Saturday, November 23, 2013

FFF - TGIF - One Moral Standard For All


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The Future of Freedom Foundation
A Fundação Futuro de Liberdade
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Artigos da FFF
TGIF: One Moral Standard For All
Graças a Deus É Sexta-Feira: Um Só Padrão Moral Para Todos
November 15, 2013
15 de novembro de 2013
Libertarians make a self-defeating mistake in assuming that their fundamental principles differ radically from most other people’s principles. Think how much easier it would be to bring others to the libertarian position if we realized that they already agree with us in substantial ways.
Os libertários cometem equívoco que lhes furta, em vez de aquinhoá-los com, o resultado desejado ao assumirem que seus princípios fundamentais diferem radicalmente dos princípios da maioria das outras pessoas. Pensem em o quanto seria mais fácil trazer outras pessoas para a posição libertária se entendêssemos que as outras pessoas já concordam conosco sob diversos aspectos substanciais.
What am I talking about? It’s quite simple. Libertarians believe that the initiation of force is wrong. So do the overwhelming majority of nonlibertarians. They, too, think it is wrong to commit offenses against person and property. I don’t believe they abstain merely because they fear the consequences (retaliation, prosecution, fines, jail, lack of economic growth). They abstain because they sense deep down that it is wrong, unjust, improper. In other words, even if they never articulate it, they believe that other individuals are ends in themselves and not merely means to other people’s the ends. They believe in the dignity of individuals. As a result, they perceive and respect the moral space around others. (This doesn’t mean they are consistent, but when they are not, at least they feel compelled to rationalize.)
Do que estou falando? É bastante simples. Os libertários acreditam que a iniciativa de uso da força é errada. O mesmo acredita a esmagadora maioria dos não libertários. Estes, também, acreditam ser errado cometer ofensas contra pessoa e propriedade. Não acredito que abstenham-se de fazê-lo por temerem as consequências (retaliação, processo, multas, prisão, falta de crescimento econômico). Abstêm-se porque sentem, bem no íntimo, que tomar a iniciativa de violência é errado, injusto, inadequado. Em outras palavras, mesmo se nunca o enunciarem, acreditam que os outros indivíduos são fins em si próprios e não apenas meios para a consecução dos objetivos de outrem. Acreditam na dignidade dos indivíduos. Em decorrência, percebem e respeitam o espaço moral em torno das outras pessoas. (Isso não significa que sejam coerentes mas, quando não o sejam, pelo menos sentem-se compelidos a racionalizar.)
That’s the starting point of the libertarian philosophy, at least as I see it. (I am not a calculating consequentialist, or utilitarian, but neither am I a rule-worshiping deontologist. Rather, I am comfortable with the Greek approach to morality, eudaimonism, which, as Roderick Long writes, “means that virtues like prudence and benevolence play a role in determining the content of justice, but also — via a process of mutual adjustment — that justice plays a role in determining the content of virtues like prudence and benevolence.” In this view, justice, or respect for rights, like the other virtues, is a constitutive, or internal, means (rather than an instrumental means) to the ultimate end of all action, flourishing, or the good life.)
Esse é o ponto de partida da filosofia libertária, pelo menos como a entendo. (Não sou consequencialista calculista, ou utilitarista, mas também não sou deontologista adorador de regras. Sinto-me, antes, à vontade com a abordagem grega da moralidade, eudemonismo, que, como Roderick Long escreve, “significa que virtudes tais como prudência e benevolência desempenham papel em determinar o conteúdo da justiça, mas também — via processo de ajuste mútuo — que a justiça desempenha papel em determinar o conteúdo de virtudes tais como prudência e benevolência.” Nessa ótica, a justiça, ou respeito pelos direitos, do mesmo modo que as outras virtudes, é meio constitutivo, ou interno (em vez de meio instrumental) para o fim último de toda ação, o vicejamento, ou a vida excelente.)
Libertarians differ from others in that they apply the same moral standard to all people’s conduct. Others have a double standard, the live-and-let-live standard for “private” individuals and another, conflicting one for government personnel. All we have to do is get people to see this and all will be well.
Os libertários diferem das outras pessoas nisto, em que aplicam o mesmo padrão moral à conduta de todas as pessoas. As outras pessoas têm um padrão duplo, o padrão de tolerar a opinião e o comportamento dos outros para que eles similarmente tolerem opinião e comportamento delas, aplicável a cidadãos “privados” e outro, com ele conflitante, aplicável ao pessoal do governo. Tudo o que temos a fazer é levar as pessoas a verem isto e tudo estará bem.
Okay, I’m oversimplifying a bit. But if I’m close to right, you’ll have to admit that the libertarian’s job now looks much more manageable. Socrates would walk through the agora in Athens pointing out to people that they unwittingly held contradictory moral positions. By asking them probing questions, he nudged them into adjusting their views until they were brought into harmony, with the nobler of their views holding sway. (Does this mean that agoraphobia began as a fear of being accosted by a Greek philosopher in a public place?) This harmonization is known as reflective equilibrium, though Long emphasizes the activity, reflective equilibration, rather than the end state.
