Saturday, March 29, 2014

The Anti-Empire Report - “Bias in favor of the orthodox is frequently mistaken for ‘objectivity’. Departures from this ideological orthodoxy are themselves dismissed as ideological.” – Michael Parenti



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William Blum
William Blum
Official website of the author, historian, and U.S. foreign policy critic.
Website oficial do autor, historiador e crítico da política externa dos Estados Unidos.
The Anti-Empire Report #125
O Relatório Anti-Império No. 125
By William Blum – Published February 4th, 2014
Por William Blum – Publicado em 4 de fevereiro de 2014
“Bias in favor of the orthodox is frequently mistaken for ‘objectivity’. Departures from this ideological orthodoxy are themselves dismissed as ideological.” – Michael Parenti
“Viés favorável ao ortodoxo é amiúde confundido com ‘objetividade’. Distanciamentos da ortodoxia ideológica são desqualificados por ideológicos.” – Michael Parenti
An exchange in January with Paul Farhi, Washington Post columnist, about coverage of US foreign policy:
Discussão em janeiro com Paul Farhi, colunista do Washington Post, acerca da cobertura da política externa dos Estados Unidos:
Dear Mr. Farhi,
Prezado Sr. Farhi,
Now that you’ve done a study of al-Jazeera’s political bias in supporting Mohamed Morsi in Egypt, is it perhaps now time for a study of the US mass media’s bias on US foreign policy? And if you doubt the extent and depth of this bias, consider this:
Agora que o senhor fez um estudo do viés político da al-Jazeera apoiando Mohamed Morsi no Egito, será talvez hora de examinar o viés da grande mídia dos Estados Unidos em relação à política externa dos Estados Unidos? E se o senhor duvidar da extensão e profundidade desse viés, considere o seguinte:
There are more than 1,400 daily newspapers in the United States. Can you name a single paper, or a single TV network, that was unequivocally opposed to the American wars carried out against Libya, Iraq, Afghanistan, Yugoslavia, Panama, Grenada, and Vietnam? Or even opposed to any two of these wars? How about one? In 1968, six years into the Vietnam war, the Boston Globe [Boston Globe, February 18, 1968, p.2-A] surveyed the editorial positions of 39 leading US papers concerning the war and found that “none advocated a pull-out”.
Há mais de 1.400 jornais diários nos Estados Unidos. Consegue o senhor dar o nome de um único jornal, ou de uma única estação de televisão, inequivocamente contra as guerras estadunidenses conduzidas contra Líbia, Iraque, Afeganistão, Iugoslávia, Panamá, Grenada, e Vietnã? Ou mesmo contra duas quaisquer de todas essas guerras? E que tal contra uma única? Em 1968, já a guerra do Vietnã com seis anos de duração, o Boston Globe [Boston Globe, 18 de fevereiro de 1968, p.2-A] fez levantamento das posições editoriais de 39 jornais importantes dos Estados Unidos concernindo à guerra e descobriu que “nenhum defendia retirada”.
Now, can you name an American daily newspaper or TV network that more or less gives any support to any US government ODE (Officially Designated Enemy)? Like Hugo Chávez of Venezuela or his successor, Nicolás Maduro; Fidel or Raúl Castro of Cuba; Bashar al-Assad of Syria; Mahmoud Ahmadinejad of Iran; Rafael Correa of Ecuador; or Evo Morales of Bolivia? I mean that presents the ODE’s point of view in a reasonably fair manner most of the time? Or any ODE of the recent past like Slobodan Milosevic of Serbia, Moammar Gaddafi of Libya, Robert Mugabe of Zimbabwe, or Jean-Bertrand Aristide of Haiti?
Ora bem, pode o senhor dar o nome de jornal diário ou rede de televisão estadunidense que apoie, em maior ou menor grau, qualquer ODE (Inimigo Oficialmente Declarado) do governo dos Estados Unidos? Como Hugo Chávez da Venezuela ou seu sucessor, Nicolás Maduro; Fidel ou Raúl Castro de Cuba; Bashar al-Assad da Síria; Mahmoud Ahmadinejad do Iran; Rafael Correa do Equador; ou Evo Morales da Bolivia? Quero dizer, que apresente o ponto de vista do ODE de maneira razoavelmente imparcial a maior parte do tempo? Ou qualquer ODE do passado recente como Slobodan Milosevic da Sérvia, Moammar Gaddafi da Líbia, Robert Mugabe do Zimbabwe, ou Jean-Bertrand Aristide do Haiti?
