Friday, December 20, 2013

dbfrank - What Kind of Theory Do We Need for Translation? 9. Conclusions: So What Kind of Theory Do We Need for Translation?



Bible Translation Conference 2008: Translator and Audience
February 4-6, 2008
UK Campus of the European Training Programme, Horsleys Green, England
ENGLISH
PORTUGUÊS
What Kind of Theory Do We Need for Translation?
De Que Tipo de Teoria Precisamos para Tradução?
David B Frank
David B Frank
SIL International
SIL International
9. Conclusions: So What Kind of Theory Do We Need for Translation?
9. Conclusões: Portanto, de Que Tipo de Teoria Precisamos para Tradução?
The lens of a theoretical model or framework focuses in on certain facts in order to understand them better while leaving other facts out of focus. We can assess the worth of a theory in terms of its validity–i.e., whether or not it seems to fit and explain the facts–and in terms of whether or not it is useful. In linguistics and translation and communication and other social sciences, there is room for various theories, and it is not always a matter of paradigm shifts where one theory takes the place of another. The model presented here puts a focus on the sociological, interpersonal aspects of translation. We will consider its usefulness by reviewing what it does and does not do.
A lente de modelo ou arcabouço teórico foca certos fatos a fim de entendê-los melhor, deixando ao mesmo tempo outros fatos fora do foco. Podemos avaliar o valor de uma teoria em termos de sua razoabilidade – isto é, se ela parece ou não adequar-se aos e explicar os fatos – e em termos de se ela é ou não útil. Em linguística, tradução, comunicação e outras ciências sociais há espaço para diversas teorias, e nem sempre é questão de mudança de paradigma uma teoria tomar o lugar de outra. O modelo aqui apresentado foca aspectos sociológicos, interpessoais da tradução. Consideraremos sua utilidade mediante examinar o que ele faz e o que não faz.
The model for translation that has been presented here is not abstract and is not highly structuralist. It is built out of what is common sense and observable. It does not attempt to chart the mysterious world of the mind and is not built using terms like “mental” or “cognitive.” It is not dichotomistic; it does not divide up the social or mental reality into“clearly distinct” components to be handled separately. It does not treat all people as the same under the surface, and all focused on maximum efficiency in their communication. We have looked at the different types of translations that can be produced and some of the reasons why they are different without privileging any one type as being more authentic and more deserving to be conferred the title “translation.” It is recognized that every translation is a compromise, and that there is not such thing as a direct or full-access translation. And yet it does define translation, and does propose a measure of success in translation in terms of the degree of satisfaction among the various participants that their purposes have been accomplished.
O modelo de tradução que vem de ser apresentado aqui não é abstrato e não é altamente estruturalista. É elaborado a partir do que constitui senso comum e é observável. Não tenta mapear o misterioso mundo da mente e não é construído usando termos tais como “mental” ou “cognitivo.” Não é dicotômico; não divide a realidade social ou mental em componentes “claramente distintos” a serem tratados separadamente. Não trata todas as pessoas como idênticas sob a superfície, e todas elas empenhadas em obter máxima eficiência em sua comunicação. Já consideramos os diferentes tipos de tradução que podem ser produzidos e algumas das razões pelas quais eles são diferentes sem privilegiarmos qualquer dos tipos como sendo mais autêntico e mais merecedor de a ele ser atribuído o título de “tradução.” É reconhecido que toda tradução é uma solução conciliatória e não existe tradução direta ou de acesso pleno. E, nada obstante, a tradução é definida, e é proposta medida de sucesso da tradução em termos do grau de satisfação entre os diversos participantes por seus propósitos terem sido alcançados.
Translation does not take place in a social vacuum. Translation is recognized here as a social and political act of communication between different individuals and groups that each have their own purposes and perspectives. The way that translation has often been taught, it has been presented as a linguistic process that involves the extraction of meanings from the forms of one language and attaching of those same meanings to the forms of another language, almost as though this were a technical job that a computer could handle, if artificial intelligence could be highly-enough developed. This ignores the socio-political dimensions of translation. Too many translators have attempted to engage in cross-cultural communication without being adequately prepared for the social and political implications of what they are trying to do. As a result, they would tend to see any problems in terms of either technicalities or “spiritual warfare.” A structural-functional model for translation such as the one that has been presented here would help the prospective translator appreciate the social complexity of the translation process, and would help prepare the translator to succeed in communication.
