Tuesday, November 19, 2013

FFF - Preventing War With Iran Is Top Priority


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The Future of Freedom Foundation
A Fundação Futuro de Liberdade
FFF Articles
Artigos da FFF
Preventing War With Iran Is Top Priority
Impedir Guerra ao Irã é Prioridade Máxima
November 13, 2013
13 de novembro de 2013
The best way to keep Iran from building a nuclear bomb is for the Obama administration and its nuclear client Israel to stop threatening the Islamic Republic.
O melhor modo de evitar que o Irã construa bomba nuclear é a administração Obama e seu cliente nuclear Israel pararem de ameaçar a República Islâmica.
Look at recent history. In 2003 Iraq’s government had no nuclear weapons (or other WMD). The U.S. government invaded, and before long Iraqi President Saddam Hussein was hanging from a rope. In 2011 Libya’s government had no nuclear weapons. The U.S. government led NATO on a bombing campaign to help a group of rebels, and before long Libyan Col. Muammar Qaddafi lay dead on a roadside. Today Syria has no nuclear weapons. The U.S. government and NATO are currently aiding rebels seeking to overthrow (and likely kill) President Bashar al-Assad.
Vejam a história recente. Em 2003 o governo do Iraque não tinha armas nucleares (nem qualquer outra arma de destruição em massa). O governo dos Estados Unidos invadiu o país, e não muito tempo depois o presidente iraquiano Saddam Hussein balançava numa corda. Em 2011 o governo da Líbia não tinha armas nucleares. O governo dos Estados Unidos liderou a OTAN numa campanha de bombardeio para ajudar um grupo de rebeldes, e não muito tempo depois o coronel líbio Muammar Qaddafi jazia morto num acostamento de estrada. Hoje a Síria não tem armas nucleares. O governo dos Estados Unidos e a OTAN estão atualmente ajudando rebeldes que buscam derrubar (e provavelmente matar) o Presidente Bashar al-Assad.
On the other hand, North Korea has nuclear weapons, and Supreme Leader Kim Jong-un appears safe from any regime change sponsored by the U.S. government and NATO.
Por outro lado, a Coreia do Norte tem armas nucleares, e o Líder Supremo Kim Jong-un parece a salvo de qualquer mudança de regime patrocinada pelo governo dos Estados Unidos e pela OTAN.
Lesson for foreign leaders who are in the doghouse with the U.S. government: Get a nuke.
Lição para líderes estrangeiros que não estejam nas boas graças do governo dos Estados Unidos: Obtenham arma nuclear.
Therefore it follows that not threatening a foreign regime is a good way to keep it from following the yellowcake road. And it sure beats threatening war, which all too easily can become actual war.
Segue-se pois que não ameaçar regime estrangeiro é bom modo de mantê-lo fora do curso da estrada do precipitado amarelo. E seguramente é melhor do que ameaçar de guerra, o que muito facilmente pode tornar-se guerra real.
Iran is not building a bomb. U.S. and Israeli intelligence agencies have said so repeatedly. The Islamic Republic, unlike Israel, is a party to the nuclear Non-Proliferation Treaty (NPT) and is thus subject to inspections by the International Atomic Energy Agency. Moreover, the Islamic regime long ago issued a fatwa, invoked many times since, condemning WMD as immoral.
O Irã não está construindo bomba. Órgãos de inteligência dos Estados Unidos e israelenses já disseram isso repetidamente. A República Islâmica, diferentemente de Israel, é parte do Tratado de Não Proliferação (NPT) nuclear e portanto está sujeita a inspeções por parte da Agência Internacional de Energia Atômica. Ademais, o regime islâmico, há muito tempo, emitiu fatwa, invocada muitas vezes desde então, condenando armas de destruição em massa como imorais.
Furthermore, a nuke would be useless as an offensive weapon for Iran. (Iran has not attacked another nation in hundreds of years, but it was attacked by U.S.-backed Iraq in 1980.) Israel has an arsenal of at least 200 nuclear warheads, some mounted on submarines for a second-strike capability. The U.S. government has thousands. Say what you want about the Iranian leadership, but it is not suicidal.
Ademais, artefato nuclear seria inútil para o Irã sem arma ofensiva. (O Irã não ataca outro país há centenas de anos, mas foi atacado pelo Iraque apoiado pelos Estados Unidos em 1980.) Israel tem arsenal de pelo menos 200 ogivas nucleares, algumas montadas em submarinos como recurso de segundo ataque. O governo dos Estados Unidos tem milhares. Diga você o que quiser acerca da liderança iraniana, mas ela não é suicida.
