Sunday, October 13, 2013

C4SS - Shutdown: Teachers Keep on Teachin’



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Commentary
Comentário

Shutdown: Teachers Keep on Teachin’

Fechamento: Professores Continuam Ensinando
Kevin Carson | October 7th, 2013
Kevin Carson | 7 de outubro de 2013
Cory Doctorow, guest of honor at the upcoming FenCon science fiction convention in Dallas, notes (“During the shutdown, some scientists can’t talk about science,” Boing Boing, October 4) that some of his fellow speakers will be unable to speak if the government shutdown continues. Because they’re government space scientists, they fall under the purview of the 19th century Antideficiency Act, which prohibits government workers from volunteering to do their own jobs — including talking about science to the public. The law “was aimed at stopping fraudsters who did ‘government’ business, then presented a bill for services that hadn’t been contracted but had nevertheless been performed — a kind of Civil War era version of red-light windscreen squeegeeing.”
Cory Doctorow, convidado de honra da vindoura convenção de ficção científica FenCon em Dallas, observa (“Durante o fechamento, alguns cientistas não podem falar acerca de ciência,” Boing Boing, 4 de outubro) que alguns de seus colegas palestrantes não poderão falar se o fechamento do governo continuar. Por eles serem cientistas espaciais do governo, estão enquadrados na Lei Antideficiência do século 19, que proíbe a funcionários do governo desempenharem voluntariamente suas próprias funções — inclusive falarem acerca de ciência ao público. A lei “visava a deter trapaceiros que desempenhavam atividades ‘do governo’, e em seguida apresentavam conta de serviços que não haviam sido contratados mas todavia sido prestados — uma espécie de versão Guerra Civil da limpeza de vidros do carro parado no sinal fechado.”
There’s a great deal of hostility toward government workers in some libertarian circles. And some of what government workers do — for example cops who enforce drug laws or brutally shut down Occupy protests — is illegitimate per se. But much of it is stuff — delivering mail, putting out fires, protecting people from actual assaults on their persons and possessions — that there would be a need for even in a free society.
Em alguns círculos libertários há muita hostilidade em relação a funcionários do governo. E parte do que esses funcionários do governo fazem — por exemplo policiais que fazem cumprir leis referentes a drogas ou acabam brutalmente com protestos do Occupy — é ilegítima em si própria. Muito, porém, é formado de tarefas — entrega de correspondência, extinção de incêndios, proteção das pessoas de atentados reais a sua integridade física e propriedade — que seriam necessárias mesmo numa sociedade livre.
In the end, what we call “the economy” is just people doing stuff, engaged in productive activity, providing goods and services for each other. Over the centuries the state, along with the corporations and other rent-extracting economic institutions it upholds, have hijacked a major share of this productive activity and preempted the channels within which it takes place, so that many people produce goods and services for their fellows within an exploitative institutional framework. Their production of goods and services, which would naturally be governed by cooperative labor and peaceful exchange, is instead subject to the control of states and rent-extracting institutions like corporations whose monopoly powers derive from state coercion.
No final, o que chamamos de “a economia” é apenas isto: pessoas fazendo coisas, envolvidas em atividade produtiva, fornecendo-se mutuamente bens e serviços. Ao longo dos séculos o estado, juntamente com as corporações e outras instituições extratoras de rentismo a que ele dá cobertura, sequestrou fatia majoritária dessa atividade produtiva e apossou-se dos canais internamente aos quais ela tem lugar, em decorrência do que muitas pessoas produzem bens e serviços para seus pares dentro de um arcabouço de vantagens iníquas. A produção de bens e serviços por elas, a qual, caso seguisse ordem natural, seria governada pelo trabalho cooperativo e por trocas pacíficas, fica, em vez disso, sujeita ao controle de estados e instituições extratores de rentismo tais como corporações cujos poderes de monopólio derivam de coerção do estado.
These people are not our enemies. Many of them are simply people who find it fulfilling to teach kids, save homes from fires, and the like, and — like even most hard-core anarchists at one time — just take the existing system and its self-proclaimed naturalness and inevitability at face value.
Essas pessoas não são nossas inimigas. Muitas delas são simplesmente pessoas que acham gratificante ensinar crianças, proteger residências de incêndios, e coisas que tais, e — como até, em algum passo de suas vidas, os mais ativos e entusiásticos anarquistas — simplesmente aceitam o sistema existente e suas autoproclamadas naturalidade e inevitabilidade pela aparência superficial.
Corporate-state capitalism is in a terminal crisis. Subsidized production inputs cause corporate demand for such inputs to increase exponentially, and result in both natural resources and government fiscal resources becoming exhausted. The ever worsening boom-bust cycle requires ever-increasing government expenditure to utilize excess capacity and soak up excess investment capital. And the technologies of radical abundance are destroying the artificial scarcity on which most profit depends.