A tradução não tem lugar num vácuo social. É reconhecida aqui a tradução como ato social e político de comunicação entre diferentes pessoas e grupos com seus próprios propósitos e perspectivas. No modo pelo qual a tradução amiúde veio sendo ensinada, ela foi apresentada como processo linguístico que envolve a extração de significados das formas de uma língua e o atrelamento desses mesmos significados às formas de outra língua, quase como se tarefa técnica que computador poderia realizar, se a inteligência artificial pudesse ser suficientemente altamente desenvolvida. Essa abordagem ignora as dimensões sócio-políticas da tradução. Demasiado número de tradutores já tentou lançar-se a comunicação intercultural sem estar adequadamente preparado para as implicações sociais e políticas do que estava tentando fazer. Em decorrência, tendeu a ver quaisquer problemas em termos ou de aspectos técnicos ou de “guerra espiritual.” Um modelo estrutural-funcional de tradução tal como o que vem de ser apresentado aqui ajudaria o tradutor em perspectiva a levar em conta a complexidade social do processo de tradução, e ajudaria a preparar o tradutor para que fosse bem-sucedido na comunicação.
The model for translation that has been presented here is not based on structural linguistics, no ris it a psychological model. It could be considered structural-functional, or post-structural. It might be called a speech act theory of translation. It could be labeled as sociological, or sociolinguistic. Perhaps it might be called a practical perspective on the participants, purposes and politics of translation. But it could be judged in terms of how well it can prepare the translator to know what he or she is getting into, and how well it avoids giving the translator a false impression of the nature of the translation task.
O modelo de tradução aqui apresentado não está baseado em linguística estrutural, nem é modelo psicológico. Poderá ser considerado estrutural-funcional, ou pós-estrutural. Poderia mesmo ser chamado de uma teoria do ato da fala da tradução. Poderá ser rotulado de sociológico, ou de sociolinguístico. Talvez pudesse ser chamado de perspectiva prática no tocante aos participantes, aos propósitos e à política da tradução. Poderá, contudo, ser julgado em termos de quão bem possa preparar o tradutor para saber a que está-se lançando, e de quão bem evita dar ao tradutor falsa impressão da natureza da tarefa de tradução.
Is this or any theory of translation necessary, in order for translation to take place successfully? Probably not. Successful translation has probably been taking place almost as long as there has been a diversity of languages in the world. Like most types of communication, successful translation can take place without being analyzed. As the philosopher Sidney Morgenbesser has shrewdly observed,“To explain why a man slipped on a banana peel, we do not need a general theory of slipping.” If a translator wants to learn practical techniques for communicating meanings in a receptor language that have their source in a text from another language, there are methodologies and textbooks to help that do not rely on any kind of highly-developed translation or communication theory. However, it could be argued that we all have our theories of the world, whether they are conscious or not. A reason for enunciating a theoretical framework might be to clarify our thinking about a particular subject and treat it as an area of scientific inquiry. A model can present us with either a helpful or an unhelpful way of facing a task. The value of the model presented here is that it draws attention to the important interpersonal factors in a translation that can lead to success or failure.
É esta ou qualquer teoria da tradução imprescindível, para que a tradução tenha lugar bem-sucedidamente? Provavelmente não. Traduções bem-sucedidas provavelmente terão tido lugar por período quase tão longo quanto o do tempo da diversidade das línguas no mundo. Como a maior parte dos tipos de comunicação, a tradução bem-sucedida pode ter lugar sem ser analisada. Como observou com perspicácia o filósofo Sidney Morgenbesser,“Para explicar por que um homem escorregou numa casca de banana, não precisamos de uma teoria geral do ato de escorregar.” Se o tradutor quiser aprender técnicas práticas para comunicar significados numa língua receptora a partir de texto em outra língua, há metodologias e livros didáticos para ajudá-lo os quais não dependem de qualquer tipo de teoria altamente desenvolvida da tradução ou da comunicação. Entanto, poderá ser argumentado que temos, todos, nossas teorias acerca do mundo, sejam elas conscientes ou não. Um dos motivos para enunciar um arcabouço teórico poderia ser tornar nítidos nossos pensamentos acerca de assunto específico e tratá-lo como área de investigação científica. Um modelo pode oferecer-nos modo útil ou não útil de lidar com uma tarefa. O valor do modelo aqui apresentado é ele chamar a atenção para os importantes fatores interpressoais numa tradução, os quais podem conduzi-la a sucesso ou fracasso.


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