Thursday, March 20, 2014

FFF- Don’t Reform the CIA. Abolish It.


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The Future of Freedom Foundation
A Fundação Futuro de Liberdade
Hornberger’s Blog
O Blog de Hornberger
Don’t Reform the CIA. Abolish It.
Não Reformem a CIA. Extingam-na.
March 12, 2014
12 de março de 2014
Anyone who reads the works of the late Chalmers Johnson will have an excellent understanding of the role that the U.S. national-security state, especially the vast military empire and military-industrial complex, plays in America’s foreign-policy woes. I particularly recommend his four books: Blowback, The Sorrows of Empire, Nemesis, and Dismantling the Empire. For those who would prefer to begin with online articles, here is a link to an article I wrote in 2011 that contains a list of some of the online articles written by Johnson.
Qualquer pessoa que leia as obras do falecido Chalmers Johnson obterá excelente entendimento do papel que o estado de segurança nacional dos Estados Unidos, especialmente o vasto império militar e o complexo militar-industrial, desempenha nos problemas da política externa dos Estados Unidos. Particularmente recomendo os quatro livros dele: Tiro pela Culatra, Os Pesares do Império, Nêmese, e O Desmantelamento do Império. Para aqueles que prefiram começar com artigos online, eis aqui link para artigo que escrevi em 2011 o qual engloba lista de alguns dos artigos online escritos por Johnson.
Among the most insightful articles written by Johnson are two that are pertinent today, given the controversy that has erupted over the CIA’s spying on Congress. The titles of those two articles are: “Abolish the CIA” and “Improve the CIA? Better to Abolish It.”
Entre os artigos mais esclarecedores escritos por Johnson estão dois que são pertinentes hoje, dada a controvérsia que irrompeu acerca da espionagem do Congresso pela CIA. Os títulos desses dois artigos são: “Acabem com a CIA” e “Melhorar a CIA? Melhor Extingui-la.”
As you read the various commentaries on the CIA congressional spy scheme, you’ll notice something important about them: Most all the commentators automatically assume that the CIA must remain a permanent part of America’s governmental structure. The commentators will carp about this or about that. But the most they will ever do is call for reform. They want more oversight. They want more accountability. They want more supervision. But the last thing they want is to eradicate this agency from America’s governmental structure.
À medida que a gente vai lendo os diversos comentários acerca do esquema de espionagem do Congresso pela CIA, vai notando algo importante a respeito deles: A maioria dos comentadores automaticamente assume que a CIA tem de permanecer parte permanente da estrutura governamental dos Estados Unidos. Os comentadores reclamam disto ou daquilo. O máximo que fazem, porém, é clamar por reforma. Querem mais fiscalização. Querem mais prestação de contas. Querem mais supervisão. A última coisa que desejam, contudo, é erradicar essa agência da estrutura governamental dos Estados Unidos.
But as Chalmers Johnson recognized, abolishing the CIA is the only way to go. There is no way to reconcile the CIA with the principles of a free society. Its very existence, not to mention its manner of operation, is antithetical to a free society.
Como, porém, Chalmers Johnson percebeu, extinguir a CIA é a única solução. Não há como conciliar a CIA com os princípios de uma sociedade livre. A própria existência dela, para não mencionar o modo de ela operar, é antitética a uma sociedade livre.
The CIA was brought into existence in 1947 as part of the national-security state apparatus that was grafted onto our governmental system to oppose the Soviet Union, America’s World War II partner and ally. Unless America adopted the methods of totalitarian regimes, including communist ones, Americans were told, the United States would ultimately end up falling to the communists.
A CIA foi trazida à existência em 1947 como parte do aparato do estado de segurança nacional enxertado em nosso sistema governamental para opor-se à União Soviética, parceira e aliada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Foi dito aos estadunidenses que, a menos que os Estados Unidos adotassem os métodos dos regimes totalitários, inclusive comunistas, os Estados Unidos acabariam por fim caindo nas mãos dos comunistas. 
The national-security state became a separate form of government within our federal structure. On the surface, people could see the structure that they learned about in their high school civics classes and college political science courses. Three branches of government. Separation of powers. Judicial review. Limited government. Bill of Rights. Transparency.
O estado de segurança nacional tornou-se forma separada de governo dentro de nossa estrutura federal. Na superfície, as pessoas enxergavam aquela mesma estrutura a respeito da qual haviam aprendido em suas aulas de educação cívica no secundário e em seus cursos de ciência política na faculdade. Três poderes do governo. Separação de poderes. Controle judicial. Governo limitado. Carta de Direitos. Transparência.
