Friday, May 23, 2014

FFF - The Neoconservative Obsession with Iran

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Artigos da FFF
A The Neoconservative Obsession with Iran
A Obsessão dos Neoconservadores pelo Irã
May 14, 2014
14 de maio de 2014
Americans could be enjoying cultural and commercial relations with Iranians were it not for U.S. “leaders,” who are more aptly described as misleaders. Because of institutional, geopolitical, and economic reasons, Presidents Jimmy Carter and Ronald Reagan, George H.W. Bush, and Bill Clinton were not about to let that happen. They thought America needed an enemy, and Iran filled the bill.
Os estadunidenses poderiam estar aproveitando relações culturais e comerciais com os iranianos não fosse por “líderes” dos Estados Unidos mais apropriadamente descritíveis como deslíderes. Por motivos institucionais, geopolíticos e econômicos, os Presidentes Jimmy Carter e Ronald Reagan, George H.W. Bush e Bill Clinton não estavam a fim de deixá-las acontecer. Acharam que os Estados Unidos precisavam de um inimigo, e que o Irã preenchia os requisitos.
President George W. Bush appeared to follow in his predecessors’ footsteps, Gareth Porter writes in his important new book, Manufactured Crisis: The Untold Story of the Iran Nuclear Scare. But Bush added his own twist: the neoconservative zeal for regime change in the Middle East, a blind fanaticism about the magic of American military power that overwhelmed all sense of realism about the world. The results have been costly in lives and resources, and despite the current talks with Iran over its nuclear-power program, the neocon legacy might yet include war against the Islamic Republic of Iran.
O Presidente George W. Bush parecia seguir as pegadas de seus predecessores, escreve Gareth Porter em seu importante novo livro, Crise Fabricada: A História Não Contada da História de Bicho Papão a Propósito do Irã. Bush porém acresceu sua própria distorção: o ardor neoconservador no sentido de mudança de regime no Oriente Médio, fanatismo cego no tocante ao poder mágico do poderio militar estadunidense que soterrou todo senso de realismo no tocante ao mundo. Os resultados têm sido dispendiosos em termos de vidas e recursos e, a despeito das atuais negociações com o Irã a respeito de seu programa de energia nuclear, o legado neocon poderá talvez ainda incluir guerra contra a República Islâmica do Irã.
Bush’s predecessors were determined to deny the Islamic regime all legitimacy. The regime came to power after Iran’s U.S.-backed autocratic ruler was overthrown in 1979, a quarter-century after the CIA overthrew a democratic government and restored him to power. As part of their efforts to undermine the Islamic Republic, American presidents strove to keep it from building even civilian nuclear power and medical-research facilities. However, as a signer of the nuclear Non-Proliferation Treaty, Iran is subject to inspections and is permitted to acquire equipment and materials for generating nuclear power and medical isotopes. As a result of the U.S. government’s obsession with undermining Iran’s regime, attempts by the Shi’ite government to cooperate with the U.S. government were repeatedly rebuffed, even when rapprochement would have been in an administration’s interest, for example, in the battle against a common enemy, al-Qaeda.
Os predecessores de Bush estavam decididos a negar ao regime islâmico toda legitimidade. O regime veio ao poder depois de autocrático governante do país, apoiado pelos Estados Unidos, ter sido derrubado em 1979, um quarto de século depois de a CIA ter derrubado governo democrático e guindado o tal autocrata de volta ao poder. Como parte de seus esforços para debilitar a República Islâmica, presidentes estadunidenses esforçaram-se para impedi-la de construir até energia nuclear civil e instalações de pesquisa médica. Entretanto, como signatário do Tratado de Não Proliferação nuclar, o Irã está sujeito a inspeções e tem permissão para adquirir equipamento e materiais para gerar energia nuclear e isótopos médicos. Como resultado da obsessão do governo dos Estados Unidos por solapar o regime do Irã, tentativas do governo xiita de cooperar com o governo dos Estados Unidos foram repetidamente repelidas, mesmo quando reaproximação teria sido de interesse de uma administração, por exemplo na batalha contra inimigo comum, al-Qaeda.
