Wednesday, July 2, 2014

Jonathan Cook - The Blog from Nazareth - Facebook admits playing with our moods


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Jonathan Cook – The Blog from Nazareth
Jonathan Cook – O Blog de Nazaré
Facebook admits playing with our moods
Facebook admite brincar com nossos estados de espírito
30 June 2014
30 de junho de 2014
If we want to understand the brave new world we are entering with social media, then this story is an important read. Facebook decided to manipulate the posted content of hundreds of thousands of its users without telling them that they were part of an experiment. What Facebook did was to control what its users saw of the posts sent out by their social network: some were only allowed to see positive posts, while others were fed negative posts, as a way to gauge what effect this had on their mood.
Se desejarmos entender o admirável mundo novo que estamos adentrando na mídia social, este artigo [do Guardian, de link citado ao final] será leitura importante. O Facebook resolveu manipular o conteúdo afixado de centenas de milhares de seus usuários sem dizer a eles que eles eram parte de um experimento. O que o Facebook fez foi controlar o que seus usuários viam das afixações postadas por sua rede social: a alguns usuários só era possibilitado ver postagens positivas, enquanto outros eram aquinhoados com afixações negativas, como forma de mensurar que efeito isso tinha em seu estado de espírito.
How do we know this? Because the results have now been published in an academic journal. It appears it did not occur to either Facebook executives or the academics involved that there were serious ethical issues involved in such research. Facebook even defends its behaviour by stating simply that such experiments are part of the terms of service all users sign up to when joining Facebook.
Como é que sabemos disso? Porque os resultados foram agora publicados em periódico acadêmico. Parece que não ocorreu nem aos executivos do Facebook nem aos acadêmicos envolvidos haver sérias questões éticas em tal pesquisa. O Facebook até defende seu comportamento mediante simplesmente declarar que tais experimentos são parte dos termos de serviço que todos os usuários assinam ao se juntarem ao Facebook.
One does not need to be a conspiracy theorist to understand the implications of this kind of research. Through the NSA revelations, we already know that Facebook and all the other providers of services in our increasingly digital lives are entirely subservient to government dictates, and that they are quite willing to hide such collaboration from us, their supposed customers.
Não é preciso ser teórico da conspiração para entender as implicações desse tipo de pesquisa. Por meio das revelações referentes à Agência de Segurança Nacional - NSA já sabemos que o Facebook e todos os outros provedores de serviços em nossas vidas cada vez mais digitais são inteiramente subservientes ao ditames do governo, e que estão bastante dispostos a ocultar de nós, pretensos usuários deles, essa colaboração.
So, aside from the immediate ethical issues raised by Facebook’s behaviour here, we also need to consider Facebook’s motives in conducting such research. Doubtless, it is looking at ways to improve its influence and profit margin. But the research will also be of consuming interest to our political elites, who want to know how to control and pacify us. Such information will become ever more vital in a world of depleting resources and greater social unrest.
Portanto, à parte as questões ética imediatas suscitadas pelo comportamento do Facebook neste caso específico, precisamos também considerar os motivos do Facebook para condução de tal pesquisa. Sem dúvida ele estará procurando modos de aumentar sua influência e margem de lucro. A pesquisa, porém, também será de ávido interesse de nossas elites políticas, que desejam saber como controlar-nos e pacificar-nos. Tais informações tornar-se-ão cada vez mais vitais num mundo de recursos em esgotamento e maior intranquilidade social.
Even Clay Johnson, who helped to manage Barack Obama’s online presidential campaign in 2008, understands the implications.
Até Clay Johnson, que ajudou a administrar a campanha de Barack Obama para a presidência em 2008, entende as implicações.
The Facebook ‘transmission of anger’ experiment is terrifying. Could the CIA incite revolution in Sudan by pressuring Facebook to promote discontent? Should that be legal? Could Mark Zuckerberg swing an election by promoting Upworthy [a website aggregating viral content] posts two weeks beforehand? Should that be legal?
O experimento de ‘transmissão de raiva’ do Facebook é de dar frio na espinha. Poderá a CIA incitar revolução no Sudão mediante pressionar o Facebook a fomentar descontentamento? Deveria isso ser legal? Poderá Mark Zuckerberg modificar resultado de eleição mediante promover afixações no Upworthy [website que agrega conteúdo virótico [que se dissemina rapidamente]] duas semanas antes? Deveria isso ser legal?
In a sense, none of this is new, as one commentator, Jacob Silverman, notes. The internet, he points out, is already “a vast collection of market research studies; we’re the subjects”. But this story helps focus our attention on what is really at stake.
Em certo sentido, nada há de novo, como observa um comentador, Jacob Silverman. A internet, destaca ele, já é “vasta coleção de estudos de pesquisa de mercado; somos as cobaias desses experimentos”. O artigo [do Guardian], contudo, ajuda a focar nossa atenção no que realmente está em jogo.
In Brave New World, Aldous Huxley foresaw a world where people were kept subdued, complacent and happy through the chemicals they ingested. In 1984, George Orwell predicted a world where media manipulation and surveillance kept everyone uninformed and fearful. The danger is that we are actually likely to get something that is a hybrid of the worst aspects of both these possibilities: ignorance, pacification, surveillance and emotional manipulation through our sources of news and interactions with each other. The new research suggests information itself, rather than chemicals, could be the preferred way to manipulate our emotional life.
Em Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley previu um mundo onde as pessoas eram mantidas subjugadas, satisfeitas consigo próprias e felizes por meio dos produtos químicos que ingeriam. Em 1984, George Orwell previu um mundo onde a vigilância e manipulação pela mídia mantinham todo mundo desinformado e temeroso. O perigo é em realidade depararmo-nos com probabilidade de obter algo híbrido dos piores aspectos dessas duas possibilidades: ignorância, aplacamento, vigilância e manipulação emocional por meio de nossas fontes de notícias e de interações entre nós próprios. A nova pesquisa sugere que a própria informação, em vez de produtos químicos, poderá ser o meio preferido de manipulação de nossa vida emocional.
Facebook’s blithe dismissal of all grounds for concern is only more reason to be deeply disturbed by where this is heading.
A leviana negação, pelo Facebook, de existir qualquer motivo de preocupação é mais um motivo para que nos sintamos profundamente perturbados com para onde essa coisa está rumando.


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