Friday, December 27, 2013

The Anti-Empire Report - Getting your history from Hollywood



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Official website of the author, historian, and U.S. foreign policy critic.
Website oficial do autor, historiador e crítico da política externa dos Estados Unidos.
The Anti-Empire Report #123
O Relatório Anti-Império No. 123
By William Blum – Published December 3rd, 2013
Por William Blum – Publicado em 3 de dezembro de 2013
Getting your history from Hollywood
Do aprender história com Hollywood
Imagine a documentary film about the Holocaust which makes no mention of Nazi Germany.
Imagine filme documentário acerca do Holocausto que não faça menção à Alemanha nazista.
Imagine a documentary film about the 1965-66 slaughter of as many as a million “communists” in Indonesia which makes no mention of the key role in the killing played by the United States.
Imagine filme documentário acerca da chacina de 1965-66 de um milhão de “comunistas” na Indonésia que não faça menção do papel decisivo na matança desempenhado pelos Estados Unidos.
But there’s no need to imagine it. It’s been made, and was released this past summer. It’s called “The Act of Killing” and makes no mention of the American role. Two articles in the Washington Post about the film made no such mention either. The Indonesian massacre, along with the jailing without trial of about a million others and the widespread use of torture and rape, ranks as one of the great crimes of the twentieth century and is certainly well known amongst those with at least a modest interest in modern history.
Não há, porém, necessidade de imaginar este último. Foi feito, e lançado no verão passado. Tem o título de “O Ato de Matar” e não faz qualquer menção ao papel dos estadunidenses. Dois artigos no Washington Post acerca do filme igualmente não fizeram tal menção. O massacre indonésio, juntamente com a prisão, sem julgamento, de cerca de outro milhão e o uso disseminado de tortura e estupro, figura como um dos grandes crimes do século vinte e é certamente bem conhecido daqueles que têm pelo menos modesto interesse em história moderna.
Here’s an email I sent to the Washington Post writer who reviewed the film:
Eis aqui email que mandei à autora do Washington Post que escreveu a resenha do filme:
“The fact that you can write about this historical event and not mention a word about the US government role is a sad commentary on your intellect and social conscience. If the film itself omits any serious mention of the US role, that is a condemnation of the filmmaker, and of you for not pointing this out. So the ignorance and brainwashing of the American people about their country’s foreign policy (i.e., holocaust) continues decade after decade, thanks to media people like Mr. Oppenheimer [one of the filmmakers] and yourself.”
“O fato de você poder escrever acerca desse evento histórico e não dizer uma só palavra acerca do papel do governo dos Estados Unidos é melancólico comentário acerca de nosso intelecto e nossa consciência social. Se o filme ele próprio omite qualquer menção séria ao papel dos Estados Unidos, isso é uma condenação do cineasta, e da senhora, por não destacar isso. E assim a ignorância e a lavagem cerebral do povo estadunidense acerca da política externa de seu país (isto é, do holocausto) continuam década após década, graças a pessoas da mídia como o Sr. Oppenheimer [um dos cineastas] e da senhora.”
The Post reviewer, rather than being offended by my intemperate language, was actually taken with what I said and she asked me to send her an article outlining the US role in Indonesia, which she would try to get published in the Post as an op-ed. I did so and she wrote me that she very much appreciated what I had sent her. But – as I was pretty sure would happen – the Post did not print what I wrote. So this incident may have had the sole saving grace of enlightening a Washington Post writer about the journalistic standards and politics of her own newspaper.
A resenhadora do Post, em vez de ficar ofendida com minha linguagem destemperada, encantou-se do que eu dissera e pediu-me para mandar para ela um artigo descrevendo o papel dos Estados Unidos na Indonésia, que ela tentaria fosse publicado no Post como artigo de fundo. Fi-lo, e ela me escreveu dizendo que gostara muito do que eu lhe mandara. Contudo – como eu tinha quase certeza de que aconteceria - o Post não publicou o que escrevi. Portanto o incidente poderá ter tido a única virtude redentora de esclarecer uma autora do Washington Post acerca dos padrões jornalísticos e da política de seu próprio jornal.
And now, just out, we have the film “Long Walk to Freedom” based on Nelson Mandela’s 1994 autobiography of the same name. The heroic Mandela spent close to 28 years in prison at the hands of the apartheid South African government. His arrest and imprisonment were the direct result of a CIA operation. But the film makes no mention of the role played by the CIA or any other agency of the United States.
E agora acaba de ser lançado o filme “Longa Caminhada Rumo à Liberdade,” baseado na autobiografia de 1994 de Nelson Mandela de mesmo nome. O heroico Mandela passou perto de 28 anos na prisão nas mãos do governo do apartheid sul-africano. Suas detenção e encarceramento foram resultado direto de uma operação da CIA. O filme, entanto, não faz qualquer menção ao papel desempenhado pela CIA ou por qualquer outro órgão dos Estados Unidos.
In fairness to the makers of the film, Mandela himself, in his book, declined to accuse the CIA for his imprisonment, writing: “The story has never been confirmed and I have never seen any reliable evidence as to the truth of it.”
Para sermos equânimes para com os autores do filme, o próprio Mandela, em seu livro, declinou de acusar a CIA por seu encarceramento, escrevendo: “A história nunca foi confirmada e nunca vi qualquer evidência fidedigna a confirmar-lhe a veracidade.”
Well, Mr. Mandela and the filmmaker should read what I wrote and documented on the subject some years after Mandela’s book came out, in my own book: Rogue State: A Guide to the World’s Only Superpower (2000). It’s not quite a “smoking gun”, but I think it convinces almost all readers that what happened in South Africa in 1962 was another of the CIA operations we’ve all come to know and love. And almost all my sources were available to Mandela at the time he wrote his autobiography. There has been speculation about what finally led to Mandela’s release from prison; perhaps a deal was made concerning his post-prison behavior.
Pois bem, o Sr. Mandela e o cineasta deveriam ler o que escrevi e documentei a respeito do assunto alguns anos depois do lançamento do livro de Mandela, em meu próprio livro: Estado Sem Escrúpulos: Guia referente à Única Superpotência do Mundo (2000). Não é propriamente um “flagrante”, mas creio que convence quase todos os leitores de que o que aconteceu na África do Sul em 1962 foi outra das operações da CIA de que todos viemos a ser conhecedores e amar. E quase todas as minhas fontes estavam disponíveis para Mandela à época em que ele escreveu sua autobiografia. Tem havido especulação acerca do que finalmente levou à libertação de Mandela da prisão; talvez acordo concernindo seu comportamente pós-prisional.
From a purely educational point of view, seeing films such as the two discussed here may well be worse than not exposing your mind at all to any pop culture treatment of American history or foreign policy.
De ponto de vista puramente educadional, assistir a filmes tais como os dois aqui discutidos poderá muito bem ser pior do que não expor a mente em absoluto a qualquer tratamento de cultura pop da história ou da política externa estadunidense.


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