Tuesday, July 29, 2014

THE ART OF NOT BEING GOVERNED / Anarchy – Never Been Tried? Part VI: The Living Anti-Nation

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THE ART OF NOT BEING GOVERNED
A ARTE DE NÃO SER GOVERNADO
Anarchy – Never Been Tried? Part VI: The Living Anti-Nation
Anarquia – Nunca Foi Tentada? Parte VI: A Antinação Viva
Posted on December 19, 2013 by ts
Afixado em 19 de dezembro de 2013 por ts
This is the sixth in a series of posts on historical free and anarchic societies by guest-author Daniel Hawkins
Esta é a sexta de uma série de afixações acerca de sociedades históricas livres e anárquicas, pelo autor convidado Daniel Hawkins
Editor’s note: The Never Been Tried articles are among the most popular on our blog. They are often shared far and wide across the internet in discussions about anarchy. The author, Daniel Hawkins, hasn’t received any payment for his work, and we want to change that. If you feel that you’ve received a benefit from this series, we ask you to give what you can to Daniel’s bitcoin address:
Nota do Editor: Os artigos Nunca Foi Tentada estão entre os mais populares em nosso blog. São amiúde compartilhados amplamente na internet em discussões acerca de anarquia. O autor, Daniel Hawkins, não recebeu nenhum pagamento por seu trabalho, e queremos mudar isso. Se você acha que recebeu benefício dessa série, pedimos que dê o que puder ao endereço bitcoin de Daniel:
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Zomia
Zomia
Where is Zomia?
Onde fica Zomia?
You won’t find it on most maps. You can’t buy a plane ticket to it. You can’t even get directions to it with your GPS or phone. If you dig around long enough, though, you’ll learn that Zomia is another name for the highlands in the Southeast Asian massif, which is still confusing for most Westerners. So for those who aren’t experts in Asian geography, it generally covers parts of Vietnam, Thailand, Laos, China, Tibet, Nepal, Myanmar, Bhutan, Bangladesh, and India. But Zomia is more than just a place. Zomia is really a group of people. It’s a society. There are two things that make it very special:
Você não a encontrará na maioria dos mapas. Não conseguirá comprar passagem aérea para lá. Não conseguirá sequer obter trajetórias para ela em seu GPS ou telefone. Se você procurar por tempo suficiente, contudo, descobrirá que Zomia é outro nome para as terras altas do maciço do Sudeste Asiático, o que ainda é confuso para a maior parte dos ocidentais. Portanto, para aqueles que não são especialistas em geografia asiática, Zomia de modo geral cobre partes de Vietnã, Tailândia, Laos, China, Tibet, Nepal, Myanmar, Butão, Bangladesh e Índia. Zomia é, porém, mais do que apenas um lugar. É na realidade um grupo de pessoas. É uma sociedade. Há duas coisas que a tornam muito especial: 
1. Zomia, in which there are more than 100,000,000 people, has operated without any government to speak of, and
1. Zomia, onde há mais de 100.000.000 de pessoas, tem funcionado sem qualquer governo digno de menção, e
2. Zomia exists right now.
2. Zomia existe neste exato momento.
But what is Zomia, exactly? Who lives there? What is its history? There’s a decent amount of literature on Zomia, including articles in the New York Times and the Boston Globe, but the most thorough and thought-provoking illustration comes from Yale professor James C. Scott’s (brilliantly titled) “The Art of Not Being Governed: An Anarchist History of Upland Southeast Asia.” I can’t say I’ve read the whole book, but from the variety of sources there are on the subject, I think I’ve come to the answers to the previous three questions.
O que é, contudo, Zomia, exatamente? Quem mora ali? Qual é sua história? Há decente quantidade de literatura acerca de Zomia, inclusive artigos no New York Times e no Boston Globe, mas a ilustração mais ampla e estimulante vem do livro do professor de Yale James C. Scott (brilhantemente intitulado) “A Arte de Não Ser Governado: História Anarquista das Terras Altas do Sudeste Asiático.” Não posso dizer ter lido o livro inteiro mas, da variedade de fontes acerca do assunto, acredito que encontrei as respostas para as três perguntas acima.
To sum it up, the Zomians are dispersed, Stateless, marooned peoples. They are neither heterogenous or homogenous. The various sub-cultures within Zomia (and there are many) can be thought of as patches within a vibrant and beautiful quilt. Each have their own unique patterns and identity, but are woven together as part of a larger society.
Para resumir, os zomianos são povos dispersos, sem estado, ilhados. Não são nem heterogêneos nem homogêneos. As diversas subculturas dentro de Zomia (e as há muitas) podem ser pensadas como retalhos de vibrante e belo acolchoado. Cada retalho tem seus padrões e identidade únicos, mas os retalhos são entretecidos juntos como parte de uma sociedade mais ampla. 
So how did this happen? Well, the governments of Southeast Asia are kind of peculiar. I say that because they are rather bad at governing. The Chinese government, for example, is so centralized and cumbersome that it cannot feasibly keep track of its colossal population. Vietnam, in both contrast and kind, has such a weak government that many people manage to come and go without being noticed. So, administration is confined to the heavily populated lowlands. Though geography once granted these areas abundant resources, the wages of the State have triumphed. War, disease, economic disparity, sociopolitical tensions, and other ills plague these “civilized” regions. So, it’s not uncommon for people to flee to the highlands. Zomians, over time, have basically rejected the life of lowlanders. They are somewhat analogous to what some people call gypsies or hillbillies (not in any derogatory senses) – a society of outlaws too out of reach, both geographically and socially, for the State to spend its efforts on. Together, these dissidents have made a sort of anti-nation.
