamente não eram. Estou falando é de nossos ancestrais perdidos. Estou falando dos radicais, os rebeldes que disseram “decididamente não” ao estatismo muito antes de este ser um enorme problema, e que tão bravamente traçaram um mapa da mina para como deveríamos atacar os problemas de hoje.
The Apostles of Anarchy
Os Apóstolos da Anarquia
Most Americans know something about every state—a little stereotypical fact or something. In many minds, Pennsylvania is famous for Philly cheese-steaks, the Constitutional convention, Amish furniture, and chocolate. But what if I said Pennsylvania should be famous for Anarchism?
Os estadunidenses, em sua maioria, sabem algo acerca de cada estado — algum pequeno fato estereotípico ou alguma coisa. Em muitas mentes, Pennsylvania é estado famoso por seus sanduíches de carne com queijo, a convenção constitucional, móveis Amish, e chocolate. Mas e se eu dissesse que Pennsylvania deveria ser estado famoso pelo anarquismo?
Founded by William Penn in the late 1600s, the colony of Pennsylvania was settled mostly by members of the Society of Friends (more commonly called Quakers). Though they weren’t the first or only group to practice Religious Anarchism, the Friends are a special group of people. With no formal ties to any organized body, the Quakers have always celebrated individuality and uniqueness. Most people in the 1600s didn’t like this. Amid constant wars between Theocrats, the Quakers found the common denominator in this chaos and sought to eliminate it: the State.
Fundada por William Penn no final dos anos 1600, a colônia de Pennsylvania foi estabelecida principalmente por membros da Sociedade dos Amigos (mais comumente chamados de quakers). Embora não fosse o primeiro ou único grupo a praticar anarquismo religioso, os Amigos são um grupo especial de pessoas. Sem vínculos formais com qualquer entidade organizada, os quakers sempre celebraram individualidade e singularidade. A maioria das pessoas dos anos 1600 não gostava disso. Entre constantes guerras entre teocratas, os quakers encontraram o denominador comum naquele caos e procuraram eliminá-lo: o estado.
Cast out by their peers as a fringe sect, the original Quakers sought places where they could freely practice their faith. The young and promising America provided such a haven. And they needed one. Though their members still differ widely on the political spectrum, many Quakers have a penchant for anti-Statism. Holding pacifism as a central tenet of Quaker life, they have traditionally opposed taxes, conscription, nuclear arms, and the worship of or loyalty to the very earthly and very imperfect State. And while their ideologies vary from Communism to Capitalism, many Quaker colonies have made their living as rather brilliant entrepreneurs within their communities and outside them.
Repelidos por seus pares como seita marginal, os quakers originais procuraram lugares onde pudessem praticar livremente sua fé. A jovem e promissora América proporcionava tal lugar de refúgio. E eles precisavam de lugar da espécie. Embora seus membros diferissem amplamente no espectro político, muitos quakers tendiam para o antiestatismo. Defendendo o pacifismo como princípio central da vida quaker, eles tradicionalmente se opuseram a tributos, alistamento militar, armas nucleares e adoração ou lealdade do extremamente mundano e imperfeito Estado. E embora suas ideologias variem de comunismo a capitalismo, muitas colônias quakers ganhavam seu sustento graças a empreendedores consideravelmente brilhantes dentro das comunidades e fora delas.
William Penn was a Quaker himself, and in the beginning, he was a benevolent ruler. His incentives to immigrants brought in diverse jobs, and he made it a point (through treaties and community action) to foster an amicable, if not equal, relationship with the Native American population. The ethical principles of the early Quakers permeated Pennsylvanian culture and spread throughout the colony. With their 12,000+ lives already separated greatly from the more regulated, stratified European States, Pennsylvania became an intensely independent place. In fact, Penn lifted all taxes (which were already very light) on the colony for two years. Unfortunately, power corrupts, and it did. The colony’s unique bicameral legislature operated in a very dubious way, and tensions within and without the parliament soon rose.
