Sunday, April 13, 2014

FFF - Treating People Like Garbage

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The Future of Freedom Foundation
A Fundação Futuro de Liberdade
Hornberger’s Blog
O Blog de Hornberger
Treating People Like Garbage
Do Tratar Pessoas Como Lixo
March 20, 2014
20 de março de 2014
As English colonists living in America understood, living under an empire is not a pleasant experience. Empire officials are inevitably arrogant, pretentious, pompous, haughty, big-headed, insufferable type of people. They believe that others should bow down them, pay them homage, and behave subserviently to them.
Como os colonos ingleses residentes na América entenderam, viver sob império não é experiência agradável. As autoridades do império são inevitavelmente tipo de gente arrogante, pretensioso, pomposo, emproado, presunçoso, insuportável. Acreditam que as outras pessoas devem curvar-se diante delas, mostrar-lhes respeito publicamente, e comportar-se subservientemente em relação a elas.
American colonists, of course, haven’t been the only ones who have had to suffer under the dominion of imperialist officials. Generations of people in Africa, the Middle East, and Southeast Asia have had to live under the insufferable rule of officials in the French Empire and British Empire.
Os colonos estadunidenses, obviamente, não foram os únicos que tiveram de sofrer sob domínio de autoridades imperialistas. Gerações de pessoas em África, Oriente Médio e Sudeste Asiático têm tido de viver sob o tacão insuportável de autoridades do Império Francês e do Império Britânico.
And now we have the U.S. Empire, whose officials have proven to be no different in how they treat people around the world. Like other empires in history, U.S. empire officials treat foreigners like garbage. That’s precisely why there is so much deeply seated resentment against the United States all over the world — not because people resent Americans for their wealth, freedom, or values but because people are sick and tired of being treated like garbage by the U.S. Empire.
E agora temos o Império dos Estados Unidos, cujas autoridades se comprovaram em nada diferentes no modo pelo qual tratam as pessoas ao redor do mundo. Como outros impérios na história, as autoridades do império dos Estados Unidos tratam os estrangeiros como lixo. Eis precisamente por que há ressentimento tão arraigado em relação aos Estados Unidos em todo o mundo — não pelas pessoas se ressentirem dos estadunidenses pela riqueza destes, por sua liberdade, ou por seus valores, mas por estarem fartas de serem tratadas como lixo pelo Império dos Estados Unidos.
The most recent example is, of course, Russian President Vladimir Putin. Whatever might be said about Putin — that he himself is an arrogant, pompous, dictatorial autocrat — the fact remains that ever since the end of the Cold War, the U.S. Empire has treated him, other Russian officials, and the entire Russian populace like garbage.
O mais recente exemplo, obviamente, é o Presidente russo Vladimir Putin. Qualquer coisa possa ser dita acerca de Putin — que ele é autocrata arrogante, pomposo, ditatorial — o fato permanece: desde o final da Guerra Fria, o Império dos Estados Unidos o vem tratando, e a outras autoridades russas, e a toda a população russa, como lixo.
Consider what Putin told the Russian people after the Crimea independence vote about the U.S. Empire:
Considerem o que Putin disse ao povo russo, depois da votação da independência da Crimeia, acerca do Império dos Estados Unidos:
They cheated us again and again, made decisions behind our back, presenting us with completed facts. That’s the way it was with the expansion of NATO in the East, with the deployment of military infrastructure at our borders. They always do the same thing: “Well, this doesn’t involve you.”
Eles nos enganaram uma vez atrás da outra, tomaram decisões por nossas costas, apresentando-nos fatos consumados. Foi assim na expansão da OTAN no Leste, no espraiamento de infraestrutura militar em nossas fronteiras. Eles fazem sempre a mesma coisa: “Bem, isso não tem nada a ver com vocês.”
According to the New York Times,
De acordo com o New York Times,
He said that the United States and Europe had crossed “a red line” on Ukraine by throwing support to the new government that quickly emerged after Mr. Yanukovych fled the capital following months of protests and two violent days of clashes that left scores dead.
Ele disse que os Estados Unidos e a Europa haviam cruzado “uma linha vermelha” no tocante à Ucrânia ao darem apoio ao novo governo que rapidamente surgiu depois de o Sr. Yanukovych ter fugido da capital depois de meses de protestos e dois dias violentos de embates que deixaram muitos mortos.
Mr. Putin, as he has before, denounced the uprising as a coup carried out by “Russophobes and neo-Nazis” and abetted by foreigners, saying it justified Russia’s efforts to protect Crimea’s population.
