Monday, May 5, 2014

Objectivism for Intellectuals - How to Show That Taxation is Robbery



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PORTUGUÊS
Objectivism for Intellectuals
How to Show That Taxation is Robbery
Comos Mostrar Que Tributação É Roubo
The following article is not a general proof of the Objectivist principle that the initiation of physical force is destructive to human life; but it will show that taxation is equivalent to robbery and, when carried out for wealth redistribution, is actually more harmful to more people than the robberies committed by criminals in First-World countries. (A general proof of the destructiveness of initiated force does exist, and I may go through it at some point in the future.)
O artigo a seguir não é prova geral do princípio objetivista segundo o qual a iniciativa de uso de força física é destrutiva para a vida humana; mostrará, porém, que tributação é equivalente a roubo e que, quando efetuada para redistribuição de riqueza, é em realidade mais danosa a mais pessoas do que os roubos cometidos por criminosos nos países do Primeiro Mundo. (Prova geral da destrutividade da iniciativa de uso da força existe, e talvez eu a exponha metodicamente em algum momento do futuro.)
The Hypothetical Showing the Connection
Situação Hipotética Reveladora da Conexão
If I have earned, say, $1,000 this week through my own labor, and another man comes up to me, points a gun at me, and tells me to give him the money, so he can pay his rent, is this robbery? Is it legal for him to do it? What if he tells me it’s for his friend’s rent? Is that robbery/legal? What if he gets 9 of his friends and they all tell me I need to give him my money? Is that robbery/legal? What if the 10 men write up a document that says I have to give him my money, and they include me in a vote to affirm or reject the “law” that says I should give him my money? They all vote “yes” on the “law” and I vote ”no.” “Now,” they tell me, “we as a society of 11 have drafted a law that says that you have an obligation to give us the money. We have taken a vote and you have been outvoted. As a part of our society, you now owe us this money. If you don’t give it to us, we will imprison you at gunpoint. If you don’t like what we are doing, you can leave our territory.” Is THIS robbery? Yes, the same forcible imposition of the wills of others upon me has been made. Is it legal? Yes, actually; it is now “legal,” because a law has been voted on and passed. It is legal robbery. So, the question is: How many people does it take before this practice ceases to be robbery? A hundred? A thousand? Ten million?
Se eu tiver ganho, digamos, $1,000 esta semana em resultado de meu próprio trabalho, e outro homem vier até mim, apontar-me arma de fogo, e disser-me para dar-lhe o dinheiro, a fim de que ele possa pagar aluguel, será isso roubo? Será legal ele fazer isso? E se ele me disser que é para aluguel de amigo dele? Será isso roubo/legal? E se ele trouxer 9 amigos e todos eles me disserem que eu precisarei dar-lhe meu dinheiro? Será isso roubo/legal? E se aqueles 10 homens escreverem um documento dizendo que eu tenho de dar ao homem meu dinheiro, e me incluírem numa votação para aprovar ou rejeitar a “lei” que diz que eu deverei dar a ele meu dinheiro? Eles todos votam “sim” quanto à “lei” e eu voto ”não.” “Agora,” dizem-me eles, “nós, como sociedade de 11 pessoas, elaboramos lei a qual diz que você tem obrigação de nos dar o dinheiro. Fizemos votação e você foi voto vencido. Como parte de nossa sociedade, você agora nos deve esse dinheiro. Se você não o der a nós, prenderemos você na ponta de cano de arma. Se você não gostar do que estamos fazendo, poderá sair de nosso território.” É ISSO roubo? Sim, a mesma imposição, pela força, da vontade de outras pessoas à minha foi feita. É legal? Sim, na verdade; agora é “legal,” porque lei foi votada e aprovada. É roubo legal. Portanto, a pergunta é: Quantas pessoas são necessárias para que essa prática cesse de ser roubo? Cem? Mil? Dez milhões?
Let’s change the hypothetical a little. Let’s say that I have grown up on my parents’ farm. I take over the farm and carry on with my life. Let’s say that, this time, the ten men come to me and tell me “We’re going to take a vote on whether to build a bridge across that river a mile behind your property.” I say,  “But I don’t need or want a bridge there. I never cross that river. I do all my business on this side of it.”