William Penn era, ele próprio, quaker e, no começo, governante benévolo. Seus incentivos a imigrantes trouxeram diversas atividades profissionais, e ele se empenhou (por meio de tratados e ação comunitária) em promover relacionamento amigável, se não igualitário, com a população americana nativa. Os princípios éticos dos primeiros quakers permearam a cultura de Pennsylvania e espalharam-se pela colônia. Com seus mais de 12.000 habitantes já grandemente separados dos estados europeus mais estratificados, Pennsylvania tornou-se lugar intensamente independente. Na verdade, Penn suspendeu todos os tributos (que já eram muito baixos) da colônia por dois anos. Infelizmente, o poder corrompe, e o fez. O legislativo bicameral exclusivo da colônia funcionava de maneira muito dúbia, e logo surgiram tensões dentro e fora do parlamento.
Following the inevitable path of Statism, Pennsylvania society separated into the politically connected and the common taxpayers. The Quakers, as pure as some of them were, were no exception to this rule. Those with influence within Penn’s circle held sway over domestic business and politics. As governor, Penn even granted himself a lime monopoly that caused anger with those who wanted to compete, and he also passed laws prohibiting any written criticism of himself or his government.. As young as it was, the once egalitarian and peaceful colony seemed on the verge of collapse.
After they had a taste of it, the commoners of Pennsylvania couldn’t get enough of their freedom. Simply put, they wanted to do what they wanted. It sounded crazy then, and sadly, it sounds crazy today. They just wanted to practice their faith and associate with each other without anyone telling them what to do. They refused to pay feudal quitrents, they refused to pay taxes, and they refused to call their parliament to session. The powerful, on the other hand, wanted more privilege and wealth to siphon from the colonists. The governor tried to administer his colony, but the tides of liberty were strong, and he couldn’t help but to make more and more concessions. Penn even sent military and administrative officials to uncooperative communities, but to no avail. By 1690—after about 10 years of Anarchy in Pennsylvania—Penn lost his authority over the colony. The colonists went about in a voluntary, peaceful, prosperous way long after he died. The parliament met occasionally, but only a handful of resolutions were passed. The people didn’t need or want their government. Parliament couldn’t help but practice “salutary neglect.” Pennsylvania grew ever-more unique, creating their own commodity-backed currency and welcoming other outcast sects like the Amish. They even had Natives from the area come into their communities as traders, babysitters, and jurors. Pennsylvania’s treaty with the Natives remains, to this day, the only treaty ever signed and fulfilled by white settlers.
Segundo a inevitável vereda do estatismo, a sociedade de Pennsylvania cindiu-se com, de um lado, os contribuintes politicamente conexos e, de outro, os contribuintes comuns. Os quakers, por puros que alguns deles fossem, não foram exceção à regra. Aqueles com influência junto ao círculo de Penn passaram a controlar os negócios e a política doméstica. Como governador, Penn inclusive concedeu a si próprio monopólio sobre o calcário que causou muita raiva naqueles que desejavam competir, e também aprovou leis proibindo qualquer crítica por escrito a ele ou a seu governo. Ainda jovem, a de início igualitária e pacífica colônia parecia à beira do colapso. Depois de terem sentido certo gosto de liberdade, as pessoas comuns de Pennsylvania não podiam ter liberdade suficiente. Dito de maneira simples, elas queriam fazer o que desejassem. Parecia insanidade então e, infelizmente, parece insanidade hoje. Elas só queriam praticar sua fé e associarem-se umas com as outras sem ninguém a dizer-lhes o que fazer. Recusavam-se a pagar imposto fundiário, recusavam-se a pagar tributos, e recusavam-se a chamar seu parlamento para sessão. Os poderosos, por outro lado, queriam mais privilégio e riqueza extraída dos colonos. O governador tentava administrar sua colônia, mas a maré de liberdade/emancipação era forte, e ele só conseguia fazer cada vez mais concessões. Penn até enviou autoridades militares e administrativas para comunidades não cooperadoras, mas sem resultado. Em 1690 — depois de cerca de 10 anos de anarquia na Pennsylvania — Penn perdeu sua autoridade sobre a colônia. Os colonos passaram a viver de maneira voluntária, pacífica e próspera por muito tempo depois da morte dele. O parlamento reunia-se ocasionalmente, mas apenas um punhado de resoluções foi aprovado. As pessoas não precisavam nem queriam seu governo. O parlamento só conseguia praticar “negligência salutar.” Pennsylvania cresceu cada vez mais singular, criando sua própria moeda sustentada por commodities e dando as boas-vindas a outras seitas marginalizadas, como os Amish. Até teve nativos da área vindo para suas comunidades como comerciantes, babás e jurados. O tratado de Pennsylvania com os nativos permanece, até hoje, o único tratado assinado e cumprido por colonos brancos.
