Wednesday, May 21, 2014

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A Fundação Futuro de Liberdade
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TGIF: Rothbard’s For a New Liberty
Graças a Deus é Sexta-Feira: Por Nova Liberdade, de Rothbard
May 16, 2014
16 de maio de 2014
In 1973, nine years before he published his magnum opus in political philosophy, The Ethics of Liberty, Murray Rothbard issued a comprehensive popular presentation of the libertarian philosophy in For a New Liberty: The Libertarian Manifesto, first published by the mainstream publisher Macmillan.
Em 1973, nove anos antes de ter publicado sua magnum opus em filosofia política, A Ética da Liberdade, Murray Rothbard divulgou abrangente apresentação popular da filosofia libertária em Por Nova Liberdade: O Manifesto Libertário, primeiro publicada pela publicadora convencional Macmillan.
The book is an excellent discussion of libertarian principles and applications, and it is still worth reading today. In rereading the book for the first time in decades, I found the foundational material especially interesting. Indeed, the material in For a New Liberty foreshadows what we find in greater detail in the later Ethics of Liberty.
O livro é excelente discussão acerca de princípios e prática libertários, e ainda vale a pena lê-lo em nossos dias. Ao reler o livro pela primeira vez em décadas, percebo o material relacionado com o estabelecimento de fundamentos especialmente interessante. Na verdade, o material em Por Nova Liberdade prenuncia o que encontramos em maior detalhe no posterior Ética da Liberdade.
As we saw in the later book, Rothbard believed that what he called the “nonaggression axiom” had to be derived. Although he used the word axiom, rather than principle or maxim or (as I prefer) obligation, he did not mean that the idea of nonaggression was self-evident, a priori, or self-justifying. Nor did he say that the denial of the axiom results in a contradiction.
Como já vimos no livro posterior, Rothbard acreditava que o que ele chamava de “axioma da não agressão” tinha de ser derivado. Embora usasse a palavra axioma, em vez de princípio ou máxima ou (como prefiro) obrigação, não pretendia que a ideia de não agressão fosse evidente, a priori, ou justificada em si própria. Nem disse ele que a negação do axioma resultasse em contradição.
As Rothbard wrote, “If the central axiom of the libertarian creed is nonaggression against anyone’s person and property, how is this axiom arrived at?” Clearly, then, he regarded it as a derived principle. Does that mean he was wrong to call it an axiom? Not according to Roderick Long:
Como escreveu Rothbard, “Se o axioma central do credo libertário é não agressão a qualquer pessoa e propriedade, como se chega a esse axioma?” Claramente, portanto, ele o via como princípio derivado. Significa isso que ele estava errado em chamá-lo de axioma? Não de acordo com Roderick Long:
Another objection [to the nonaggression axiom] focuses on the term “axiom,” which is sometimes taken to imply that the prohibition of aggression enjoys a special epistemic status analogous to that of the law of non-contradiction, e.g., that it is self-evident, or knowable a priori, or a presupposition of all knowledge, or that it cannot be denied without self-contradiction. While some proponents of the prohibition do indeed claim such a status for it, many do not, and accordingly it is sometimes suggested that “non-aggression principle” or “zero aggression principle” is a more accurate label than “non-aggression axiom.”
Outra objeção [ao axioma da não agressão] visa o termo “axioma,” que por vezes é usado para implicar que a proibição de agressão goza de especial estado epistêmico análogo ao da lei de não contradição, por exemplo, o de ser evidente, ou o de ser passível de ser conhecido a priori, ou o de constituir pressuposição de todo conhecimento, ou o de não poder ser negado sem intrínseca contradição. Embora alguns proponentes dessa proibição de fato reivindiquem tal condição para ela, muitos não o fazem e, acordemente, é por vezes sugerido que o “princípio de não agressão” ou “princípio de agressão zero” é rótulo mais preciso do que o de “axioma da não agressão.”
On the other hand, there is a broader sense of “axiom” in which a foundational presupposition of a given system of thought counts as an axiom within that system of thought … even if it rests on some deeper justification outside that system; for example, Isaac Newton described his fundamental laws of motion as “axioms” within his deductive system of mechanics, yet regarded them as grounded empirically. In this sense non-aggression might legitimately be regarded as an “axiom” of libertarian rights theory regardless of what one takes its ultimate justification to be.
