Tuesday, December 17, 2013

dbfrank - What Kind of Theory Do We Need for Translation? 8. Theological Dimensions of Translation


Bible Translation Conference 2008: Translator and Audience
February 4-6, 2008
UK Campus of the European Training Programme, Horsleys Green, England
ENGLISH
PORTUGUÊS
What Kind of Theory Do We Need for Translation?
De Que Tipo de Teoria Precisamos para Tradução?
David B Frank
David B Frank
SIL International
SIL International
8. Theological Dimensions of Translation
8. Dimensões Teológicas da Tradução
With respect to some types of translation, the original author may be out of the picture as someone who takes an active part. The translator would naturally be concerned with what the original author meant to convey, but the author may be dead or otherwise unavailable to clarify what he or she meant, and may not have any input into directing the translation work.
Com respeito a alguns tipos de tradução, o autor original poderá não mais estar envolvido enquanto pessoa que tome parte ativa. O tradutor ficará naturalmente preocupado com o que o autor original tenha querido transmitir, mas o autor poderá estar morto ou de qualquer outra maneira indisponível para clarificar o que tenha querido dizer, e poderá não oferecer qualquer contribuição para direcionar o trabalho de tradução.
Bible translation may be considered a special case in this regard. That is, God—the one who was behind the original texts directing them to communicate what He wanted to say—is also at work today and still has something to say about what we are doing, in translation and otherwise. In fact, God can be considered to be the one who ultimately commissioned the Bible translation work we are engaged in.
A tradução da Bíblia poderá ser considerada caso especial, no tocante a isso. Pois Deus — aquele que estava por trás dos textos originais, direcionando-os para comunicar o que Ele queria dizer — também atua nos dias de hoje e ainda tem algo a dizer acerca do que estamos fazendo, em tradução e em outras coisas. Na verdade, Deus pode ser considerado aquele que, em última análise, encomendou o trabalho de tradução da Bíblia no qual estamos engajados.
Furthermore, I would like to suggest that Bible translation can be a special case in that the original Author can be actively communicating something more through a translation than the translator may realize.  It is possible for God to overcome our limitations as human agents to communicate more through a translation than what we realize. We cannot know the full depth of  meaning of the text we are translating, but God is not limited by that. He can bless the work and communicate what He wants to through it.
Ademais, eu gostaria de sugerir que a tradução da Bíblia pode ser caso especial no qual o Autor original pode estar comunicando ativamente algo mais por meio da tradução do que o tradutor possa entender claramente. É possível para Deus superar nossas limitações como agentes humanos de modo a comunicar mais por meio de uma tradução do que possamos estar plenamente conscientes. Não temos como perceber a profundidade total do texto que estamos traduzindo, mas Deus não sofre essa limitação. Ele pode abençoar o trabalho e comunicar o que deseje por meio dele.
As God says in the 55th chapter of the book of Isaiah (RSV), “For my thoughts are not your thoughts, neither are your ways my ways, says the Lord. For as the heavens are higher than the earth, so are my ways higher than your ways and my thoughts than your thoughts.” Our best attempts to understand God and his purpose and message fall short because of our human limitations. If we as translators think we fully understand the meaning of the text we are translating, we are fooling ourselves. But God is not limited by that. The next part goes on to say,“For as the rain and the snow come down from heaven, and return not thither but water the earth, making it bring forth and sprout, giving seed to the sower and bread to the eater, so shall my word be that goes forth from my mouth; it shall not return to me empty, but it shall accomplishthat which I purpose, and prosper in the thing for which I sent it.”
Como Deus diz no capítulo 55 do livro de Isaías (Versão Padrão Revisada, RSV): “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminho, diz o Senhor. Porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.” Nossas melhores tentativas de entender Deus e seu propósito e mensagem não alcançam esse objetivo, por causa de nossas limitações humanas. Se, como tradutores, supusermos que entendemos plenamente o significado do texto que estejamos traduzindo, estar-nos-emos iludindo. Deus, porém, não sofre dessas limitações. A parte seguinte diz: “Porque assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam sem que primeiro reguem a terra, e a fecundem, e a façam brotar, para dar semente ao semeador e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para o que a designei.”
While we as translators have to use means and techniques and hermeneutics to translate that are limited by our human condition, we do have special resources to use as well. We can ask God to give us understanding and the right words to use. And we can pray that God as the original Author who is still at work today will make the translation say what He wants it to say, and speak to a new audience through the translation despite our limitations as translators, in ways that we may not even fully understand ourselves.
Embora como tradutores utilizemos meios e técnicas e hermenêuticas para traduzir limitados por nossa condição humana, dispomos igualmente de recursos especiais. Podemos pedir a Deus que nos dê entendimento e as palavras corretas a utilizar. E podemos orar para que Deus, como Autor original ainda trabalhando em nossos dias, faça a tradução dizer o que Ele deseja que ela diga, e fale a uma nova audiência por meio da tradução a despeito de nossas limitações como tradutores, de maneiras que nem nós próprios possamos entender plenamente.

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