Assim, pois, como começou? Bem, os governos do Sudeste Asiático são um tanto peculiares. Digo isso porque eles governam bastante mal. O governo chinês, por exemplo, é tão centralizado e lento/complicado que não consegue viavelmente manter o controle de sua colossal população. O Vietnã, tanto em contraste quanto em similitude, tem governo tão fraco que muitas pessoas logram vier e ir sem ser notadas. Assim, a administração fica confinada às densamente povoadas terras baixas. Embora a geografia, no passado, tivesse aquinhoado tais áreas com recursos abundantes, as iniciativas do Estado triunfaram. Guerra, doença, disparidade econômica, tensões sociopolíticas e outras mazelas afligem essas regiões “civilizadas.” Assim, não é incomum as pessoas fugirem para as terras altas. Os zomianos, ao longo do tempo, basicamente rejeitaram a vida dos habitantes de terras baixas. São algo análogo ao que algumas pessoas chamam de ciganos ou caipiras (não nos sentidos depreciativos) - uma sociedade de foras-da-lei demasiado fora de alcance, tanto geográfica quanto socialmente, para o Estado despender seus esforços. Juntos, esses dissidentes criaram uma espécie de antinação. 
The different peoples of Zomia have made for themselves a unique way of life. They do not live with most modern amenities, which is regrettable, but they do find methods of sustainability and sustenance off the grid (mainly through hunting, gathering, and Swidden agriculture). They are also decidedly anti-government. Throughout history, Zomians have rebelled against States (from the Mughal Empire to Maoist China) and each time, more people have defected to Zomia. They also maintain very little if any sense of governance within communities. They value equality as well as faith. Yet, defying most modern thought, traditions are taught and kept by families and communities, not instilled through schools or propaganda. There are anywhere between 5 and 30 ethnic groups within Zomia. Though they have dozens of languages and dialects, the Zomians operate on a more or less market economy with distinct primitivists roots, valuing material wealth as well as hard work and sacrifice. Their traditions are widely varied, especially because they hold fast to them as a way to distinguish themselves from their governed neighbors. However, what really boggles the mind is that these seemingly separate cultures have come together to form a pretty much cohesive civilization, where everything from language to religion constantly adapt to fit the people themselves. Zomia seems, then, to be a sort of Wild West Hong Kong, where life is wild and free and organic. It is simultaneously regressing and progressing. It’s the principle of spontaneous order in action today. If you have not read more into Zomia, I encourage you to do it today.
Os diferentes povos de Zomia criaram para si estilo ímpar de vida. Não vivem a maior parte das amenidades modernas, o que é lamentável, mas encontram métodos de sustentabilidade e sustento independentes (principalmente por meio de caça, cata e agricultura de roçado). São também decididamente contrários ao governo. Ao longo da história, os zomianos rebelaram-se contra os estados (do Império Mughal à China maoísta) e, cada vez, mais pessoas desertaram para Zomia. Mantêm, também, pouco, se é que algum, senso de governança dentro das comunidades. Valorizam a igualdade, tanto quanto a fé. No entanto, desafiando a maior parte do pensamento moderno, as tradições são ensinadas e mantidas por famílias e comunidades, não instiladas por meio de escola e propaganda. Há coisa de entre 5 a 30 grupos étnicos dentro de Zomia. Embora tenham dezenas de línguas e dialetos, os zomianos funcionam mais ou menos numa economia de mercado com distintas raízes primitivistas, valorizando a riqueza material bem como trabalho árduo e sacrifício. Suas tradições são amplamente variadas, especialmente porque aderem fortemente a elas como forma de distinguirem-se de seus vizinhos governados. Entretanto, o que realmente assombra é que essas culturas aparentemente separadas juntam-se para formar uma civilização bastante coesiva, onde tudo, de língua a religião, constantemente adapta-se para ajustar-se às pessoas elas próprias. Zomia parece, pois, ser uma espécie de Hong Kong do Oeste Bravio, onde a vida é selvagem e livre e orgânica. É simultaneamente regressista e progressista. É o princípio da ordem espontânea em ação nos dias de hoje. Se você não leu mais acerca de Zomia, estimulo você a fazê-lo hoje.
So what can we learn from Zomia?
Portanto, o que podemos aprender de Zomia?
First, we know that government, particularly centralized government, is on the whole unnecessary for life. It is unnecessary for health, prosperity, trade, faith, family, community, and equality. Where we see strife in the governed world, we see harmony in the ungoverned.
Primeiro, sabemos que o governo, particularmente o governo centralizado, é, no geral, desnecessário para a vida. É desnecessário para saúde, prosperidade, comércio, fé, família, comunidade, e igualdade. Onde vemos contenda no mundo governado, vemos harmonia no não governado. 
Secondly, we know the State is not inevitable. There seems to be this fatalistic belief held by most people that the State will spring up unaided. No one knows how long Zomia has existed, but for what record we have, we known Zomia has never had a government, so that rules it out. We can also conclude that though the cultures within Zomia are indeed different, conflict (particularly war) is not a necessary or certain result of cultural differences. It’s been generally thought that States form through cultural similarities combined with the need for survival, and that war has always followed the clash of civilizations. Zomia (as well as all other examples within this series) shows this simply isn’t true. The Hmong or Lahu peoples of Zomia, as different they may be, have not felt the need to form States to go to war with one another. No, it’s quite the opposite. They trade. They communicate. They thrive.
Segundo, sabemos que o estado não é inevitável. Parece ser crença fatalista da maioria das pessoas que o estado aparecerá espontaneamente. Ninguém sabe por quanto tempo Zomia vem existindo mas, qualquer seja o registro que tenhamos, sabemos que Zomia nunca teve governo, portanto isso exclui aquela crença. Podemos também concluir que embora as culturas dentro de Zomia sejam na verdade diferentes, conflito (particularmente guerra) não é resultado necessário ou certo de diferenças culturais. Tem sido geralmente pensado que os estados se formam por meio de similaridades culturais conjugadas com a necessidade de sobrevivência, e que a guerra sempre seguiu o embate de civilizações. Zomia (bem como todos os outros exemplos desta série) mostra que isso simplesmente não é verdade. Os povos Hmong ou Lahu de Zomia, por diferentes que possam ser, não sentiram a necessidade de formar estados para ir à guerra um contra o outro. Não, é exatamente o oposto. Eles comerciam. Eles se comunicam. Eles prosperam.