O Sr. Putin, como fizera antes, denunciou o levante como golpe levado a efeito por “russófobos e neonazistas” e encorajado por estrangeiros, dizendo que isso justificava as providências da Rússia para proteger a população da Crimeia.
“If you press a spring too hard,” he said, “it will recoil.”
“Se você pressionar uma mola com demasiada força,” disse ele, “ela voltará à posição inicial.”
At the end of the Cold War, the American people had a grand opportunity — to dismantle the enormous military-intelligence empire that had been grafted onto our constitutional order after World War II. It would have made sense. This enormous imperialist apparatus was ostensibly brought into existence to fight the Cold War against the Soviet Union, which had been America’s World War II partner and ally. Since the Cold War was now over, there was no reason for keeping this massive Cold War military-intelligence empire in existence.
Quando a Guerra Fria terminou, o povo estadunidense teve ótima oportunidade — a de desmantelar o enorme império militar-de inteligência que houvera sido enxertado em nossa ordem constitucional depois da Segunda Guerra Mundial. Teria feito sentido. Esse enorme aparato imperialista havia sido pretensamente trazido à existência para levar a efeito a Guerra Fria contra a União Soviética, a qual havia sido parceira e aliada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Visto que a Guerra Fria agora terminara, não havia motivo para manter existente aquele maciço império militar-de inteligência da Guerra Fria.
But the empire wasn’t about to let that happen. Too much money and power involved. Officials in the military, CIA, and NSA and their armies of weapons contractors within the military-industrial complex had come to the conclusion that their national-security state empire was now a permanent part of America’s governmental system. The end of the Cold War, the original justification for the empire, was considered irrelevant.
O império, porém, não estava a fim de deixar que isso acontecesse. Havia dinheiro e poder demais envolvidos. Autoridades da instituição militar, da CIA e da NSA, e seus exércitos de empreiteiras de armamentos dentro do complexo militar-industrial haviam chegado à conclusão de que seu império de estado de segurança nacional era agora parte permanente do sistema governamental dos Estados Unidos. O fim da Guerra Fria, a justificativa original para o império, foi considerado irrelevante. 
The mindset was: “We won the Cold War. We are the world’s sole remaining empire. We now rule. There is no one to oppose us. We will prevent the rise of potential rivals. Everyone will defer to us. We rule the roost. We govern and police the world. Everyone is expected to defer to us and serve us.”
A postura mental era: “Vencemos a Guerra Fria. Somos o único império remanescente do mundo. Agora mandamos. Não há ninguém para opor-se a nós. Impediremos a ascensão de rivais em potencial. Todo mundo se submeterá humildemente a nós. Nós mandamos no galinheiro. Governamos e policiamos o mundo. É de esperar que todo mundo se submeta humildemente a nós e nos sirva.”
In the process, they treated people like garbage, just like empires always do.
Nesse processo, trataram as pessoas como lixo, exatamente como os impérios sempre fazem.
Consider Iraq. They killed countless people in an unlawful and unconstitutional war of aggression against the Iraqi people. There was never a congressional declaration of war, as the U.S. Constitution requires. More important, neither the Iraqi people nor their government had anything to do with the 9/11 attacks. It was a clear-cut war of aggression, the type of war condemned at Nuremberg.
Considerem o  Iraque. Mataram incontáveis pessoas em ilícita e inconstitucional guerra de agressão ao povo iraquiano. Nunca houve declaração de guerra pelo Congresso, ao contrário do que a Constituição determina. Mais importante, nem o povo iraquiano nem seu governo tiveram qualquer coisa a ver com os ataques do 11/9. Foi clara guerra de agressão, o tipo de guerra condenado em Nuremberg.
In the process, the Iraqi people were treated like garbage. The invasion and occupation was treated like a cost-benefit analysis: It was considered okay to kill unlimited numbers of Iraqis in the attempt to bring “democracy” to that country.
No processo, o povo iraquiano foi tratado como lixo. A invasão e a ocupação foram tratadas como análise de custo benefício: Foi considerado correto matar ilimitado número de iraquianos na tentativa de levar  “democracia” àquele país.
Think about what that says about the value of human life — that is, the life of an Iraqi, as U.S. Empire officials viewed it. That life didn’t matter. It never mattered. What mattered was “democracy.” That was much more valuable than the petty lives of the Iraqi people. So what if people lost their brides, grooms, fathers, sons, mothers, daughters, sisters, brothers, friends, or countrymen? So what if Iraqis lost their homes. The deaths and losses were always considered worth it, compared to the value of “democracy.”