Who in the mainstream media supports Hamas of Gaza? Or Hezbollah of Lebanon? Who in the mainstream media is outspokenly critical of Israel’s treatment of the Palestinians? And keeps his or her job?
Quem, na mídia convencional, apoia o Hamas de Gaza? Ou o Hezbollah do Líbano? Quem, na mídia convencional, é crítico declarado do tratamento dispensado aos palestinos por Israel? E mantém seu emprego?
Who in the mainstream media treats Julian Assange or Chelsea Manning as the heroes they are?
Quem, na mídia convencional, trata Julian Assange ou Chelsea Manning como os heróis que são?
And this same mainstream media tell us that Cuba, Venezuela, Ecuador, et al. do not have a real opposition media.
E essa mesma mídia convencional diz-nos que Cuba,  Venezuela, Equador, et al. não têm uma mídia de oposição real.
The ideology of the American mainstream media is the belief that they don’t have any ideology; that they are instead what they call “objective”. I submit that there is something more important in journalism than objectivity. It is capturing the essence, or the truth, if you will, with the proper context and history. This can, as well, serve as “enlightenment”.
A ideologia da mídia convencional estadunidense é a crença de que não tem nenhuma ideologia; que é, pelo contrário, o que chama de “objetiva”. Eu sugiro que há algo mais importante em jornalismo do que a objetividade. É captar a essência, ou a verdade, se preferir, com o contexto e a história adequados. Isso pode, até, ter função de “esclarecimento”.
It’s been said that the political spectrum concerning US foreign policy in the America mainstream media “runs the gamut from A to B”.
Tem sido dito que o espectro político concernente a política externa na mídia convencional dos Estados Unidos “abrange o intervalo de A a B”.
Sincerely, William Blum, Washington, DC
Atenciosamente, William Blum, Washington, DC
(followed by some of my writing credentials)
(seguem-se algumas de minhas credenciais como escritor)
Reply from Paul Farhi:
Resposta de Paul Farhi:
I think you’re conflating news coverage with editorial policy. They are not the same. What a newspaper advocates on its editorial page (the Vietnam example you cite) isn’t the same as what or how the story is covered in the news columns. News MAY have some advocacy in it, but it’s not supposed to, and not nearly as overt or blatant as an editorial or opinion column. Go back over all of your ODE examples and ask yourself if the news coverage was the same as the opinions about those ODEs. In most cases. I doubt it was.
Acho que o senhor está confundindo cobertura noticiosa com política editorial. Não são a mesma coisa. O que um jornal defende em sua página de editorial (o exemplo do Vietnã que o senhor cita) não é o mesmo que, ou como, assunto é coberto nas colunas noticiosas. As notícias PODEM ter alguma defesa de ponto de vista nelas, mas supõe-se que não tenham, e nem de perto tão aberta ou flagrantemente como num editorial ou em coluna de opinião. Repasse todos os seus exemplos de ODE e pergunte-se se a cobertura noticiosa foi a mesma que as opiniões a respeito desses ODE. Na maioria dos casos, duvido que tenha sido.
Dear Mr. Farhi,
Prezado Sr. Farhi,
Thank you for your remarkably prompt answer.
Obrigado por sua resposta notavelmente presta.
Your point about the difference between news coverage and editorial policy is important, but the fact is, as a daily, and careful, reader of the Post for the past 20 years I can attest to the extensive bias in its foreign policy coverage in the areas I listed. Juan Ferrero in Latin America and Kathy Lally in the Mideast are but two prime examples. The bias, most commonly, is one of omission more than commission; which is to say it’s what they leave out that distorts the news more than any factual errors or out-and-out lies. My Anti-Empire Report contains many examples of these omissions, as well as some errors of commission.
Sua observação acerca da diferença entre cobertura noticiosa e política editorial é importante, mas o fato é: como leitor diário e cuidadoso do Post nos últimos 20 anos posso atestar do pronunciado viés na cobertura dele de política externa nas áreas que listei. Juan Ferrero na América Latina e Kathy Lally no Oriente Médio são apenas dois excelentes exemplos. O viés, comumente, é por omissão mais do que comissão, vale dizer é o que eles deixam sem mencionar que distorce a notícia, mais do que quaisquer erros factuais ou completas mentiras. Meu Relatório Anti-Império contém muitos exemplos dessas omissões, bem como alguns erros por comissão.