Thirdly, we know that spontaneous order can supplant the State. Look at the Internet. A white Christian in Connecticut can communicate and debate with a black Muslim from Egypt and an Asian atheist from Japan all in the span of a minute. There are millions upon millions of Facebook pages and blogs and podcasts and encyclopedias devoted to the concept of an open forum. Yet, despite all differences, there is no need for armed conflict. I’ll say it again: there is no need for it. The keyboard is mightier than the sword. And it is civility and tolerance that will open the gates for the most logical and best ideas to win. The market of ideas is exactly that, an open market where anyone is free to sell their ideas and to defend them as right or wrong. As people choose to follow more efficient and ethical ideas, products appear that satisfy this progressive trend. Bitcoin, and all that it facilitates, is a wonderful example of this.
Terceiro, sabemos que a ordem espontânea pode suplantar o estado. Vejam a internet. Cristão branco em Connecticut pode comujnicar-se e debater com muçulmano preto do Egito e com ateu asiático do Japão, todos na amplitude de um minuto. Há milhões de milhões de páginas do Facebook e blogs e podcasts e enciclopédias dedicados ao coneito de fórum aberto. Não obstante, a despeito de todas as diferenças, não há necessidade de conflito armado. Di-lo-ei de novo: não há necessidade dele. O teclado é mais poderoso do que a espada. E são civilidade e tolerância que abrirão os portões para que as ideias mais lógicas e melhores vençam. O mercado de ideias é exatamente isso, mercado aberto onde todos são livres para vender suas ideias e defendê-las como certas ou erradas. À medida que as pessoas escolhem seguir ideias mais eficientes e éticas, aparecem produtos que satisfazem essa tendência progressista. Bitcoin, e tudo o que ele facilita, é esplêndido exemplo disso.
I’m not saying there haven’t been other melting pots throughout history. No, America is the most famous example of one. But the problem is that eventually all of these melting pots have failed. Why? Because politics and violence and control have won out over competition and cooperation and rationality.
Não estou dizendo não ter havido outros cadinhos ao longo da história. Não - os Estados Unidos são o mais famoso exemplo de um deles. O problema, porém, é que por fim todos esses cadinhos fracassaram. Por quê? Porque política e violência e controle venceram competição e cooperação e racionalidade. 
I’m not saying everyone has to stop what they’re doing right now and jump on board for the Stateless society. I’m not saying we should secede and live like cavemen. I’m not asking you to engage in civil disobedience or to join the black market. I’m not even asking you to live like they did in Brehon Ireland or Moresnet or like they are living in Zomia. I’m asking you, whoever is reading this, to think of a better world. Think of a world without institutionalized force. Think of a world without the legitimized and systematic theft, kidnapping, murder, slavery, impressment, serfdom, cronyism, excess, poverty, fraud, propaganda, and strife which all make up the State. You only need to pick up a history book to see the eternal and inherent evils of the State, from Rome to Rwanda to America. We’ve seen hundreds of revolutions crushed under their own weight when they turn to politics to solve their problems. But doesn’t have to be so. We shouldn’t lose heart – actually, there’s very little reason to.
Não estou dizendo que todo mundo tenha de parar o que está fazendo no momento e embarcar numa sociedade sem estado. Não estou dizendo que devamos separar-nos e viver como homens das cavernas. Não estou pedindo a você para lançar-se a desobediência civil ou a juntar-se ao mercado paralelo. Não estou sequer pedindo a você para viver como viviam na Irlanda Brehon ou em Moresnet ou como vivem em Zomia. Estou pedindo a você, quem quer que esteja lendo isto, a pensar num mundo melhor. Pensar num mundo sem força institucionalizada. Pensar num mundo sem legitimados e sistemáticos roubo, sequestro, assassínio, escravatura, alistamento militar obrigatório, servidão, nepotismo, excesso, pobreza, fraude, propaganda e conflito que, todos, compõem o estado. Você só precisa pegar um livro de história para ver as perversidades eternas e inerentes do estado, de Roma a Rwanda a Estados Unidos. Já vimos centenas de revoluções esmagadas sob o próprio peso quando se voltam para a política para resolver seus problemas. Não tem de ser assim, contudo. Não devemos sentir-nos descorçoados - na verdade, há pouco motivo para tal.
Liberty has worked. History has shown government is oppression and that freedom is by far more conducive to happiness. If ten examples of working Anarchism don’t convince you to at least be politically agnostic, then you may be beyond hope. For those of you who have read this series and have come to question the system, congratulations. “Knowing is half the battle,” as they say.
A liberdade/emancipação tem funcionado. A história tem mostrado que o governo é opressão e que a liberdade é de longe mais conduzente a felicidade. Se dez exemplos de anarquismo em funcionamento não convencerem você a pelo menos ser politicamente agnóstico, então você poderá estar além da esperança. Para aqueles de vocês que leram esta série e vieram a questionar o sistema, parabéns. “Conhecimento é metade da batalha,” como dizem.
The revolution is alive, burning inside the hearts and minds of all who believe in unrestrained freedom. You are the resistance. I don’t know what the solution will be. It could be peaceful parenting, insurrection, Agorism, homesteading, education, secession, home-schooling, emigration, permaculture, or a combination of all of the above. We can draw on each other’s knowledge and products to make the State irrelevant. Each person has the dignity and the capacity to create a world where liberty lives. And where liberty lives, peace, equality, and prosperity will follow.
A revolução está viva, queimando por dentro os corações e mentes de todos os que acreditam em liberdade sem restrições. Vocês são a resistência. Não sei qual será a solução. Poderá ser progenitura pacífica, insurreição, agorismo, apropriação, educação, secessão, escolarização doméstica, emigração, permacultura, ou combinação de todas os acima. Podemos recorrer ao conhecimento e aos produtos uns dos outros para tornar o estado irrelevante. Cada pessoa tem a dignidade e a capacidade de criar um mundo onde a liberdade viva. E onde a liberdade viva, paz, igualdade e prosperidade seguir-se-ão. 