Pensem no que isso diz acerca do valor da vida humana — isto é, a vida de um iraquiano, como as autoridades do Império dos Estados Unidos a viram. Essa vida não importava. Nunca importou. O que importava era a “democracica.” Essa era muito mais valiosa do que as insignificantes vidas do povo iraquiano. E daí se o povo perdeu suas noivas, noivos, pais, filhos, mães, filhas, irmãs, irmãos, amigos ou concidadãos? E daí se os iraquianos perderam seus lares. As mortes e os prejuízos foram sempre considerados com tendo valido a pena, tendo em vista o valor da “democracia.”
That is what is called treating people like garbage.
Isso é o que se chama tratar pessoas como lixo.
Or consider Abu Graib. Not one single one of those victims of torture and extreme sex abuse had anything to do with 9/11. Not one single one of them deserved to be treated like that. They didn’t even deserve to be in jail. After all, what was their worst crime? To resist the invasion of an illegal invader and occupier. They treated the Iraqis they put into Abu Ghraib like garbage and relished and enjoyed the experience, even taking photographs of the proceedings.
Ou considerem Abu Graib. Nem uma única daquelas vítimas de tortura e extremo abuso sexual tinha qualquer coisa a ver com o 11/9. Nem uma única delas merecia ser tratada daquele modo. Nem sequer mereciam estar na prisão. Afinal de contas, qual foi o pior crime delas? Resistir à invasão de invasor e ocupador ilegal. Este tratou os iraquianos que colocou em Abu Ghraib como lixo e gozou e se deleitou com a experiência, chegando até a tirar fotografias dos eventos. 
Consider Afghanistan. The empire goes looking for a small group of people who were supposedly responsible, as conspirators, for the 9/11 attacks. Yet, week after week, month after month, year after year, countless people who were totally innocent of the 9/11 attacks were killed, maimed, and injured in imperial shootings and bombings, without any remorse, sadness, or regret on the part of the Empire. Indeed, how many times did we learn that wedding parties were bombed, supposedly inadvertently? They called it unfortunate “collateral damage.”
Considerem o Afeganistão. O império vai no encalço de pequeno grupo de pessoas pretensamente responsáveis, como conspiradoras, pelos ataques do 11/9. Sem embargo, semana após semana, ano após ano, incontáveis pessoas totalmente inocentes dos ataques do 11/9 foram mortas, mutiladas e feridas em disparos e explosões de bombas imperiais, sem qualquer sentimento de culpa, tristeza ou remorso por parte do Império. Na verdade, quantas vezes ficamos sabendo que festas de casamento foram bombardeadas, pretensamente inadvertidamente? Chamaram isso de infeliz “dano colateral.”
That is what is called treating people like garbage. It has never mattered how many people in Afghanistan were killed. They placed no value on their lives. Their value has always been considered the same as the value of garbage.
Isso é o que se chama tratar as pessoas como lixo. Nunca importou quantas pessoas foram mortas no Afeganistão. Não foi atribuído qualquer valor às vidas delas. Seu valor foi sempre considerado igual ao valor do lixo.
I ask you: How many Iraqi people did the Empire kill? How many Afghan people did the Empire kill? You can’t tell me. And the reason you can’t tell me is that the Empire made a conscious decision at the outset of its invasions of Iraq and Afghanistan not to keep count of how many Iraqis and Afghans it killed. It was the only the deaths of Americans they would keep track of. That’s because Iraqis and Afghans are like garbage in the eyes of the Empire. The Empire doesn’t keep track of its garbage. And it also doesn’t keep track of Iraqis and Afghans it kills.
Pergunto a vocês: Quantos iraquianos o Império matou? Quantos afegãos o Império matou? Vocês não conseguem dizer-me. E o motivo de não o conseguirem é que o Império tomou decisão consciente, no início de suas invasões de Iraque e Afeganistão, de não fazer contagem de quantos iraquianos e afegãos mataria. Só manteriram registro das mortes de estadunidenses. Isso porque iraquianos e afegãos são como lixo ao olhos do Império. O Império não mantém registro de seu lixo. E também não mantém registro de iraquianos e afegãos que mata. 
Consider Iranians. How many people there have suffered the ravages of the brutal economic sanctions that the Empire is enforcing against that country? It doesn’t matter. The Iranian people are looked upon like garbage, just like the Iraqi people were when U.S. imperial sanctions were killing hundreds of thousands of their children during the 1980s. Indeed, just ask the Cuban people what it’s like to be treated like garbage. They’ve been suffering the ravages of the U.S. Cold War embargo for decades.