Mudemos um pouquinho a situação hipotética. Digamos que eu tenha crescido na fazenda de meus pais. Assumo a fazenda e continuo levando minha vida. Digamos que, desta vez, os dez homens venham até mim e digam: “Vamos fazer votação acerca de se construir uma ponte cruzando aquele rio uma milha atrás de sua propriedade.” Digo: “Eu porém não preciso de, e nem quero, ponte ali. Nunca atravesso aquele rio. Desenvolvo todas as minhas atividades deste lado do rio.”
“Well,” they say, “we are all going to collectively decide whether to build that bridge.” They all vote to build the bridge, and I vote not to. “It’s settled,” they say, “we’ll build the bridge. We’ll all be free to use it, and all eleven of us will share the cost.”
“Muito bem,” dizem eles, “decidiremos todos, coletivamente, quanto a construir aquela ponte.” Todos eles votam a favor da construção da ponte, e eu voto contra. “Está resolvido,” dizem eles, “construiremos a ponte. Todos nós poderemos usá-la, e dividiremos o custo por nós onze.”
“But I have no business over there; I won’t use it and I don’t want to pay for it.” I say. “If I wanted a bridge there, I would either build it myself, or pay someone else to build it, and I would own it. If I eventually decide to use your bridge, I’ll pay you for access at that time.”
“Mas eu não desenvolvo nenhuma atividade do lado de lá; não usarei a ponte e não quero pagá-la,” digo. “Se eu quisesse uma ponte lá, construí-la-ia eu próprio ou pagaria alguém para construí-la, e seria o dono dela. Se ocasionalmente eu resolver usar a ponte de vocês, pagarei por acesso na ocasião.”
“You’re going to pay your share,” they say, “or we’re going to imprison you at gunpoint. By living among us, you have implicitly signed a Social Contract that says that you will help pay for anything we decide to do. You have been outvoted, so we, collectively, have decided to build the bridge. If you don’t like this arrangement, you can move far away.”
“Você pagará o seu quinhão,” dizem eles, “ou prenderemos você na ponta de cano de arma de fogo.Pelo fato de você viver entre nós, assinou implicitamente um Contrato Social que diz que você ajudará a pagar qualquer coisa que decidirmos fazer. Você foi voto vencido e portanto nós, coletivamente, resolvemos construir a ponte. Se você não gostar deste arranjo, poderá mudar-se para bem longe.”
“But all I have been doing is living here. I didn’t ask to be a part of your collective ‘we’ and I signed no ‘Social Contract.’ My mere existence is not ‘consent’ to anything. Why should I have to move out of my home if I don’t want to have money extorted from me to pay for things I don’t want you to do?”
“Mas tudo o que venho fazendo é viver aqui. Não pedi para ser parte do ‘nós’ coletivo de vocês e não assinei nenhum ‘Contrato Social.’ Minha mera existência não é ‘consentimento’ de nada. Por que deveria eu mudar-me de minha casa se não quiser ter meu dinheiro extorquido para pagamento de coisas que não quero que vocês façam?”
“Well if you don’t like it, that’s too bad,” they say, “the ten of us have more guns than you do. So you’re going to do what we say and pay us, or we’re going to put our guns to use.”
“Bem, se você não gosta, azar o seu,” dizem eles, “os dez de nós temos mais armas de fogo do que você. Portanto você fará o que dizemos e nos pagará, ou faremos uso de nossas armas de fogo.”