Incidentally, since 1995 I have written dozens of letters to the Post pointing out errors in foreign-policy coverage. Not one has been printed.
Incidentalmente, desde 1995 escrevi dúzias de cartas ao Post destacando erros de cobertura de política externa. Nenhuma delas foi até hoje publicada.
Happy New Year
Feliz Ano Novo
I present here an extreme example of bias by omission, in the entire American mainstream media: In my last report I wrote of the committee appointed by the president to study NSA abuses – Review Group on Intelligence and Communications Technologies – which actually came up with a few unexpected recommendations in its report presented December 13, the most interesting of which perhaps are these two:
Apresento aqui exemplo extremo de viés por omissão, em toda a mídia convencional estadunidense: Em meu último relatório escrevi da comissão nomeada pelo presidente para examinar os abusos da Agência de Segurança Nacional - NSA – Grupo de Revisão de Tecnologias de Inteligência e Comunicações – que com efeito fez algumas recomendações inesperadas em seu relatório apresentado em 13 de dezembro, as mais interessantes das quais talvez estas duas:
“Governments should not use surveillance to steal industry secrets to advantage their domestic industry.”
“Governos não deveriam usar vigilância para furtar segredos da indústria para proveito de sua indústria doméstica.”
“Governments should not use their offensive cyber capabilities to change the amounts held in financial accounts or otherwise manipulate the financial systems.”
“Governos não deveriam usar suas capacidades ofensivas cibernéticas para modificar os montantes mantidos em contas financeiras ou de qualquer forma manipularem os sistemas financeiros.”
So what do we have here? The NSA being used to steal industrial secrets; nothing to do with fighting terrorism. And the NSA stealing money and otherwise sabotaging unnamed financial systems, which may also represent gaining industrial advantage for the United States.
Então o que temos aqui? A NSA sendo usada para furtar segredos industriais; nada a ver com lutar contra terrorismo. E a NSA furtando dinheiro e outrossim sabotando sistemas financeiros não nomeados, o que poderá também representar ganho de vantagem industrial para os Estados Unidos.
Long-time readers of this report may have come to the realization that I’m not an ecstatic admirer of US foreign policy. But this stuff shocks even me. It’s the gross pettiness of “The World’s Only Superpower”.
Leitores de longa data deste relatório podem ter chegado ao entendimento de que não sou admirador entusiástico da política externa dos Estados Unidos. Essa notícia, porém, choca até a mim. É a mesquinhez repulsiva da  “Única Superpotência do Mundo”.
A careful search of the extensive Lexis-Nexis database failed to turn up a single American mainstream media source, print or broadcast, that mentioned this revelation. I found it only on those websites which carried my report, plus three other sites: Techdirt, Lawfare, and Crikey (First Digital Media).
Cuidadosa pesquisa da vasta base de dados Lexis-Nexis não logrou mostrar uma única fonte de mídia convencional estadunidense, impressa ou por transmissão, que mencionasse essa revelação. Só a encontrei em websites que publicam meu relatório, e mais três outros sites: Techdirt, Lawfare, e Crikey (First Digital Media).
For another very interesting and extreme example of bias by omission, as well as commission, very typical of US foreign policy coverage in the mainstream media: First read the January 31, page one, Washington Post article making fun of socialism in Venezuela and Cuba.
Para outro muito interessante e extremo exemplo de viés por omissão, bem como comissão, muito típico da cobertura da política externa dos Estados Unidos na mídia convencional: Leiam primeiro o artigo do Washington Post de 31 de janeiro, página um fazendo troça do socialismo na Venezuela e em Cuba.
Then read the response from two Americans who have spent a lot of time in Venezuela, are fluent in Spanish, and whose opinions about the article I solicited.
Em seguida leiam a resposta de duas estadunidenses que passaram muito tempo na Venezuela, são fluentes em espanhol, e cujas opiniões acerca do artigo eu solicitei.
I lived in Chile during the 1972-73 period under Salvadore Allende and his Socialist Party. The conservative Chilean media’s sarcastic claims at the time about shortages and socialist incompetence were identical to what we’ve been seeing for years in the United States concerning Venezuela and Cuba. The Washington Post article on Venezuela referred to above could have been lifted out of Chile’s El Mercurio, 1973.
