Sunday, January 5, 2014

C4SS - Destroying the Master's House With the Master's Tools: Some Notes on the Libertarian Theory of Ideology - Pages 6-10


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Center for a Stateless Society
Centro por uma Sociedade Sem Estado
A Left Market Anarchist Think Tank and Media Center
Centro de Políticas e de Mídia Esquerdista Anarquista de Mercado
Destroying the Master's House With the Master's Tools: Some Notes on the Libertarian Theory of Ideology
Destruição da Casa do Senhor Com as Ferramentas do Senhor: Algumas Notas acerca da Teoria Libertária da Ideologia
Kevin Carson
Kevin Carson
Center for a Stateless Society Paper No. 15 (First Half 2013)
Centro por uma Sociedade sem Estado Paper No. 15 (Primeiro Semestre de 2013)
autonomous communities in swamps and other back country areas. Where native tribes were sufficient in number, they frequently retained their tribal structure and absorbed runaway blacks and whites. Elsewhere, they amalgamated into new ethnic identities. Some of the newly amalgamated groups created synthetic identities as Indian tribes or claimed to have been adopted.13 Something like this was probably at work, as we shall see below, in the “retribalization” of the runaway Canaanite peasant population of Israel and the mythical eponymous ancestry they adopted from the sons of Jacob.
comunidades autônomas em brejais e outras áreas rurais esparsamente habitadas. Onde tribos nativas tinham número suficiente, frequentemente retiveram sua estrutura tribal e absorveram pretos e brancos fugidos. Em outros lugares, amalgaram-se, formando novas identidades étnicas. Alguns dos grupos recentemente amalgamados criaram identidades sintéticas como tribos indígenas ou asseveraram terem sido adotados.13 Algo da espécie provavelmente ocorreu, como veremos adiante, na “retribalização” da população canaanita camponesa de Israel e na ancestralidade epônima mítica que adotou dos filhos de Jacó.
The Children of Israel. For some time it has been the consensus among historians of early Israel that the thoroughgoing conquest of Canaan and resulting tribal domains described in the Book Joshua was anachronistic—a projection onto the past of a geographical state of affairs that existed only after the monarchy had defeated the Philistines and the Israelite population had expanded from their original hill territory to the lowland areas of Canaan. The first archaelogical appearance of Israelite villages in the central highlands of Canaan was in the late 13th century BCE; these areas remained their main strongholds for some two centuries until their increased numbers and the establishment of the monarchy under David enabled them to contest control of the fertile lowlands.
Os Filhos de Israel. Há algum tempo vem sendo consenso entre historiadores do Israel primevo que a completa conquista de Canaã e os resultantes domínios tribais descritos no Livro de Josué foi anacrônica — uma projeção no passado de um estado de coisas geográfico que só existiu depois que a monarquia havia derrotado os filisteus e a população israelita havia-se expandido de seu território montanhoso original para as áreas de terras baixas de Canaã. O primeiro aparecimento arqueológico de vilas israelitas nas terras altas centrais de Canaã ocorreu ao final do século 13 antes da era cristã; essas áreas permaneceram sendo seus principais baluartes por cerca de dois séculos, até que seu número acrescido e a instauração da monarquia sob Davi habilitaram-nas a contestar o controle das férteis terras baixas.
Some historians, like Norman Gottwald, suggest the Israelites—rather than infiltrating Canaan from the outside—were predominantly inhabitants of Canaan itself who moved to the central highlands of Palestine for relative freedom. He originally developed this thesis—which we will consider shortly—at length, in his 1979 book The Tribes of Yahweh: A Sociology of the Religion of Liberated Israel 1250-1050 B.C.E.
Alguns historiadores, como Norman Gottwald, sugerem que os israelitas — em vez de infiltrarem Canaã a partir de fora — eram predominantemente habitantes da própria Canaã que se deslocaram para as terras altas centrais da Palestina em busca de relativa liberdade. Ele desenvolveu originalmente essa tese — que consideraremos sucintamente — em pormenor em seu livro de 1979 As Tribos de Iavé: Uma Sociologia da Religião do Israel Libertado 1250-1050 B.C.E. [antes da era comum].