The Analysis
A Análise
Hopefully, this section should be stating what is obvious by now. That you don’t have a gun being waved in your face on tax day does not make paying taxes voluntary; the guns will appear eventually if you fail to pay. The number of people who helped to point the gun at someone is not a part of the definition of robbery. The number of people having the gun pointed at them is not part of the definition of robbery. Any number of people can be robbed by any number of people. Thus, there is no numerical basis for saying the above scenarios are robbery, while taxation imposed by majority vote/representatives in a country is not. Nor is there any relevance if the taxes are imposed on everyone, including the voting majority; robbers can use their own money for a cause, yet still be guilty of robbing others to pay for that cause. Nor is the amount of money the victim(s) or perpetrator(s) have part of the definition of robbery. The robbery of a wealthy victim is still robbery. Nor does it matter that, in modern societies, those who carry out the robbery are part of an organization with the function of protecting the citizenry from other force initiators (robbers, murderers, foreign invaders, etc.) It does not follow that, because the government protects us, it has the right to rob us, any more than it follows that, because it protects us, it has the right to carry out contract killings for the mob.
Espero que esta secção enucie aquilo que, a esta altura, é óbvio. O fato de você não ter uma arma sendo brandida diante de seu rosto no dia do pagamento de imposto não torna pagar impostos mais voluntário; se você deixar de pagar, as armas de fogo no final se farão presentes. O número de pessoas que ajudou a apontar a arma para alguém não é parte da definição de roubo. O número de pessoas para o qual apontada a arma não é parte da definição de roubo. Qualquer número de pessoas pode ser roubado por qualquer número de pessoas. Portanto, não há base numérica para dizer que os cenários acima são de roubo, enquanto que a tributação imposta por voto majoritário/maioria de parlamentares em um país não o é. Nem há qualquer relevância no fato de os tributos serem impostos a todos, inclusive à maioria votante; ladrões podem usar seu próprio dinheiro para uma causa e continuarem, nada obstante, a ser culpados de roubar outros para que financiem sua causa. Nem a quantidade de dinheiro da(s) vítima(s) ou do(s) perpetrador(es) é parte da definição de roubo. O roubo contra vítima rica continua sendo roubo. Nem interessa que, em sociedades modernas, aqueles que efetuam roubo sejam parte de organização com função de proteger os cidadãos de outros iniciadores de força (ladrões, assassinos, invasores estrangeiros etc.) Não se segue que, por causa de o governo nos proteger, ele tenha o direito de roubar-nos, da mesma forma que, pelo fato de proteger-nos, não passa a poder contratar assassinos de aluguel para proteger o povo.
Someone might object that dictionaries typically define “robbery” as “taking something from someone by unlawful force or threat of violence,” while taxes are “lawful.” But, as I hope the reader saw in the hypothetical, to say that something is lawful simply means that some individuals, who take themselves to be a governmental body (i.e. empowered to use force beyond immediate self-defense), have written down a directive on a piece of paper and intend to enforce it. That something is “lawful” says nothing about the moral propriety of it. (Would anyone today say that, because anti-Jewish laws were passed by a duly elected Adolf Hitler, they were thereby morally justified?) Therefore, “unlawful” should be stricken from the definition of “robbery” as a nonessential. (1)
Alguém poderia objetar que os dicionários normalmente definem “roubo” como “tomar algo de alguém por força ou ameaça de violência ilegais,” enquanto que os impostos são “legais.” Contudo, como espero que o leitor tenha enxergado na situação hipotética, dizer que algo é legal significa apenas que alguns indivíduos, que se veem como corpo governamental (isto é, dotados da faculdade de usar a força além da autodefesa imediata) escreveram uma norma num pedaço de papel e pretendem fazê-la cumprir. O fato de algo ser “legal” nada diz acerca da natureza moral de algo. (Será que alguém hoje diria que, pelo fato de leis antissemitas terem sido aprovadas por um devidamente eleito Adolf Hitler, tais leis estariam por isso moralmente justificadas?) Portanto, “ilegal” deveria ser eliminado da definição de “roubo como não essencial. (1)
But robbery must still be distinguished from recompense and fines imposed as retaliation for coercion initiated by individuals/groups, (i.e. the punishment of those who have already robbed or otherwise victimized others by coercion.) Hence, the proper definition of robbery is: “taking something from someone by initiatory force or threat of violence.”