Sadly, though, all good things must come to an end. The Anarchist dream of Pennsylvania eventually fell apart. After the French and Indian War, the Revolutionary War brought Philadelphia to the forefront, where Benjamin Franklin and other founders launched their campaign against Great Britain. Pennsylvania’s currency was replaced, their government replaced by the Continental Congress, and their men enlisted into Washington’s army. After the Revolution, the colony became a state, and was assimilated into the United States of America. A few—albeit passionate—rebellions were staged against the young (but tyrannical) US government. But the free people of Pennsylvania were crushed by the very people who claimed to represent freedom. But for about 30 (or more) glorious years, Pennsylvania was truly free and beautiful.
Infelizmente, contudo, todas as coisas boas têm de chegar ao fim. O sonho anarquista de Pennsylvania finalmente acabou. Depois da Guerra Francesa e Índia, a Guerra Revolucionária levou Philadelphia para a posição mais eminente, onde Benjamin Franklin e outros fundadores lançaram sua campanha contra a Grã-Bretanha. A moeda da Pennsylvania foi substituída, o governo substituído pelo Congresso Continental, e os homens alistados no exército de Washington. Depois da Revolução, a colônia tornou-se estado, e foi assimilada aos Estados Unidos da América. Umas poucas — embora apaixonadas — rebeliões foram organizadas contra o jovem (porém tirânico) governo dos Estados Unidos. As pessoas livres de Pennsylvania, porém, foram esmagadas exatamente pelas pessoas que asseveravam representar a liberdade. Todavia, durante cerca de 30 (ou mais) gloriosos anos, Pennsylvania foi realmente livre e linda.
But Pennsylvania isn’t alone in its dream. Throughout history, religious societies opposed to the State have flourished. From the Dhoukobors to the Jewish Renewal movement, Religious Anarchism has a rich and tenacious history. Authors like Leo Tolstoy and Khan Abdul Ghaffar Khan have written extensively on how the State threatens people of faith. Even today, it is alive and well. In England, for example, the community of Stapleton (founded by a cousin organization to the Quakers) operates in open defiance to the UK government, asserting their rights to faith, life, and liberty. If you haven’t heard of it, that’s probably a good thing, especially these days. But there is no question, the tradition of friendly, Stateless life lives on, and there is hope it will continue.
Pennsylvania não está porém sozinha nesse sonho. Ao longo da história, sociedades religiosas opositoras do Estado floresceram. Dos dhoukobors ao movimento de Renovação Judaica, o anarquismo religioso tem rica e tenaz história. Autores como Leo Tolstoy e Khan Abdul Ghaffar Khan escreveram extensamente acerca de como o Estado ameaça as pessoas de fé. Até hoje [essa tradição, N.doT] está viva e vigorosa. Na Inglaterra, por exemplo, a comunidade de Stapleton (fundada por organização prima dos quakers) funciona em aberto desafio ao governo do Reino Unido, afirmando seus direitos a fé, vida e liberdade. Se você não ouviu falar dela, isso é provavelmente algo positivo, especialmente em nossos dias. Não há dúvida, porém, de que a tradição de vida amigável, sem estado, continua viva, e há esperança de que continue.
Mutually Assured Construction
Construção Mutuamente Assegurada
You might have heard of a man named Josiah Warren. In fact, if you’re reading this article, you probably have. Besides being an inventor, musician, and writer, he was also one of the world’s greatest philosophers. You see, Josiah Warren was the first ever Anarchist.