Por outro lado, há sentido mais amplo de “axioma” no qual pressuposição no  estabelecimento de fundamentos de determinado sistema de pensamento é considerado axioma dentro daquele sistema de pensamento … mesmo quando se assente em alguma justificativa mais profunda externa àquele sistema; por exemplo, Isaac Newton descreveu suas leis fundamentais do movimento como “axiomas” dentro de seu sistema dedutivo de mecânica, embora as visse como fundamentadas empiricamente. Nesse sentido a não agressão pode legitimamente ser vista como “axioma” da teoria libertária dos direitos, independentemente do que alguém ache ser sua justificativa última.
Rothbard continued his own discussion of the foundation of the nonaggression axiom thusly:
Rothbard assim continuou sua discussão do fundamento do axioma da não agressão:
What is [the axiom’s] groundwork or support? Here, libertarians, past and present, have differed considerably. Roughly, there are three broad types of foundation for the libertarian axiom, corresponding to three kinds of ethical philosophy: the emotivist, the utilitarian, and the natural rights viewpoint.
Qual é a base ou em que se assenta [esse axioma]? Quanto a isto, libertários do passado e do presente têm discrepado consideravelmente. De maneira tosca, há três tipos amplos de fundamento para o axioma libertário, correspondendo a três tipos de filosofia ética: o ponto de vista emotivista, o utilitário, e o dos direitos naturais.
“Emotivists,” he wrote, “assert that they take liberty or nonaggression as their premise purely on subjective, emotional grounds.” He was undoubtedly dissatisfied with that “foundation”:
“Os emotivistas,” escreveu ele, “afirmam tomar como premissa a liberdade, ou a não agressão, a partir de base puramente subjetiva, emocional.” Ele ficou indubitavelmente insatisfeito com esse “fundamento”:
While their own intense emotion might seem a valid basis for their own political philosophy, this can scarcely serve to convince anyone else. By ultimately taking themselves outside the realm of rational discourse, the emotivists thereby insure the lack of general success of their own cherished doctrine.
Embora a própria emoção intensa deles possa parecer base válida para sua própria filosofia política, isso escassamente serve para convencer qualquer outra pessoa. Ao em última análise se colocarem fora do reino do discurso racional, os emotivistas em assim fazendo asseguram a ausência de sucesso geral de sua própria acalentada doutrina.
He meant that one must give reasons for why we all have a right not to be aggressed against, or why (changing perspective) we owe it to others to abstain from aggression.
Ele queria com isso dizer ser preciso dar razões de por que todos termos direito de não sermos agredidos, ou de por que (mudando perspectiva) devemos aos outros abster-nos de agressão.
He also dismissed utilitarianism as a foundation for libertarianism. While he agreed that freedom produces the good consequences claimed by utilitarians, he found this defense wanting because it is confined to consequences only and has led to a weak espousal of guidelines in political theory, rather than to “an absolute and consistent yardstick.” He might have gone further and argued that strict consequentialism cannot contend with the fact that the various things that contribute to human well-being are discrete and incommensurable (there’s no homogenous thing called well-being) and that interpersonal comparisons of subjective utility are impossible. In other words, the required utilitarian calculus cannot be executed.
Ele também descartou o utilitarismo como fundamento do libertarismo. Embora concordasse com que a liberdade produz as boas consequências asseveradas pelos utilitários, achava tal defesa deficiente porque confinada apenas a consequências e conducente a adoção débil de diretrizes em teoria política, em vez de a “gabarito absoluto e coerente.” Poderia ter ido além e argumentado que o consequencialismo estrito não consegue superar a dificuldade representada pelo fato de as várias coisas que contribuem para o bem-estar humano serem discretas e incomensuráveis (não há coisa homogênea chamada bem-estar) e de comparações interpessoais de utilidade subjetiva serem impossíveis. Em outras palavras, o indispensável cálculo utilitário não tem como ser efetuado.
That leaves the “natural-rights basis for the libertarian creed,” which Rothbard claimed is the “basis which, in one form or another, has been adopted by most of the libertarians, past and present.”
Isso deixa apenas “a base dos direitos naturais para o credo libertário,” que, defendia Rothbard, é a “base que, de uma forma ou outra, tem sido adotada pela maioria dos libertários do passado e do presente.”