Morei no Chile durante o período 1972-73 no governo de Salvador Allende e seu Partido Socialista. As afirmações sarcásticas da mídia chilena conservadora à época acerca de escassez e incompetência socialista eram idênticas ao que vimos vendo há anos nos Estados Unidos no concernente a Venezuela e Cuba. O artigo do Washington Post acerca da Venezuela referido acima poderia ter sido retirado do El Mercurio do Chile de 1973.
[Note to readers: Please do not send me the usual complaints about my using the name “America(n)” to refer to “The United States”. I find it to be a meaningless issue, if not plain silly.]
[Nota para os leitores: Por favor, não me enviem as reclamações usuais acerca de eu usar o nome “America(n)” para referir-me a “Os Estados Unidos”. Considero isso questão sem sentido, se não totalmente tola.]

Wednesday, March 26, 2014

FFF - America’s Cold War Socialism



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A Fundação Futuro de Liberdade
Hornberger’s Blog
O Blog de Hornberger
America’s Cold War Socialism
Socialismo de Guerra Fria dos Estados Unidos
March 13, 2014
13 de março de 2014
During the Cold War, the U.S. national security state — i.e., the military and CIA — used the dire threat of communism and socialism as a justification for its assassination program and its pro-coup program in Latin America and other parts of the world. Two notable examples were Guatemala and Chile. In both countries, the U.S. national-security state helped oust the democratically elected presidents from office and helped install brutal right-wing military dictatorships in their stead.
Durante a Guerra Fria, o estado de segurança nacional dos Estados Unidos — isto é, a instituição militar e a CIA — usaram a grave ameaça do comunismo e do socialismo como justificativa para seu programa de assassínios e seu programa pró-golpe na América Latina e em outras partes do mundo. Dois exemplos notáveis foram Guatemala e Chile. Em ambos esses países o estado de segurança nacional dos Estados Unidos ajudou a remoção do cargo de presidentes democraticamente eleitos e o estabelecimento de brutais ditaduras militares de direita no lugar deles.
The idea was that if the citizenry of Guatemala and Chile made what the U.S. national-security state considered to be a mistake with their election of a communist-socialist, it was up to the U.S. national-security state to correct the mistake with a coup, one by which the pro-U.S. standing army within the country, which had been trained at the U.S. School of the Americas, would take charge and make things right.
A ideia era a de que se os cidadãos de Guatemala e Chile haviam cometido o que o estado de segurança nacional dos Estados Unidos considerava o equívoco de terem eleito comunista-socialista, era responsabilidae do estado de segurança nacional dos Estados Unidos corrigir o equívoco com golpe, por meio do qual forças armadas permanentes internas ao país favoráveis aos Estados Unidos, treinadas na Escola das Américas dos Estados Unidos, tomariam as rédeas e consertariam as coisas.
The national-security establishment viewed Latin American elections within the context of “national security,” the doctrine that was embraced with America’s Cold War against its World War II partner and ally, the Soviet Union. Communism and socialism were so scary to the national-security establishment that its officials feared that the success of these two issisms, either in the political sphere or the economic sphere, might spread to the United States, whereby the American people might decide to elect a member of the Communist Party as president or adopt a socialist economic system. By stamping out democratically elected communists-socialists in Latin America, the hope was that the communist-socialist infection would be less likely to reach the minds of the American people.
O establishment de segurança nacional via as eleições latino-americanas dentro do contexto da “segurança nacional,” a doutrina adotada com a Guerra Fria dos Estados Unidos contra sua parceira e aliada na Segunda Guerra Mundial, a União Soviética. Comunismo e socialismo eram tão assustadores para o establishment de segurança nacional que as autoridades do establishment temiam que o sucesso desses dois ismos, quer na esfera política, quer na econômica, pudesse espraiar-se chegando aos Estados Unidos, e o povo poderia resolver eleger membro do Partido Comunista como presidente, ou adotar sistema econômico socialista. Com supressão de comunistas-socialistas democraticamente eleitos na América Latina, a esperança era a de que a infecção comunista-socialista menos provavelmente atingisse as mentes dos estadunidenses.