But under the surface was a separate government structure that was completely different from the one that operated on the surface. This national-security structure operates in secret and has engaged in dark-side, totalitarian-like activities that include assassinations, coups, partnerships with the Mafia, partnerships with former Nazis, invasions, occupations, torture, kidnappings, disappearances, detentions, surveillance schemes, and even medical experimentation on unsuspecting people.
Sob a superfície, porém, estava uma estrutura separada de governo completamente diferente da que funcionava na superfície. Essa estrutura de segurança nacional funciona em segredo e envolveu-se em atividades tenebrosas, de estilo totalitário, que incluem assassínios, golpes, parcerias com a Máfia, parcerias com ex-nazistas, invasões, ocupações, tortura, sequestros, desaparecimentos, detenções, esquemas de escuta e monitoramento, e até experimentação médica em pessoas que de nada suspeitavam.
This national-security governmental structure has had the unlimited power to do whatever it has deemed necessary to protect “national security.” Total immunity for CIA agents. No judicial review. No Bill of Rights. Nothing but raw, unrestrained power.
Essa estrutura governamental de segurança nacional tem tido o poder ilimitado de fazer o que julgou necessáro para proteger a “segurança nacional.” Total imunidade para agentes da CIA. Nenhum controle judicial. Nenhuma Carta de Direitos. Nada, a não ser poder selvagem e irrestrito.
In bringing the CIA into existence, the American people made a pact with the devil, one in which the CIA effectively said, “Give us the power to do whatever we want to protect ‘national security.’ You need never be bothered by what we do because we will keep it secret from you. We will keep you safe.”
Ao trazer a CIA à existência, o povo estadunidense fez um pacto com o diabo, no qual a CIA, na verdade, disse: “Deem-nos o poder de fazer o que quer que desejemos para proteger a ‘segurança nacional.’ Vocês nunca precisarão se importar com o que fazemos porque manteremos tudo secreto em relação a vocês. Manteremos vocês a salvo.
About a month and a half before the Kennedy assassination, Pulitzer Prize-winning New York Times columnist Arthur Krock published an op-ed in the New York Times quoting a piece by Richard Starnes of the Scripps-Howard news service, which stated as follows:
Cerca de mês e meio antes do assassínio de Kennedy, o colunista do New York Times ganhador do Prêmio Pulitzer Arthur Krock publicou artigo de fundo no New York Times citando artigo de Richard Starnes do serviço noticioso Scripps-Howard, que declarava o seguinte:
The C.I.A.’s growth was “likened to a malignancy” which the “very high official was not sure even the White House could control … any longer.” “If the United States ever experiences [an attempt at a coup to overthrow the Government] it will come from the C.I.A. and not the Pentagon.” The agency “represents a tremendous power and total unaccountability to anyone.”
O crescimento da C.I.A. foi “parecido com um tumor maligno” que a “muito alta autoridade não tinha certeza sequer acerca de se a Casa Branca poderia continuar ... a controlar.” “Se os Estados Unidos alguma vez experimentarem [tentativa de golpe para derrubar o governo] esse golpe virá da C.I.A. e não do Pentágono.” A agência “representa tremendo poder e total não prestação de contas a ninguém.”
Thirty days after the Kennedy assassination, former President Harry Truman, who had brought the CIA into existence when he was president, published an op-ed in the Washington Post, which stated in part as follows:
Trinta dias depois do assassínio de Kennedy, o ex-Presidente Harry Truman, que havia trazido a CIA à existência quando presidente, publicou artigo de fundo no Washington Post que declarava, em parte, o que segue:
I think it has become necessary to take another look at the purpose and operations of our Central Intelligence Agency—CIA…. For some time I have been disturbed by the way CIA has been diverted from its original assignment. It has become an operational and at times a policy-making arm of the Government. This has led to trouble and may have compounded our difficulties in several explosive areas.
Creio que tornou-se necessário rever a finalidade e o funcionamento de nossa Agência Central de Inteligência — CIA…. Já há algum tempo estou preocupado com o modo pelo qual a CIA vem sendo desviada de sua missão original. Tornou-se braço operacional e por vezes de formulação de políticas do governo. Isso tem levado a problemas e poderá ter potencializado nossas dificuldades em diversas áreas explosivas.
I never had any thought that when I set up the CIA that it would be injected into peacetime cloak and dagger operations. Some of the complications and embarrassment I think we have experienced are in part attributable to the fact that this quiet intelligence arm of the President has been so removed from its intended role that it is being interpreted as a symbol of sinister and mysterious foreign intrigue — and a subject for cold war enemy propaganda….
Quando criei a CIA, nunca pensei que ela seria empregada, em tempo de paz, em operações envolvendo intrigas e mistério. Parcela das complicações e embaraços que acredito ter experimentado é em parte atribuível ao fato de esse silencioso braço do Presidente ter ficado tão distante do papel para ele pretendido que está sendo interpretado como símbolo de intriga sinistra e misteriosa no estrangeiro — e tema de propaganda inimiga de guerra fria….