“Natural rights,” he went on, constitute “the cornerstone of a political philosophy which, in turn, is embedded in a greater structure of ‘natural law.’” From there, Rothbard provided material similar to what he would write later. He described human nature and the nature of the world as requiring that each person
“Os direitos naturais,” prosseguiu ele, constituem “a pedra de esquina de uma filosofia política que, por sua vez, está incrustada numa estrutura maior de ‘lei natural.’” A partir disso, Rothbard oferece material similar ao que escreveria posteriormente. Descreve a natureza humana e a natureza do mundo como exigindo que cada pessoa
learn about himself and the world, use his mind to select values, learn about cause and effect, and act purposively to maintain and advance his life. Since men can think, feel, evaluate, and act only as individuals, it becomes vitally necessary for each man’s survival and prosperity that he be free to learn, choose, develop his faculties, and act upon his knowledge and values. This is the necessary path of human nature; to interfere with and cripple this process by using violence goes profoundly against what is necessary by man’s nature for his life and prosperity. Violent interference with a man’s learning and choices is therefore profoundly “antihuman”; it violates the natural law of man’s needs.
aprenda acerca de si própria e do mundo, use sua mente para selecionar valores, aprenda acerca de causa e efeito, e atue com propósito para manter e promover sua vida. Visto que os homens só podem pensar, sentir, avaliar e agir como indivíduos, torna-se vitalmente necessário para sobrevivência e prosperidade de cada homem ele ser livre para aprender, escolher, desenvolver suas faculdades e agir com base em seus conhecimento e valores. Esse é o caminho indispensável da natureza humana; interferir com e incapacitar esse processo mediante o uso de violência vai profundamente contra o que é necessário, pela natureza do homem, para a vida e a prosperidade dele. Interferência violenta no aprendizado e nas escolhas de um homem é portanto profundamente “anti-humano”; viola a lei natural das necessidades humanas.
Rothbard, in For a New Liberty, didn’t address the question of why we should care about human flourishing, though he did so in The Ethics of Liberty. In essence, he responded there that the ultimate good — flourishing — is, so to speak, baked into the very enterprise of doing ethical and political theory, and indeed of all action.
Rothbard, em Por Nova Liberdade, não trata da questão de por que deveríamos preocupar-nos com o vicejamento humano, embora tenha-o feito em A Ética da Liberdade. Em essência, ele ali retrucou que o bem último — vicejamento — é, por assim dizer, intrínseco ao próprio empreendimento de fazer teoria ética e política, e portanto a toda ação.
In light of his concern with human flourishing, it is unsurprising that Rothbard would write that “it is evident that individuals always learn from each other, cooperate and interact with each other; and that this, too, is required for man’s survival” and that “the libertarian welcomes the process of voluntary exchange and cooperation between freely acting individuals.” Hence, Rothbard’s interest in the free market, with its division of labor, as a natural habitat for human beings.
À luz dessa preocupação para com o vicejamento humano, não é de surpreender Rothbard escrever que “é evidente que os indivíduos aprendem uns dos outros, cooperam e interagem uns com os outros; e que isso, também, é requerido para a sobrevivência do homem” e que “o libertário vê com bons olhos o processo de troca voluntária e cooperação entre indivíduos atuando livremente.” Daí, portanto, o interesse de Rothbard no livre mercado, com sua divisão do trabalho, como habitat natural dos seres humanos.
It is important to understand that for Rothbard, the very concept aggression (and therefore nonaggression) could not be formed apart from more fundamental considerations. He wrote,
É importante entender que, para Rothbard, o próprio conceito de agressão (e portanto de não agressão) não podia ser formado à parte de considerações mais fundamentais. Ele escreveu:
If, for example, we see X seizing a watch in the possession of Y we cannot automatically assume that X is aggressing against Y’s right of property in the watch; for may not X have been the original, “true” owner of the watch who can therefore be said to be repossessing his own legitimate property? In order to decide, we need a theory of justice in property, a theory that will tell us whether X or Y or indeed someone else is the legitimate owner.
Se, por exemplo, virmos X tomando um relógio que estava na posse de Y não podemos automaticamente assumir que X esteja agredindo o direito de propriedade de Y em relação ao relógio; pois não poderá X ter sido o proprietário original, “verdadeiro,” do relógio e, assim, estar retomando sua legítima propriedade? Para decidirmos, precisamos de uma teoria da justiça em propriedade, teoria que nos diga quem é o proprietário legítimo, se X, se Y, ou se outra pessoa.