Roubo, porém, ainda precisa ser distinguido de retribuição e multa impostas como retaliação por coerção de iniciativa de indivíduos/grupos (isto é, punição daqueles que já roubaram ou de alguma forma vitimaram outras pessoas por meio de coerção.) Portanto, a definição adequada de roubo é: “tomar algo de alguém por iniciativa do uso de força ou ameaça de violência.”
Taxation does fall under this proper definition of robbery.
A tributação com efeito recai sob essa definição adequada de roubo.
Redistributive Taxation vs. Fines for Wrongdoing
Tributação Redistributiva vs. Multas por Comportamento Inadequado
Some people will try to justify redistributive taxation of the wealthy by invoking the idea that the wealthy got that way by graft, fraud, government favors, or otherwise doing things that violate the rights of others. In some cases, especially in today’s mixed economy, this may be true. However, the mere fact that someone is wealthy does not show that this is how he became wealthy. The government should not be in the business of granting special favors to anyone, and fines, recompense and/or jail time imposed by the courts are the appropriate means of dealing with extortion or fraud, when it can be proven in a specific case.
Algumas pessoas tentarão justificar a tributação redistributiva da riqueza mediante invocarem a ideia de que os ricos obtiveram o que têm por meio de corrupção, fraude, favores do governo ou, de alguma forma, fazendo coisas que violam os direitos dos outros. Em alguns casos, especialmente na economia mista de nossos dias, isso pode ser verdade. Entretanto, o mero fato de alguém ser rico não mostra de que maneira ele se tornou rico. O governo não deveria ter função de conceder favores especiais a quem quer que seja, e multas, retribuição e/ou tempo de prisão impostos pelos tribunais são o meio apropriado de lidar com extorsão ou fraude, quando possa ser provada em caso específico.
Taxation, on the other hand, is the forcible taking of money that was, by the government’s own determination, obtained by legal means. No force or fraud has been shown to be involved; no one’s rights have been shown to have been violated. So, in taking redistributive taxes, the government is stealing money from those who earned it and giving it to those who did not.
A tributação, por outro lado, é a tomada pela força de dinheiro que, por determinação do próprio governo, foi obtido por meios legais. Não se mostrou haver qualquer força ou fraude envolvida; não se mostrou terem sido violados direitos de ninguém. Portanto, ao coletar impostos redistributivos, o governo está roubando dinheiro daqueles que o ganharam e dando-o àqueles que não o fizeram.
A Few Fallacious Arguments for Government Robbery (Taxation) Refuted
Alguns Argumentos Falaciosos Favoráveis ao Roubo Praticado pelo Governo (Tributação) Refutados
Argument: “But isn’t government taxation for its basic, legitimate functions (police, military, courts) just the government collecting what citizens owe it for protecting them? How is this any different from the government enforcing private contracts?” Refutation: In living under a government, I am delegating my personal right to retaliation and recompense against those who injure or rob me. This delegation is necessary in order to ensure objectivity in the implementation of such retaliation and recompense. But I have not been given any choice but to submit to this delegation. Since I have not voluntarily entered this arrangement, I cannot properly owe anyone (by force of law) for any element of it that I have not voluntarily chosen to take part in. I cannot legally owe anyone for what they have done without my consent, whether implicit or explicit. (Though, if I have violated someone else’s rights, then I have implicitly chosen to be subject to their retaliation, through government.) This is unlike private contracts, in which both parties voluntarily agree beforehand to be bound by them.
Argumento: “Ora, não significa a tributação governamental para as funções básicas e legítimas do governo (polícia, instituição militar, tribunais) apenas a coleta, pelo governo, daquilo que os cidadãos devem, por ele protegê-los? Em que isso é diferente de o governo fazer cumprir contratos privados?” Refutação: Em vivendo sob um governo, estou delegando meu direito pessoal de retaliação e retribuição contra aqueles que me ferem ou roubam. Essa delegação é indispensável para assegurar objetividade na implementação de tal retaliação e retribuição. Ocorre, porém, que não me foi dada nenhuma escolha a não ser submeter-me a essa delegação. Visto que não entrei nesse arranjo voluntariamente, não posso, a rigor, dever a ninguém (pela força da lei) qualquer elemento dele no qual eu não tenha voluntariamente escolhido tomar parte. Não posso legalmente dever a ninguém algo que tenha feito sem meu consentimento, implícito ou explícito. (Embora, se eu tiver violado os direitos de alguém, tenha implicitamente escolhido ficar sujeito a sua retaliação, por meio do governo.) Isso é diferente de contratos privados, nos quais ambas as partes voluntariamente entram em acordo de antemão quanto a serem obrigadas por eles.
