Monday, October 7, 2013

FFF - Treating People Like Garbage

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The Future of Freedom Foundation
A Fundação Futuro de Liberdade
FFF Articles
Artigos da FFF
Graças a Deus é Sexta-Feira: O Povo Tratado Como Lixo
October 4, 2013
4 de outubro de 2013
The government “closed” this week. The quotation marks are meant to indicate that the worst parts of the government remain open at some level. It would be preferable to keep the monuments and national parks, like the Grand Canyon, going while closing the Pentagon, the State Department, the CIA, the NSA, ICE, FBI, ATF, and all related so-called national-security agencies.
O governo “fechou” esta semana. As aspas são para indicar que as piores partes do governo, em alguma medida, continuam abertas. Seria preferível manter monumentos e parques nacionais, como o Grand Canyon, abertos ao público e fechar o Pentágono, o Departamento de Estado, a CIA, a NSA, ICE, FBI, ATF, e todas as assim chamadas agências de segurança conexas.
The government is so entwined in our lives that some innocent people are hurt by the partial shutdown. Policies have consequences, creating perverse incentives and dependencies. Government intervention blocks routes out of poverty, and in self-defense, the ruling elite ameliorates some of the worst effects with handouts. If the handouts are suddenly yanked while the barriers stay in place, hardship will result.
O governo está de tal forma entremeado em nossas vidas que certo número de pessoas inocentes vê-se prejudicado pelo fechamento parcial. Políticas têm consequências, criando incentivos e dependências perversos. A intervenção do governo bloqueia vias de escape da pobreza e, em defesa própria, a elite dominante suaviza alguns dos piores efeitos com dádivas. Se as dádivas forem subitamente tiradas enquanto as barreiras continuarem existindo, resultará agrura.
If you were planning a trip abroad, but now won’t have your passport renewed in time, you are a victim. That is a good reason not to have government issuing passports. Before World War I, you could travel without a one. War is the health of the state.*
Se você estava planejando viagem ao exterior, mas agora não puder ter seu passaporte renovado a tempo, terá sido uma das vítimas. Esse é bom motivo pelo qual o governo não deveria gozar da faculdade de emitir passaportes. Antes da Primeira Guerra Mundial, você podia viajar sem passaporte. A guerra é a saúde do estado.*
Government equals centralization, and centralization means that bad ideas harm far more people than would be harmed under decentralized governance.
Governo é sinônimo de centralização, e centralização significa que ideias ruins prejudicam mais pessoas do que as que ficariam prejudicadas caso a governança fosse descentralizada.
At its heart, the state — more precisely, the pretenders who call themselves “leaders” — is capable of the most horrendous acts. The U.S. government stands out in this regard. From the micro level to the macro, we can trace the trail of blood, misery, and poverty. I’ll cite just two examples.
Em seu cerne, o estado — mais precisamente, os hipócritas que se atribuem o nome de “líderes” — é capaz dos atos mais horrendos. O governo dos Estados Unidos se destaca sob esse aspecto. Do nível micro ao macro, podemos acompanhar o rastro de sangue, sofrimento atroz e pobreza. Citarei apenas dois exemplos.
The other day I saw a commercial for the Wounded Warrior Project, an organization that renders assistance to veterans injured in the recent American wars. It shows a former member of the armed forces who sustained a serious head injury “when his Humvee was blown up in Iraq.” Among the scenes is one of his young daughter reading to her now-enfeebled dad. Another shows her helping him walk.
Outro dia vi um comercial do Projeto Combatente Ferido, organização que presta assistência a veteranos feridos nas recentes guerras estadunidenses. Mostra ex-membro das forças armadas que sofreu sério ferimento na cabeça “quando seu Humvee foi explodido no Iraque.” Entre as cenas há uma de sua jovem filha lendo para seu agora debilitado papai. Outra cena mostra-a ajudando-o a andar.
These scenes brought tears to my eyes, and I said out loud, “This is what the state does to people.” I should have said, “This is what the state does to families and little girls and boys.” The biggest victim here is the daughter, who now must see her young dad in that pathetic condition, likely for the rest of his life. He volunteered for the military (no doubt after being propagandized as a teenager), but his daughter was not asked if she was willing to sacrifice her dad for … for what?
Tais cenas trouxeram lágrimas a meus olhos e eu disse, em voz alta: “Isso é o que o estado faz com as pessoas.” Deveria ter dito: “Isso é o que o estado faz com famílias e com meninas e meninos.” A maior vítima, no caso, é a filha, que agora tem de ver seu jovem pai naquela condição patética, provavelmente pelo resto da vida. Ele se apresentou como voluntário à instituição militar (sem dúvida depois de influenciado por propaganda quando adolescente), mas a filha dele não foi consultada acerca de se estava disposta a sacrificar o pai por ... pelo quê?