O capitalismo corporativo-estatal está em crise terminal. Insumos de produção subsidiados levam a demanda corporativa por esses insumos a aumentar exponencialmente, o que resulta na exaustão tanto dos recursos naturais quanto dos recursos fiscais do governo. O cada vez pior ciclo de alta e despencamento requer gastos sempre crescentes do governo para utilização de capacidade excessiva e absorção de capital excessivo de investimento. E as tecnologias de abundância radical estão destruindo a escassez artificial da qual a maior parte dos lucros depende.
The state, likewise, is just groups of people doing stuff. Some of what they’re doing is necessary and productive activity; they’re just doing it in a distorted, state-like way. Our goal, when the present system reaches its limits, is not for these people to stop doing what they’re doing. We want them to keep right on doing it as voluntary associations of producers. These individuals and groups of producers currently working within the bowels of state and corporation, as the long collapse proceeds, will increasingly respond to the exigencies of collapse by working around the official rules of their nominal state and corporate bosses by using their own common sense. For example, the smarter police forces and sheriff’s offices will — perhaps quietly and unofficially — stop expending resources on evicting mortgage defaulters and shutting down squats.
O estado, analogamente, é constituído apenas de  grupos de pessoas fazendo coisas. Parte do que elas fazem é atividade necessária e produtiva; apenas que o fazem de maneira distorcida e à moda do estado. Nosso objetivo, quando o presente sistema atingir seus limites, não é essas pessoas pararem de fazer o que estão fazendo. Queremos que elas continuem a fazer o que hoje fazem sob forma de associações voluntárias de produtores. Essas pessoas e grupos de produtores hoje trabalhando dentro das entranhas do estado e da corporação, à medida que o longo colapso avança, reagirão cada vez mais às exigências do colapso, mediante contornarem as regras oficiais de seus chefes nominais estatais e corporativos, usando, em vez delas, seu próprio bom senso. Por exemplo, as forças policiais e xerifes mais inteligentes cessarão de — talvez quieta e não oficialmente — empregar recursos para despejar devedores de hipotecas e para desalojar ocupadores de prédios desabitados.
This is all what Pierre-Joseph Proudhon, in “General Idea of the Revolution in the Nineteenth Century,” called “dissolving the state in the social body.” And dissolving the state in the social body will require them to disregard legal barriers like the Antideficiency Act.
Isso é o que Pierre-Joseph Proudhon, em “Ideia Geral da Revolução no Século Dezenove,” chamava de “dissolver o estado no corpo social.” E dissolver o estado no corpo social exigirá que as pessoas desconsiderem barreiras legais tais como a Lei Antideficiência.
As the progressive hollowing-out of corporation and state continues, it’s likely that at some point people performing services for the public get fed up with rolling paycheck delays combined with bureaucratic interference, just ignore the authority of the government agencies or CEOs they’re supposedly taking orders from, reorganize themselves as p2p networks or cooperatives, and start performing services directly for the public in return for some informally negotiated form of compensation. That compensation may very well be some sort of commons-based support from a larger social unit that includes the people they’re providing services for.
À medida que o esvaziamento da corporação e do estado continuar, é provável que, a certa altura, pessoas que desempenhem serviços para o público fiquem fartas de repetidos atrasos de pagamento conjugados com interferência burocrática, simplesmente ignorem a autoridade dos órgãos do governo e dos Executivos Principais dos quais em tese recebam ordens, reorganizem-se como redes p2p [de processo colaborativo baseado em equipolência, 'entre pares', N.do T] ou cooperativas, e comecem a desempenhar serviços diretamente para o público em troca de alguma forma de compensação negociada informalmente. Essa compensação poderá muito bem ser algum tipo de apoio solidário por parte de alguma unidade social maior que inclua as pessoas para as quais aquelas estejam prestando serviços.
A decade ago, when the Argentinian economy collapsed and bankrupt capitalists tried to board up the factories, workers just showed up, unboarded the doors and kept right on producing under self-management. They kept right on what they’d been doing, right where they’d been doing it before — but their work took on a fundamentally different character. One of these days, government workers will respond to a government “shutdown” in the same way.
Há uma década, quando a economia argentina entrou em colapso e capitalistas falidos tentaram lacrar com tábuas as fábricas, os trabalhadores simplesmente foram trabalhar, tiraram o lacre das portas e lançaram-se à produção em regime de autogerência. Eles continuaram a fazer exatamente o que faziam antes, exatamente onde o faziam antes — mas seu trabalho assumiu caráter fundamentalmente diferente. Dia desses os funcionários do governo reagirão a “fechamento” do governo do mesmo modo.

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