Canaan itself had become ethnicallyHebrew over a century before Israel and the religion of Moses made their appearance in the historical record ca. 1200 BCE.14 So the Israelites in the central Canaanite highlands were of essentially the same stock as the lowland population from which most of them fled.
A própria Canaã havia-se tornado etnicamente hebreia mais de um século antes de Israel e a religião de Moisés terem feito seu aparecimento no registro histórico cerca de 1200 B.C.E.. Portanto os israelitas das terras altas centrais canaanitas eram essencialmente da mesma cepa da população das terras baixas da qual a maioria deles fugiu.
The name ҅Abiru (“Habiru”) or ҅Apiru (“Hapiru”), etymologically closely related to “Hebrew,” was mentioned in royal chronicles through most of the
O nome ҅Abiru (habiru) ou ҅apiru
(“hapiru”), estreitamente relacionado etimologicamente a “hebreu,” foi mencionado em crônicas reais ao longo da maior parte do
13 Hakim Bey, “T. A. Z.: The Temporary Autonomous Zone, Ontological Anarchy, Poetic Terrorism,” [please check link in the original].
14 The Anchor Bible: Joshua.
Translation, notes by Robert Boling. Introduction by G. Ernst Wright (Doubleday, 1982), p. 330.
13 Hakim Bey, “T. A. Z.: A Zona Autônoma Temporária, Anarquia Ontológica, Terrorismo Poético,” [por favor veja o link no original].
14 A Bíblia Âncora: Josué.
Tradução, notas por Robert Boling. Introdução de G. Ernst Wright (Doubleday, 1982), p. 330.
2nd millennium BCE throughout most of western Asia, and originally used as a general term for unruly subject populations. By the late 2nd millennium in Canaan, it had taken on a more specific ethnic connotation, being used as a derogatory term for the subject peoples—in a near-constant state of rebellion—of the Canaanite city-states and their Egyptian overlords.15
2o. milênio BCE na maior parte da Ásia ocidental, e originalmente usado como termo geral para populações subjugadas insubordinadas. Na parte tardia do 2o. milênio em Canaã, já havia assumido conotação étnica mais específica, sendo usada como termo depreciativo para os povos subjugados — em quase constante estado de rebelião — pelas cidades-estados canaanitas e seus senhores egípcios.15
The Amarna letters preserve 14thcentury BCE correspondence between Canaanite kings and Pharaoh, which refer both to the imposition of forced labor on the Habiru and uprisings by the latter. “Let the king, my lord, learn that the chief of the Hapiru has risen (in arms) against the lands which the god of the king, my lord, gave me; but I have smitten him.”16
As cartas de Amarna preservam correspondência do século 14 BCE entres  reis canaanitas e Faraó, as quais se referem tanto à imposição de trabalho forçado aos habiru quanto a levantes desses últimos. “Que o rei, meu senhor, saiba que o chefe dos hapiru levantou-se (em armas) contra as terras que o deus do rei, meu senhor, deu-me; eu porém o derrotei.”16
Gottwald, summarizing his original thesis much more concisely twenty years later in The Politics of Ancient Israel, argues that the origin of Israel lay, not in an exodus from Egypt (with a subsequent return to the ancestral homeland of Palestine) per se, but rather in a revolt by peasants living in Canaan against their Egyptian overlords.
Gottwald, resumindo sua tese original muito mais concisamente vinte anos depois em A Política do Israel Antigo, argumenta que a origem de Israel assentou-se não num êxodo do Egito (com subsequente retorno ao torrão natal ancestral da Palestina) em si, e sim antes numa revolta de camponeses residentes em Canaã contra seus senhores egípcios.