Ora bem, estou supersimplificando um pouco. Se porém estou perto de estar certo, vocês terão de admitir que a tarefa dos libertários agora parece muito mais gerível. Sócrates andava pela ágora, em Atenas, destacando para as pessoas que elas, inadvertidamente, matinham posições morais contraditórias. Mediante fazer a elas perguntas inquisidoras, ele as tangia para ajustarem seus pontos de vista até serem levadas à harmonia, com os mais nobres de seus pontos de vista dominando. (Será que isso significa que a agorafobia começou como medo de ser abordado por filósofo grego em lugar público?) Essa harmonização é conhecida como equilíbrio reflexivo, embora Long enfatize a atividade, a ação de equilibrar reflexivamente, em vez do estado final.
So it remains only for libertarians to engage in a series of thought experiments to win others over to their position. For example, if I would properly be recognized as an armed robber were I to threaten my neighbors into giving me a percentage of their incomes so that I might feed the hungry, house the homeless, and provide pensions for the retired, why aren’t government officials similarly recognized? If I can’t legally impose mandates on people, as the Affordable Care Act does, why can Barack Obama and members of Congress do so? If I can’t forcibly forbid you to use marijuana or heroin or cocaine, why can DEA agents do it?
Assim sendo, bastará aos libertários lançarem-se a uma série de experimentos levados a efeito apenas em pensamento para persuadirem outras pessoas do modo libertário de pensar. Por exemplo, se eu, caso ameaçasse meus vizinhos, exigindo que me entregassem percentual de sua renda a fim de que eu pudesse alimentar os famintos, dar teto aos sem casa e proporcionar pensões para os aposentados, seria com razão considerado assaltante armado, por que as autoridades do governo não são consideradas da mesma forma? Se eu não posso legalmente obrigar as pessoas a fazerem certas coisas, da espécie das que a Lei dos Cuidados Médicos Acessíveis obriga, por que Obama e os membros do Congresso podem fazê-lo? Se não posso, pela força, proibir que vocês usem maconha ou heroína ou cocaína, por que os agentes da Administração de Cumprimento da Legislação Referente a Drogas - DEA podem fazê-lo?
Those officials are human beings. You are a human being. I am a human being. So we must have the same basic rights. Therefore, what you and I may not do, they may not do. The burden of rebuttal is now on those who reject the libertarian position.
Aquelas autoridades são seres humanos. Você é ser humano. Eu sou ser humano. Portanto, todos nós temos de ter os mesmos direitos básicos. Assim sendo, aquilo que você e eu não podemos fazer, eles não podem fazer. O ônus da refutação recai agora sobre aqueles que rejeitam a posição libertária.
Undoubtedly the nonlibertarian will respond that government officials were duly elected by the people according to the Constitution, or hired by those so elected. Thus they may do what is prohibited to you and me. This reply is inadequate. If you and I admittedly have no right to tax and regulate others, how could we delegate a nonexistent right to someone else through an election? Obviously, we can’t. (Frédéric Bastiat pointed this out in The Law.)
Indubitavelmente os não libertários responderão que as autoridades do governo são devidamente eleitas pelo povo de acordo com a Constituição, ou são nomeadas por aqueles que são eleitos. Portanto aquelas autoridades podem fazer o que é proibido a você e a mim. Essa resposta é inadequada. Se você e eu, reconhecidamente, não temos o direito de tributar e regulamentar outras pessoas, como poderíamos delegar direito inexistente a outra pessoa, por meio de eleição? Obviamente não podemos. (Frédéric Bastiat destacou isto em A Lei.)
That’s the nub of the libertarian philosophy right there. No one has the right to treat people merely as means — no matter how noble the end. No one. The implication is that if you want someone’s cooperation, you must use persuasion (such as offering to engage in a mutually beneficial exchange), not force. That principle must be applicable to all human beings on pain of contradiction.
Eis bem aí o ponto crucial da filosofia libertária. Ninguém tem o direito de tratar pessoas meramente como meios — não importa o quanto seja nobre o fim visado. Ninguém. A implicação é a de que se você quiser a cooperação de alguém, terá de usar persuasão (algo como oferecer transacionar algo que resulte em benefício mútuo), não força. Esse princípio precisa ser aplicável a todos os seres humanos, sob pena de contradição.
This argument should have particular appeal for advocates of equality — for what better embodies their ideal than the libertarian principle, which establishes the most fundamental equality of all persons? I don’t mean equality of outcome, equality of income, equality of opportunity, equality under the law, or equality of freedom. I mean something more basic: what Long calls equality of authority. You can find it in John Locke (Second Treatise of Government, chapter 2, §6):
Esse argumento deverá ter particular apelo para os defensores da igualdade — pois o que melhor encarna o ideal deles do que o princípio libertário, que estabelece a mais fundamental igualdade de todas as pessoas? Não me refiro a igualdade de gastos, a igualdade de renda, igualdade de oportunidade, igualdade perante a lei, ou igualdade de liberdade. Refiro-me a algo mais básico: o que Long chama de igualdade de autoridade. Você pode encontrá-la em John Locke (Segundo Tratado Acerca do Governo, capítulo 2, §6):
Being all equal and independent, no one ought to harm another in his life, health, liberty or possessions.… And, being furnished with like faculties, sharing all in one community of nature, there cannot be supposed any such subordination among us that may authorise us to destroy one another, as if we were made for one another’s uses.