Read the previous parts of the series here:
Leia as partes anteriores desta série aqui:
Part 1: [Please see link in the original]
Parte 1: [Por favor veja link no original}
Part 2: [Please see link in the original]
Parte 2: [Por favor veja link no original}
Part 3: [Please see link in the original]
Parte 3: [Por favor veja link no original}
Part 4: [Please see link in the original]
Parte 4: [Por favor veja link no original}
Part 5: [Please see link in the original]
Parte 5: [Por favor veja link no original]
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Saturday, July 26, 2014

THE ART OF NOT BEING GOVERNED / Anarchy – Never Been Tried? Part V: Anarchy in the U.S.A.???



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PORTUGUÊS
THE ART OF NOT BEING GOVERNED
A ARTE DE NÃO SER GOVERNADO
Anarchy – Never Been Tried? Part V: Anarchy in the U.S.A.???
Anarquia – Nunca Foi Tentada? Parte V: Anarquia nos Estados Unidos???
Posted on November 26, 2013 by ts
Afixado em 26 de novembro de 2013 por ts
This is the fifth in a series of posts on historical free and anarchic societies by guest-author Daniel Hawkins
Esta é a quinta de uma série de afixações acerca de sociedades históricas livres e anárquicas, pelo autor convidado Daniel Hawkins
Americans are in trouble.
Os estadunidenses estão em dificuldades.
If you’ve been watching the news at all lately, you know this is true. The American government is larger than it has ever been before.
Se você estiver vendo as notícias em qualquer medida recentemente, sabe que é verdade. O governo estadunidense é maior do que jamais foi.
The healthcare industry is being completely transformed into something horrendous. The United States military has bases in over 130 countries, and is rapidly expanding into Africa. The National “Security” State is by-far the largest it has ever been, spying on nearly everyone on Earth. Domestic police have been killing an average of 500 innocent civilians every year for the past 10 years. FDA raids are being conducted against people who sell lemonade and raw milk. Entitlements are completely insolvent. The government spends about twice the amount on corporate welfare for industries like pharmaceuticals and energy than it does social welfare (which is still a problem). Promises aren’t being fulfilled by those who’ve made them. The poor are getting poorer, the rich richer. The dollar’s value is tanking. Things aren’t looking good.
A área de serviços de saúde está sendo completamente transformada em algo horrendo. A instituição militar dos Estados Unidos tem bases em mais de 130 países, e está-se rapidamente expandindo na África. O Estado de “Segurança” Nacional é, de longe, o maior que já foi, espionando praticamente todas as pessoas da Terra. A polícia doméstica vem matando média de 500 civis inocentes cada ano, nos últimos 10 anos. Incursões da Administração de Medicamentos e Alimentos contra pessoas que vendem limonada e leite não pasteurizado. Os direitos adquiridos estão praticamente insolventes. O governo gasta, com assistencialismo corporativo para indústrias tais como a farmacêutica e a de energia, cerca do dobro do que gasta em assistencialismo social (o qual ainda assim é problema). Promessas não são cumpridas por aqueles que as fizeram. Os pobres estão ficando mais pobres, os ricos mais ricos. O valor do dólar está despencando. As coisas não estão com boa cara.
And it’s this isn’t new. The US government has been heading down this path for a long time. The march to despotism started has been a long and disturbing one: policies like the Alien and Sedition Acts, the Trail of Tears, slavery, segregation, the policies enacted during the Civil War, the Espionage Act, the creation of the Fed, the New Deal, internment camps, the Red Scare, the War on Poverty, the War on Drugs, the War on Terror, the PATRIOT Act, the NDAA, and about every war the US government has been involved with, and a myriad of other things that would and should terrify any sensible person have all contributed to where we are today.
E isso não é novo. O governo dos Estados Unidos vem caminhando nesse sentido há muito tempo. A marcha para o despotismo tem sido longa e inquietante: políticas como as Leis de Estrangeiros e Sedição, a Trilha das Lágrimas, escravatura, segregação, as políticas aprovadas durante a Guerra Civil, a Lei de Espionagem, a criação do Fed, o Novo Pacto, campos de internamento, a Ameaça Vermelha, a Guerra à Pobreza, a Guerra às Drogas, a Guerra ao Terror, a Lei PATRIOT, a Lei de Autorização de Defesa Nacional - NDAA, e praticamente toda guerra na qual envolvido o governo dos Estados Unidos, e uma miríade de outras coisas que atemorizariam e deveriam atemorizar qualquer pessoa sensata contribuíram, todas, para o onde estamos hoje.
But as bloated and corrupt and slimy the US government is, there is still some hope. Like always, to find the solution for the future, we must look to the past. It’s probably hard to believe now, but Americans haven’t always been so docile and brainwashed. In fact, I bet what I’m about to tell you will change the way you think about how society can work, even with such an oppressive government as ours.
Por mais, porém, que o governo dos Estados Unidos esteja inchado e corrompido e seja imoral, há ainda alguma esperança. Como sempre, para encontrar a solução para o futuro, precisamos olhar para o passado. É provavelmente difícil acreditar hoje, mas os estadunidenses nem sempre foram tão dóceis e de cérebro lavado. Na verdade, aposto que aquilo que estou prestes a relatar mudará o modo pelo qual você acha que a sociedade pode funcionar, mesmo com governo opressor como o nosso.
America was founded by Anarchists.
Os Estados Unidos foram fundados por anarquistas.
Yes, it’s true. But let me make a note: I’m not saying Washington or Lincoln were Anarchists. They definitely weren’t. No, I’m talking about our lost forefathers. I’m talking about the radicals, the rebels who said “hell no” to Statism long before it was this big of a problem, and who so bravely laid a road map for how we should tackle today’s problems.