From about the late 13th century BC, and for two centuries until the founding of the monarchy, according to Gottwald,
A partir da parte tardia do século 13 BC [antes de Cristo], e durante dois séculos até a fundação da monarquia, de acordo com Gottwald,
archeology reveals a proliferation of small agrarian/pastoral villages in the Canaanite highlands in the areas extensively referred to in the biblical traditions as settled by Israelites. While nothing in the remains “proves” that these were Israelite settlements, it is a sound inference that it was this region and its populace that formed the demographic and material resource base of the first Israelite state. The predominance of clusters of single-family dwellings, together with an absence of fortifications and public buildings, suggests local social organization intent on adaptation to a marginal environment for subsistence farming and herding.17
a arqueologia revela proliferação de pequenas vilas agrícolas/pastorais nas terras altas canaanitas nas áreas extensamente referidas nas tradições bíblicas como assentadas por israelitas. Embora nada nas ruínas “prove” tratar-se de assentamentos israelitas, é sã inferência essa região e população ser a formadora da base demográfica e de recursos materiais do primeiro estado israelita. A predominância de aglomerados de residências de família única, juntamente com ausência de fortificações e edifícios públicos, sugere organização social local voltada para adaptação a ambiente marginal de plantio e pastoreio para subsistência.17
Archaeological surveys indicate that there were rather different ecologies and settlement patterns in the central highlands of Ephraim and Manasseh, in contrast to the southern highlands of Judah. Of the two regions, Judah was more isolated topographically and had a smaller population and a stronger pastoral economy. This differentiation tends to
Pesquisas arqueológicas indicam ter havido ecologias e padrões de assentamento consideravelmente diferentes nas terras altas de Efraim e Manassés, em contraste com as terras altas ao sul, de Judá. Das duas regiões, Judá era topograficamente mais isolada e tinha população menor e economia pastoral mais forte. Essa diferenciação tende a
15 Ibid., pp. 83-84. 
16 The Anchor Bible: Judges. Translation, notes, introduction by Robert Boling (Doubleday, 1975), p. 14. 17 Norman K. Gottwald, The Politics of Ancient Israel (Louisville, Kentucky: Westminster John Knox Press, 2001), p. 163.
15 Ibid., pp. 83-84.
16 A Bíblia Âncora: Juízes. Tradução, notas, introdução por Robert Boling (Doubleday, 1975), p. 14.
17 Norman K. Gottwald, A Política do Antigo Israel (Louisville, Kentucky: Westminster John Knox Press, 2001), p. 163.
support a number of indications in the biblical traditions that Judah stood apart from the cooperative arrangements among the other tribes until late in the tribal period or possibly even as late as the reign of Saul.18
dar suporte a diversas indicações, nas tradições bíblicas, de que Judá ficou à parte dos acordos cooperativos entre as outras tribos até tardiamente no período tribal ou possivelmente até tão tardiamente quanto no reinado de Saul.18
The children of Israel abandoned the fertile lowland areas to evade Canaanite, Egyptian or Philistine rule and the exactions of landlords. And the technologies they adopted—contour plowing to make the most of hillside terrain and cisterns to supply irrigation water where it was not naturally plentiful—were classically Zomian. These technologies enabled the Israelites to thrive on marginal land, beyond the reach of the lowland authorities “chariots of iron.” Nahum Sarna—who argues strenuously for the traditional view of Israel's origin in the conquest of Canaan from across the Jordan—nevertheless writes:
Os filhos de Israel abandonaram as férteis áreas de terras baixas para escaparem do tacão canaanita, egípcio ou filisteu e das exações dos arrendadores. E as tecnologias que adotaram — lavouras de contorno para obter o máximo de terreno de encosta e cisternas para suprimento de água de irrigação onde esta não fosse naturalmente abundante — eram tipicamente zomianas. Essas tecnologias permitiam aos israelitas prosperar em terra marginal, além do alcance das autoridades das terras baixas “seges de ferro.” Nahum Sarna — que argumenta estrenuamente em favor do ponto de vista tradicional da origem de Israel na conquista de Canaã a partir de do outro lado do Jordão — escreve contudo:
Archaeology has certainly demonstrated that at the close of the late Bronze Age and in the early Iron Age completely new phenomena appeared in the hill country of Canaan. Hundreds of new village settlements can be identified, most of them founded in hitherto unoccupied areas. This expansive development was made possible by important technological innovations. One was the widespread use of cisterns hewed out of the rocky soil, which served to catch and collect rainwater.... The other development was the intensive farming of the sloping hillsides by means of terracing, the grading of the rugged terrain into a series of more or less level areas....