Thus, the only value for Iran in having a nuclear weapon would be in deterring an attack. Stop threatening an attack, and that value vanishes.
Portanto, o único valor, para o Irã, decorrente de possuir arma nuclear seria dissuadir ataque. Parem de ameaçar ataque, e esse valor se esvai.
Why then do President Obama and Israel’s prime minister, Benjamin Netanyahu, refuse to take war against the Iranian people off the table? The Israeli government wants to prevent any change that would limit its freedom of action in the region — which has included repeated mass violence against the Palestinians and the Lebanese — and the U.S. government, largely for domestic political reasons, backs Israel to the hilt. President Obama and Vice-President Biden are only the latest American politicians to declare that “no daylight” exists between the United States and Israel — despite the absurdity of that claim.
Por que, então, o Presidente Obama e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, recusam-se a tirar de cogitação guerra ao povo iraniano? O governo israelense deseja impedir qualquer mudança que possa limitar sua liberdade de ação na região — a qual tem incluído repetida violência, afetando massas de pessoas, contra palestinos e libaneses — e o governo dos Estados Unidos, em grande parte por motivos políticos internos, apoia completamente Israel. O Presidente Obama e o Vice-Presidente Binden são apenas os mais recentes políticos estadunidenses a declarar não existir “qualquer fissura” entre os Estados Unidos e Israel — a despeito do absurdo dessa afirmação.
In fact, the American people and the Israeli government have entirely different interests with respect to Iran. Americans have no interest whatever in war with Iran. Countless noncombatants, not to mention U.S. military personnel, would be killed or maimed, and economic well-being would be shaken by the disruption of oil production and trade. This wouldn’t be good for the people of Israel either, although their hawkish ruling elite and its boosters in America, including in Congress, apparently think otherwise.
Na verdade, o povo estadunidense e o governo israelense têm interesses inteiramente diferentes no concernente ao Irã. Os estadunidenses não têm interesse nenhum em guerra ao Irã. Incontáveis não combatentes, para não mencionar pessoal da instituição militar dos Estados Unidos, seriam mortos ou mutilados, e o bem-estar econômico seria abalado pelas perturbações na produção e no comércio de petróleo. Isso também não seria bom para o povo de Israel, embora sua elite dominante belicosa e os partidários dela nos Estados Unidos, inclusive no Congresso, aparentemente pensem de modo diverso.
It’s more and more obvious that this issue isn’t really about nuclear weapons at all. Iran’s new president, Hassan Rouhani, is trying to reassure the West and Israel about its civilian nuclear program. (This is not the first time.) His foreign minister is meeting with the five permanent members of the UN Security Council and Germany (the P5+1) in order to strike an agreement that would include lifting the economic sanctions — a form of warfare under international law — which deprive innocent Iranians of food and medicine. Progress in the talks had been reported, but France, with Israeli backing, reportedly threw up roadblocks, among other reasons, due to a conflict of interest, namely, its lucrative military ties with Israel and Saudi Arabia (the U.S.-allied Sunni kingdom that is a rival of Shiite Iran).
Fica cada vez mais óbvio que o problema na verdade não diz respeito a armas nucleares coisa nenhuma. O novo presidente do Irã, Hassan Rouhani, está tentando afastar as dúvidas e temores do Ocidente e de Israel acerca de seu programa nuclear civil (Esta não é a primeira vez.) Seu ministro do exterior está-se reunindo com os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e com a Alemanha (o P5+1) para firmar acordo que incluiria o levantamento das sanções econômicas — forma de atividade de guerra, de acordo com a lei internacional — que privam iranianos inocentes de alimentos e remédios. Haviam sido relatados progressos nas negociações mas a França, com apoio israelense, teria, segundo se informa, colocado tropeços, entre outros motivos por conflito de interesse, isto é, seus lucrativos vínculos militares com Israel e Arábia Saudita (o reino sunita aliado dos Estados Unidos rival do Irã xiita).
But perhaps more important, the Obama administration made an interim agreement unacceptable to Iran by refusing to recognize its prerogative under the NPT to enrich uranium for peaceful purposes. (In this video interview, deputy national security adviser Ben Rhodes tells NBC’s Andrea Mitchell that Iran has no “right to enrich” uranium even to produce electricity — a deal breaker for the Iranian government.)