And let’s face it: The communist-socialist idea was attractive to many people all over the world. And why not? Under communism and socialism, the government takes care of people, not only the poor but everyone in society. Who’s against that, other than libertarians? Moreover, communism and socialism reject the so-called dog-eat-dog environment associated with the capitalist system, a system in which the rich get richer and the poor get poorer and a system in which owners exploit workers, or so we are told by the communists-socialists.
E sejamos realistas: A ideia comunista-socialista era atraente para muitas pessoas no mundo inteiro. E por que não? No comunismo e no socialismo, o governo cuida das pessoas, não apenas dos pobres mas de todo mundo na sociedade. Quem é contra isso, exceto os libertários? Ademais, comunismo e socialismo rejeitam o assim chamado ambiente de mundo cão associado ao sistema capitalista, sistema no qual os ricos ficam mais ricos e os pobres ficam mais pobres, e sistema no qual proprietários exploram trabalhadores, ou assim nos é dito pelos comunistas-socialistas.
In fact, one of the fascinating aspects to the national-security state’s Cold War regime-change operations in Latin America was the fact that the American people themselves were embracing the socialist concept—that is, the notion that it is the responsibility of government to take care of the citizenry. After all, isn’t that what Social Security, Medicare, Medicaid, farm subsidies, food stamps, education grants, public schooling, and all other welfare-state programs are all about?
Na verdade, um dos aspectos fascinantes das operações de mudança de regime da Guerra Fria na América Latina foi o fato de o próprio povo estadunidense estar adotando o conceito socialista — isto é, a noção de ser responsabilidade do governo cuidar dos cidadãos. Afinal, não é a isso que dizem respeito Previdência Social, Serviço de Saúde para Idosos - Medicare, Serviços de Saúde para Carentes - Medicaid, subsídios agrícolas, auxílio alimentação, bolsas educacionais, escolarização pública e todos os outros programas do estado assistencialista?
So, here you had the CIA and the U.S. military ousting democratically elected Latin American presidents from office for subscribing to communism and socialism while, at the same time, the American people themselves were electing people who subscribed to socialist principles.
Assim, a CIA e a instituição militar dos Estados Unidos removiam do cargo presidentes latino-americanos democraticamente eleitos por eles concordarem com comunismo e socialismo e, ao mesmo tempo, o próprio povo estadunidense elegia pessoas que concordavam com princípios socialistas.
Of course, one might say that American presidents weren’t as flagrant as, say, President Arbenz in Guatemala. He simply seized large amounts of land from United Fruit Company, the U.S. company that dominated economic life in Guatemala, a company, interestingly enough, to which many U.S. officials, including the head of the CIA and the U.S. Secretary of State, had close connections.
Obviamente, alguém poderá dizer que presidentes estadunidenses não eram tão conspícuos quanto, digamos, o Presidente Arbenz na Guatemala. Este simplesmente apossou-se de grande extensão de terra da United Fruit Company, a empresa estadunidense que dominava a vida econômica na Guatemala, empresa com a qual, curiosamente, muitas autoridades estadunidenses, inclusive o chefe da CIA e o Secretário de Estado dos Estados Unidos, tinham estreitas conexões.
But how is that different from, say, President Franklin Roosevelt’s seizure of gold belonging to American citizens?
Contudo, de que maneira isso é diferente de, digamos, o confisco do ouro pertencente a cidadãos estadunidenses pelo Presidente Franklin Roosevelt - FDR?
Of course, one might respond that Arbenz intended to give the property he seized to the poor while FDR intended to keep all that gold for the benefit of the government. Okay, fair enough, but then what about Social Security, the socialist program that originated among German socialists and which Roosevelt imposed on the American people? Didn’t it seize money from people to whom it belonged in order to give it to people to whom it did not belong?
Obviamente, poder-se-ia responder que Arbenz pretendia dar aos pobres a propriedade que confiscou, enquanto FDR pretendia manter todo o ouro para benefício do governo. Muito bem, certo, mas então e quanto à Previdência Social, o programa socialista que teve origem entre os socialistas alemães e que Roosevelt impôs ao povo estadunidense? Ele não confiscou dinheiro das pessoas às quais tal dinheiro pertencia a fim de dá-lo a pessoas às quais não pertencia?
And what about food stamps? Doesn’t that program involve seizing people’s income in order to give it to the poor? How is that different in principle from what Arbenz was doing with his seizure of property belonging to United Fruit?