Sim, é verdade. Permitam-me, porém, fazer um registro: não estou dizendo que Washington ou Lincoln eram anarquistas. Definitivamente não eram. Estou falando é de nossos ancestrais perdidos. Estou falando dos radicais, os rebeldes que disseram “decididamente não” ao estatismo muito antes de este ser um enorme problema, e que tão bravamente traçaram um mapa da mina para como deveríamos atacar os problemas de hoje.
The Apostles of Anarchy
Os Apóstolos da Anarquia
Most Americans know something about every state—a little stereotypical fact or something. In many minds, Pennsylvania is famous for Philly cheese-steaks, the Constitutional convention, Amish furniture, and chocolate. But what if I said Pennsylvania should be famous for Anarchism?
Os estadunidenses, em sua maioria, sabem algo acerca de cada estado — algum pequeno fato estereotípico ou alguma coisa. Em muitas mentes, Pennsylvania é estado famoso por seus sanduíches de carne com queijo, a convenção constitucional, móveis Amish, e chocolate. Mas e se eu dissesse que Pennsylvania deveria ser estado famoso pelo anarquismo?
Founded by William Penn in the late 1600s, the colony of Pennsylvania was settled mostly by members of the Society of Friends (more commonly called Quakers). Though they weren’t the first or only group to practice Religious Anarchism, the Friends are a special group of people. With no formal ties to any organized body, the Quakers have always celebrated individuality and uniqueness. Most people in the 1600s didn’t like this. Amid constant wars between Theocrats, the Quakers found the common denominator in this chaos and sought to eliminate it: the State.
Fundada por William Penn no final dos anos 1600, a colônia de Pennsylvania foi estabelecida principalmente por membros da Sociedade dos Amigos (mais comumente chamados de quakers). Embora não fosse o primeiro ou único grupo a praticar anarquismo religioso, os Amigos são um grupo especial de pessoas. Sem vínculos formais com qualquer entidade organizada, os quakers sempre celebraram individualidade e singularidade. A maioria das pessoas dos anos 1600 não gostava disso. Entre constantes guerras entre teocratas, os quakers encontraram o denominador comum naquele caos e procuraram eliminá-lo: o estado.
Cast out by their peers as a fringe sect, the original Quakers sought places where they could freely practice their faith. The young and promising America provided such a haven. And they needed one. Though their members still differ widely on the political spectrum, many Quakers have a penchant for anti-Statism. Holding pacifism as a central tenet of Quaker life, they have traditionally opposed taxes, conscription, nuclear arms, and the worship of or loyalty to the very earthly and very imperfect State. And while their ideologies vary from Communism to Capitalism, many Quaker colonies have made their living as rather brilliant entrepreneurs within their communities and outside them.
Repelidos por seus pares como seita marginal, os quakers originais procuraram lugares onde pudessem praticar livremente sua fé. A jovem e promissora América proporcionava tal lugar de refúgio. E eles precisavam de lugar da espécie. Embora seus membros diferissem amplamente no espectro político, muitos quakers tendiam para o antiestatismo. Defendendo o pacifismo como princípio central da vida quaker, eles tradicionalmente se opuseram a tributos, alistamento militar, armas nucleares e adoração ou lealdade do extremamente mundano e imperfeito Estado. E embora suas ideologias variem de comunismo a capitalismo, muitas colônias quakers ganhavam seu sustento graças a empreendedores consideravelmente brilhantes dentro das comunidades e fora delas.
William Penn was a Quaker himself, and in the beginning, he was a benevolent ruler. His incentives to immigrants brought in diverse jobs, and he made it a point (through treaties and community action) to foster an amicable, if not equal, relationship with the Native American population. The ethical principles of the early Quakers permeated Pennsylvanian culture and spread throughout the colony. With their 12,000+ lives already separated greatly from the more regulated, stratified European States, Pennsylvania became an intensely independent place. In fact, Penn lifted all taxes (which were already very light) on the colony for two years. Unfortunately, power corrupts, and it did. The colony’s unique bicameral legislature operated in a very dubious way, and tensions within and without the parliament soon rose.
William Penn era, ele próprio, quaker e, no começo, governante benévolo. Seus incentivos a imigrantes trouxeram diversas atividades profissionais, e ele se empenhou (por meio de tratados e ação comunitária) em promover relacionamento amigável, se não igualitário, com a população americana nativa. Os princípios éticos dos primeiros quakers permearam a cultura de Pennsylvania e espalharam-se pela colônia. Com seus mais de 12.000 habitantes já grandemente separados dos estados europeus mais estratificados, Pennsylvania tornou-se lugar intensamente independente. Na verdade, Penn suspendeu todos os tributos (que já eram muito baixos) da colônia por dois anos. Infelizmente, o poder corrompe, e o fez. O legislativo bicameral exclusivo da colônia funcionava de maneira muito dúbia, e logo surgiram tensões dentro e fora do parlamento.
Following the inevitable path of Statism, Pennsylvania society separated into the politically connected and the common taxpayers. The Quakers, as pure as some of them were, were no exception to this rule. Those with influence within Penn’s circle held sway over domestic business and politics. As governor, Penn even granted himself a lime monopoly that caused anger with those who wanted to compete, and he also passed laws prohibiting any written criticism of himself or his government.. As young as it was, the once egalitarian and peaceful colony seemed on the verge of collapse.
After they had a taste of it, the commoners of Pennsylvania couldn’t get enough of their freedom. Simply put, they wanted to do what they wanted. It sounded crazy then, and sadly, it sounds crazy today. They just wanted to practice their faith and associate with each other without anyone telling them what to do. They refused to pay feudal quitrents, they refused to pay taxes, and they refused to call their parliament to session. The powerful, on the other hand, wanted more privilege and wealth to siphon from the colonists. The governor tried to administer his colony, but the tides of liberty were strong, and he couldn’t help but to make more and more concessions. Penn even sent military and administrative officials to uncooperative communities, but to no avail. By 1690—after about 10 years of Anarchy in Pennsylvania—Penn lost his authority over the colony. The colonists went about in a voluntary, peaceful, prosperous way long after he died. The parliament met occasionally, but only a handful of resolutions were passed. The people didn’t need or want their government. Parliament couldn’t help but practice “salutary neglect.” Pennsylvania grew ever-more unique, creating their own commodity-backed currency and welcoming other outcast sects like the Amish. They even had Natives from the area come into their communities as traders, babysitters, and jurors. Pennsylvania’s treaty with the Natives remains, to this day, the only treaty ever signed and fulfilled by white settlers.
