Thursday, October 3, 2013

FFF - Can Iran Trust the United States?



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The Future of Freedom Foundation
A Fundação Futuro de Liberdade
FFF Articles
Artigos da FFF
Can Iran Trust the United States?
Pode o Irã Confiar nos Estados Unidos?
October 2, 2013
2 de outubro de 2013
People ask whether the United States can trust Iran. The better question is whether Iran can trust the United States.
Pessoas perguntam se os Estados Unidos podem confiar no Irã. A melhor pergunta é se o Irã pode confiar nos Estados Unidos.
Since 1979 the U.S. government has prosecuted a covert and proxy war against Iran. The objective has been regime change and installation of a government that will loyally serve U.S. state objectives. This war began after the popular overthrow of the U.S. government’s client, Shah Mohammad Reza Pahlavi, whose brutal regime the Eisenhower administration and CIA had preserved by driving Iran’s popular Prime Minister Mohammad Mossadegh from office in 1953.
Desde 1979 o governo dos Estados Unidos vem conduzindo guerra secreta e por procuração ao Irã. O objetivo tem sido o de mudança de regime e emposse de governo que venha a servir lealmente aos objetivos de estado dos Estados Unidos. Tal guerra começou depois da derrubada, pelo povo, do cliente do governo dos Estados Unidos, Xá Mohammad Reza Pahlavi, cujo regime brutal a administração Eisenhower e a CIA haviam preservado tirando do cargo o Primeiro Ministro Mohammad Mossadegh em 1953.
Had the U.S. government not supported the shah and his secret police, there would have been no 1979 Islamic Revolution or 444-day hostage-taking at the U.S. embassy in Tehran.
Não tivessem os Estados Unidos apoiado o xá e sua polícia secreta, não teria acontecido a Revolução Islâmica de 1979 nem a manutenção de reféns por 444 dias na embaixada dos Estados Unidos em Teerã.
The U.S. government has pursued its war against Iran in a variety of ways. When Saddam Hussein’s Iraqi army invaded Iran in 1980, the Reagan administration supplied Saddam with intelligence and the ingredients for chemical weapons. Saddam, helped by that intelligence, used poison gas against Iranian troops.
O governo dos Estados Unidos tem levado a efeito sua guerra ao Irã de várias maneiras. Quando o exército iraquiano de Saddam Hussein invadiu o Irã em 1980, a administração Reagan forneceu a Saddam inteligência [coleta de informações de valor militar ou político] e os ingredientes para armas químicas. Saddam, auxiliado por aquela inteligência, usou gás venenoso contra tropas iranianas.
During the Iraq-Iran war, the U.S. Navy shot down an Iranian civilian airplane over Iranian airspace, killing 290 passengers and crew members. The captain of the USS Vincennes said his ship was being attacked by gunboats at the time, and the Airbus A300 was misidentified as an attacking F-14 Tomcat. Iran countered that the civilian flight left Iran every day at the same time. Witnesses with Italy’s navy and on a nearby U.S. warship said the airliner was climbing, not diving (as a plane would for an attack), when it was shot down.
Durante a guerra Iraque-Irã, a Marinha dos Estados Unidos derrubou um aeroplano civil iraniano que voava em espaço aéreo iraniano, matando 290 passageiros e membros da tripulação. O capitão do USS Vincennes disse que seu navio fora atacado por canhoeiras, e o Airbus A300 foi erroneamente identificado como Tomcat F-14 atacante. O Irã retrucou que o voo civil saía do Irã todos os dias à mesma hora. Testemunhas da marinha italiana e de navio de guerra dos Estados Unidos que estava próximo disseram que o avião de passageiros estava subindo, não mergulhando (como faria um avião para atacar), quando foi derrubado.
The U.S. government, or its closest Middle East ally, Israel, has helped ethnic insurgents to attack Iran’s regime. Some groups encouraged by the U.S. government, such as Jundallah and the Mujahedin e-Khalq cult, have been regarded as terrorist organizations by the State Department. Covert warfare has also taken the form of the assassination of Iranian scientists and cyber warfare. (It strains credulity to think that Israel, which annually receives billions in U.S. military assistance, acts without the knowledge of U.S. officials.)