To avoid vicious circularity, of course, a theory of justice cannot be formulated in terms of aggression. Rather, its roots lie in the natural law, from which the nonaggression axiom/principle/obligation is also derived.
Para evitar circularidade viciosa, naturalmente, uma teoria da justiça não pode ser formulada em termos de agressão. Antes, suas raízes fundam-se na lei natural, do qual é também derivado o axioma/princípio/obrigação da não agressão.
Rothbard played a larger role than most in shaping the modern libertarian movement. Alas, he’s been gone nearly 20 years, but his work deserves attention today. Anyone eager to understand the rich libertarian philosophy and heritage could do no better than to begin with For a New Liberty.
Rothbard desempenhou papel maior do que a maioria no dar forma ao moderno movimento libertário. Infelizmente ele se foi há aproximadamente 20 anos, mas sua obra merece atenção nos dias de hoje. Qualquer pessoa desejosa de entender a rica filosofia e herança libertária não poderá fazer melhor do que começar por ler Por Nova Liberdade.
This post was written by: Sheldon Richman
Sheldon Richman is vice president of The Future of Freedom Foundation and editor of FFF's monthly journal, Future of Freedom. For 15 years he was editor of The Freeman, published by the Foundation for Economic Education in Irvington, New York. He is the author of FFF's award-winning book Separating School & State: How to Liberate America's Families; Your Money or Your Life: Why We Must Abolish the Income Tax; and Tethered Citizens: Time to Repeal the Welfare State. Calling for the abolition, not the reform, of public schooling. Separating School & State has become a landmark book in both libertarian and educational circles. In his column in the Financial Times, Michael Prowse wrote: "I recommend a subversive tract, Separating School & State by Sheldon Richman of the Cato Institute, a Washington think tank... . I also think that Mr. Richman is right to fear that state education undermines personal responsibility..." Sheldon's articles on economic policy, education, civil liberties, American history, foreign policy, and the Middle East have appeared in the Washington Post, Wall Street Journal, American Scholar, Chicago Tribune, USA Today, Washington Times, The American Conservative, Insight, Cato Policy Report, Journal of Economic Development, The Freeman, The World & I, Reason, Washington Report on Middle East Affairs, Middle East Policy, Liberty magazine, and other publications. He is a contributor to the The Concise Encyclopedia of Economics. A former newspaper reporter and senior editor at the Cato Institute and the Institute for Humane Studies, Sheldon is a graduate of Temple University in Philadelphia. He blogs at Free Association. Send him e-mail.
Esta afixação foi escrita por: Sheldon Richman
Sheldon Richman é vice-presidente da Fundação Futuro de Liberdade e editor do mensário da FFF, Futuro de Liberdade. Foi por 15 anos editor de The Freeman, publicado pela Fundação de Educação Econômica em Irvington, New York. É autor do livro premiado da FFF Separação de Escola e Estado: Como Libertar as Famílias dos Estados Unidos; Seu Dinheiro ou Sua Vida: Por Que Precisamos Extinguir o Imposto de Renda; e Cidadãos no Cabresto: Hora de Repudiar o Estado Assistencialista. Preconizando extinção, não reforma, da escola pública, Separação de Escola e Estado tornou-se livro de referência em círculos tanto libertários quanto educacionais. Em sua coluna do Financial Times, Michael Prowse escreveu: "Recomendo obra subversiva, Separação de Igreja e Estado por Sheldon Richman do Cato Institute, entidade de estudos interdisciplinares de Washington... . Acho também que o Sr. Richman está certo em temer que a educação estatal solape a responsabilidade pessoal..." Os artigos de Sheldon acerca de política econômica, educação, liberdades civis, história dos Estados Unidos, política externa e Oriente Médio já foram publicados em Washington Post, Wall Street Journal, American Scholar, Chicago Tribune, USA Today, Washington Times, The American Conservative, Insight, Cato Policy Report, Journal of Economic Development, The Freeman, The World and I, Reason, Washington Report on Middle East Affairs, Middle East Policy, revista Liberty e outras publicações. É colaborador da Enciclopédia Concisa de Economia. Ex-repórter de jornal e ex-editor sênior do Cato Institute e do Instituto de Estudos Humanos, Sheldon é formado pela Temple University em Philadelphia. Bloga em Free Association. Envie-lhe e-mail.

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