We have grown up as a nation, respected for our free institutions and for our ability to maintain a free and open society. There is something about the way the CIA has been functioning that is casting a shadow over our historic position and I feel that we need to correct it.
Crescemos como nação, respeitada por nossas instituições livres e por nossa capacidade de manter sociedade livre e aberta. Há algo no modo pelo qual a CIA tem funcionado que está lançando sombra sobre nossa posição histórica e acho que temos de corrigir isso.
In the book Plain Speaking: An Oral Biography of Harry S. Truman, author Merle Miller wrote:
No livro Falando Francamente: Biografia Oral de Harry S. Truman, o autor Merle Miller escreveu:
Here is what President Truman said of the CIA and its creation, “I think that it was a mistake. And if I’d known what was going to happen, I never would have done it…. But it got out of hand…. Now as nearly as I can make out, those fellows in the CIA don’t just report on wars and the like, they go out and make their own and there is nobody to keep track of what they are up to. They spend billions of dollars on stirring up trouble so they will have something to report on. They’ve become … it’s become a government of all its own and all secret. They just don’t have to report to anybody….”
Eis o que o Presidente Truman disse da CIA e da criação dela: “Acho que foi um equívoco. E se eu soubesse o que iria acontecer, nunca o teria feito.... Mas escapou de controle.... Agora tanto quanto eu saiba esses colegas da CIA simplesmente não informam acerca de guerras e coisas que tais, eles vão e fazem suas próprias guerras e não há ninguém que registre o que estejam fazendo. Gastam biliões de dólares promovendo agitação para terem algo a respeito do que informar. Eles se tornaram … ela tornou-se um governo totalmente em si própria e totalmente secreto. Simplesmente não têm de reportar-se a ninguém….”
In 2003 G. Robert Blakey, former chief counsel to the House Select Committee on Assassinations, which investigated the John Kennedy assassination, stated:
Em 2003 G. Robert Blakey, ex-advogado principal da Comissão Especial para Assassínios da Câmara, que investigou o assassínio de John Kennedy, declarou:
I now no longer believe anything the Agency [CIA] told the committee any further than I can obtain substantial corroboration for it from outside the Agency for its veracity…. We also now know that the Agency set up a process that could only have been designed to frustrate the ability of the committee in 1976-79 to obtain any information that might adversely affect the Agency. Many have told me that the culture of the Agency is one of prevarication and dissimulation and that you cannot trust it or its people. Period. End of story. I am now in that camp.
Hoje não acredito mais em nada que a Agência [CIA] contou à comissão a menos que consiga corrobor a veracidade fora da Agência.... Também sabemos agora que a Agência criou um processo que só pode ter sido concebido para frustar a capacidade da comissão de, em 1976-79, obter qualquer informação que pudesse afetar adversamente a Agência. Muitas pessoas me disseram que a cultura da Agência é de prevaricação e dissimulação e que não se pode acreditar nela ou no pessoal dela. Ponto final. Fim da história. Agora estou com os que pensam assim. 
In 2009 U.S. District Judge John R. Tunheim, who chaired the Assassination Records Review Board, which was charged with securing the release of Kennedy assassination records from governmental agencies in the 1990s, told the New York Times:
Em 2009 o Juiz Distrital dos Estados Unidos John R. Tunheim, que presidiu a Junta de Revisão de Registros do Assassínio, e encarregado de obter a liberação dos registros acerca do assassínio de Kennedy das agências governamentais nos anos 1990, disse ao New York Times:
I think we were probably misled by the agency. This material should be released.
Acho que fomos provavelmente induzidos a erro pela agência. Esse material devia ser liberado.
According to the Boston Globe, Tunheim also stated:
De acordo com o Boston Globe, Tunheim também declarou:
It really was an example of treachery. If [the CIA] fooled us on that, they may have fooled us on other things.
Foi realmente um caso de traição. Se [a CIA] nos enganou nisso, pode ter-nos enganado quanto a outras coisas.
Tunheim was referring to the CIA’s records on George Joannides, a CIA agent who played at least two interesting roles relating to the Kennedy assassination, one before the assassination and one after the assassination. The CIA kept those two roles secret from the Warren Commission, the House Select Committee, and the ARRB. Indeed, to this day the CIA steadfastly continues to refuse to disclose its Joannides records. “National security,” CIA officials say, notwithstanding the fact that the Kennedy assassination was 50 years ago and Joannides died in 1990. (For the details of the Joannides story, see “Who Was George Joannides and Why His Story Is Important?” by Jefferson Morley.)