I also thought, “Why are we taxpayers forced to pay men and women to jeopardize their kids’ well-being by going off to make war in foreign lands?” Some adults may be fool enough to buy the government’s propaganda about “serving their country,” but must we who know better be forced to participate in this atrocity? We often hear public policy justified in the name of “the children.” A noninterventionist foreign policy can genuinely satisfy that criterion.
Pensei também: “Por que somos nós contribuintes forçados a pagar a homens e mulheres para que coloquem em risco o bem-estar de seus filhos ao irem fazer guerra em terra estrangeira?” Alguns adultos podem ser parvos o bastante para comprarem a propaganda do governo acerca de “servirem a seu país,” mas nós que não somos ingênuos temos de ser forçados a participar dessa atrocidade? Amiúde ouvimos a política pública ser justificada em nome das “crianças.” Uma política externa não intervencioniosta pode satisfazer genuinamente a esse critério.
That’s the micro level. Now the macro. Someone (who? Stalin?) once said something along these lines: “A single death is a tragedy; a million deaths is a statistic.” Well, how about some 200,000 deaths? That’s the minimum number of Bengalis killed in 1971 in East Pakistan (now Bangladesh) by the dictator of Pakistan, with weapons and support provided by the regime of Richard M. Nixon and Henry A. Kissinger.
Esse é o nível micro. Agora, o macro. Alguém (quem? Stalin?) disse no passado algo do seguinte teor: “Uma única morte é uma tragédia; um milhão de mortes é uma estatística.” Ora bem, e cerca de 200.000 mortes? Esse é o número mínimo de bengalis mortos em 1971 no Paquistão Leste (hoje Bangladesh) pelo ditador do Paquistão, com armas e apoio fornecidos pelo regime de Richard M. Nixon e Henry A. Kissinger.
The story is told in a new book by Gary J. Bass, The Blood Telegram: Nixon, Kissinger, and a Forgotten Genocide. In 1971, President Nixon and National Security Adviser Henry Kissinger (later secretary of state) badly wanted to go to Red China to, among other reasons, exploit the conflict between China and the Soviet Union, and to overshadow the impending defeat in Vietnam. Their connection to Mao Zedong was General Agha Muhammad Yahya Khan, the anticommunist military dictator of Pakistan, a man Nixon liked and admired.
A história é contada em novo livro de Gary J. Bass, O Telegrama de Sangue: Nixon, Kissinger, e um Genocídio Esquecido. Em 1971, o Presidente Nixon e o Conselheiro de Segurança Nacional Henry Kissinger (mais tarde secretário de estado) desejavam muito ir à China Vermelha para, entre outros motivos, explorar o conflito entre a China e a União Soviética, e para desviar a atenção da iminente derrota no Vietnã. A conexão deles com Mao Zedong era o General Agha Muhammad Yahya Khan, ditador militar anticomunista do Paquistão, homem de quem Nixon gostava e a quem admirava.
In those days, Pakistan was America’s ally, while Pakistan’s enemy, democratic India, was nonaligned but friendly with the Soviet Union. When India won independence from Great Britain in 1947, the subcontinent was partitioned into India and Pakistan. But Muslim Pakistan itself was divided into east and west with India in between. As Bass explains in a New York Times op-ed,
Naquele tempo o Paquistão era aliado dos Estados Unidos, enquanto a inimiga do Paquistão, a democrática Índia, era não alinhada mas mantinha relações amigáveis com a União Soviética. Quando a Índia tornou-se independente da Grã-Bretanha em 1947, o subcontinente foi dividido entre Índia e Paquistão. O próprio Paquistão muçulmano, contudo, estava dividido entre leste e oeste, com a Índia no meio. Como explica Bass num artigo de fundo do New York Times,
This strange arrangement held until 1970, when Bengali nationalists in East Pakistan triumphed in nationwide elections. The ruling military government, based in West Pakistan, feared losing its grip. So on March 25, 1971, the Pakistani Army launched a devastating crackdown on the rebellious Bengalis in the east.
Esse estranho arranjo durou até 1970, quando nacionalistas bengalis do Paquistão Leste ganharam eleições nacionais. O governo militar no poder, sediado no Paquistão Oeste, temeu perder seu controle. Assim, em 25 de março de 1971, o Exército Paquistanês deflagrou devastadora repressão contra os bengalis rebeldes do leste.