Argument: “All known governments rob citizens for funding. Therefore robbery is necessary for the existence of government.” Refutation: This is a form of argumentum ad populum. That the vast majority (or all) of the people one knows of have chosen to do something, does not make it necessary, or good, or optimally practical. That none of the governments in the world prior to 1776 had been constitutional democratic republics did not warrant a pronouncement that such government is impossible or impractical. (See the last section of this essay for more on the practicality of a tax-free society.)
Argumento: “Todos os governos conhecidos roubam os cidadãos para financiamento. Portanto o roubo é indispensável à existência do governo.” Refutação: Essa é uma forma de argumentum ad populum. O fato de a vasta maioria (ou a totalidade) das pessoas que alguém conheça ter resolvido fazer algo não torna esse algo indispensável, ou bom, ou otimamente prático. O fato de nenhum dos governos do mundo antes de 1776 terem sido repúblicas democráticas constitucionais não justifica veredito de que tal forma de governo é impossível ou inviável. (Ver última secção deste ensaio para mais acerca da viabilidade de uma sociedade livre de tributos.)
Argument: “Without coercive redistribution from the rich to the poor, the poor would riot and/or commit more crime and make life worse for the rich. Therefore it is in the self-interest of the rich to let the government rob them for this purpose.” Refutation: This argument takes egalitarian opinions of the poor as an unchallengeable, metaphysically given absolute. It is a confusion between the metaphysical and the man-made. Human philosophical beliefs are open to evaluation and change. That any number of those who are poor believe in coercive redistribution does not make them justified in that belief. It doesn’t make them any more justified than a single robber who believes he should be able to bash your head in if you don’t give him your money. The laws of the society should be set up and enforced against those who would threaten violence, absent government redistribution. Any egalitarians–poor, middle class, or rich–should be convinced that redistribution is wrong, and that societal justice means getting what we have earned in a free market. This is the path to the most productive and peaceful society. (Should abolitionists in the US have said “Abolishing slavery will cause problems. It’s in the interests of a peaceful society to maintain the status quo, so let’s not fight for abolition”?)
Argumento: “Sem redistribuição coercitiva dos ricos para os pobres, os pobres se amotinariam e/ou cometeriam mais crime e tornariam a vida pior para os ricos. Portanto é de interesse dos ricos deixar o governo roubá-los para esse fim.” Refutação: Esse argumento toma as opiniões igualitárias dos pobres como um absoluto inquestionável, metafisicamente dado. É uma confusão entre o metafísico e o feito pelo homem. As crenças filosóficas humanas estão abertas a avaliação e mudança. O fato de qualquer número de pessoas pobres acreditar na redistribuição coercitiva não torna aquilo em que crê justificável. Não torna justificável aquilo em que crê mais do que aquilo em que acredita um ladrão/assaltante que creia estar certo macetar sua cabeça se você não lhe der seu dinheiro. Leis da sociedade deveriam ser elaboradas e feitas cumprir contra aqueles que ameaçam praticar violência na ausência de redistribuição pelo governo. Quaisquer igualitários pobres, da classe média ou ricos deveriam ser convencidos de que a redistribuição é algo errado, e que justiça societária significa termos a posse daquilo que ganharmos num livre mercado. Esse é o caminho para a sociedade mais produtiva e pacífica. (Deveriam os abolicionistas dos Estados Unidos ter dito: “Abolir a escravidão causará problemas. É do interesse de uma sociedade pacífica manter o statu quo, portanto não lutemos pela abolição”?)