Sendo todos iguais e independentes, ninguém deveria causar dano a outrem no tocante à vida, à saúde, à liberdade ou posses.… E, tendo sido aquinhoados com tais faculdades, partilhando todos de uma só comunidade de natureza, não pode ser suposta qualquer subordinação da espécie entre nós que possa autorizar-nos a destruir uns aos outros, como se tivéssemos sido feitos para os usos de outra pessoa..
“Unless it be to do justice on an offender,” Locke continued, no one may “take away, or impair the life, or what tends to the preservation of the life, the liberty, health, limb, or goods of another.”
“A menos que seja para fazer justiça em um ofensor,” continuou Locke, ninguém pode “tomar, ou prejudicar a vida, ou o que tenda à preservação da vida, da liberdade, da saúde, dos órgãos, ou dos bens de outrem.”
Long traces out a key implication of this idea: “Lockean equality involves not merely equality before legislators, judges, and police, but, far more crucially, equality with legislators, judges, and police.”
Long extrai implicação decisiva dessa ideia: “A igualdade lockeana envolve não meramente igualdade perante legisladores, juízes e polícia mas, muito mais crucialmente, igualdade com legisladores, juízes e polícia.”
One moral standard for all, no exceptions, no privileges. That’s a fitting summation of the libertarian philosophy. The good news is that most people are more than halfway there.
Um só padrão moral para todos, nenhuma exceção, nenhum privilégio. Esse é epítome apropriado da filosofia libertária. A boa notícia é a maioria das pessoas já ter avançado mais do que a metade do caminho nesse sentido.
This post was written by: Sheldon Richman
Sheldon Richman is vice president of The Future of Freedom Foundation and editor of FFF's monthly journal, Future of Freedom. For 15 years he was editor of The Freeman, published by the Foundation for Economic Education in Irvington, New York. He is the author of FFF's award-winning book Separating School & State: How to Liberate America's Families; Your Money or Your Life: Why We Must Abolish the Income Tax; and Tethered Citizens: Time to Repeal the Welfare State. Calling for the abolition, not the reform, of public schooling. Separating School & State has become a landmark book in both libertarian and educational circles. In his column in the Financial Times, Michael Prowse wrote: "I recommend a subversive tract, Separating School & State by Sheldon Richman of the Cato Institute, a Washington think tank... . I also think that Mr. Richman is right to fear that state education undermines personal responsibility..." Sheldon's articles on economic policy, education, civil liberties, American history, foreign policy, and the Middle East have appeared in the Washington Post, Wall Street Journal, American Scholar, Chicago Tribune, USA Today, Washington Times, The American Conservative, Insight, Cato Policy Report, Journal of Economic Development, The Freeman, The World & I, Reason, Washington Report on Middle East Affairs, Middle East Policy, Liberty magazine, and other publications. He is a contributor to the The Concise Encyclopedia of Economics. A former newspaper reporter and senior editor at the Cato Institute and the Institute for Humane Studies, Sheldon is a graduate of Temple University in Philadelphia. He blogs at Free Association. Send him e-mail.
Esta afixação foi escrita por: Sheldon Richman
Sheldon Richman é vice-presidente da Fundação Futuro de Liberdade e editor do mensário da FFF, Futuro de Liberdade. Foi por 15 anos editor de The Freeman, publicado pela Fundação de Educação Econômica em Irvington, New York. É autor do livro premiado da FFF Separação de Escola e Estado: Como Libertar as Famílias dos Estados Unidos; Seu Dinheiro ou Sua Vida: Por Que Precisamos Extinguir o Imposto de Renda; e Cidadãos no Cabresto: Hora de Repudiar o Estado Assistencialista. Preconizando extinção, não reforma, da escola pública, Separação de Escola e Estado tornou-se livro de referência em círculos tanto libertários quanto educacionais. Em sua coluna do Financial Times, Michael Prowse escreveu: "Recomendo obra subversiva, Separação de Igreja e Estado por Sheldon Richman do Cato Institute, entidade de estudos interdisciplinares de Washington... . Acho também que o Sr. Richman está certo em temer que a educação estatal solape a responsabilidade pessoal..." Os artigos de Sheldon acerca de política econômica, educação, liberdades civis, história dos Estados Unidos, política externa e Oriente Médio já foram publicados em Washington Post, Wall Street Journal, American Scholar, Chicago Tribune, USA Today, Washington Times, The American Conservative, Insight, Cato Policy Report, Journal of Economic Development, The Freeman, The World and I, Reason, Washington Report on Middle East Affairs, Middle East Policy, revista Liberty e outras publicações. É colaborador da Enciclopédia Concisa de Economia. Ex-repórter   de jornal e ex-editor sênior do Cato Institute e do Instituto de Estudos Humanos, Sheldon é formado pela Temple University em Philadelphia. Bloga em Free Association. Envie-lhe e-mail.



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