Friday, May 9, 2014

C4SS - Tax Day: What Kind of “Civilization” Are We Paying For?



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Commentary
Comentário
Tax Day: What Kind of “Civilization” Are We Paying For?
Dia da Entrega da Declaração de Renda: Que Tipo de “Civilização” Estamos Pagando?
Kevin Carson | April 13th, 2014
Kevin Carson | 13 de abril de 2014
April 15 seems to be a holiday of sorts for progressives, who inevitably trot out Oliver Wendell Holmes’s quote about taxes being “the price we pay for civilization,” and reminding us of all the great stuff — roads, schools, etc. — that they pay for. But on closer examination, tax day really isn’t a very good choice for progressive holiday.
15 de abril parece ser uma caricatura de feriado para os progressistas, que inevitavelmente repetirão o chavão da citação de Oliver Wendell Holmes acerca da taxação segundo a qual ela é “o preço que pagamos pela civilização,” e lembrarão a todos nós as maravilhas — estradas, escolas etc. — que a taxação financia. Examinando-se as coisas mais de perto, porém, o dia da entrega da declaração não é realmente uma escolha muito feliz de feriado progressista.
Let’s start with the idea of progressive taxation as a remedy for economic inequality and unjust distribution of wealth, taking Bill Gates as an illustration. Virtually the entire price of Microsoft software — probably 99 cents out of every dollar that goes into his pocket — amounts to robbery. The entire Gates fortune is stolen loot, monopoly rent extorted from the pockets of consumers by virtue of the state’s “intellectual property” [sic] laws. If not for copyright and patent monopolies on his operating system and other products, Gates might — just possibly — have become a millionaire from selling customization and tech support services for software that was itself free (that’s the business model of Linux distributions). Even if he accumulated $10 million, that comes to about 0.01% of his actual peak fortune of $100 billion. Considering that Gates’ entire treasury of stolen loot could never have been acquired without the help of federal law, it stands to reason that the only way for government taxation to achieve net justice would be to tax Gates’s income at 100%. Otherwise, the government’s just helping Gates rob you, then giving back a fraction of it so the injustice doesn’t become too destabilizing.
Comecemos com a ideia de taxação progressiva como forma de contraposição à desigualdade econômica e à distribuição injusta de riqueza, tomando Bill Gates como ilustração. Praticamente o preço inteiro do software da Microsoft — provavelmente 99 centavos de cada dólar que vai para o bolso dele — equivale a roubo. A fortuna inteira de Gates é despojo roubado, renda econômica de monopólio extorquida dos bolsos dos consumidores em virtude das leis de “propriedade intelectual” [sic] do estado. Não fora por monopólios de copyright e patente de seu sistema operacional e outros produtos, Gates poderia — apenas possivelmente — ter-se tornado milionário mediante vender customização e serviços de suporte técnico para software ele próprio grátis (tal é o modelo de negócios das distribuições de Linux). Mesmo se ele assim acumulasse $10 milhões, isso significaria cerca de 0.01% de seu real ápice de fortuna de $100 biliões. Considerando-se que o tesouro inteiro de despojo roubado de Gates nunca poderia ter sido adquirido sem ajuda da lei federal, salta aos olhos que o único modo de a taxação do governo lograr justiça concreta seria taxar a renda de Gates em 100%. Não sendo assim, o governo está apenas ajudando Gates a roubar você, devolvendo em seguida uma fração do butim a fim de que a injustiça não se torne demasiado desestabilizante.
That same principle applies to all “progressive taxation” of the plutocracy’s wealth. The primary purpose of the state is to enforce artificial property rights and artificial scarcities that the economic ruling class can extract rents from. On an entirely secondary level, it gives back a tiny share of those extracted rents to the poorest of the poor, in order to prevent starvation and homelessness from reaching the kind of politically destabilizing levels that might lead to people pulling the whole edifice of exploitation down. It also provides some middle class entitlements like Social Security (although they’re funded almost entirely by non-progressive payroll deductions) in order to maintain sufficient public purchasing power to prevent the boom-bust cycle from getting too severe. But to repeat, all these forms of welfare for the underclass and entitlements from the middle class don’t even approach the levels of wealth the plutocracy has robbed the public of, with the help of government.
Esse mesmo princípio aplica-se a toda “taxação progressiva” da riqueza da plutocracia. O propósito precípuo do estado é compelir observância de direitos artificiais de propriedade e de escassez artificial dos quais a classe dominante econômica pode extrair renda econômica. Em nível inteiramente secundário, ele dá de volta minúscula parcela dessa renda econômica extraída aos mais pobres dentre os pobres, a fim de evitar que inanição e falta de teto atinjam aquele tipo de nível politicamente desestabilizador que poderia levar o povo a pôr por terra o edifício todo da exploração. Ele também aquinhoa a classe média com alguns direitos adquiridos como a Previdência Social (embora financiados quase inteiramente por deduções não progressivas na folha de pagamento) a fim de manter suficiente poder público de compra para evitar que o ciclo auge-ruína torne-se demasiado severo. Para repetir, porém, todas essas formas de assistencialismo para a subclasse e de direitos adquiridos para a classe média sequer se aproximam dos níveis de riqueza que a plutocracia roubou do público, com a ajuda do governo.