Segundo a inevitável vereda do estatismo, a sociedade de Pennsylvania cindiu-se com, de um lado, os contribuintes politicamente conexos e, de outro, os contribuintes comuns. Os quakers, por puros que alguns deles fossem, não foram exceção à regra. Aqueles com influência junto ao círculo de Penn passaram a controlar os negócios e a política doméstica. Como governador, Penn inclusive concedeu a si próprio monopólio sobre o calcário que causou muita raiva naqueles que desejavam competir, e também aprovou leis proibindo qualquer crítica por escrito a ele ou a seu governo. Ainda jovem, a de início igualitária e pacífica colônia parecia à beira do colapso. Depois de terem sentido certo gosto de liberdade, as pessoas comuns de Pennsylvania não podiam ter liberdade suficiente. Dito de maneira simples, elas queriam fazer o que desejassem. Parecia insanidade então e, infelizmente, parece insanidade hoje. Elas só queriam praticar sua fé e associarem-se umas com as outras sem ninguém a dizer-lhes o que fazer. Recusavam-se a pagar imposto fundiário, recusavam-se a pagar tributos, e recusavam-se a chamar seu parlamento para sessão. Os poderosos, por outro lado, queriam mais privilégio e riqueza extraída dos colonos. O governador tentava administrar sua colônia, mas a maré de liberdade/emancipação era forte, e ele só conseguia fazer cada vez mais concessões. Penn até enviou autoridades militares e administrativas para comunidades não cooperadoras, mas sem resultado. Em 1690 — depois de cerca de 10 anos de anarquia na Pennsylvania — Penn perdeu sua autoridade sobre a colônia. Os colonos passaram a viver de maneira voluntária, pacífica e próspera por muito tempo depois da morte dele. O parlamento reunia-se ocasionalmente, mas apenas um punhado de resoluções foi aprovado. As pessoas não precisavam nem queriam seu governo. O parlamento só conseguia praticar “negligência salutar.” Pennsylvania cresceu cada vez mais singular, criando sua própria moeda sustentada por commodities e dando as boas-vindas a outras seitas marginalizadas, como os Amish. Até teve nativos da área vindo para suas comunidades como comerciantes, babás e jurados. O tratado de Pennsylvania com os nativos permanece, até hoje, o único tratado assinado e cumprido por colonos brancos.
Sadly, though, all good things must come to an end. The Anarchist dream of Pennsylvania eventually fell apart. After the French and Indian War, the Revolutionary War brought Philadelphia to the forefront, where Benjamin Franklin and other founders launched their campaign against Great Britain. Pennsylvania’s currency was replaced, their government replaced by the Continental Congress, and their men enlisted into Washington’s army. After the Revolution, the colony became a state, and was assimilated into the United States of America. A few—albeit passionate—rebellions were staged against the young (but tyrannical) US government. But the free people of Pennsylvania were crushed by the very people who claimed to represent freedom. But for about 30 (or more) glorious years, Pennsylvania was truly free and beautiful.
Infelizmente, contudo, todas as coisas boas têm de chegar ao fim. O sonho anarquista de Pennsylvania finalmente acabou. Depois da Guerra Francesa e Índia, a Guerra Revolucionária levou Philadelphia para a posição mais eminente, onde Benjamin Franklin e outros fundadores lançaram sua campanha contra a Grã-Bretanha. A moeda da Pennsylvania foi substituída, o governo substituído pelo Congresso Continental, e os homens alistados no exército de Washington. Depois da Revolução, a colônia tornou-se estado, e foi assimilada aos Estados Unidos da América. Umas poucas — embora apaixonadas — rebeliões foram organizadas contra o jovem (porém tirânico) governo dos Estados Unidos. As pessoas livres de Pennsylvania, porém, foram esmagadas exatamente pelas pessoas que asseveravam representar a liberdade. Todavia, durante cerca de 30 (ou mais) gloriosos anos, Pennsylvania foi realmente livre e linda.
But Pennsylvania isn’t alone in its dream. Throughout history, religious societies opposed to the State have flourished. From the Dhoukobors to the Jewish Renewal movement, Religious Anarchism has a rich and tenacious history. Authors like Leo Tolstoy and Khan Abdul Ghaffar Khan have written extensively on how the State threatens people of faith. Even today, it is alive and well. In England, for example, the community of Stapleton (founded by a cousin organization to the Quakers) operates in open defiance to the UK government, asserting their rights to faith, life, and liberty. If you haven’t heard of it, that’s probably a good thing, especially these days. But there is no question, the tradition of friendly, Stateless life lives on, and there is hope it will continue.
Pennsylvania não está porém sozinha nesse sonho. Ao longo da história, sociedades religiosas opositoras do Estado floresceram. Dos dhoukobors ao movimento de Renovação Judaica, o anarquismo religioso tem rica e tenaz história. Autores como Leo Tolstoy e Khan Abdul Ghaffar Khan escreveram extensamente acerca de como o Estado ameaça as pessoas de fé. Até hoje [essa tradição, N.doT] está viva e vigorosa. Na Inglaterra, por exemplo, a comunidade de Stapleton (fundada por organização prima dos quakers) funciona em aberto desafio ao governo do Reino Unido, afirmando seus direitos a fé, vida e liberdade. Se você não ouviu falar dela, isso é provavelmente algo positivo, especialmente em nossos dias. Não há dúvida, porém, de que a tradição de vida amigável, sem estado, continua viva, e há esperança de que continue.