Hundreds of thousands of Bengalis were killed — 3 million, according to the Bangladeshi government — and 10 million refugees poured into India, “where they died in droves in wretched refugee camps.” The onslaught helped spark a war between Pakistan and India (whose hands were also not clean), which ended in a decisive victory for India and independence for East Pakistan, renamed Bangladesh. (Before it was over, however, the world came close to a confrontation between India’s friend the Soviet Union and Pakistan’s friend China, compliments of the Nixon-Kissinger regime.)
Centenas de milhares de bengalis foram mortos — 3 milhões, de acordo com o governo bangladeshi — e 10 milhões de refugiados inundaram a Índia, “onde morreram em massa em miseráveis acampamentos de refugiados.” A chacina ajudou a provocar guerra entre Paquistão e Índia (cujas mãos também não estavam limpas), a qual terminou com vitória decisiva da Índia e independência do Paquistão Leste, rebatizado de Bangladesh. (Antes de a guerra terminar, porém, o mundo chegou perto de confronto entre a amiga da Índia, a União Soviética, e a China, amiga do Paquistão, com os cumprimentos do regime Nixon-Kissinger.)
Who outfitted the military dictatorship’s army knowing this slaughter would take place? Who kept doing so when it actually was taking place? And who offered private encouragement to Yahya?
Quem equipou o exército da ditadura militar sabendo que a chacina ocorreria? Quem continuou a fazê-lo enquanto a chacina ocorria? E quem ofereceu encorajamento privado a Yahya?
Nixon and Kissinger.
Nixon e Kissinger.
Bass documents the story with, among other things, newly declassified government documents, despite Kissinger’s policy of keeping his papers out of the hands of historians.
Bass documenta a história com, entre outras coisas, documentos secretos do governo recentemente desclassificados, a despeito da política de Kissinger de manter tais documentos longe das mãos dos historiadores.
Nixon and Kissinger, Bass writes, were engaged in more than Cold War calculations. They also disliked the people of India. When diplomats on the scene — particularly Archer Blood (he of the telegram), consul general in Dacca, East Pakistan, and Kenneth Keating, ambassador to India — protested the U.S.-backed “genocide,” they were scorned as a “maniac” and a “traitor.”
Nixon e Kissinger, escreve Bass, estavam engajados em mais do que cálculos da Guerra Fria. Também não gostavam do povo da Índia. Quando diplomatas no contexto — particularmente Archer Blood (o do telegrama), cônsul geral em Dacca, Paquistão Leste, e Kenneth Keating, embaixador na Índia — protestaram contra o “genocídio” apoiado pelos Estados Unidos, foram foram objeto de escárnio, chamados de “maníacos” e “traidores.”
The enormity of Nixon’s and Kissinger’s crimes cannot be exaggerated:
A enormidade dos crimes de Nixon e Kissinger não pode ser exagerada:
As its most important international backer, the United States had great influence over Pakistan. But at almost every turning point in the crisis, Nixon and Kissinger failed to use that leverage to avert disaster. Before the shooting started, they consciously decided not to warn Pakistan’s military chiefs against using violence on their own population… They did not threaten the loss of U.S. support or even sanctions if Pakistan took the wrong course. They allowed the army to sweep aside the results of Pakistan’s first truly free and fair democratic election, without even suggesting that the military strongmen try to work out a power-sharing deal with the Bengali leadership that had won the vote. They did not ask that Pakistan refrain from using U.S. weaponry to slaughter civilians, even though that could have impeded the military’s rampage, and might have deterred the army. There was no public condemnation – nor even a private threat of it – from the president, secretary of state or other senior officials….
Como os maiores apoiadores internacionais do Paquistão, os Estados Unidos tinham grande influência sobre aquele país. Entretanto, em quase cada ponto de inflexão da crise, Nixon e Kissinger deixaram de usar essa influência para impedir o desastre. Antes de os tiroteios começarem, eles consciamente resolveram não advertir os chefes militares paquistaneses para que não usassem de violência contra a própria população… Não ameaçaram retirada de apoio dos Estados Unidos e sequer sanções se o Paquistão enveredasse pelo caminho errado. Permitiram que o exército desconsiderasse os resultados da primeira eleição verdadeiramente livre e democrática do Paquistão, sem sequer sugerir que os homens-fortes militares tentassem firmar acordo de partiha de poder com a liderança bengali que havia ganho a eleição. Não pediram que o Paquistão se abstivesse de usar armamentos dos Estados Unidos para chacinar civis, embora isso pudesse ter diminuído a violência militar, e quem sabe dissuadido o exército. Não houve condenação pública – nem mesmo ameaça privada dela – da parte do presidente, do secretário de estado ou de outras altas autoridades….