A arqueologia mostrou com certeza que ao final da Idade do Bronze e ao início da Idade do Ferro apareceram fenômenos completamente novos na terra montanhosa de Canaã. Centenas de novos assentamentos de vilas podem ser identificados, a maioria deles fundados em áreas até então não ocupadas. Esse desdobramento expansivo foi tornado possível por importantes inovações tecnológicas. Uma delas foi o uso disseminado de cisternas cavadas no solo rochoso, de modo a apanhar e coletar água da chuva.... O outro desdobramento foi a plantação intensiva nas encostas inclinadas das colinas por meio de terraceamento, a gradação do terreno irregular em uma série de áreas mais ou menos planas....
There is no doubt that this very significant shift in the settlement pattern of Canaan is to be attributed to the arrival of newcomers. 19
Não há dúvida de que essa mudança muito importante no padrão de assentamento de Canaã deve ser atribuída à vinda dos recém-chegados. 19
The lowland and hill populations of Canaan, respectively, are perfect illustrations of James Scott's concepts of legibility/governability and their opposite. In contrast to the lowland population of Canaan, which was subject to strong political control either by local city-states or their Egyptian overlords,
As populações das terras baixas e das colinas de Canaã, respectivamente, são ilustrações perfeitas dos conceitos de James Scott de legibilidade/governabilidade e de seu oposto. Em contraste com a população das terras baixas de Canaã, que estava sujeita a forte controle político ou por cidades-estados locais ou por seus senhores egípcios,
[t]he more remote highlanders, off the main trade routes and without abundant resources, were both less attractive and less vulnerable to direct  Egyptian intervention. Instead, the city-states' rulers, already prone to fighting among themselves, had a stake in dominating the
[o]s mais remotos habitantes das terras altas, fora das principais rotas de comércio e sem recursos abundantes, eram tanto menos atraentes quanto menos vulneráveis a intervenção egípcia direta. Por outro lado, os governantes das cidades-estados, já tendentes a lutar uns contra os outros, tinham interesse em dominar a
18 Ibid., p. 165.
19 Nahum Sarna, Exploring Exodus: The Origins of Biblical Israel (New York: Schocken Books, 1986, 1996), xv.
18 Ibid., p. 165.
19 Nahum Sarna, Exploração do Êxodo: As Origens de Israel (New York: Schocken Books, 1986, 1996), xv.
highland populace that was being enlarged by people fleeing difficult conditions in the city-states. Because of their disunity, however, the city-states were limited in their efforts to pacify and impose tribute on the highland settlements. A military and political vacuum was thus created in which the highlanders might astutely cooperate to keep both the Egyptians and the city-states at bay.
população das terras altas, que estava sendo aumentada por pessoas que fugiam das difíceis condições das cidades-estados. Contudo, por causa de sua desunião, as cidades-estados ficavam limitadas em seus esforços para pacificar e impor tributo aos assentamentos nas terras altas. Assim foi criado vácuo militar e político, graças ao qual os habitantes das terras altas podiam perspicazmente cooperar para manter tanto os egípcios quanto as cidades-estados ao largo.