On the surface, Bush’s anti-Iran policy, signified by his listing the country in the “axis of evil,” looked like those that came before. “But,” Porter writes, “like so much of the politics and policies surrounding the issue, that public posture was a cover for a rather different policy. The administration was actually less concerned about the Iranian nuclear program than about delegitimizing the Iranian regime. And that ambition for regime change distorted the Bush policy toward the nuclear issue, perversely skewing it toward provoking Iran to accelerate its [uranium] enrichment program.”
Na superfície, a política contrária ao Irã de Bush, caracterizada por sua inclusão daquele país no “eixo do mal,” pareceria como aquelas que haviam vindo antes. “Mas,” escreve Porter, “como tanto da política e das políticas em torno da questão, aquela postura pública era encobrimento de política bastante diferente. A administração estava em realidade menos preocupada com o programa nuclear do Irã do que com deslegitimar o regime iraniano. E essa ambição por mudança de regime distorceu a política de Bush a respeito da questão nuclear, enviesando-a perversamente no sentido de provocar o Irã para que acelerasse seu programa de enriquecimento [de urânio].”
In fact, Hillary Mann Leverett, who coordinated Persian Gulf and Afghanistan policy for Bush’s National Security Council, told Porter that Vice President Dick Cheney’s staff took the view that “After regime change, we may not want to oppose nuclear weapons by Iran.”
Com efeito, Hillary Mann Leverett, que coordenou a política para o Golfo Pérsico e o Afeganistão para o Conselho de Segurança Nacional de Bush, disse a Porter que a equipe do vice-presidente Dick Cheney assumiu o ponto de vista segundo o qual “Depois da mudança de regime, poderemos não desejar opor-nos a armas nucleares construídas pelo Irã.”
The Bush people thought that the U.S. government could fundamentally change the Middle East with military power. “The administration’s strategy … was based on the firm conviction that the Islamic regime in Iran would fall within a few years as part of the broader redrawing of the political map of the region that the neoconservatives were planning,” Porter writes. Iraq would be first, “turning Iraq into a base for projecting US power into the rest of the Middle East. The result was expected to be a string of regime changes in those countries that had not been de facto allies of the United States.… And it would leave Iran surrounded by pro-American governments in Kabul, Baghdad, and Istanbul. Iran was targeted as the biggest prize of all in the regime change strategy.”
O pessoal de Bush achava que o governo dos Estados Unidos podia mudar fundamentalmente o Oriente Médio por meio de poderio militar. “A estratégia da adminsitração … estava baseada na firme convicção de que o regime islâmico do Irã cairia em alguns anos como parte do delineamento mais amplo do mapa político da região que os neoconservadores planejavam,” escreve Porter. Primeiro viria o Iraque, “tornando-se o Iraque base para projetar o poderio dos Estados Unidos no resto do Oriente Médio. O resultado esperado seria uma fieira de mudanças de regime naqueles países que não haviam sido aliados de facto dos Estados Unidos.… E isso deixaria o Irã cercado de governos pró-estadunidenses em Cabul, Bagdá e Istanbul. O Irã foi visado como a maior conquista de todas na estratégia de mudança de regime.”
If that didn’t bring regime change, war would.
Se isso não trouxesse mudança de regime, a guerra o faria.
Predictably, things did not work out as Bush’s neocons planned. Iraq gained a pro-Iranian government, while remaining mired in horrendous sectarian violence. Afghanistan’s government is corrupt, autocratic, and ineffective against the Taliban. Bashar al-Assad of Syria, an ally of Iran, remains firmly in power despite U.S. efforts to aid an opposition dominated by al-Qaeda-type jihadists. And Iran’s supreme leader, who backs an elected president determined to reconcile with the West, doesn’t appear to be going anywhere.
Previsivelmente, as coisas não funcionaram do modo como os neocons de Bush planejaram. O Iraque ganhou governo pró-Irã, enquanto continuava atolado em violência sectária. O governo do Afeganistão é corrupto, autocrático e ineficaz contra o Talibã. Bashar al-Assad da Síria, aliado do Irã, permanece firmemente no poder a despeito dos esforços dos Estados Unidos para ajudar uma oposição dominada por jihadistas à lá al-Qaeda. E o líder supremo do Irã, que apoia presidente eleito decidido a reconciliação com o Ocidente, parece não estar indo para lugar nenhum.