Considerem os iranianos. Quantas pessoas vêm sofrendo os estragos das brutais sanções econômicas que o Império está impondo àquele país? Não interessa. O povo iraniano é visto como lixo, do mesmo modo que o povo iraquiano o foi quando as sanções imperiais dos Estados Unidos matavam milhares de crianças iraquianas nos anos 1980. Na verdade, perguntem só ao povo cubano como é ser tratado como lixo. Ele vem sofrendo a devastação do embargo de Guerra Fria dos Estados Unidos há décadas. 
Let’s not forget about the torture and incarceration victims at the Empire’s imperial outpost in Cuba. They’ve been languishing in an imperial jail for years, not to mention being subjected to brutal torture. No jury trial. A presumption of guilt. No speedy trial. That’s because every one of those jailed people is considered to be garbage.
Não nos esqueçamos das vítimas de tortura e prisão no posto avançado do Império em Cuba. Elas estão definhando numa cadeia imperial há décadas, para não mencionar sujeitadas a brutal tortura. Nenhum julgamento pelo júri. Presunção de culpa. Nenhum julgamento em tempo hábil. Isso porque cada uma daquelas pessoas presas é vista como lixo. 
Through it all, Empire officials have played the innocent. They blame the anger, hatred, and animosity that people all over the world have for the United States on America’s freedom and values and financial success. The conceit and arrogance that afflicts Empire officials blinds them to the truth — that the reason people hate America is because they don’t like being treated like garbage by arrogant, pompous, hypocritical, self-righteous, duplicitous, imperialist political and bureaucratic hacks.
Em meio a tudo isso, as autoridades do Império sempre posaram de inocentes. Atribuem a ira, o ódio e a animosidade que as pessoas do mundo inteiro nutrem em relação aos Estados Unidos à liberdade, aos valores e ao sucesso financeiro estadunidense.  O orgulho e a arrogância de que são presa as autoridades do Império cega-as para a verdade — de que o motivo pelo qual as pessoas odeiam os Estados Unidos é não gostarem de ser tratadas como lixo pelos arrogantes, pomposos, hipócritas, farisaicos, de duas caras, imperialistas mercenários políticos e burocráticos.
It’s time to do the right thing. It’s time for the American people to lead the world in the right direction, in a moral direction. It’s time to stop treating people like garbage. It’s time to dismantle the U.S. Empire.
É hora de fazer a coisa certa. É hora de o povo estadunidense liderar o mundo na direção certa, em direção moral. É hora de parar de tratar as pessoas como lixo. É hora de demolir o Império dos Estados Unidos.
This post was written by: Jacob G. Hornberger
Jacob G. Hornberger is founder and president of The Future of Freedom Foundation. He was born and raised in Laredo, Texas, and received his B.A. in economics from Virginia Military Institute and his law degree from the University of Texas. He was a trial attorney for twelve years in Texas. He also was an adjunct professor at the University of Dallas, where he taught law and economics. In 1987, Mr. Hornberger left the practice of law to become director of programs at the Foundation for Economic Education. He has advanced freedom and free markets on talk-radio stations all across the country as well as on Fox News’ Neil Cavuto and Greta van Susteren shows and he appeared as a regular commentator on Judge Andrew Napolitano’s show Freedom Watch. View these interviews at LewRockwell.com and from Full Context. Send him email.
Esta postagem foi escrita por: Jacob G. Hornberger
Jacob G. Hornberger é fundador e presidente da Fundação Futuro de Liberdade. Nasceu e foi criado em Laredo, Texas, e recebeu seu grau de Bacharel em Artes em economia do Instituto Militar da Virgínia e seu grau em leis da Universidade do Texas. Foi advogado atuante durante doze anos no Texas. Foi também professor adjunto na Universidade de Dallas, onde lecionou leis e economia. Em 1987, o Sr. Hornberger deixou a prática jurídica para tornar-se diretor de programas na Fundação de Educação Econômica. Tem promovido liberdade e livres mercados em estações de rádio com participação da audiência em todo o país, bem como nos programas da Fox News de Neil Cavuto e Greta van Susteren, e tem aparecido como comentador regular no programa do Juiz Andrew Napolitano Observatório da Liberdade. Veja essas entrevistas em LewRockwell.com e a partir de Full Context. Envie-lhe email.

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