Argument: “Without government robbery to build roads and infrastructure, there would be no roads and infrastructure, or at least, very poor infrastructure and roads without rules.” Refutation: Infrastructure (utilities, roads, etc.) can be built and operated through private/nongovernmental means. Private contracts can govern the operation of such services. The rules of private roads would be contractually enforced as conditions of their use by customers, because no responsible person wants to drive on unsafe roads. No one wants to put himself at the mercy of the whims of a private company for access to the road in front of his house, thus long-term contracts would likely be standard at move-in to specify conditions of access to, and pricing of, the road.
Argumento: “Sem roubo pelo governo para construção de estradas e infraestrutura não haveria estradas e infraestrutura ou haveria, pelo menos, infraestrutura e estradas muito ruins, sem regras.” Refutação: Infraestrutura (serviços públicos, estradas etc.) pode ser construída e operada por meios privados/não governamentais. Contratos privados podem gerir o funcionamento de tais serviços. As regras de estradas privadas seriam feitas cumprir contratualmente como condições de uso por clientes, porque nenhuma pessoa responsável quer guiar em estradas inseguras. Ninguém quer colocar-se à mercê da veneta de uma empresa privada para acesso à estrada na frente de sua casa, portanto provavelmente haveria contratos padronizados de longo prazo, quando da mudança para a casa, especificando condições de acesso à, e apreçamento da, estrada.
The Destructive Consequences of Government Robbery, Briefly
As Consequências Destrutivas do Roubo pelo Governo, Resumidas
Most people can easily identify the destructive consequences of robbery by individuals or by gangs. They see the harm it does to the victims, physically and psychologically. They see that if such robbery became pervasive in their society, it would create a fearful climate, antithetical to enjoyable living. They can see that it would paralyze people with uncertainty and sap their ability (and motivation) to plan, to save, to become wealthy and successful by honest means. (What use is it to invest in a factory if it can easily be raided at any moment by a gang of thugs?)
As pessoas, na maioria, podem facilmente identificar as consequências destrutivas do roubo por indivíduos ou quadrilhas. Veem o dano que o roubo causa às vítimas, física e psicologicamente. Veem que se tais roubos/assaltos se tornassem disseminados em sua sociedade, criariam clima de medo, antitético a vida prazerosa. Podem ver que tal situação paralisaria as pessoas por causa da incerteza e debilitaria a capacidadade (e motivação) delas para planejar, economizar, tornarem-se ricas e bem-sucedidas por meios honestos. (De que vale investir numa fábrica se ela puder ser facilmente invadida, a qualquer momento, por uma quadrilha de brutamontes?)
What most people seem unable to identify are the destructive consequences of government robbing the successful and productive to give to the unsuccessful or unproductive. People either don’t identify these as destructive consequences, because they are considered “normal,” and “an inevitable part of life in society” today, or they file them under “caused by unfettered capitalism.” Most people unthinkingly accept that government robbery is necessary–that our society would be worse off if the government didn’t rob people on behalf of the poor, the elderly, the sick, scientific researchers, schools, infrastructure construction, etc.
O que as pessoas, na maioria, parecem incapazes de identificar são as consequências destrutivas do governo ao este roubar os bem-sucedidos e produtivos para dar aos malsucedidos ou improdutivos. As pessoas ou não identificam essas consequências como destrutivas, por elas serem consideradas “normais” e “parte inevitável da vida em sociedade” atual, ou as entendem como “causadas pelo capitalismo sem peias.” As pessoas, em sua maioria, aceitam, sem pensar, que o roubo praticado pelo governo é indispensável - que nossa sociedade ficaria em pior situação se o governo não roubasse das pessoas em favor dos pobres, dos idosos, dos doentes, dos pesquisadores científicos, das escolas, da construção de infraestrutura etc.