Even if government did tax the plutocracy at 100% and give it back to the public in the form of some kind of guaranteed income, it would be utterly stupid. It would just be taking with one hand and giving back with the other, eating up half the money in administrative costs. Far more sensible would be for the state to simply stop helping the rich rob us in the first place: Abolish patents and copyrights, absentee titles to unimproved land, entry barriers for small businesses, regulatory constraints on self-employment and home-based businesses that compete with brick-and-mortar establishments, and the like. But you know the state’s not going to do that, because enforcing an exploitative system of power is what it DOES.
Mesmo se o governo taxasse a plutocracia em 100% e devolvesse tal taxação ao público, sob alguma forma de renda garantida, isso seria completamente estúpido. Seria apenas tomar com uma mão e devolver com a outra, comendo metade do dinheiro em custos administrativos. Muito mais sensato seria o estado, antes de tudo, simplesmente parar de ajudar os ricos a nos roubarem: Extinguir patentes e copyrights, títulos dados a proprietários ausentes de terra não beneficiada, barreiras à entrada de pequenas empresas no mercado, restrições regulamentares ao autoemprego e a negócios caseiros que competem com estabelecimentos em instalações comerciais/industriais, e coisas similares. Você sabe, porém, que o governo não fará isso, porque compelir a submissão a um sistema de poder explorador é a FUNÇÃO dele.
What about all those highways and roads, schools, national “defense” and the like? Well, generally any time the government provides “public services” below cost, the main beneficiary is corporations whose business models depend most heavily on such subsidized inputs. The main beneficiaries of the Interstate Highway System (built under the supervision of DoD Secretary Charles “What’s good for GM is good for America” Wilson, former CEO of General Motors), for example, are the long-haul trucking industry, nationwide retail chains, food processing corporations, breweries, etc., that have driven local retailers, canneries and breweries out of business and turned America’s Main Streets into deserts.
E quanto a todas aquelas rodovias e estradas, escolas, “defesa” nacional e coisas que tais? Bem, geralmente toda vez que o governo proporciona “serviços públicos” abaixo do custo, o principal beneficiário são corporações cujos modelos de negócios dependem mais pesadamente de tais insumos subsidiados. As principais beneficiárias do Sistema Interestadual de Rodovias (construído sob supervisão do Secretário do Departamento de Defesa Charles “O que é bom para a GM é bom para os Estados Unidos” Wilson, ex-Principal Autoridade Executiva - CEO da General Motors), por exemplo, são a indústria de caminhões de longa distância, cadeias de varejo de âmbito nacional, corporações de processamento de alimentos, cervejarias etc., que tiraram do mercado varejistas, embaladores e cervejarias locais e tornaram as ruas centrais de comércio dos Estados Unidos em desertos.
The schools grade, sort and process human beings into “human resources” warped and deformed to suit the needs of corporate employers for obedient and uncritical bureaucratic cogs. Local freeway systems, promoted by the automobile-highway complex and real estate industry, serve mainly to turn the car into a necessity for poor people who once could have used feet, bicycles and streetcars to get to work and shopping.
As escolas dão nota, classificam e processam seres humanos tornando-os em “recursos humanos” distorcidos e deformados para atenderem às necessidades de empregadores corporativos de dentes de engrenagem burocráticos obedientes e não críticos. Sistemas de rodovias locais, promovidos pelo complexo automóvel-rodovia e pela indústria imobiliária, servem precipuamente para tornar o carro uma necessidade para pessoas pobres que no passado podiam ter usado pés, bicicletas e bondes para chegar ao trabalho e ir às compras.
As for “national defense,” its main purpose is to enforce corporate domination on the entire planet. Between the “defense” budget, the military aspects of NASA and Homeland Security, and debt on past wars, the military — basically rent-a-cops who terrorize the world into accepting corporate rule — accounts for over half the total US budget.
Quanto à “defesa nacional,” seu principal propósito é efetivar a dominação corporativa no planeta inteiro. Entre o orçamento de “defesa,” os aspectos militares da NASA e do Departamento de Segurança da Pátria, e dívidas de guerras passadas, a instituição militar — basicamente guardas de segurança que aterrorizam o mundo para que aceite o domínio corporativo — responde por mais da metade do orçamento dos Estados Unidos.
This is the kind of “civilization” you’re paying for.
Este é o tipo de “civilização” que você está pagando.
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