Talvez você tenha ouvido falar de um homem chamado Josiah Warren. Na verdade, se você estiver lendo este artigo, provavelmente terá. Além de ser inventor, músico e escritor, foi também um dos maiores filósofos do mundo. Pois Josiah Warren foi o primeiro anarquista que jamais existiu.
But here’s another note: If you’ve read any past articles from this series, you know that many, many people have believed in and practiced Anti-Statism. But Josiah Warren was the first ever person (an American, at that) to vocalize and pen the philosophy of Anarchism.
Eis porém aqui outra observação: se você já tiver lido quaisquer artigos passados desta série, sabe que muitas pessoas já acreditaram e praticaram antiestatismo. Josiah Warren, contudo, foi a primeira pessoa (estadunidense, ademais) a formular verbalmente e a escrever a filosofia do anarquismo.
Dissatisfied with slavery, corporatism, and other ills that infected the young United States, Warren closed his factory and left his home for New Harmony, Indiana. The town of Harmony already existed (founded by one of the many religious sects during the Second Great Awakening), but Josiah Warren and his compatriot Robert Owen sought to build a heaven on earth.
Dessatisfeito com escravidão, corporatismo e outras enfermidades que infectavam os jovens Estados Unidos, Warren fechou sua fábrica e deixou seu lar, indo para New Harmony, Indiana. A cidadezinha de Harmony já existia (fundada por uma das muitas seitas religiosas durante o Segundo Grande Reavivamento), mas Josiah Warren e seu compatriota Robert Owen buscavam construir um céu na terra.
The whole idea for a town run without any government administration was actually Owen’s idea. Robert Owen, some of you might know, was a major proponent of the Labor Theory of Value and one of the founders of Anarcho-Communism. With a disdain for property and individualism, Owen attempted to form New Harmony around these ideals. Unfortunately, the experiment largely failed. This prompted the young and industrious Warren to pick up his things and start all over.
A ideia toda de uma cidade gerida sem nenhuma administração governamental foi na verdade ideia de Owen. Robert Owen, alguns de vocês talvez saibam, foi um dos principais proponentes da Teoria do Valor-Trabalho e um dos fundadores do anarcocomunismo. Com desdém por propriedade e individualismo, Owen tentou organizar Harmony em torno desses ideais. Infelizmente o experimento falhou em grande parte. Isso incitou o jovem e industrioso Warren a juntar seus pertences e a começar tudo de novo.
For his own experiment, Warren thought he’d try something different. Individual autonomy and property rights would be key. In Ohio, he created the community of Utopia (but don’t worry, he wasn’t so arrogant as to name it that—it was also a carry-over from another religious sect). It was there that Warren began to formulate his idea of Mutualism, a system of trade based around the LTV. From 1847 to the early 1860s, Utopia exploded in population and wealth. Forward-thinkers came to the town to set up home and shop, eager to experiment in a market economy with no regulations or laws. By the 1850s, when Warren returned from one of his many adventures, the town had several factories, stores, and other attractions. Tragically, the Civil War came to Ohio. As a crucial Union state, Lincoln’s administration wanted to squeeze as much military might out of Ohio as possible. Warren’s decision to make Utopia a by-invitation-only community led to disaster when the Union bought all surrounding land, making expansion virtually impossible. Original inhabitants stayed in the area at least until the 1870s, but eventually the state of Ohio absorbed the county Utopia is in today.
Para seu próprio experimento, Warren achou que deveria tentar algo diferente. A chave seriam autonomia individual e direitos de propriedade. Em Ohio, ele criou a comunidade de Utopia (mas não se preocupem, ele não era arrogante a ponto de dar-lhe esse nome - o nome foi transposição oriunda de outra seita religiosa). Foi lá que Warren começou a formular sua ideia de mutualismo, sistema de comércio alicerçado em torno da Teoria do Valor-Trabalho. De 1847 até o início dos anos 1860, Utopia explodiu em população e riqueza. Pensadores de vanguarda foram para aquela cidadezinha para se estabelecer e comerciar, ansiosos para fazerem experiências numa economia de mercado sem regulamentações ou leis. Nos anos 1850, quando Warren voltou de uma de suas muitas aventuras, a cidade tinha diversas fábricas, lojas e outras atrações. Tragicamente, a Guerra Civil chegou a Ohio. Como estado crucial da União, a administração Lincoln desejava extrair tanto poderio militar de Ohio quanto possível. A decisão de Warren de tornar Utopia comunidade acessível só a partir de convite levou ao desastre quando a União comprou toda terra circundante, tornando a expansão praticamente impossível. Os habitantes originais ficaram na área pelo menos até os anos 1870, mas finalmente o estado de Ohio absorveu o condado onde hoje se situa Utopia. 