Nixon and Kissinger bear responsibility for a significant complicity in the slaughter of the Bengalis. This overlooked episode deserves to be a defining part of their historical reputations.
Nixon e Kissinger arcam com a responsabilidade por importante cumplicidade na chacina dos bengalis. Esse episódio negligenciado merece ser parte criticamente importante da reputação histórica de ambos.
Does any of this sound familiar? See U.S. policy in Egypt, Bahrain, Palestine, or (another one from Kissinger’s playbook) East Timor, among many others.
Será que qualquer dessas coisas soa familiar? Vejam a política dos Estados Unidos em Egito, Bahrain, Palestina ou (outra para o livro de estratégias de KissingerTimor Leste, entre muitos outros.
The historian Ralph Raico observes that critics of the libertarian world view complain that the market treats people like commodities. Maybe, Raico replies. But the state treats people like garbage.
O historiador Ralph Raico observa que críticos da visão libertária do mundo queixam-se de que o mercado trata as pessoas como mercadoria. Talvez, responde Raico. O estado, porém, trata as pessoas como lixo.
This post was written by: Sheldon Richman
Sheldon Richman is vice president of The Future of Freedom Foundation and editor of FFF's monthly journal, Future of Freedom. For 15 years he was editor of The Freeman, published by the Foundation for Economic Education in Irvington, New York. He is the author of FFF's award-winning book Separating School & State: How to Liberate America's Families; Your Money or Your Life: Why We Must Abolish the Income Tax; and Tethered Citizens: Time to Repeal the Welfare State. Calling for the abolition, not the reform, of public schooling. Separating School & State has become a landmark book in both libertarian and educational circles. In his column in the Financial Times, Michael Prowse wrote: "I recommend a subversive tract, Separating School & State by Sheldon Richman of the Cato Institute, a Washington think tank... . I also think that Mr. Richman is right to fear that state education undermines personal responsibility..." Sheldon's articles on economic policy, education, civil liberties, American history, foreign policy, and the Middle East have appeared in the Washington Post, Wall Street Journal, American Scholar, Chicago Tribune, USA Today, Washington Times, The American Conservative, Insight, Cato Policy Report, Journal of Economic Development, The Freeman, The World & I, Reason, Washington Report on Middle East Affairs, Middle East Policy, Liberty magazine, and other publications. He is a contributor to the The Concise Encyclopedia of Economics. A former newspaper reporter and senior editor at the Cato Institute and the Institute for Humane Studies, Sheldon is a graduate of Temple University in Philadelphia. He blogs at Free Association. Send him e-mail.
Esta afixação foi escrita por: Sheldon Richman
Sheldon Richman é vice-presidente da Fundação Futuro de Liberdade e editor do mensário da FFF, Futuro de Liberdade. Foi por 15 anos editor de The Freeman, publicado pela Fundação de Educação Econômica em Irvington, New York. É autor do livro premiado da FFF Separação de Escola e Estado: Como Libertar as Famílias dos Estados Unidos; Seu Dinheiro ou Sua Vida: Por Que Precisamos Extinguir o Imposto de Renda; e Cidadãos no Cabresto: Hora de Repudiar o Estado Assistencialista. Preconizando extinção, não reforma, da escola pública, Separação de Escola e Estado tornou-se livro de referência em círculos tanto libertários quanto educacionais. Em sua coluna do Financial Times, Michael Prowse escreveu: "Recomendo obra subversiva, Separação de Igreja e Estado por Sheldon Richman do Cato Institute, entidade de estudos interdisciplinares de Washington... . Acho também que o Sr. Richman está certo em temer que a educação estatal solape a responsabilidade pessoal..." Os artigos de Sheldon acerca de política econômica, educação, liberdades civis, história dos Estados Unidos, política externa e Oriente Médio já foram publicados em Washington Post, Wall Street Journal, American Scholar, Chicago Tribune, USA Today, Washington Times, The American Conservative, Insight, Cato Policy Report, Journal of Economic Development, The Freeman, The World and I, Reason, Washington Report on Middle East Affairs, Middle East Policy, revista Liberty e outras publicações. É colaborador da Enciclopédia Concisa de Economia. Ex-repórter   de jornal e ex-editor sênior do Cato Institute e do Instituto de Estudos Humanos, Sheldon é formado pela Temple University em Philadelphia. Bloga em Free Association. Envie-lhe e-mail.



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