Mutually Assured Construction
Construção Mutuamente Assegurada
You might have heard of a man named Josiah Warren. In fact, if you’re reading this article, you probably have. Besides being an inventor, musician, and writer, he was also one of the world’s greatest philosophers. You see, Josiah Warren was the first ever Anarchist.
Talvez você tenha ouvido falar de um homem chamado Josiah Warren. Na verdade, se você estiver lendo este artigo, provavelmente terá. Além de ser inventor, músico e escritor, foi também um dos maiores filósofos do mundo. Pois Josiah Warren foi o primeiro anarquista que jamais existiu.
But here’s another note: If you’ve read any past articles from this series, you know that many, many people have believed in and practiced Anti-Statism. But Josiah Warren was the first ever person (an American, at that) to vocalize and pen the philosophy of Anarchism.
Eis porém aqui outra observação: se você já tiver lido quaisquer artigos passados desta série, sabe que muitas pessoas já acreditaram e praticaram antiestatismo. Josiah Warren, contudo, foi a primeira pessoa (estadunidense, ademais) a formular verbalmente e a escrever a filosofia do anarquismo.
Dissatisfied with slavery, corporatism, and other ills that infected the young United States, Warren closed his factory and left his home for New Harmony, Indiana. The town of Harmony already existed (founded by one of the many religious sects during the Second Great Awakening), but Josiah Warren and his compatriot Robert Owen sought to build a heaven on earth.
Dessatisfeito com escravidão, corporatismo e outras enfermidades que infectavam os jovens Estados Unidos, Warren fechou sua fábrica e deixou seu lar, indo para New Harmony, Indiana. A cidadezinha de Harmony já existia (fundada por uma das muitas seitas religiosas durante o Segundo Grande Reavivamento), mas Josiah Warren e seu compatriota Robert Owen buscavam construir um céu na terra.
The whole idea for a town run without any government administration was actually Owen’s idea. Robert Owen, some of you might know, was a major proponent of the Labor Theory of Value and one of the founders of Anarcho-Communism. With a disdain for property and individualism, Owen attempted to form New Harmony around these ideals. Unfortunately, the experiment largely failed. This prompted the young and industrious Warren to pick up his things and start all over.
A ideia toda de uma cidade gerida sem nenhuma administração governamental foi na verdade ideia de Owen. Robert Owen, alguns de vocês talvez saibam, foi um dos principais proponentes da Teoria do Valor-Trabalho e um dos fundadores do anarcocomunismo. Com desdém por propriedade e individualismo, Owen tentou organizar Harmony em torno desses ideais. Infelizmente o experimento falhou em grande parte. Isso incitou o jovem e industrioso Warren a juntar seus pertences e a começar tudo de novo.
For his own experiment, Warren thought he’d try something different. Individual autonomy and property rights would be key. In Ohio, he created the community of Utopia (but don’t worry, he wasn’t so arrogant as to name it that—it was also a carry-over from another religious sect). It was there that Warren began to formulate his idea of Mutualism, a system of trade based around the LTV. From 1847 to the early 1860s, Utopia exploded in population and wealth. Forward-thinkers came to the town to set up home and shop, eager to experiment in a market economy with no regulations or laws. By the 1850s, when Warren returned from one of his many adventures, the town had several factories, stores, and other attractions. Tragically, the Civil War came to Ohio. As a crucial Union state, Lincoln’s administration wanted to squeeze as much military might out of Ohio as possible. Warren’s decision to make Utopia a by-invitation-only community led to disaster when the Union bought all surrounding land, making expansion virtually impossible. Original inhabitants stayed in the area at least until the 1870s, but eventually the state of Ohio absorbed the county Utopia is in today.
Para seu próprio experimento, Warren achou que deveria tentar algo diferente. A chave seriam autonomia individual e direitos de propriedade. Em Ohio, ele criou a comunidade de Utopia (mas não se preocupem, ele não era arrogante a ponto de dar-lhe esse nome - o nome foi transposição oriunda de outra seita religiosa). Foi lá que Warren começou a formular sua ideia de mutualismo, sistema de comércio alicerçado em torno da Teoria do Valor-Trabalho. De 1847 até o início dos anos 1860, Utopia explodiu em população e riqueza. Pensadores de vanguarda foram para aquela cidadezinha para se estabelecer e comerciar, ansiosos para fazerem experiências numa economia de mercado sem regulamentações ou leis. Nos anos 1850, quando Warren voltou de uma de suas muitas aventuras, a cidade tinha diversas fábricas, lojas e outras atrações. Tragicamente, a Guerra Civil chegou a Ohio. Como estado crucial da União, a administração Lincoln desejava extrair tanto poderio militar de Ohio quanto possível. A decisão de Warren de tornar Utopia comunidade acessível só a partir de convite levou ao desastre quando a União comprou toda terra circundante, tornando a expansão praticamente impossível. Os habitantes originais ficaram na área pelo menos até os anos 1870, mas finalmente o estado de Ohio absorveu o condado onde hoje se situa Utopia. 
But, always persistent, Warren was not finished by a long shot. While he was away from Utopia, Warren teamed up with Individualist Anarchist and polymath Stephen Pearl Andrews. Together, they founded the town we call Brentwood, Long Island. From 1851 onward, the community expanded as the ideas of Anarchism spread throughout the world. And this time, instead of inviting certain people, all were free to move to what the pair called Modern Times. Transcendentalists, teachers, doctors, hedonists, writers, entrepreneurs, and an array of other castaways formed the colony’s growing but manageable population.
Sempre persistente, porém, Warren não entregou os pontos. Enquanto estava longe de Utopia, Warren aliou-se ao anarquista individualista e polímate Stephen Pearl Andrews. Juntos, fundaram a cidadezinha que chamamos de Brentwood, em Long Island. De 1851 em diante, a comunidade expandiu-se à medida que as ideias de anarquismo espalhavam-se pelo mundo. E dessa vez, em vez de convite dirigido a certas pessoas, todos eram livres para mudarem-se para o que a dupla chamou de Tempos Modernos. Transcendentalistas, professores, médicos, hedonistas, escritores, empreendedores e um séquito de outros marginais formaram a população crescente mas administrável da colônia.