E quanto ao auxílio alimentação? Não envolve, esse programa, confiscar renda das pessoas para dá-la aos pobres? Como é isso diferente, em princípio, do que Arbenz estava fazendo com seu confisco de propriedade pertencente à United Fruit?
Indeed, just this week the New York Times reports that President Obama has just signed a new farm bill in which organic farmers are now becoming major recipients of welfare-state farm largess.
Na verdade, esta semana mesmo o New York Times informa que o Presidente Obama acaba de assinar novo projeto de lei agrícola segundo o qual plantadores orgânicos estão agora tornando-se grandes recebedores de prodigalidade agrícola do estado assistencialista.
Like I say, people everywhere (except libertarians) love socialism. They love the idea of government taking care of them. After all, isn’t that what Obamacare, Medicare, and Medicaid are all about? Isn’t that what medical licensure is all about — protecting people from quack doctors? Isn’t that what the FDIC is all about — protecting depositors from bad banks? Isn’t that what health inspections of restaurants are all about — protecting people from eating bad food?
Como digo, as pessoas em toda parte (exceto os libertários) adoram o socialismo. Adoram a ideia do governo cuidar delas. Afinal de contas, não é a isso que dizem respeito Obamacare, Medicare e Medicaid? Não é a isso que diz respeito o licenciamento para exercício da profissão médica — proteger as pessoas de médicos charlatães? Não é a isso que diz respeito a Corporação Federal de Seguro de Depósitos — proteger os depositantes de maus bancos? Não é a isso que dizem respeito as inspeções de saúde de restaurantes — proteger as pessoas de ingestão de comida nociva?
In fact, consider Cuba, which has been the principal Latin American regime-change target of the U.S. national-security state for some 50 years. Is what Castro did in Cuba any different in principle from what Americans have done here in the United States? America’s income-tax, welfare-state system is based on taking from the rich and giving to the poor. That’s precisely what Castro did, only he carried the principle to its logical conclusion. Rather than simply soaking the rich, as is done in the United States, Castro took everything from the rich, including their homes and businesses. What’s the difference, in principle?
De fato, considerem Cuba, que vem sendo o principal alvo latino-americano de mudança de regime do estado de segurança nacional dos Estados Unidos por cerca de 50 anos. É o que Castro fez em Cuba diferente, em princípio, do que os estadunidenses fizeram aqui nos Estados Unidos? O sistema de imposto de renda do estado assistencialista estadunidense está baseado em tomar dos ricos e dar aos pobres. Isso é precisamente o que Castro fez, apenas que ele levou o princípio a sua conclusão lógica. Em vez de simplesmente tributar pesadamente os ricos, Castro tirou tudo dos ricos, inclusive suas casas e empresas. Qual é a diferença, em princípio?
And don’t forget that in Cuba, the government takes care of people with free education and free healthcare. What American is against those things (except for libertarians, of course)? Indeed, don’t forget that Cuba, like the United States, has strict drug laws because Castro, like Obama, Bush, and other like-minded people, believes that it’s the role of the government to protect people from their own irresponsible decisions.
E não nos esqueçamos de que em Cuba o governo toma  conta do povo com educação grátis e serviços de saúde grátis. Que estadunidense é contra essas coisas (exceto os libertários, naturalmente)? Na verdade, não nos esqueçamos de que Cuba, como os Estados Unidos, tem leis estritas contra drogas porque Castro, como Obama, Bush e outras pessoas de mente similar, acredita ser papel do governo proteger as pessoas de suas próprias decisões irresponsáveis.
One of the fascinating aspects of this phenomenon is that U.S. officials were able to convince Americans that their brand of welfare-state socialism constituted “freedom” while that of Arbenz, Allende, Castro, Chavez, and other Latin American socialists constitutes communism and socialism. Even to this day, most Americans (libertarians being the notable exception) honestly believe that FDR’s New Deal revolution “saved” America’s free-enterprise system and that America’s welfare-state system constitutes a “capitalist” system.