O governo dos Estados Unidos, ou seu mais próximo aliado no Oriente Médio, Israel, tem ajudado insurgentes étnicos a atacar o regime do Irã. Alguns grupos estimulados pelo governo dos Estados Unidos, tais como Jundallah e o grupo dos seguidores do Mujahedin e-Khalq, têm sido considerados organizações terroristas pelo Departamento de Estado. A guerra secreta também tomou a forma de assassínio de cientistas iranianos e guerra cibernética. (É preciso ser muito crédulo para achar que Israel, que recebe anualmente biliões de dólares de assistência militar dos Estados Unidos, age sem conhecimento das autoridades estadunidenses.)
Then there are the economic sanctions. In international law, sanctions are an act of war. How could they not be? They aim to deprive a population of food, medicine, and other needed goods. The sanctions are said to “cripple the Iranian economy,” but an economy consists of people. Thus, sanctions inflict harm on innocent individuals, with the greatest damage to children, the elderly, and the sick. That is cruel and unconscionable. It must stop, yet some in Congress would toughen the sanctions further.
E há em seguida as sanções econômicas. Em lei internacional, sanções são ato de guerra. Como poderiam não sê-lo? Visam a privar uma população de alimento, medicamentos e outros bens indispensáveis. É dito que as sanções visam a “atingir a economia iraniana,” mas uma economia consiste em pessoas. Portanto, sanções infligem dano a pessoas inocentes, com os maiores danos atingindo crianças, velhos e doentes. Isso é cruel e inescrupuloso. Precisa parar e, no entanto, algumas pessoas no Congresso tornariam as sanções ainda mais duras.
As one can see, the Iranians are the aggrieved party in the conflict with the United States. Thus they have good reason to doubt the sincerity of recent conciliatory statements, especially when President Obama insists that “all options are on the table” — which logically includes a military and even nuclear attack. Obama should match the conciliatory words with action.
Como se pode ver, os iranianos são a parte lesada no conflito com os Estados Unidos. Portanto, têm boa razão para duvidar da sinceridade de recentes declarações conciliatórias, especialmente quando o Presidente Obama insiste em que “todas as opções estão em cima da mesa” — o que, logicamente, inclui ataque militar e até nuclear. Obama deveria fazer suas palavras conciliatórias serem casadas com ação.
But, some will say, Iran is building a nuclear bomb. The problem is that this is not true. Twice the American intelligence complex (more than a dozen agencies) has concluded that Iran abandoned whatever weapons program it had in 2003, the year the U.S. government eliminated its archenemy, Saddam Hussein. Israeli intelligence agrees that Iran has not decided to build a bomb. Indeed, Iran’s Supreme Leader, Ayatollah Ali Khamenei, issued a religious fatwa condemning  nuclear weapons years ago and has repeatedly invoked it.
Algumas pessoas, porém, dirão que o Irã está construindo uma bomba nuclear. O problema é que isso não é verdade. Por duas vezes o complexo de inteligência estadunidense (mais de uma dúzia de órgãos) concluiu que o Irã abandonou qualquer programa de armamentos que tinha em 2003, o ano em que o governo dos Estados Unidos eliminou o arqui-inimigo dele, Saddam Hussein. A inteligência israelense concorda com que o Irã não decidiu construir uma bomba. Na verdade, o Supremo Líder do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, emitiu fatwa religiosa há anos, condenando armamentos nucleares, e a tem repetidamente invocado.
It is true that Iran has enriched uranium to near 20 percent (as it may do legally), but it is turning that uranium into plates, which, although suitable for medical purposes, are unsuitable for bombs. (Weapons-grade uranium is 90 percent enriched.)
É verdade que o Irã tem enriquecido urânio até perto de 20 por cento (como pode fazê-lo legalmente), mas está transformando esse urânio em placas, as quais, embora adequadas para finalidades médicas, são inadequadas para bombas. (Urânio de nível de armamento é enriquecido 90 por cento.)
Moreover, Iran, a party to the nuclear Non-Proliferation Treaty, submits to inspections from the International Atomic Energy Agency, which has repeatedly certified that Iran’s uranium has not been diverted to making bombs. On the other hand, Israel, a nuclear power whose government (along with it American lobby) agitates for war between America and Iran, is not a member of the NPT.