From the Israelite perspective, the immediate threat from the city-states, themselves vassals of Egypt, overlapped with and was driven by the more distant threat from Egypt, inasmuch as both the city-states and Egypt pursued tribute-demanding policies that struck at the heart of the independent livelihood of free agrarians and pastoralists in the highlands. Eventually this Egyptian-Canaanite dominion was taken over by the Philistines, who came to ascendancy on the southwest Palestinian coast in the early twelfth century and extended their control over the old Canaanite city-states during the following century and a half. In a sense, then, the Israelites faced a hegemonic threat that was conceived as embracing Egyptian, Canaanite, and Philistine components, shifting variously according to the balance of power among these centralized states and city-states.20
Da perspectiva israelita, a ameaça imediata das cidades-estados, elas próprias vassalas do Egito, imbricava-se e era impulsionada pela ameaça, mais distante, do Egito, na medida em que as cidades-estados e o Egito adotavam políticas de exigência de tributos que atingiam o cerne dos meios de sustento independentes dos agricultores e pastores livres das terras altas. Por fim esse domínio egípcio-canaanita foi tomado pelos filisteus, que vieram à ascendência na costa sudoeste palestina no início do décimo-segundo século e estenderam seu controle sobre as antigas cidades-estados canaanitas durante o século e meio seguinte. Em certo sentido, portanto, os israelitas defrontaram-se com uma ameaça hegemônica que era concebida como abrangendo os componentes egípcio, canaanita e filisteu, mudando variadamente de acordo com o equilíbrio de poder entre esses estados centralizados e as cidades-estados.20
The bondage-exodus theme which occupied such a central place in the Israelite religion probably involved telescoping together the oppressive authority of the native Canaanite polities and the Egyptian empire.
O tema da servidão-êxodo que ocupou lugar tão central na religião israelita provavelmente envolveu imbricação da autoridade opressora dos estados canaanitas nativos com a do império egípcio.
In terms of the formation of early Israelite tradition, what appears to have happened is that all these hostile relations with Egypt and Egyptian surrogates in Canaan  were condensed and projected into the paradigm of a single mass deliverance from Egypt. Admittedly, this hypothesis about the generative matrix for the bondage-exodus themes does not exclude the possibility that some group or groups within Israel had been in Egypt. It is rather to say that the formulation of the themes need not have been dependent on any actual Israelite presence in Egypt, which in any case continues to be undemonstrable.21
Em termos da formação da tradição israelita primeva, o que parece ter acontecido é que todas aquelas relações hostis com o Egito e com representantes do Egito em Canaã foram condensadas e projetadas no paradigma de uma única libertação em massa do Egito. Bem verdade, essa hipótese acerca da matriz geradora dos temas da servidão-êxodo não exclui a possibilidade de algum grupo ou grupos dentro de Israel ter estado no Egito. Deve-se antes dizer que a formulação dos temas não dependeu necessariamente de qualquer presença efetiva israelita no Egito, a qual, de qualquer maneira, continua a ser indemonstrável.21
We can see the same kind telescoping behind the geneological treatment of Canaan as the son of Ham, likely reflecting the hegemonic position of Egypt in Canaan at the time of the source tradition's origin. And it's entirely
Podemos ver o mesmo tipo de imbricação por trás do tratamento genealógico de Canaã como filho de Ham, provavelmente refletindo a posição hegemônica do Egito em Canaã no tempo da origem da tradição fonte. E é inteiramente