Um dos aspectos fascinantes desse fenômeno é que as autoridades dos Estados Unidos conseguiram convencer os estadunidenses de que sua cepa de socialismo de estado assistencialista era “liberdade,” enquanto a de Arbenz, Allende, Castro, Chavez, e outros socialistas latino-americanos representava comunismo e socialismo. Até hoje, a maior parte dos estadunidenses (constituindo os libertários a exceção notável) acredita honestamente que a revolução do Novo Pacto de FDR “salvou” o sistema de livre empresa dos Estados Unidos e que o sistema de assistencialismo dos Estados Unidos é um sistema “capitalista.”
Another fascinating part of this is whether America’s embrace of welfare-state socialism was actually contributing to the deep fear that was inciting U.S. national-security state officials to try to stamp out communism and socialism in Latin America. It seems that many U.S. officials viewed communism and socialism as some sort of Siren’s song or political heroin that was beckoning the American people into trying it. And U.S. officials could tell that once people tried socialism, they weren’t likely to let go of it.
Outra parte fascinante é se a adoção do socialismo de estado assistencialista pelos Estados Unidos em realidade não contribuía para o profundo medo que incitava as autoridades do estado de segurança nacional dos Estados Unidos a tentar extinguir o comunismo e o socialismo na América Latina. Parece que muitas autoridades dos Estados Unidos viam comunismo e socialismo como uma espécie de canto de sereia ou heroína política que acenava convidando o povo estadunidense a experimentá-la. E as autoridades dos Estados Unidos podiam dizer que, uma vez que as pessoas provassem do socialismo, provavelmente não desejariam mais abandoná-lo.
The U.S. national-security state’s efforts to smash communism and socialism in Latin America were, of course, all for naught. Communist-socialist Cuba is still standing. And today communist-socialist regimes keep spreading throughout Latin America—Venezuela, Ecuador, Bolivia, Chile, Nicaragua, and others. And, of course, welfare-state socialism remains alive and well here in the United States. Why, I’ll even bet that many of those U.S. military and CIA Cold War officials are now living in splendid retirement on their fat federal pensions that are being funded by the monies seized from the pockets of the young people of America.
Os esforços do estado de segurança nacional dos Estados Unidos para esmagar comunismo e socialismo na América Latina foram, obviamente, debalde. A Cuba comunista-socialista ainda está lá, incólume. E atualmente regimes comunistas-socialistas continuam a espalhar-se na América Latina — Venezuela, Equador, Bolívia, Chile, Nicarágua, e outros. E, obviamente, o socialismo do estado assistencialista continua vivo e muito bem obrigado aqui nos Estados Unidos. Aposto até que muitas daquelas autoridades da instituição militar dos Estados Unidos e da CIA estão hoje vivendo esplêndida aposentadoria com suas polpudas pensões federais financiadas pelo dinheiro confiscado dos bolsos dos jovens dos Estados Unidos.
This post was written by: Jacob G. Hornberger
Jacob G. Hornberger is founder and president of The Future of Freedom Foundation. He was born and raised in Laredo, Texas, and received his B.A. in economics from Virginia Military Institute and his law degree from the University of Texas. He was a trial attorney for twelve years in Texas. He also was an adjunct professor at the University of Dallas, where he taught law and economics. In 1987, Mr. Hornberger left the practice of law to become director of programs at the Foundation for Economic Education. He has advanced freedom and free markets on talk-radio stations all across the country as well as on Fox News’ Neil Cavuto and Greta van Susteren shows and he appeared as a regular commentator on Judge Andrew Napolitano’s show Freedom Watch. View these interviews at LewRockwell.com and from Full Context. Send him email.
Esta postagem foi escrita por: Jacob G. Hornberger
Jacob G. Hornberger é fundador e presidente da Fundação Futuro de Liberdade. Nasceu e foi criado em Laredo, Texas, e recebeu seu grau de Bacharel em Artes em economia do Instituto Militar da Virgínia e seu grau em leis da Universidade do Texas. Foi advogado atuante durante doze anos no Texas. Foi também professor adjunto na Universidade de Dallas, onde lecionou leis e economia. Em 1987, o Sr. Hornberger deixou a prática jurídica para tornar-se diretor de programas na Fundação de Educação Econômica. Tem promovido liberdade e livres mercados em estações de rádio com participação da audiência em todo o país, bem como nos programas da Fox News de Neil Cavuto e Greta van Susteren, e atuou como comentador regular no programa do Juiz Andrew Napolitano Observatório da Liberdade. Veja essas entrevistas em LewRockwell.com e a partir de Full Context. Envie-lhe email.