But, always persistent, Warren was not finished by a long shot. While he was away from Utopia, Warren teamed up with Individualist Anarchist and polymath Stephen Pearl Andrews. Together, they founded the town we call Brentwood, Long Island. From 1851 onward, the community expanded as the ideas of Anarchism spread throughout the world. And this time, instead of inviting certain people, all were free to move to what the pair called Modern Times. Transcendentalists, teachers, doctors, hedonists, writers, entrepreneurs, and an array of other castaways formed the colony’s growing but manageable population.
Sempre persistente, porém, Warren não entregou os pontos. Enquanto estava longe de Utopia, Warren aliou-se ao anarquista individualista e polímate Stephen Pearl Andrews. Juntos, fundaram a cidadezinha que chamamos de Brentwood, em Long Island. De 1851 em diante, a comunidade expandiu-se à medida que as ideias de anarquismo espalhavam-se pelo mundo. E dessa vez, em vez de convite dirigido a certas pessoas, todos eram livres para mudarem-se para o que a dupla chamou de Tempos Modernos. Transcendentalistas, professores, médicos, hedonistas, escritores, empreendedores e um séquito de outros marginais formaram a população crescente mas administrável da colônia.
Again, though, the tides of war proved unstoppable. The Union, very present in New York, bought up and/or incorporated the surrounding land. Eventually, the original population dwindled. By the 1900s, Brentwood, NY was incorporated and its history was lost.
Outra vez, porém, a maré da guerra comprovou-se insopitável. A União, muito presente em New York, comprou e/ou incorporou a terra circunjacente. Finalmente, a população original minguou. Ao chegarem os anos 1900, Brentwood, NY foi incorporada e sua história foi perdida. 
By the end of his life, Warren was supremely satisfied with what he accomplished. With nothing but a pen and a dream, he managed to convince hundreds of people to follow his ideal: that humankind is meant to be free. Without the mammoth State watching, coercing, and forcing people around, these two communities lived in absolute peace and harmony. Voluntarily trading and cooperating, they created the most efficient and enjoyable way of life, free from their contemporary horrors like slavery and conscription. Instead, they bloomed.
No final da vida, Warren estava supremamente satisfeito com o que realizara. Com nada a não ser caneta e sonho, conseguiu convencer centenas de pessoas a seguirem seu ideal: o de que o gênero humano está programado para ser livre. Sem o descomunal Estado vigiando, coagindo e forçando as pessoas, aquelas duas comunidades viveram em absoluta paz e harmonia. Comerciando e cooperando voluntariamente, criaram o mais eficiente e aprazível estilo de vida, livre dos horrores contemporâneos tais como escravatura e alistamento. Em vez disso, elas floriram.
With these examples in mind, there is no reason that we, as a society, cannot replicate them. Time and time again, we have seen States (like America) remorselessly abuse the people they claimed to represent. And time and time again, the abused make the terrible mistake of replacing their governments with even more government. French Revolutionary Jean Varlet summed up this problem:
Com esses exemplos em mente, não há porque nós, como sociedade, não possamos reproduzi-los. Outra e outra vez temos visto Estados (como os Estados Unidos) abusarem sem remorso das pessoas que alegam representar. E outra e outra vez as vítimas de abuso cometem o terrível equívoco de substituir seus governor por mais governo ainda. O revolucionário francês Jean Varlet resumiu esse problema: 
“Government and revolution are incompatible, unless the people wishes to set its constituted authorities in permanent insurrection against itself.”