20 Gottwald, The Politics of Ancient Israel, pp. 166-167.
21 Ibid., p. 167.
20 Gottwald, A Política do Israel Antigo, pp. 166-167.
21 Ibid., p. 167.
plausible that the Exodus scenario's identification of the oppressive authority from which the children of Israel had escaped with Egypt was heavily colored by Egypt's military involvement upholding its rule in Canaan. The Merneptah stele mentions a campaign in which that pharaoh, faced with local revolts that threatened Egyptian rule in Canaan, defeated the forces of Ashkalon, Gezer, Yanoam and Israel. 22
plausível que a identificação do cenário do Êxodo da autoridade opressora da qual os filhos de Israel haviam escapado com o Egito estivesse fortemente colorida pelo envolvimento militar do Egito para manter seu domínio em Canaã. A estela de Merneptah menciona uma campanha na qual aquele faraó, diante de revoltas locais que ameaçavam o domínio egípcio em Canaã, derrotou as forças de Ashkalon, Gezer, Yanoam e Israel.22
Gottwald's description of the “counter-society,” or “more egalitarian free peasant society,” that emerged in the highlands of Canaan sounds a lot like James Scott's description of Zomian society:
A descrição de Gottwald da “contrassociedade,” ou “sociedade camponesa livre mais igualitária,” que emergiu nas terras altas de Canaã, soa muito como a descrição da sociedade zomiana por James Scott:
...an alternative society of independent farmers, pastoral nomads, artisans, and priestly “intellectuals” who were free from the political domination and interference of the hierarchic city-states that held the upper hand in Canaan.... This counter-society had to provide for political self-rule, economic self-help, military self-defense, and cultural self-definition, which gave to its religion... a very prominent role as an  alternative ideology for understanding the legitimacy and efficacy of its revolution.23
...uma sociedade alternativa de ruralistas, pastores nômades, artesãos e clérigos “intelectuais” independentes livres do domínio político e da interferência das cidades-estados hierárquicas que detinham o controle de Canaã.... Essa contrassociedade tinha de providenciar autogoverno político, autoajuda econômica, autodefesa militar, e autodefinição cultural, o que deu a sua religião... papel muito preeminente como ideologia alternativa para entendimento da legitimidade e eficácia de sua revolução.23
It was a society with no king, no landed nobility, and no tax collectors, in which “they shall sit every man under his vine and under his fig tree; and none shall make them afraid....”
Era uma sociedade sem rei, sem nobreza fundiária, e sem coletores de impostos, na qual  “cada um assentar-se-á debaixo da sua videira, e debaixo da sua figueira, e não haverá quem os espante....”
The Israelite confederacy was probably drawn from a diverse population of runaway peasants and slaves in the Canaanite lowlands and assorted tribal elements (nomadic and otherwise) from across the Jordan. There are, for example, hints of Midianite or Edomite origins either for the tribe of Judah or for the cult of Yahweh, including Moses' conversion by Jethro, the high priest of Yahweh in Midian. Caleb, Josha's co-commander from the tribe of Judah, is described as a Kenezite—i.e., a member of a clan listed among the eponymous descendants of Edom in Genesis. The term “Benjaminites” was apparently used as a synonym for “Bedouin” by states throughout the Levant in the 2nd millennium.
A confederação israelita foi provavelmente formada a partir de população vária de camponeses e escravos fugidos das terras baixas canaanitas e elementos diversos tribais (nômades ou não) de do outro lado do Jordão. Há, por exemplo, alusões a origens midianitas ou edomitas tanto para a tribo de Judá quanto para o culto de Iavé, incluindo a conversão de Moisés por Jetro, o alto sacerdote de Iavé em  Mídiã. Caleb, co-comandante de Josué, da tribo de Judá, é descrito como quenezeu — isto é, membro de clã listado entre os epônimos descendentes de Edom no Gênesis. O termo “benjaminitas” era usado como sinônimo de “beduíno” por estados do Levante no 2o. milênio.
The Israelite foundational myth, in which the Israelites and other Greater Hebrew peoples (Moabites, Edomites, etc.) shared a common descent from
O mito da fundação de Israel, no qual os israelitas e outros povos da Grande Hebraica (moabitas, edomitas etc.) partilhavam ascendência comum de
22 “Merneptah Stele,” Wikipedia. Accessed October 2, 2013.
23 Gottwald, “Two Models for the Origins of Ancient Israel: Social Revolution or Frontier Development,” in The Quest forthe Kingdom of God: Studies in Honor of George E. Mendenhall , ed. H. Huffmon et al. (Winona Lake, Ind. Eisenbrauns, 1983), pp. 6-7
22 “Merneptah Stele,” Wikipedia. Acesso em 2 de outubro de 2013.
23 Gottwald, “Dois Modelos para as Origens do Israel Antigo: Revolução Social ou Colonização de Terras Ermas,” in A Busca do Reino de Deus: Estudos em Homenagem a George E. Mendenhall , ed. H. Huffmon et al. (Winona Lake, Ind. Eisenbrauns, 1983), pp. 6-7

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