Tunheim estava-se referindo ao registros da CIA acerca de George Joannides, agente da CIA que desempenhou pelo menos dois interessantes papéis relacionados com o assassínio de Kennedy, um antes do assassínio e outro depois. A CIA manteve em segredo esses dois papéis, não os revelando à Comissão Warren, à Comissão Especial da Câmara, e  à ARRB. Na verdade, até hoje a CIA continua resolutamente a recusar-se a revelar seus registros referentes a Joannides. “Segurança nacional,” dizem autoridades da CIA, apesar do fato de o assassínio de Kennedy ter ocorrido há 50 anos e Joannides ter morrido em 1990. (Para os detalhes da história de Joannides, ver “Quem Era George Joannides e Por Que Sua História É Importante?” por Jefferson Morley.)
The big issue though isn’t the CIA surveillance scheme on Congress, its assassination programs, its regime-change operations, its torture programs, its coups, its partnerships with dictatorial regimes, its medical experiments, its partnerships with the Mafia and former Nazis, or even its still-secret, nefarious activities relating to the Kennedy assassination.
As grandes questões, contudo, não são o esquema de vigilância do Congresso pela CIA, os programas de assassínio dela, suas operações de mudança de regime, seus programas de tortura, seus golpes, suas parcerias com regimes ditatoriais, seus experimentos médicos, suas parcerias com a Máfia e com ex-nazistas, ou mesmo suas atividades nefandas relacionadas com o assassínio de Kennedy.  
The big issue is: Why should the CIA be permitted to continue existing? For one thing, the Cold War is over. That was the original justification for bringing this totalitarian-type agency into existence. Since the Cold War is over, the term of the CIA should be over too.
A grande questão é: Por que deveria ser permitido à CIA continuar a existir? De uma parte, a Guerra Fria acabou. Ela foi a justificativa original para trazer essa agência de tipo totalitário à existência. Visto que a Guerra Fria acabou, o mandato da CIA também deveria acabar.
More important, what business does America have having a separate, sub-surface governmental structure, one that operates in secret and one engaged in dark-side, evil, and immoral activities? Not only is such a structure not necessary to the security of the United States, it actually constitutes a grave threat to the freedom and security of the American people. It is a sinister institution that has no place in a free society, a society whose founding principles are based on limited, constitutional government, not totalitarian principles.
Mais importante, o que é que os Estados Unidos têm a ver com uma estrutura governamental separada e subterrânea, que funciona em segredo e está envolvida em atividades tenebrosas, cruéis e imorais? Tal estrutura não apenas não é necessária para a segurança dos Estados Unidos como em realidade constitui grave ameaça à liberdade e à segurança do povo estadunidense. É instituição sinistra que não tem lugar numa sociedade livre, uma sociedade cujos princípios de fundação estão baseados em governo limitado e constitucional, não em princípios totalitários. 
It’s time to rid our nation of the CIA. It’s time to restore freedom, morality, transparency, and constitutional government to our land. It’s time to abolish, not reform, the CIA.
É hora de livrar nossa nação da CIA. É hora de restaurar liberdade, moralidade, transparência e governo constitucional em nosso país. É hora de extinguir, não de reformar, a CIA.
This post was written by: Jacob G. Hornberger
Jacob G. Hornberger is founder and president of The Future of Freedom Foundation. He was born and raised in Laredo, Texas, and received his B.A. in economics from Virginia Military Institute and his law degree from the University of Texas. He was a trial attorney for twelve years in Texas. He also was an adjunct professor at the University of Dallas, where he taught law and economics. In 1987, Mr. Hornberger left the practice of law to become director of programs at the Foundation for Economic Education. He has advanced freedom and free markets on talk-radio stations all across the country as well as on Fox News’ Neil Cavuto and Greta van Susteren shows and he appeared as a regular commentator on Judge Andrew Napolitano’s show Freedom Watch. View these interviews at LewRockwell.com and from Full Context. Send him email.
Esta postagem foi escrita por: Jacob G. Hornberger
Jacob G. Hornberger é fundador e presidente da Fundação Futuro de Liberdade. Nasceu e foi criado em Laredo, Texas, e recebeu seu grau de Bacharel em Artes em economia do Instituto Militar da Virgínia e seu grau em leis da Universidade do Texas. Foi advogado atuante durante doze anos no Texas. Foi também professor adjunto na Universidade de Dallas, onde lecionou leis e economia. Em 1987, o Sr. Hornberger deixou a prática jurídica para tornar-se diretor de programas na Fundação de Educação Econômica. Tem promovido liberdade e livres mercados em estações de rádio com participação da audiência em todo o país, bem como nos programas da Fox News de Neil Cavuto e Greta van Susteren, e participou, como comentador regular, do programa do Juiz Andrew Napolitano Observatório da Liberdade. Veja essas entrevistas em LewRockwell.com e a partir de Full Context. Envie-lhe email.

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