“Governo e revolução são incompatíveis, a menos que o povo deseje estabelecer autoridades constituídas em permanente insurreição contra elas próprias.”
But these Anarchic societies haven’t failed through their own flaws. Without fail, the peaceful, prosperous people of societies like the Icelandic Commonwealth or Moresnet have seen the thunderous boots of tax-fueled armies pouring into their land, taking their resources, destroying their way of life, and—to add insult to injury—completely forgetting their history. No, these Edens were destroyed by the original sin of government.
Essas sociedades anárquicas, contudo, não fracassaram por causa de seus próprios defeitos. Sem exceção, as pessoas pacíficas e prósperas de sociedades tais como a Comunidade Islandesa ou Moresnet viram as brutais botas de exércitos abastecidos por tributos derramando-se em sua terra, tomando seus recursos, destruindo seu estilo de vida e — para acrescentar insulto à injúria — esquecendo completamente sua história. Esses édens foram destruídos pelo pecado original consistente no governo.
Isn’t it time we woke up? Isn’t it time we stop reliving our nightmares over and over and over? Life can be more than what it is. We, as a species, have slowly but surely been watching this, and we’ve been getting sick of it. We’ve been getting sick of violence and theft and poverty. Something needs to happen. But what we shouldn’t keep clinging to the idea that we need someone to control us. If we do, nothing will change. The human race will forever kill itself.
Não é hora de acordar? Não é hora de parar de viver de novo nossos pesadelos outra e outra vez? A vida pode ser mais do que isso. Nós, como espécie, temos vagarosa mas seguramente assistido a isso, e estamos ficando fartos disso. Estamos ficando fartos de violência, roubo e pobreza. Algo precisa acontecer. Mas para isso precisamos parar de aferrar-nos à ideia de que precisamos de alguém para controlar-nos. Se continuarmos com essa idea, nada mudará. A raça humana matar-se-á para sempre. 
There is overwhelming evidence Anarchy can work. Anarchy does work. Let’s stop with this petty excuse that it can’t be done. Let’s stop saying it will always fail. No, it is possible. It will be successful if only we get out of our own way. Let’s stand up like the human beings we are and say, “No. I’m a responsible person. I’ll succeed or fail on my own. I can be trusted to deal equitably with others. I do not need someone spying on me, I do not need someone stealing from me, I do not need someone threatening me. I am an adult. I will buy what I want from those who are willing to sell. I will sell what I want to those that are willing to buy. I will not hurt my neighbors or my friends or my family. I am not a tax cow that needs to be harnessed and milked. I am a human, and I alone will determine my fate.”
Há avassaladora evidência de que a Anarquia pode funcionar. Anarquia funciona. Paremos com essa desculpa trivial de que não funciona. Paremos de dizer que ela sempre fracassa. Não: ela é possível. Será bem-sucedida se tão somente nos empenharmos. Levantemo-nos como seres humanos que somos e digamos “Nada disso. Sou pessoa responsável. Serei bem-sucedido ou fracassarei por mim próprio. Mereço a confiança de lidar equanimemente com os outros. Não preciso de alguém me espionando, não preciso de alguém roubando de mim, não preciso de alguém ameaçando-me. Sou adulto. Comprarei o que quiser daqueles que estejam dispostos a vender. Venderei o que quiser para aqueles dispostos a comprar. Não causarei dor a meus vizinhos ou amigos ou família. Não sou uma vaca tributável que precisa ser atrelada e ordenhada. Sou ser humano, e apenas eu determinarei meu destino.”
And, lucky for us, that is happening right now.
E, felizmente para nós, isso está acontecendo agora mesmo.
Previous parts of this series can be found at:
Partes anteriores desta série podem ser encontradas em:
Part 1: [Please see link in the original]
Part 1: [Por favor veja link no original}
Part 2: [Please see link in the original]
Part 2: [Por favor veja link no original}
Part 3: [Please see link in the original]
Part 3: [Por favor veja link no original}
Part 4: [Please see link in the original]
Part 4: [Por favor veja link no original}
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