Ademais, o Irã, parte do Tratado de Não Proliferação Nuclear - NPT, submete-se a inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica, a qual tem repetidamente certificado que o urânio do Irã não tem sido desviado para a fabricação de bombas. Por outro lado, Israel, potência nuclear cujo governo (juntamente com seu lobby estadunidense) açula guerra entre Estados Unidos e Irã, não é membro do NPT.
Ask yourself: What would Iran do with a nuclear weapon when Israel has hundreds of them and America has thousands?
Pergunte-se: O que faria o Irã com arma nuclear, quando Israel tem centenas delas e os  Estados Unidos têm milhares?
Despite the peace overtures from President Rouhani, which echo those of his predecessors, Obama is on a course for war. He should spurn the warmongers and choose peace.
Apesar das propostas de paz do Presidente Rouhani, que fazem eco às de seus predecessores, Obama está em trajetória de guerra. Ele deveria rejeitar os instigadores de guerra e optar pela paz.
This post was written by: Sheldon Richman
Sheldon Richman is vice president of The Future of Freedom Foundation and editor of FFF's monthly journal, Future of Freedom. For 15 years he was editor of The Freeman, published by the Foundation for Economic Education in Irvington, New York. He is the author of FFF's award-winning book Separating School & State: How to Liberate America's Families; Your Money or Your Life: Why We Must Abolish the Income Tax; and Tethered Citizens: Time to Repeal the Welfare State. Calling for the abolition, not the reform, of public schooling. Separating School and State has become a landmark book in both libertarian and educational circles. In his column in the Financial Times, Michael Prowse wrote: "I recommend a subversive tract, Separating School & State by Sheldon Richman of the Cato Institute, a Washington think tank... . I also think that Mr. Richman is right to fear that state education undermines personal responsibility..." Sheldon's articles on economic policy, education, civil liberties, American history, foreign policy, and the Middle East have appeared in the Washington Post, Wall Street Journal, American Scholar, Chicago Tribune, USA Today, Washington Times, The American Conservative, Insight, Cato Policy Report, Journal of Economic Development, The Freeman, The World & I, Reason, Washington Report on Middle East Affairs, Middle East Policy, Liberty magazine, and other publications. He is a contributor to the The Concise Encyclopedia of Economics. A former newspaper reporter and senior editor at the Cato Institute and the Institute for Humane Studies, Sheldon is a graduate of Temple University in Philadelphia. He blogs at Free Association. Send him e-mail.
Esta afixação foi escrita por: Sheldon Richman
Sheldon Richman é vice-presidente da Fundação Futuro de Liberdade e editor do mensário da FFF, Futuro de Liberdade. Foi por 15 anos editor de The Freeman, publicado pela Fundação de Educação Econômica em Irvington, New York. É autor do livro premiado da FFF Separação de Escola e Estado: Como Libertar as Famílias dos Estados Unidos; Seu Dinheiro ou Sua Vida: Por Que Precisamos Extinguir o Imposto de Renda; e Cidadãos no Cabresto: Hora de Repudiar o Estado Assistencialista. Preconizando extinção, não reforma, da escola pública, Separação de Escola e Estado tornou-se livro de referência em círculos tanto libertários quanto educacionais. Em sua coluna do Financial Times, Michael Prowse escreveu: "Recomendo obra subversiva, Separação de Igreja e Estado por Sheldon Richman do Cato Institute, entidade de estudos interdisciplinares de Washington... . Acho também que o Sr. Richman está certo em temer que a educação estatal solape a responsabilidade pessoal..." Os artigos de Sheldon acerca de política econômica, educação, liberdades civis, história dos Estados Unidos, política externa e Oriente Médio já foram publicados em Washington Post, Wall Street Journal, American Scholar, Chicago Tribune, USA Today, Washington Times, The American Conservative, Insight, Cato Policy Report, Journal of Economic Development, The Freeman, The World and I, Reason, Washington Report on Middle East Affairs, Middle East Policy, revista Liberty e outras publicações. É colaborador da Enciclopédia Concisa de Economia. Ex-repórter de jornal e ex-editor sênior do Cato Institute e do Instituto de Estudos Humanos, Sheldon é formado pela Temple University em Philadelphia. Bloga em Free Association. Envie-lhe e-mail.


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