Again, though, the tides of war proved unstoppable. The Union, very present in New York, bought up and/or incorporated the surrounding land. Eventually, the original population dwindled. By the 1900s, Brentwood, NY was incorporated and its history was lost.
Outra vez, porém, a maré da guerra comprovou-se insopitável. A União, muito presente em New York, comprou e/ou incorporou a terra circunjacente. Finalmente, a população original minguou. Ao chegarem os anos 1900, Brentwood, NY foi incorporada e sua história foi perdida. 
By the end of his life, Warren was supremely satisfied with what he accomplished. With nothing but a pen and a dream, he managed to convince hundreds of people to follow his ideal: that humankind is meant to be free. Without the mammoth State watching, coercing, and forcing people around, these two communities lived in absolute peace and harmony. Voluntarily trading and cooperating, they created the most efficient and enjoyable way of life, free from their contemporary horrors like slavery and conscription. Instead, they bloomed.
No final da vida, Warren estava supremamente satisfeito com o que realizara. Com nada a não ser caneta e sonho, conseguiu convencer centenas de pessoas a seguirem seu ideal: o de que o gênero humano está programado para ser livre. Sem o descomunal Estado vigiando, coagindo e forçando as pessoas, aquelas duas comunidades viveram em absoluta paz e harmonia. Comerciando e cooperando voluntariamente, criaram o mais eficiente e aprazível estilo de vida, livre dos horrores contemporâneos tais como escravatura e alistamento. Em vez disso, elas floriram.
With these examples in mind, there is no reason that we, as a society, cannot replicate them. Time and time again, we have seen States (like America) remorselessly abuse the people they claimed to represent. And time and time again, the abused make the terrible mistake of replacing their governments with even more government. French Revolutionary Jean Varlet summed up this problem:
Com esses exemplos em mente, não há porque nós, como sociedade, não possamos reproduzi-los. Outra e outra vez temos visto Estados (como os Estados Unidos) abusarem sem remorso das pessoas que alegam representar. E outra e outra vez as vítimas de abuso cometem o terrível equívoco de substituir seus governor por mais governo ainda. O revolucionário francês Jean Varlet resumiu esse problema: 
“Government and revolution are incompatible, unless the people wishes to set its constituted authorities in permanent insurrection against itself.”
“Governo e revolução são incompatíveis, a menos que o povo deseje estabelecer autoridades constituídas em permanente insurreição contra elas próprias.”
But these Anarchic societies haven’t failed through their own flaws. Without fail, the peaceful, prosperous people of societies like the Icelandic Commonwealth or Moresnet have seen the thunderous boots of tax-fueled armies pouring into their land, taking their resources, destroying their way of life, and—to add insult to injury—completely forgetting their history. No, these Edens were destroyed by the original sin of government.
Essas sociedades anárquicas, contudo, não fracassaram por causa de seus próprios defeitos. Sem exceção, as pessoas pacíficas e prósperas de sociedades tais como a Comunidade Islandesa ou Moresnet viram as brutais botas de exércitos abastecidos por tributos derramando-se em sua terra, tomando seus recursos, destruindo seu estilo de vida e — para acrescentar insulto à injúria — esquecendo completamente sua história. Esses édens foram destruídos pelo pecado original consistente no governo.
Isn’t it time we woke up? Isn’t it time we stop reliving our nightmares over and over and over? Life can be more than what it is. We, as a species, have slowly but surely been watching this, and we’ve been getting sick of it. We’ve been getting sick of violence and theft and poverty. Something needs to happen. But what we shouldn’t keep clinging to the idea that we need someone to control us. If we do, nothing will change. The human race will forever kill itself.
Não é hora de acordar? Não é hora de parar de viver de novo nossos pesadelos outra e outra vez? A vida pode ser mais do que isso. Nós, como espécie, temos vagarosa mas seguramente assistido a isso, e estamos ficando fartos disso. Estamos ficando fartos de violência, roubo e pobreza. Algo precisa acontecer. Mas para isso precisamos parar de aferrar-nos à ideia de que precisamos de alguém para controlar-nos. Se continuarmos com essa idea, nada mudará. A raça humana matar-se-á para sempre. 
There is overwhelming evidence Anarchy can work. Anarchy does work. Let’s stop with this petty excuse that it can’t be done. Let’s stop saying it will always fail. No, it is possible. It will be successful if only we get out of our own way. Let’s stand up like the human beings we are and say, “No. I’m a responsible person. I’ll succeed or fail on my own. I can be trusted to deal equitably with others. I do not need someone spying on me, I do not need someone stealing from me, I do not need someone threatening me. I am an adult. I will buy what I want from those who are willing to sell. I will sell what I want to those that are willing to buy. I will not hurt my neighbors or my friends or my family. I am not a tax cow that needs to be harnessed and milked. I am a human, and I alone will determine my fate.”
Há avassaladora evidência de que a Anarquia pode funcionar. Anarquia funciona. Paremos com essa desculpa trivial de que não funciona. Paremos de dizer que ela sempre fracassa. Não: ela é possível. Será bem-sucedida se tão somente nos empenharmos. Levantemo-nos como seres humanos que somos e digamos “Nada disso. Sou pessoa responsável. Serei bem-sucedido ou fracassarei por mim próprio. Mereço a confiança de lidar equanimemente com os outros. Não preciso de alguém me espionando, não preciso de alguém roubando de mim, não preciso de alguém ameaçando-me. Sou adulto. Comprarei o que quiser daqueles que estejam dispostos a vender. Venderei o que quiser para aqueles dispostos a comprar. Não causarei dor a meus vizinhos ou amigos ou família. Não sou uma vaca tributável que precisa ser atrelada e ordenhada. Sou ser humano, e apenas eu determinarei meu destino.”
And, lucky for us, that is happening right now.
E, felizmente para nós, isso está acontecendo agora mesmo.
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