But the destructive consequences of government robbery are all around us; they are not inevitable, and they are not the result of unfettered capitalism. Government bailouts of businesses maintain inefficient business practices, and incentivize risky, irresponsible and corrupt behavior by corporate officers.  In the same way, government welfare incentivizes wasteful and irresponsible behavior by the poor at the expense of taxpayers. The virtual government monopoly on roads has created a stagnant and chronically underfunded system. Long commutes through roads and freeways clogged with traffic have become accepted as an inevitable part of life by tens of millions of people in the US alone. Almost no one today sees the efficiency, dynamism and radical improvement possible to a system of private roads, highways and mass transportation. (2)
As consequências destrutivas do roubo praticado pelo governo, contudo, estão bem ao nosso redor; elas não são inevitáveis, e não são fruto do capitalismo sem peias. Os socorros financeiros do governo às empresas perpetuam práticas ineficientes de negócios e incentivam comportamento arriscado, irresponsável e corrupto por autoridades corporativas. Do mesmo modo, o assistencialismo do governo incentiva comportamento esbanjador e irresponsável dos pobres a expensas dos pagadores de impostos. O monopólio praticamente total do governo em relação a estradas criou sistema estagnado e cronicamente subfinanciado. Longas viagens para e do trabalho ao longo de estradas e rodovias entupidas de tráfego tornaram-se aceitas como fato inevitável da vida por dezenas de milhões de pessoas só nos Estados Unidos. Quase ninguém, hoje em dia, vê a eficiência, o dinamismo e as melhoras radicais possíveis num sistema privado de estradas, rodovias e transporte de massa. (2)
How Would Government Be Financed Without Taxes?
Como Seria o Governo Financiado Sem Impostos?
In order to be funded without taxation, the state and federal governments of the US would have to be substantially smaller in size and lower in budget. Such a government would be restricted to its proper functions: police, military and courts.
Para ser financiado sem impostos, os governos estaduais e federal dos Estados Unidos teriam de ser substancialmente menores em tamanho e mais baixos em orçamento. Tal governo ficaria restrito a suas funções adequadas: política, instituição militar e tribunais.
Ways to fund a proper government without taxation could include fees for government enforcement of contracts, voluntary donations, fines for lawbreakers, small fees for “losers” in civil trials, and lotteries. (I recommend this article for more on this issue: How Would Government be Funded in a Free Society? along with Ayn Rand’s discussion of voluntary government funding in The Virtue of Selfishness.)
Maneiras de financiar governo adequado sem tributação poderiam incluir taxas por o governo fazer cumprir contratos, doações voluntárias, multas para quem violasse a lei, pequenas taxas a serem pagas por “perdedores” em julgamentos civis, e loterias. (Recomendo o seguinte artigo para mais a esse respeito: Como Seria o Governo Financiado Numa Sociedade Livre? juntamente com a discussão de Ayn Rand acerca do financiamento voluntário do governo em A Virtude do Egoísmo.)
[Edited: 11-8-12 to add first argument for taxation.]
[Editado: 8-11-2012 para acréscimo do primeiro argumento favorável à tributação.]
(1) Dictionaries reflect common usage that may be confused and/or improper. Thus, they should not be taken uncritically as authoritative, especially in regard to philosophically relevant concepts. For more on the issues of essentials, objective concepts and definitions, see Introduction to Objectivist Epistemology, 2nd Ed. by Ayn Rand.
(1) Os dicionários refletem uso comum que pode ser confuso e/ou inadequado. Assim, pois, eles não deveriam ser tomados sem críticas como autoridade, especialmente no tocante a conceitos filosoficamente relevantes. Para mais acerca de elementos fundamentais, conceitos e definições objetivos, ver Introdução à Epistemologia Objetivista, 2a Ed. por Ayn Rand.
(2) I make a certain distinction between the level of harm caused by compulsory taxation for government in its proper functions and compulsory taxation for improper government programs, such as welfare/bailout functions. The former is still wrong, but is destructive in a minor way. The latter is far and away more destructive to the well-being of people in the society that practices it.
(2) Estabeleço certa distinção entre o nível de dano causado pela tributação compulsória para o governo em suas funções adequadas e a tributação compulsória para programas inadequados ao governo, tais como funções de assistencialismo/socorro financeiro. A primeira continua errada, mas é destrutiva em menor medida. A última é imensamente mais destrutiva do bem-estar da pessoas na sociedade que a pratica.


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