Meanwhile, the Bush administration did everything in its power, including lying, to stop the more realistic British, French, and Germans from reaching agreement with an Iranian government eager to ensure the transparency of its nuclear program and, in return, have economic sanctions lifted.
No entretempo, a adminstração Bush fez tudo o que estava em seu poder, inclusive mentir, para impedir os mais realistas britânicos, franceses e alemães de firmarem acordo com um governo iraniano ávido para deixar clara a transparência de seu programa nuclear e, em troca, ter levantadas as sanções econômicas.
Let’s hope President Obama doesn’t let the neocons destroy the current chance at reconciliation.
Esperemos que o Presidente Obama não deixe os neocons destruírem a atual possibilidade de reconciliação.
Sheldon Richman  is vice president and editor at The Future of Freedom Foundation in Fairfax, Va. (www.fff.org).
Sheldon Richman é vice-presidente e editor da Fundação Futuro de Liberdade em Fairfax, Va. (www.fff.org).
This post was written by: Sheldon Richman
Sheldon Richman is vice president of The Future of Freedom Foundation and editor of FFF's monthly journal, Future of Freedom. For 15 years he was editor of The Freeman, published by the Foundation for Economic Education in Irvington, New York. He is the author of FFF's award-winning book Separating School & State: How to Liberate America's Families; Your Money or Your Life: Why We Must Abolish the Income Tax; and Tethered Citizens: Time to Repeal the Welfare State. Calling for the abolition, not the reform, of public schooling. Separating School & State has become a landmark book in both libertarian and educational circles. In his column in the Financial Times, Michael Prowse wrote: "I recommend a subversive tract, Separating School & State by Sheldon Richman of the Cato Institute, a Washington think tank... . I also think that Mr. Richman is right to fear that state education undermines personal responsibility..." Sheldon's articles on economic policy, education, civil liberties, American history, foreign policy, and the Middle East have appeared in the Washington Post, Wall Street Journal, American Scholar, Chicago Tribune, USA Today, Washington Times, The American Conservative, Insight, Cato Policy Report, Journal of Economic Development, The Freeman, The World & I, Reason, Washington Report on Middle East Affairs, Middle East Policy, Liberty magazine, and other publications. He is a contributor to the The Concise Encyclopedia of Economics. A former newspaper reporter and senior editor at the Cato Institute and the Institute for Humane Studies, Sheldon is a graduate of Temple University in Philadelphia. He blogs at Free Association. Send him e-mail.
Esta postagem foi escrita por: Sheldon Richman
Sheldon Richman é vice-presidente de A Fundação Futuro de Liberdade e editor do periódico mensal da FFF, Future of Freedom. Por 15 anos ele foi editor de O Homem Livre, publicado pela Fundação de Educação Econômica em Irvington, New York. É autor do premiado livro da FFF Separação de Escola e Estado: Como Libertar as Famílias dos Estados Unidos; Seu Dinheiro ou Sua Vida: Por Que Precisamos Extinguir o Imposto de Renda; e  Cidadãos no Cabresto: Hora de Repudiar o Estado Assistencialista. Preconizando extinção, não reforma, da escolarização pública, Separação de Escola e Estado tornou-se marco em círculos tanto libertários quanto educacionais. Em sua coluna no Financial Times, Michael Prowse escreveu: "Recomendo manual subversivo, Separação de Igreja e Estado por Sheldon Richman do Instituto Cato, instituto de pesquisa interdisciplinar de Washington... . E também acho que o Sr. Richman está certo em temer que a educação proporcionada pelo estado solape a responsabilidade pessoal..." Os artigos de Sheldon acerca de política econômica, educação, liberdades civis, história estadunidense, política externa e Oriente Médio foram publicados, já, em Washington Post, Wall Street Journal, American Scholar, Chicago Tribune, USA Today, Washington Times, The American Conservative, Insight, Cato Policy Report, Journal of Economic Development, The Freeman, The World & I, Reason, Washington Report on Middle East Affairs, Middle East Policy, revista Liberty, e outras publicações. Ele é colaborador da Enciclopédia Concisa de Economia. Ex-repórter de jornal e editor sênior do Instituto Cato e do Instituto de Estudos Humanos, Sheldon diplomou-se pela Universidade Temple em Filadélfia. Ele bloga em Livre Associação. Envie-lhe e-mail.

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