Talvez porém mais importante, a administração Obama firmou acordo provisório inaceitável para o Irã mediante recusar-se a reconhecer a prerrogativa daquele país, nos termos do NPT, de enriquecer urânio para fins pacíficos. (Nesta entrevista em vídeo, o assessor adjunto de segurança nacional Ben Rhodes diz a Andrea Mitchell, da NBC, que o Irã não tem nenhum “direito de enriquecer” urânio nem mesmo para produzir eletricidade — motivo de impedimento de acordo, para o governo iraniano.)
Despite early signs of progress in the negotiations, Netanyahu and his biggest supporters in Congress want even more sanctions, as they talk down the potential for a peaceful settlement. One gets the feeling that they will never take yes for an answer to the question of nuclear weapons; they want war and regime change, no matter what the Iranian government does.
A despeito de sinais iniciais de progresso nas negociações, Netanyahu e seus maiores partidários no Congresso querem ainda mais sanções, enquanto depreciam o potenciam de acordo pacífico. Tem-se a sensação de que nunca aceitarão qualquer concessão da outra parte no tocante à questão das armas nucleares; querem guerra e mudança de regime, não importa o que o governo iraniano faça. 
The warmongers must be thwarted. Peace is the priority.
Os fomentadores de guerra precisam ser contidos. Paz é a prioridade.
This post was written by: Sheldon Richman
Sheldon Richman is vice president of The Future of Freedom Foundation and editor of FFF's monthly journal, Future of Freedom. For 15 years he was editor of The Freeman, published by the Foundation for Economic Education in Irvington, New York. He is the author of FFF's award-winning book Separating School & State: How to Liberate America's Families; Your Money or Your Life: Why We Must Abolish the Income Tax; and Tethered Citizens: Time to Repeal the Welfare State. Calling for the abolition, not the reform, of public schooling. Separating School & State has become a landmark book in both libertarian and educational circles. In his column in the Financial Times, Michael Prowse wrote: "I recommend a subversive tract, Separating School & State by Sheldon Richman of the Cato Institute, a Washington think tank... . I also think that Mr. Richman is right to fear that state education undermines personal responsibility..." Sheldon's articles on economic policy, education, civil liberties, American history, foreign policy, and the Middle East have appeared in the Washington Post, Wall Street Journal, American Scholar, Chicago Tribune, USA Today, Washington Times, The American Conservative, Insight, Cato Policy Report, Journal of Economic Development, The Freeman, The World & I, Reason, Washington Report on Middle East Affairs, Middle East Policy, Liberty magazine, and other publications. He is a contributor to the The Concise Encyclopedia of Economics. A former newspaper reporter and senior editor at the Cato Institute and the Institute for Humane Studies, Sheldon is a graduate of Temple University in Philadelphia. He blogs at Free Association. Send him e-mail.
Esta afixação foi escrita por: Sheldon Richman
Sheldon Richman é vice-presidente da Fundação Futuro de Liberdade e editor do mensário da FFF, Futuro de Liberdade. Foi por 15 anos editor de The Freeman, publicado pela Fundação de Educação Econômica em Irvington, New York. É autor do livro premiado da FFF Separação de Escola e Estado: Como Libertar as Famílias dos Estados Unidos; Seu Dinheiro ou Sua Vida: Por Que Precisamos Extinguir o Imposto de Renda; e Cidadãos no Cabresto: Hora de Repudiar o Estado Assistencialista. Preconizando extinção, não reforma, da escola pública, Separação de Escola e Estado tornou-se livro de referência em círculos tanto libertários quanto educacionais. Em sua coluna do Financial Times, Michael Prowse escreveu: "Recomendo obra subversiva, Separação de Igreja e Estado por Sheldon Richman do Cato Institute, entidade de estudos interdisciplinares de Washington... . Acho também que o Sr. Richman está certo em temer que a educação estatal solape a responsabilidade pessoal..." Os artigos de Sheldon acerca de política econômica, educação, liberdades civis, história dos Estados Unidos, política externa e Oriente Médio já foram publicados em Washington Post, Wall Street Journal, American Scholar, Chicago Tribune, USA Today, Washington Times, The American Conservative, Insight, Cato Policy Report, Journal of Economic Development, The Freeman, The World and I, Reason, Washington Report on Middle East Affairs, Middle East Policy, revista Liberty e outras publicações. É colaborador da Enciclopédia Concisa de Economia. Ex-repórter de jornal e ex-editor sênior do Cato Institute e do Instituto de Estudos Humanos, Sheldon é formado pela Temple University em Philadelphia. Bloga em Free Association. Envie-lhe e-mail.


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